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29 de outubro de 2026

Sustentabilidade

O que derruba a eficiência de fungicidas mesmo com aplicações no timing correto? – MAIS SOJA

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O emprego de fungicidas é uma ferramenta indispensável para o manejo fitossanitário da soja em áreas comerciais. Entretanto, a eficiência e a eficácia desses produtos no controle dos patógenos podem variar significativamente em função de uma série de fatores, com destaque para as condições climáticas e ambientais, além do momento de aplicação (timing) e a sensibilidade dos patógenos aos ingredientes ativos utilizados.

No manejo de doenças de maior complexidade e que exigem estratégias predominantemente preventivas, como a ferrugem-asiática da soja, causada por Phakopsora pachyrhizi, o momento de controle exerce papel central na proteção da cultura (FRAC, 2018). Embora o aumento do número de aplicações de fungicidas esteja associado, até determinado nível, ao incremento da produtividade da soja (Tura, 2023), a definição precisa do timing, isoladamente, não é suficiente para assegurar o máximo desempenho dos fungicidas.

Essa limitação é particularmente relevante no manejo de doenças policíclicas, como a ferrugem-asiática e a mancha-alvo, causada por Corynespora cassiicola, nas quais novos ciclos de infecção podem ocorrer sucessivamente ao longo do ciclo da cultura. Nessas situações, atrasos no controle, condições ambientais favoráveis à infecção, baixa deposição do produto no dossel inferior ou a utilização de ingredientes ativos com menor desempenho podem comprometer a proteção da lavoura, mesmo quando a aplicação é realizada dentro de uma janela de controle adequada.

Além disso, a interação entre patógeno, hospedeiro e ambiente, associada à pressão de seleção exercida pelo uso frequente de fungicidas, pode modificar a sensibilidade das populações de patógenos aos diferentes ingredientes ativos entre safras. Esse processo reforça a necessidade de um posicionamento criterioso dos fungicidas, considerando não apenas o momento de aplicação, mas também a escolha dos ingredientes ativos e seus mecanismos de ação, sendo imprescindível a rotação dos mesmos.

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Dessa forma, o sucesso do controle químico das doenças da soja não depende exclusivamente de aplicar no momento correto, mas da integração entre timing, escolha do fungicida, sensibilidade do patógeno, condições ambientais e qualidade da aplicação. Mesmo uma aplicação tecnicamente realizada no momento adequado pode apresentar desempenho limitado quando outros componentes desse sistema de manejo não são corretamente considerados.

Atrelado a isso, a elevada pressão de doenças no momento da aplicação pode comprometer significativamente a eficiência dos fungicidas. Situações caracterizadas por elevada quantidade de inóculo, condições ambientais altamente favoráveis à infecção e rápida velocidade de progresso da doença podem reduzir o desempenho do controle, mesmo quando o fungicida é posicionado dentro da janela adequada. Na mancha-alvo, por exemplo, o agente causal Corynespora cassiicola apresenta elevada capacidade de sobrevivência em restos culturais e pode completar múltiplos ciclos de infecção ao longo do desenvolvimento da soja, favorecendo o aumento da pressão da doença e tornando mais desafiador o seu controle.

Além da pressão de doença, diversos fatores relacionados à aplicação e às características da lavoura podem interferir diretamente no desempenho dos fungicidas. A tecnologia de aplicação, a qualidade e a uniformidade da cobertura do dossel, as condições climáticas e ambientais durante e após a pulverização, especialmente a ocorrência de chuvas, a arquitetura das plantas, a dose utilizada e as características da formulação podem determinar a quantidade de ingrediente ativo efetivamente depositada e disponível para atuar sobre o patógeno. Dessa forma, mesmo uma aplicação realizada no timing adequado pode apresentar desempenho inferior quando esses fatores não são adequadamente manejados.

Nesse contexto, a escolha do fungicida deve considerar não apenas a doença predominante no momento da aplicação, mas também o complexo de doenças presente na área, o histórico fitossanitário da propriedade e a capacidade de desempenho dos produtos sob diferentes níveis de pressão. A priorização de fungicidas de maior performance, associada ao correto posicionamento dos ingredientes ativos e à adoção de boas práticas de tecnologia de aplicação, contribui para ampliar a proteção do dossel e reduzir o risco de falhas de controle. Assim, o timing é um componente essencial do manejo, mas sua efetividade depende da integração entre produto, dose, cobertura, ambiente e pressão da doença.

Figura 1. Deposição de fungicida no dossel da soja. Fonte: +Soja.

Uma vez adotadas as medidas necessárias para preservar a eficiência do fungicida, a definição de qual produto utilizar é tão importante quanto estabelecer o momento correto de aplicação, especialmente no manejo de doenças policíclicas, nas quais sucessivos ciclos de infecção podem ocorrer ao longo do desenvolvimento da cultura. Nesse contexto, fungicidas com características que favoreçam maior desempenho e consistência de controle assumem papel estratégico no manejo fitossanitário da soja.

