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Parceria entre Prefeitura e concessionária garante caixas d’água gratuitas para moradores vulneráveis

Entregas começam pelo Cras do Pedra 90 e se estendem até o fim do mês em outras três unidades. Iniciativa busca melhorar o acesso e a qualidade da água
Moradores dos bairros Pedra 90, Nova Esperança, CPA 4 e Jardim União, em situação de vulnerabilidade, serão contemplados com a doação de 200 caixas d’água de 500 litros, entregues pelo Projeto Abastecer, iniciativa realizada pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, em parceria com a concessionária de água e esgoto de Cuiabá.
A programação tem início no Cras Pedra 90, com atendimento nos dias 10 e 11 de setembro. A primeira etapa da ação será realizada nesta quinta-feira (10), a partir das 8h, na unidade do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro. As entregas continuam no Cras Nova Esperança, onde as equipes estarão nos dias 15, 16 e 17. No dia 18, a entrega será realizada no Cras CPA 4. Encerrando o cronograma, a ação chega ao Cras Jardim União nos dias 21, 22 e 23 de setembro.
De acordo com a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão de Cuiabá, Hélida Vilela, a parceria é fundamental para ampliar o alcance das políticas públicas e assegurar melhores condições às famílias atendidas.
“Quando o poder público e a iniciativa privada unem esforços, conseguimos ampliar o alcance das ações e atender de forma mais efetiva as famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade. Agradeço pela parceria e pelo compromisso com iniciativas que contribuem para garantir mais segurança, dignidade e qualidade de vida à população cuiabana”, afirmou a secretária.
De acordo com a Águas Cuiabá, a ação dá continuidade ao trabalho desenvolvido pelo Projeto Abastecer, que já contribuiu para melhorar a rotina de famílias em situação de vulnerabilidade.
Para Leonardo Menna, diretor-geral da Águas Cuiabá, além do serviço de saneamento, a iniciativa também ajuda, de forma prática, a melhorar a vida das famílias, assegurando acesso à água e condições adequadas para armazená-la em casa. “O objetivo é contribuir para melhores condições de armazenamento de água nas residências, proporcionando mais tranquilidade e segurança no dia a dia dos moradores”, afirmou.
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Brasileiros tiram 10,5 bilhões da poupança em agosto; mais saques do que depósitos

O saldo da aplicação na caderneta de poupança caiu em agosto deste ano, com registro de mais saques do que depósitos. As saídas superaram as entradas em R$ 10,5 bilhões, de acordo com relatório divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Banco Central (BC).
No mês passado, foram aplicados R$ 357,7 bilhões, contra saques de R$ 368,2 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,5 bilhões. O saldo da poupança é pouco mais de R$ 1 trilhão.
É o terceiro mês seguido de saques líquidos na poupança. Em 2026, apenas em maio houve mais depósitos que retiradas. Nos últimos anos, a caderneta vem registrando mais saques que depósitos. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas foram de R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. No ano passado, o saldo negativo da poupança chegou a R$ 85,6 bilhões.
Até agosto, a caderneta já acumula R$ 57,1 bilhões em retiradas líquidas. Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho. Definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a taxa está em 14% ano.
De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião de março, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta a queda da taxa.
A Selic é o principal instrumento do BC para garantir que a meta de 3% (com tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos) para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, seja alcançada. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
No mês de julho, os alimentos ficaram mais baratos e contribuíram para que a inflação oficial perdesse força pelo quarto mês seguido e fechar em 0,07%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado fez o IPCA acumular 4,44% em 12 meses, trazendo o indicador de volta para a margem de tolerância da meta.
A inflação de agosto será divulgada na próxima sexta-feira (11) pelo IBGE.
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Mauro Mendes diz que Brasil está “anos-luz” atrasado em ajuste fiscal e eficiência

Candidato ao Senado afirmou que os gestores não têm perfil para convergir a máquina pública para modelo mais reduzido e menos caro
O candidato ao Senado, ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), diz que o Brasil está “anos-luz” atrasado em ajuste fiscal. Os gestores não têm teriam intenção de reduzir o custo de manutenção do Estado nem as leis cobrariam a revisão da máquina pública.
“Aquilo que nós conseguimos fazer um pouco em Mato Grosso, que é melhorar a eficiência da gestão estadual, o governo federal está anos-luz atrasado e precisa ter mudanças, que passam pela mudança de mentalidade, mas necessariamente por mudanças normativas”, disse.
Segundo Mauro, a burocracia é um dos principais entraves da gestão no país e causaria o bloqueio de ações administrativas e geram a ineficiência dos serviços públicos.
Ele citou como exemplo os processos de licença ambiental, em que Mato Grosso tem interesse para a construção de ferrovias, para escoamento da produção do agro. O principal à espera de autorização é a Ferrogrão, que liga Pará a Sinop.
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Batata e tomate continuam impactando preço da cesta básica, que sobe quase R$ 30

A segunda semana de setembro também trouxe o segundo aumento consecutivo no preço da cesta básica em Cuiabá. Desta vez, o conjunto de itens apresentou alta de 3,45% na variação semanal e alcançou a média de R$ 889,00, um acréscimo de R$ 29,66 em relação à semana anterior. Frutas, legumes e verduras continuam pressionando o preço da cesta, que acumula alta de 4,88% no período.
Os dados do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) revelam ainda que, no comparativo anual, o valor atual está 13,29% acima dos R$ 784,74 registrados no mesmo período do ano passado.
Segundo avaliação institulo, o comportamento da cesta na semana reforça que fatores climáticos podem transformar rapidamente condições de oferta em pressão sobre os preços, especialmente em produtos perecíveis e dependentes de colheitas regulares.
É o caso da batata, que somou alta de 36,25%, atingindo o custo médio de R$ 7,56/kg. Para o instituto da Fecomércio-MT, a mudança no ritmo das colheitas, em decorrência do clima chuvoso, resultou em uma oferta mais restrita do produto, o que pode justificar a alta observada nos preços ao consumidor. O crescimento semanal deixou o produto 116,85% mais caro do que o registrado no mesmo período de 2025.
Em cenário semelhante, o preço do tomate apresentou acréscimo de 22,83%, chegando ao valor médio de R$ 11,07/kg, além de estar com custo 102,17% acima do verificado no mesmo período do ano passado.
Conforme análise do IPF-MT, o clima chuvoso nas regiões produtoras, além de dificultar a colheita e provocar danos aos frutos, aliado ao fato de que algumas lavouras já encerraram a safra, pode ter reduzido a oferta disponível e contribuído para a elevação dos preços.
Ao comentar o resultado da pesquisa, o presidente da Fecomércio-MT, José Sebastião dos Reis Gonçalves (Tião da Zaeli), destacou os reflexos das altas variações semanais e anuais para determinados alimentos, limitando uma recuperação mais consistente do poder de compra das famílias.
“O avanço do preço da cesta, tanto na variação semanal quanto anual, representa uma perda adicional de espaço no orçamento destinado à alimentação, reduzindo a margem das famílias para outros gastos de consumo”, disse o presidente.
Também por questões climáticas, a banana atingiu o valor médio de R$ 9,05/kg, uma alta de 13,04% na variação semanal. O calor intenso e a baixa umidade nas plantações afetaram a qualidade da fruta, que muitas vezes não resiste ao processo logístico. Com a oferta reduzida, houve pressão sobre os preços ao consumidor.
O Sistema Comércio de Mato Grosso é integrado pela Fecomércio-MT, Sesc-MT e Senac-MT e é filiado à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.
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