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11 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Manejo do solo faz produtor gaúcho elevar em até 95% a produtividade da soja e do trigo – MAIS SOJA

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Diante da safra de soja 2026/27, o produtor rural se depara com a pergunta central da gestão agrícola: para colher mais, é preciso necessariamente gastar mais? Em um cenário de margens apertadas e custos de adubação elevados, aumentar a dosagem de insumos no sulco de plantio sem um diagnóstico preciso tem se mostrado uma estratégia ineficiente e cara.

Para o engenheiro agrônomo Leandro Barcelos, fundador do método A Raiz da Solução, o gargalo de grande parte das propriedades não está na falta de adubo, mas na incapacidade da planta em acessar os nutrientes e a água já presentes no solo. “O investimento em fertilizantes só se converte em sacas colhidas se o ambiente subterrâneo permitir o desenvolvimento de um sistema radicular agressivo. Jogar mais produto em um solo compactado ou quimicamente desequilibrado é desperdício de capital”, alerta Barcelos.

Da estagnação ao salto produtivo: o caso de Taquaruçu do Sul

A mudança de perspectiva na gestão da lavoura transformou a realidade da propriedade de Márcio José Natalli, produtor rural em Taquaruçu do Sul (RS). Trabalhando em uma área de 35 hectares entre terras próprias e arrendadas com o cultivo de soja, milho e trigo, Márcio enfrentava limites produtivos que pareciam insuperáveis.

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“Nosso maior problema era a produtividade. Tentávamos fazer o melhor possível, mas era muito difícil produzir mais. Fazíamos a aplicação de calcário, mas ajustes de descompactação e outras técnicas a gente ainda não realizava. Estava desacreditado”, relata o agricultor, que conheceu o método de Leandro Barcelos em 2021.

Após decidir capacitar-se com o time de A Raiz da Solução, e aplicar o manejo focado na construção de perfil de solo e fisiologia vegetal, os resultados se multiplicaram em todas as culturas da propriedade:

  • Soja: O teto produtivo, que anteriormente não passava de 50 sacas por hectare, saltou para médias consistentes entre 90 e 95 sc/ha.
  • Trigo: A média histórica de 40 sacas por hectare quase dobrou na safra 2025, atingindo 78 sc/ha.
  • Milho: Em área que historicamente produzia entre 130 e 140 sacas, o produtor alcançou 190 sc/ha na colheita de janeiro de 2026, mesmo enfrentando 25 dias de seca rigorosa. O resultado demonstra a capacidade de um perfil de solo bem construído de sustentar a lavoura diante de diferentes situações de estresse hídrico. Na safra anterior, com clima favorável, a média bateu 220 sc/ha.

Para comprovar a eficiência do método, Márcio realizou testes comparativos lado a lado. “Fizemos testes com algumas áreas separadas usando as técnicas da Raiz e outras como fazíamos antes. O que mais entregou foi, sem dúvida, o manejo da Raiz da Solução. Foi uma virada de chave imensa. Hoje, vizinhos que colhiam mais do que nós colhem bem menos”, destaca o produtor.

O depoimento completo de Márcio Natalli sobre a evolução da propriedade e os resultados alcançados pode ser assistido neste vídeo.

Educação técnica e autonomia nas decisões do campo

A história de Márcio ilustra o papel da capacitação técnica no agronegócio moderno. Em vez de seguir receitas padronizadas de prateleira, o produtor passou a compreender as respostas da planta e a dinâmica do solo, ajustando doses e produtos de acordo com a real necessidade de cada gleba.

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“O conhecimento traz autonomia. Quando o produtor entende a causa raiz do problema, seja uma camada compactada, uma limitação física ou uma deficiência nutricional específica, ele deixa de gastar com o que não traz retorno e canaliza os recursos exatamente onde a lavoura precisa”, explica Leandro Barcelos.

A transformação dos resultados no campo passa, necessariamente, por uma mudança de mentalidade da porteira para dentro. Para Leandro, o primeiro passo para o produtor romper com a estagnação é a coragem de questionar práticas históricas que são repetidas no automático.

“Muitas vezes o produtor acha que está fazendo tudo certo porque repete o mesmo pacote há dez anos, mas ele não percebe que o solo mudou e que a resposta da planta mudou. Quando você passa a entender a fisiologia e a física do solo, você para de gastar com o que não funciona e começa a tomar decisões com critério técnico. É a plantabilidade e o conhecimento do seu perfil que constroem o resultado final, não a quantidade de produto que você coloca no sulco”, reforça o especialista.