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Entre essas ferramentas, destaca-se o SEIV, da IHARA. A tecnologia da sua formulação favorece a absorção do produto pelas estruturas foliares e sua distribuição no tecido vegetal, além de proporcionar maior resistência à remoção pela chuva ou irrigação após a aplicação. Essas características contribuem para ampliar a proteção das folhas e conferir maior consistência ao desempenho do fungicida sob diferentes condições de campo.

Embora seja especialmente posicionado para o manejo da mancha-alvo, o SEIV também apresenta ação sobre a ferrugem-asiática, ampliando sua versatilidade dentro do programa de manejo fitossanitário da soja. Dessa forma, suas características de formulação e espectro de ação fazem do produto uma ferramenta de extrema relevância para estratégias que buscam maior eficiência e consistência no controle de doenças.

Além do SEIV, outra solução de alta performance desenvolvida pela IHARA para o manejo de doenças de difícil controle na cultura da soja, como a ferrugem-asiática e a mancha-alvo, é o FUSÃO FIX. O fungicida conta com uma formulação que favorece a rápida absorção e a distribuição uniforme dos ingredientes ativos na planta, sendo especialmente indicado para o fechamento do programa fitossanitário da cultura e contribuindo para a manutenção da eficiência no controle das doenças até as fases finais do ciclo.

Os resultados obtidos nos experimentos cooperativos reforçam o desempenho da tecnologia. Conforme Godoy et al. (2026), entre os fungicidas em fase de registro avaliados na safra 2025/2026 para o controle da ferrugem-asiática, o FUSÃO FIX apresentou o maior desempenho, alcançando 66% de controle da doença. Esses resultados evidenciam o potencial da ferramenta como uma importante alternativa para compor programas de manejo fitossanitário da soja, especialmente em estratégias que buscam elevada eficiência no controle das doenças e proteção da cultura durante o período final do ciclo.

Vale destacar que a busca por maior eficiência no manejo de doenças da soja não deve se concentrar exclusivamente em “quando aplicar”, mas também em “o que aplicar, como aplicar e em qual cenário epidemiológico aplicar”. Mesmo fungicidas de elevada eficácia dependem de um conjunto de condições para expressar seu potencial de controle. O melhor timing somente se converte em eficiência quando o produto atinge adequadamente o alvo, na dose necessária e sob condições que favoreçam sua ação, dentro de um programa de manejo coerente e integrado.

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Referências: 

FRAC. RECOMENDAÇÃO DE BOAS PRÁTICAS DE MANEJO DA FERRUGEM DA SOJA. Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas, 2018. Disponível em: < https://3f2c8573-584c-4b16-985f-14dc48f9ab81.filesusr.com/ugd/6c1e70_3d59f8587b214c9bae67d6c309adc3c5.pdf >, acesso em: 27/08/2026.

GODOY, C. V. Eficácia de fungicidas para o controle da ferrugem-asiática da soja, Phakopsora pachyrhizi, na safra 2025/2026: Resultados sumarizados dos ensaios cooperativos. Rede Fitossanidade Tropical. Séries Técnicas Fitossanidade Tropical, Comunicado Técnico, n. 7, 2026. Disponível em: < https://periodicos.ufv.br/STFT/article/view/24340/12470 >, acesso em: 01/09/2026.

GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA FERRUGEM-ASIÁTICA DA SOJA, Phakopsora pachyrhizi, NA SAFRA 2024/2025: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 219, 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1177349/1/Circ-Tec-219.pdf >, acesso em: 27/08/2026.

TURA, E. F. EXPLICANDO A CONTRIBUIÇÃO DO NÚMERO DE APLICAÇÕES DE FUNGICIDAS FOLIARES NA PRODUTIVIDADE DE LAVOURAS DE SOJA. Universidade Federal de Santa Maria, Dissertação de Mestrado, 2023. Disponível em: < https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/30300/DIS_PPGEA_2023_TURA_ENRICO.pdf?sequence=1&isAllowed=y >, acesso em: 27/08/2026.

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Redação: Equipe Mais Soja.

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Sustentabilidade

Soja sobe no mercado brasileiro, mas negócios seguem pontuais; Chicago fecha em baixa

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O mercado brasileiro de soja registrou valorização dos preços nesta quarta-feira (28), mas a comercialização permaneceu limitada a negócios pontuais. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão foi marcada pela volatilidade do dólar e das cotações na Bolsa de Chicago, com algumas indicações de compra mais favoráveis, principalmente nos portos.

Apesar da melhora nas ofertas, os volumes negociados permaneceram reduzidos. Os prêmios de exportação não apresentaram alterações significativas, enquanto os produtores continuaram segurando os volumes restantes de soja.

