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29 de outubro de 2026

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PM resgata vítima de sequestro e extorsão via Pix e prende criminoso em Alto Taquari

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Ação contou com apoio de câmeras do Programa Vigia Mais MT; suspeitos invadiram casa da vítima, exigiram transferências e capotaram picape durante fuga

A Polícia Militar de Mato Grosso resgatou um homem vítima de sequestro, roubo e extorsão e prendeu um criminoso, de 25 anos, na madrugada desta terça-feira (27.10), no município de Alto Taquari. O suspeito foi encontrado com apoio de câmeras do Programa Vigia Mais MT. Materiais que seriam utilizados na tortura à vítima foram apreendidos.

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe policial recebeu denúncia anônima sobre um grupo de pessoas em uma Fiat Toro que teria invadido uma residência e sequestrado um homem. Os policiais foram ao endereço e constataram os fatos ao verem que o imóvel estava aberto, com sinais de arrombamento e sem nenhuma pessoa dentro.

Os militares solicitaram imagens em tempo real do Programa Vigia Mais MT e identificaram que um veículo, com as mesmas características informadas, estava transitando pela MT-100.

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A equipe seguiu até a região e encontrou a Fiat Toro em uma estrada de chão com os faróis desligados. Os criminosos avançaram contra os policiais com o carro e fugiram. No local foi localizada a vítima e um suspeito, que foi detido.

Na sequência, os policiais continuaram o acompanhamento do veículo pela rodovia. Os criminosos perderam o controle do carro e se acidentaram, fugindo do carro por uma região de mata, não sendo localizados. Dentro do automóvel, foi localizado o celular e documentos da vítima.

Em depoimento à PM, o homem relatou que foi rendido dentro de sua casa pelos criminosos armados e estava sendo mantido em cárcere e obrigado a realizar transferências bancárias via pix. O homem disse que possuía grande quantidade de dinheiro em uma conta bancária e não sabia como os criminosos teriam obtido essa informação.

Os policiais também receberam informações sobre a residência pertencente a um dos suspeitos do crime. No local, a equipe fez varreduras e encontrou celulares, facas, canivetes, balanças de precisão e documentos no nome de dois possíveis suspeitos pelo crime. Todo o material foi apreendido.

Diante da situação, o primeiro suspeito detido recebeu voz de prisão e foi levado para a delegacia, com todo o material apreendido, para registro da ocorrência e demais providências.

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As forças policiais seguem nas buscas para prisão dos demais envolvidos no crime e o caso está sendo investigado pela Polícia Judiciária Civil.

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Com três membros atingidos por operação, Waldir Teis deve assumir comando do TCE-MT

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Conselheiro ocupa a função de vice-presidente e pode passar para o comando em decorrência de suspeita sobre o trabalho de três colegas de pleno

O vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Waldir Teis, deve assumir o comando do tribunal após a prisão do presidente, conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida. 

O TCE teve três membros do pleno atingido pela Operação Tomada de Contas deflagrada nesta quinta-feira (29) pela Polícia Federal. Além de Sérgio Ricardo, o ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mandou afastar Guilherme Maluf e Alisson Alencar. 

A decisão também atinge o conselheiro aposentado Valter Albano, que é membro da Comissão de Fiscalização. 

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A Polícia Federal apura indícios de irregularidades na gestão de contratos administrativos e no pagamento de servidores públicos. Além dos conselheiros, são alvos Ghregory Paiva Pires Moreira Maia, consultor jurídico geral do TCE; Roseli Loss, secretária-executiva; Felipe José Glinke, Adriangelo Barros Antunes, e Gustavo Fernandes da Silva. 

A autorização da operação foi dada pelo ministro Og Fernandes. A investigação preliminar aponta para suposta manobra na suspensão de contratos administrativos para pressionar servidores do TCE-MT. Há suspeita também de favorecimento na liberação de dinheiro público. 

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Agro Mato Grosso

Justiça Federal inicia desocupação forçada da Terra Indígena Urubu Branco em MT

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A Justiça Federal determinou o início da desocupação da Terra Indígena Urubu Branco, localizada no nordeste de Mato Grosso, a partir desta quarta-feira (28). A operação prevê a retirada de ocupantes não indígenas que estão na área e poderá contar com o apoio de forças policiais, além da remoção de estruturas que impeçam o cumprimento da ordem judicial.

A decisão foi assinada pela juíza federal Danila Gonçalves de Almeida, da Vara Federal Cível e Criminal de Barra do Garças, no dia 22 de outubro. Segundo o despacho, o prazo concedido para a desocupação voluntária terminou e não havia nova decisão judicial suspendendo a medida.