O que avaliar antes de investir na safra 2026/27

Para os agricultores que preparam o planejamento da próxima safra de verão, Leandro Barcelos elenca orientações práticas para evitar desperdícios e maximizar o retorno sobre o investimento:

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  1. Diagnóstico físico e químico por talhão: Não trate a fazenda como uma área homogênea. Faça análises de solo aprofundadas e verifique a presença de camadas compactadas que impedem o enraizamento profundo.
  2. Priorização do perfil antes da adubação pesada: Antes de aumentar a carga de NPK, é necessário avaliar a estrutura física, a compactação, a drenagem e o equilíbrio químico do solo. Um perfil bem construído favorece o desenvolvimento das raízes e ajuda a lavoura a enfrentar tanto períodos de excesso de chuva quanto eventuais intervalos de estiagem.
  3. Foco na plantabilidade: A distribuição uniforme das sementes, o ajuste de profundidade e o contato solo-semente no momento da semeadura são decisões de custo zero que definem o estande de plantas e o teto produtivo final.
  4. Planejamento de curto x longo prazo: O que pode ser ajustado antes do plantio envolve a regulagem fina de maquinário, escolha de insumos eficientes e correção localizada. Estruturações profundas de perfil devem ser planejadas de forma contínua no sistema de rotação de culturas.

Operação El Niño Sul reúne produtores em Passo Fundo

Com o objetivo de preparar os agricultores do Sul do Brasil para um cenário de maior variabilidade climática, com risco de chuvas acima da média, temporais e períodos de excesso hídrico associados ao El Niño, acontece nos dias 10 e 11 de setembro de 2026, em Passo Fundo (RS), o encontro Missão Raiz: Operação El Niño Sul.

O evento presencial e exclusivo para produtores de soja reunirá a equipe de especialistas do projeto A Raiz da Solução, liderada por Leandro Barcelos, para apresentar estratégias práticas de manejo do solo, implantação da lavoura, mitigação de riscos hídricos e planejamento técnico para a safra 2026/27.

Serviço:

  • Evento: Missão Raiz · Operação El Niño Sul
  • Data: 10 e 11 de setembro de 2026
  • Local: Passo Fundo / RS
  • Informações: Acesse a programação completa pelo link oficial do evento. 

Quem é Leandro Barcelos?

Especialista em fertilidade do solo e fisiologia vegetal com mais de 40 anos de vivência no campo, Leandro Barcelos é o consultor agronômico por trás da conquista do último campeonato nacional de produtividade de soja do CESB 2025. Natural do Rio Grande do Sul e filho de produtores, trilhou uma jornada resiliente: de produtor rural e caminhoneiro a gerente de fazenda, estudando ciência das plantas na cabine do caminhão após enfrentar perdas severas pela seca. Essa trajetória o levou a desenvolver um método exclusivo chamado A Raiz da Solução, que permite colher acima de 100 sc/ha em diversas regiões do Brasil. Sempre considerando o tempo necessário de cada fazenda para chegar às altas produtividades. Evoluir significa Transformar, ou seja, usar o mesmo dinheiro no local e forma certa , transforma a produtividade gerando mais lucro. Assim, a Raiz é a solução e produtividade é que paga conta.

Fonte: Assessoria de imprensa

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Cepea: Com alta de 15,65%, indicador do Arroz no RS recupera folego impulsionado por restrição de estoques – MAIS SOJA

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Agosto foi marcado por forte recuperação dos preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul. A baixa disponibilidade do cereal e a necessidade de recomposição dos estoques das indústrias sustentaram reajustes nas ofertas de compra, enquanto produtores permaneceram firmes nas pedidas.

Com o avanço das cotações, entretanto, a dificuldade de repasse ao arroz beneficiado aumentou a resistência dos compradores a novos reajustes. Na reta final do mês, mesmo com maior disponibilidade em parte das regiões, a atuação da demanda externa, sobretudo nas proximidades do Porto de Rio Grande, manteve os preços sustentados.

Nas primeiras semanas de agosto, produtores consultados pelo Cepea ofertaram poucos lotes, mantendo expectativas de valores mais elevados. Ao mesmo tempo, compradores relataram dificuldades para recompor estoques e precisaram elevar as ofertas em diferentes momentos para estimular novas vendas. A expectativa em torno das aquisições anunciadas pelo Governo Federal no final de julho também permaneceu no radar dos agentes ao longo de agosto. Até o início de setembro, porém, ainda não havia sido divulgado o edital com as regras para a operacionalização das compras, mantendo indefinições quanto à efetivação da medida.