Segundo Silveira, o foco dos produtores permanece nos trabalhos de plantio da nova safra, o que também contribui para a movimentação limitada no mercado físico.

No mercado físico, os preços da saca de 60 quilos avançaram nas principais praças brasileiras, com exceção de Dourados (MS), onde as cotações permaneceram estáveis.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 151,00 para R$ 152,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 152,00 para R$ 153,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 146,50 para R$ 148,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 142,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 140,00 para R$ 142,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 157,50 para R$ 159,00.
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 158,00 para R$ 159,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira em baixa para o grão e o óleo, enquanto o farelo encerrou em alta.

O mercado registrou o terceiro pregão consecutivo de perdas diante da pressão do avanço da colheita nos Estados Unidos, que amplia a oferta disponível, e das preocupações com a competitividade do produto norte-americano em meio à desvalorização do real. As perdas, contudo, foram limitadas por compras de barganha e pela perspectiva de redução da safra brasileira em um cenário de El Niño forte.

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Segundo estudo da Serasa Experian, a produção brasileira de soja na temporada 2026/27 pode cair para 163,6 milhões de toneladas sob condições de El Niño forte, ante 181,2 milhões de toneladas em um cenário climático neutro.

Nos Estados Unidos, a colheita de soja atingiu 79% da área até domingo, em linha com as expectativas do mercado. A colheita de milho chegou a 60%, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na demanda, exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 120 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada 2026/27.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam em baixa de 4,75 centavos de dólar, ou 0,38%, cotados a US$ 12,24½ por bushel. A posição janeiro encerrou a US$ 12,38 por bushel, com retração de 5 centavos de dólar, ou 0,40%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com ganho de US$ 1,10 por tonelada, ou 0,32%, a US$ 335,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro encerraram a 65,56 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 1,15 centavo, ou 1,72%.

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Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,03%, negociado a R$ 5,3463 para venda e a R$ 5,3443 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3111 e a máxima de R$ 5,3986.

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Sustentabilidade

Sistema plantio direto contribui para reduzir perdas por seca na soja – MAIS SOJA

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Considerando que o déficit hídrico é um dos principais fatores responsáveis por limitar a produtividade da soja, adotar estratégias que aumentem a resiliência das plantas ao estresse hídrico é fundamental para mitigar os efeitos da baixa disponibilidade de água, contribuindo para a manutenção do potencial produtivo da cultura, desde que os períodos de estiagem não comprometam significativamente o crescimento e o desenvolvimento das plantas.

Uma das principais estratégias para isso consiste no manejo do solo visando aumentar a capacidade de infiltração de água no perfil, reduzir as perdas por escoamento superficial e favorecer a distribuição das raízes no solo. Além de contribuir para um melhor aproveitamento da água, o manejo conservacionista possibilita a melhoria dos atributos químicos, físicos e biológicos do solo, promovendo um ambiente mais favorável ao desenvolvimento radicular.

O sistema plantio direto contribui efetivamente para alcançar esses benefícios. Ao seguir a premissa da cobertura permanente do solo, seja por meio da palhada residual e/ou de culturas de cobertura, inúmeros benefícios são proporcionados ao sistema de produção, incluindo maiores índices de infiltração de água no solo, menores perdas por escoamento superficial e evaporação, além da redução da erosão hídrica. Dessa forma, o plantio direto contribui, de maneira direta e indireta, para mitigar os efeitos da seca na cultura da soja.

Figura 1. Palhada em cobertura do solo, em sistema plantio direto consolidado.

Avaliando o índice de satisfação da necessidade de água da soja (ISNA) na fase reprodutiva da cultura (R1 a R6), Franchini et al. (2012), observaram a partir de um experimento de longa duração (17 safras), que existe uma correção positiva entre os valores de ISNA e a produtividade da soja no sistema plantio direto.

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Os resultados observados por Franchini et al. (2012) demonstram que demonstram que a produtividade da soja no sistema plantio direto (SPD) foi menos afetada pela redução do ISNA do que no preparo convencional (PC), evidenciando maior disponibilidade de água e resiliência ao déficit hídrico. Enquanto a redução do ISNA de 0,8 para 0,6 provocou perdas de produtividade de aproximadamente 15% no SPD, no PC as perdas chegaram a 40%. Além disso, a produtividade começou a diminuir com ISNA abaixo de 0,7 no SPD, enquanto no PC essa redução ocorreu a partir de valores inferiores a 0,8, reforçando a maior tolerância da cultura ao déficit hídrico no sistema plantio direto (Debiasi; Franchini; Balbinot Junior, 2026).

O ISNA é um indicador da capacidade de oferta de água para suprir a demanda evapotranspiratória da cultura, ou seja, quando o ISNA é igual a 1 significa que a lavoura tem sua necessidade de água totalmente atendida (Debiasi; Franchini; Balbinot Junior, 2026).