De acordo com o planejamento apresentado à Justiça, a previsão é de participação de 40 integrantes da Força Nacional e cerca de 10 agentes da Polícia Federal, além de equipes de outros órgãos de segurança.

A decisão autoriza o uso de força policial em caso de resistência, assim como o arrombamento de portões e cadeados, quando necessário. Também permite a remoção e, em último caso, a demolição de cercas, construções e outras estruturas que impeçam a desocupação. Essas medidas devem ser avaliadas conforme a necessidade e a proporcionalidade.

Os ocupantes deverão retirar móveis, utensílios e pertences pessoais durante a operação. Caso isso não seja possível, os bens deverão ser identificados e, quando necessário, encaminhados para guarda provisória. A decisão também prevê procedimentos para a retirada de animais encontrados na área.

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A Prefeitura de Confresa foi acionada para disponibilizar caminhão e equipe de apoio para o transporte dos pertences dos ocupantes.

A ordem de desocupação deverá respeitar eventuais decisões judiciais individuais que autorizem pessoas específicas a permanecer na área.

A operação envolve a Justiça Federal, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Força Nacional de Segurança Pública e as polícias Militar e Civil.

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Mato Grosso articula parceria com a Itália para ampliar exportações à União Europeia

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Estratégia prevê preparação de empresas para exigências do mercado europeu, cooperação entre universidades e atração de investimentos em agroindústria, bioenergia e alimentos processados

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) discute uma estratégia para ampliar o acesso dos produtos mato-grossenses à União Europeia e atrair investimentos para o Estado. A proposta envolve preparação para exigências sanitárias e comerciais, formação técnica e aproximação com empresas e instituições italianas.

 

A agenda foi debatida nesta terça-feira (27.10), em reunião com a Câmara de Comércio Italiana em Cuiabá (Italcam), representantes da Assembleia Legislativa e a unidade setorial da Procuradoria-Geral do Estado junto à Sedec.

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A Itália já mantém uma relação comercial relevante com Mato Grosso. Em 2025, as exportações estaduais ao país superaram US$ 360 milhões, principalmente com soja, carne bovina congelada e milho. Considerando todos os destinos internacionais, Mato Grosso exportou US$ 26,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, crescimento de 16,9% sobre o mesmo período do ano passado.

 

O mercado europeu se destaca pela remuneração da carne bovina. Em fevereiro de 2026, a União Europeia pagou, em média, US$ 6.082,14 por tonelada do produto exportado por Mato Grosso, acima de mercados tradicionais, como a China, segundo o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac).

 

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Para o procurador do Estado Diego Marques Santana Miyoshi, que representou a Sedec na reunião, aproveitar as oportunidades do Acordo Mercosul–União Europeia exige preparação das empresas e integração entre os órgãos públicos. O acesso depende do cumprimento de requisitos de sanidade, rastreabilidade, origem, certificação e regularidade ambiental.

 

“A redução tarifária não produz, por si só, acesso automático ao mercado europeu. A preferência comercial depende, portanto, de capacidade institucional e empresarial para comprovar origem, sanidade, rastreabilidade, regularidade ambiental, certificação e conformidade documental”, afirma.

 

Para organizar essa preparação, está em discussão a criação de uma comissão permanente estadual, que poderá mapear exigências por cadeia produtiva e coordenar ações para enfrentar obstáculos às exportações, com atenção inicial aos produtos de origem animal.

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Outra frente é o Projeto Eumerc, que prevê cooperação entre a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e as universidades italianas Roma Tre e Siena. A proposta contempla estudos, cursos e seminários para apoiar empresas e instituições na compreensão e aplicação das regras do acordo.

 

A aproximação com a Itália também busca ampliar o processamento da produção em Mato Grosso. Miyoshi aponta oportunidades de investimentos em agroindústria, bioenergia, máquinas e equipamentos e alimentos processados.

 

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“O Estado pode atrair capital, tecnologia e empresas italianas para verticalizar cadeias produtivas em Mato Grosso”, destaca.

 

O delegado da Italcam em Mato Grosso, André Schelini, destaca que a cooperação pode atrair investimentos e conhecimento, além de ampliar as relações comerciais. Segundo ele, a entidade pretende conectar governos, universidades e empresas para apoiar a preparação do setor produtivo e identificar oportunidades de negócios.

 

“Nosso desafio não é apenas ampliar o acesso de Mato Grosso ao mercado europeu, mas construir as condições para que o Estado participe dessa nova dinâmica econômica com mais valor agregado, inovação, sustentabilidade e protagonismo internacional”, afirma.

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Agro MT