A restrição de matéria-prima se intensificou ao longo da primeira metade do mês. Em casos pontuais, indústrias chegaram a suspender temporariamente as vendas de arroz beneficiado por não conseguirem adquirir volumes suficientes para atender aos novos pedidos. Compradores também buscaram alternativas para viabilizar aquisições e houve negociações em que aceitaram preços mais elevados, mas com prazos de pagamento mais longos. Ainda assim, a postura retraída dos vendedores limitou a liquidez.

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À medida que as cotações avançaram, porém, aumentou a resistência de parte das indústrias em atender aos valores pretendidos pelos produtores. Agentes relataram dificuldade em repassar ao arroz beneficiado os reajustes observados na matéria-prima, o que reduziu o espaço para novas altas nas ofertas de compra. A diferença entre as expectativas de compradores e vendedores, que havia diminuído em semanas anteriores, voltou a aumentar, e os negócios permaneceram pontuais mesmo diante da necessidade de aquisição das indústrias.

Na reta final de agosto, a dinâmica de comercialização apresentou nova mudança. Agentes consultados pelo Cepea relataram aumento da disponibilidade de arroz em casca em parte das regiões acompanhadas, permitindo inclusive o fechamento de lotes maiores do que nas semanas anteriores. A maior oferta, contudo, não resultou em recuo das cotações. Além da manutenção de pedidas firmes pelos produtores, a demanda internacional ganhou relevância, sobretudo nas regiões próximas ao Porto de Rio Grande. O interesse externo levou compradores a elevar suas ofertas para determinados lotes e deu novo suporte aos preços.

Em regiões mais distantes do Porto, por outro lado, os custos com frete dificultaram algumas operações, ao elevar o valor final do cereal. Dessa forma, mesmo com interesse comprador, a localização dos lotes e os custos logísticos também condicionaram as negociações no período.

As condições climáticas foram outro fator acompanhado pelos agentes durante agosto. As chuvas dificultaram carregamentos e o transporte do cereal em determinadas regiões e provocaram interrupções pontuais no fornecimento de energia elétrica. Além dos impactos sobre a comercialização, as precipitações limitaram os trabalhos de preparo do solo em algumas áreas, aumentando as preocupações quanto à implantação da safra 2026/27.

Preços regionais – No acumulado de agosto, a média do Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi de R$ 74,24/saca de 50 kg, alta de 15,65% frente à média de julho, de R$ 64,20/sc.

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A valorização ocorreu em todas as seis microrregiões que compõem o Indicador. A Depressão Central apresentou a maior valorização mensal, de 17,54%, com a média passando para R$ 70,24/sc em agosto. Na Campanha, a alta foi de 16,74%, para R$ 73,07/sc, enquanto, na Fronteira Oeste, o avanço foi de 16,50%, com média de R$ 74,78/sc. Na Planície Costeira Interna, a valorização chegou a 14,54%, para R$ 76,16/sc. Na Zona Sul, o preço médio aumentou 13,86%, para R$ 75,52/sc, e, na Planície Costeira Externa, a alta foi de 13,60%, com média de R$ 73,78/sc.

Para as demais faixas de rendimentos acompanhadas pelo Cepea, o preço médio do arroz de 50% a 57% de grãos inteiros no Rio Grande do Sul subiu 15,70% entre jul/26 e ago/26, a R$ 72,06/sc de 50 kg. Os grãos com 59% a 62% de inteiros se valorizaram 16,35% no período, com a média passando para R$ 75,63/sc. Já para o produto de 63% a 65% de grãos inteiros, o preço avançou 15,89% no mesmo comparativo, a R$ 76,39/sc.

Varejo – Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), divulgados pelo IBGE em 28 de julho, apontam estabilidade de 0,06% no conjunto de produtos e serviços consumidos pelas famílias brasileiras. Para o arroz, especificamente, houve queda de 0,81% na coleta realizada entre 17 de junho e 15 de julho. No acumulado dos últimos 12 meses, o recuo chega a 15,06% na média nacional.

Fonte: Cepea



 

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Sustentabilidade

Soja: Demanda global, clima e conflitos internacionais elevam preços no Brasil em agosto – MAIS SOJA

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A firme demanda global, as condições climáticas irregulares no Hemisfério Norte e as incertezas quanto aos possíveis efeitos do fenômeno climático El Niño sobre a safra 2026/27 impulsionaram as cotações de soja no Brasil, em agosto. A intensificação dos conflitos no Oriente Médio também deu suporte às cotações.