Figura 2. Correlação entre a produtividade e o índice de satisfação da necessidade de água (ISNA) na fase reprodutiva (estádios: R1 a R6) da soja conduzida no sistema plantio direto (SPD) e no preparo convencional de solo (PC), a partir de dados de 17 safras de experimento de longa duração (período: 1994/1995 a 2010/2011) instalado em Londrina, PR.
Adaptado: Franchini et al. (2012), apud. Debiasi; Franchini; Balbinot Junior (2026)

Esses resultados reforçam o papel do sistema plantio direto como estratégia para mitigar os efeitos do déficit hídrico sobre a produtividade da soja, contribuindo para aumentar a resiliência das lavouras à seca em comparação ao preparo convencional do solo.



Referencias:

DEBIAISI, H.; FRANCHINI, J. C.; BALBINOT JUNIOR, A. A. MANEJO DO SOLO PARA REDUZIR PERDAS POR SECA NA SOJA. Embrapa Soja, Tópicos agronômicos sobre enfrentamento da seca na soja, Cap. 5, 2026. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1187158/1/DOC-486.pdf >, acesso em: 28/10/2026.

FRANCHINIM, J. C. et al. EVOLUTION OF CROP YIELDS IN DIFFERENT TILLAGE AND CROPPING SYSTEMS OVER TWO DECADES IN SOUTHERN BRAZIL. Field Crops Research, 2012. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/940585/1/franchini.field.crops.2012.pdf >, acesso em: 28/10/2026.

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Sustentabilidade

Como fica o tempo em novembro? Temporais, granizo e chuvas de até 70 mm chegam no país

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A previsão do tempo para os próximos dias indica o retorno das chuvas a algumas das principais regiões produtoras do país. No Centro-Oeste, a atuação de um canal de umidade favorece a ocorrência de temporais em regiões de soja, com possibilidade de rajadas de vento e queda de granizo. Já no Sul, a expectativa é de retorno das precipitações com maiores volumes na próxima semana.

Temporais atingem o Centro-Oeste

A atuação de um canal de umidade favorece o retorno das chuvas aos três estados do Centro-Oeste. Nesta quinta-feira (29), há previsão de temporais, com possibilidade de rajadas de vento e granizo em Mato Grosso do Sul, além de chuva forte no sul de Mato Grosso.

Nos próximos cinco dias, os volumes de chuva podem chegar a 80 milímetros em Goiás, enquanto Mato Grosso do Sul e Mato Grosso devem registrar acumulados de aproximadamente 30 milímetros. Em Mato Grosso, a distribuição das precipitações deve ser irregular, e áreas do norte do estado ainda precisam de mais chuva.

Na próxima semana, a tendência é de aumento das precipitações no sul de Mato Grosso do Sul. A segunda semana de novembro também deve manter as condições favoráveis à ocorrência de chuvas na região.

Com o retorno gradual das precipitações, o calorão tende a perder força. Nos próximos cinco dias, as temperaturas máximas não devem ultrapassar os 37 °C.

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Diante da previsão de temporais, a orientação é evitar a exposição em áreas abertas durante a ocorrência de chuva intensa, especialmente em atividades no campo.

Sul terá retorno da chuva na próxima semana

No Sul do país, a previsão indica a retomada das chuvas com maiores volumes na próxima semana, especialmente no Rio Grande do Sul e no Paraná. Os acumulados podem chegar a 50 milímetros nessas áreas, favorecendo a reposição da umidade do solo.

No Rio Grande do Sul, a chuva deve voltar a ganhar força ao longo da próxima semana, após um período de menor ocorrência de precipitações.

Chuva avança sobre áreas do Matopiba

No Matopiba, a previsão indica o retorno das chuvas com volumes mais expressivos entre os dias 8 e 12 de novembro. Os maiores acumulados são esperados no Tocantins e no oeste da Bahia, onde a precipitação pode alcançar 70 milímetros.

A volta das chuvas deve contribuir para a recuperação da umidade do solo, importante para o desenvolvimento das lavouras e o avanço das atividades agrícolas.

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Enquanto algumas regiões terão o retorno das precipitações, áreas do Nordeste devem continuar com pouca chuva. A previsão indica ausência de volumes significativos no agreste nordestino, mantendo o alerta para a baixa disponibilidade hídrica nessas localidades.

Norte terá chuvas passageiras

Na Região Norte, a previsão aponta chuvas passageiras em Rondônia e no Pará. Apesar da ocorrência de precipitações pontuais, os volumes ainda podem ser insuficientes para reverter os problemas relacionados à estiagem em algumas áreas.

A situação exige atenção especial na bacia do rio Tapajós, onde a falta de chuvas significativas mantém as preocupações com as condições hídricas.

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