A alta nos preços foi reforçada pela retração de uma parte dos vendedores, que, atentos a esses fatores, mostraram preferência por postergar novas negociações. No entanto, para comercializar no mercado spot, muitos desses agentes aceitaram um prazo de pagamento mais alongado, mas a preços maiores. Do lado da demanda, indústrias brasileiras intensificaram as aquisições para recompor e garantir os estoques.

Além disso, com o fim do período do vazio sanitário no Paraná, produtores já iniciaram a semeadura da nova safra (2026/27) na primeira semana de setembro. Parte do estado de São Paulo e o estado de Mato Grosso também já encerraram o período obrigatório da medida fitossanitária. Com isso, o mês de setembro deve ter o foco no clima e no avanço das atividades de campo.

Quanto aos preços, o Indicador CEPEA/ESALQ – Paranaguá se valorizou expressivos 5,7% entre as médias de julho e agosto e 6,9% entre ago/25 e ago/26, encerrando o último período em R$ 150,15/sc de 60 kg, o maior valor desde dezembro de 2023 em termos reais (IGP-DI de julho/26). O Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná avançou significativos 5,9% entre os dois últimos meses e 6,3% no comparativo anual, a média de R$ 142,55/sc 60 kg em agosto, o maior valor desde novembro/24, em termos reais.

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Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, entre julho e agosto, os preços da oleaginosa subiram 6,3% no mercado de balcão (valor pago ao produtor) e 7% no de lotes (negociações entre empresas). No comparativo anual, os aumentos foram de 5,8% no balcão e de 6,7% no de lotes.

A alta no mercado nacional, por sua vez, foi limitada pela diminuição da demanda externa pela soja do Brasil. De acordo com a Secex, o Brasil exportou 9,8 milhões de toneladas do grão, queda de 26,8% frente ao mês passado e aumento de 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. É o menor volume embarcado desde fevereiro deste ano, o que é comum para este período de aproximação da entrada da safra norte-americana. Porém, vale ressaltar que, na parcial deste ano (de janeiro a agosto), o Brasil exportou 92,79 milhões de toneladas de soja em grão, um recorde para o período.

Na CME Group (Bolsa de Chicago), o contrato de primeiro vencimento da soja avançou 0,03% de julho para agosto, a US$ 11,9890/bushel (US$ 26,43/sc de 60 kg). De agosto/25 a agosto/26, no entanto, houve avanço de 19,2%.

FARELO DE SOJA – A maior disputa pelo farelo de soja disponível elevou o prêmio de exportação no Brasil e o preço FOB, dando suporte também às cotações internas. De acordo com a Secex, o Brasil exportou 2,34 milhões de toneladas de farelo de soja em agosto, 0,8% a mais que o embarcado em julho e 23% acima do escoado há um ano.

Com isso, em Paranaguá (PR), o preço FOB do farelo de soja referente ao embarque do primeiro vencimento foi de US$ 405,32/tonelada em 28 de agosto. Este é o maior patamar desde setembro/24. Diante disso, no spot nacional, o preço do farelo de soja na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, se valorizou 6,8% de julho para agosto e 13,4% de agosto/25 a agosto/26, em termos reais.

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Já na CME Group, o contrato de primeiro vencimento do farelo de soja teve média de US$ 316,12/tonelada curta (US$ 348,46/t) em agosto, recuo de 1,1% frente a julho. No comparativo anual, por sua vez, o contrato de primeiro vencimento avançou significativos 11,7%.

ÓLEO DE SOJA – As cotações do óleo de soja também avançaram no mercado brasileiro em agosto. Embora a demanda externa tenha reduzido 36,2% de julho para agosto, o volume escoado no último mês, de 197,22 mil toneladas, é 30% superior ao exportado há um ano. Além disso, na parcial deste ano (até agosto), o Brasil embarcou 1,5 milhão de toneladas de óleo de soja, 43,4% a mais que o escoado em período equivalente do ano passado.

Diante disso, levantamento do Cepea mostra que o óleo de soja posto na região de São Paulo, com 12% de ICMS, se valorizou 2,7% de julho para agosto, para R$ 6.703,75/t. No comparativo anual, porém, observa-se queda de 7,6%, em termos reais.

Na Bolsa de Chicago, o contrato de primeiro vencimento do óleo de soja teve média de US$ 0,6893/lp (US$ 1.519,65/t) em agosto, queda de 3,5% frente a julho. Frente a agosto de 2025, contudo, houve expressiva alta de 29,7%.

Fonte: Cepea

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Sustentabilidade

Cepea: Mesmo com safra recorde, preço do milho dispara 7,6% em agosto no Brasil – MAIS SOJA

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Mesmo com a colheita da segunda safra na reta final e estimativas de produção recorde, os preços do milho avançaram de forma expressiva em agosto. De modo geral, compradores e vendedores estiveram retraídos, e as negociações ocorreram apenas de forma pontual. O impulso veio sobretudo, da posição retraída de produtores, que limitaram o volume de negócios no spot, fundamentados nas altas dos valores internacionais (que elevam a paridade de exportação), no atraso da colheita no Brasil em relação à temporada anterior e nas preocupações com o clima no final do ano, devido aos possíveisimpactos do El Niño.

Do lado da demanda, compradores se depararam com os preços altos pedidos por vendedores e acabaram aceitando esses valores em alguns casos, devido à necessidade de adquirir lotes no curto prazo. Outra parte dos consumidores, por sua vez, recorreu aos estoques.

PREÇOS – No acumulado de agosto, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa avançou consideráveis 7,6%, fechando a R$ 70,23/saca de 60 kg no dia 31. A média mensal de agosto também subiu 3%. Na média das regiões pesquisadas pelo Cepea, o cereal se valorizou 9,6% no mercado de balcão (ao produtor) e 6,6% no de lotes (negociação entre empresas), também no acumulado do mês.

Os contratos negociados na B3 subiram em agosto, impulsionados pelo forte avanço dos preços internacionais. Os vencimentos Set/26 e Nov/26 avançaram 3% e 5%, fechando a R$ 71,06 e R$ 77,60/sc de 60 kg no dia 31, respectivamente.

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ESTIMATIVAS – A Conab apontou, em agosto, que devem ser produzidas 142,95 milhões de toneladas na temporada 2025/26, 1,3% superior à safra 2024/25 e um recorde, caso se concretize. As altas refletem os aumentos na área destinada ao cereal nesta temporada, além da melhora na produtividade da safra de verão.

A área plantada da primeira safra 25/26 deve ser 8,7% superior à atual temporada, com produção de 29,48 milhões de toneladas (+18%). Para a segunda safra, a produção foi estimada em 111 milhões de toneladas, leve queda de 1,9% em relação à temporada anterior, mas com área 2% maior. Já a produção da terceira safra deve ter forte queda de 18,6% entre as duas temporadas, estimada em 2,43 milhões de toneladas para 2025/26.

As estimativas de consumo foram elevadas pela Conab para 95,04 milhões de toneladas, refletindo a maior demanda para fabricação de etanol, enquanto as exportações se mantêm projetadas em 46,5 milhões de toneladas. Com isso, os estoques internos, ao final de janeiro/27, devem ser de 15,58 milhões de toneladas, acima dos 12,46 milhões de toneladas da safra anterior e 80% superiores à média das últimas cinco safras.

Para a safra mundial 2026/27, o USDA estima produção de 1,298 bilhão de toneladas, acima das 1,297 bilhão de toneladas indicadas em julho, mas inferior às 1,32 bilhão de toneladas da temporada 2025/26. O consumo mundial também foi ajustado para cima pelo USDA, levando à redução dos estoques finais, atualmente projetados em 274,66 milhões de toneladas, contra 275,26 milhões no relatório de julho e, sobretudo, abaixo dos 298,83 milhões de 2025/26.

CAMPO – A colheita da segunda safra chegou a 94,1% da área nacional até o dia 28 de agosto, abaixo dos 94,4% registrados na média das últimas cinco safras, segundo a Conab. Em Mato Grosso, a colheita foi finalizada na segunda quinzena de agosto, e a estimativa de produção para a safra 2025/26 está em 57,39 milhões de toneladas, um novo recorde, segundo o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária).

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Dentre os estados com atividades que ainda devem ser finalizadas, no Paraná, o Deral/Seab indicou que, até o dia 31, a colheita havia alcançado 89% da área estimada. Em Mato Grosso do Sul, a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) indica que foram colhidas 87,2% das lavouras até o dia 28.

INTERNACIONAL – Na Bolsa de Chicago (CME Group), os contratos do milho avançaram principalmente pelas preocupações com a produtividade nos Estados Unidos e pelas incertezas quanto ao abastecimento global, diante das incertezas nas exportações de grãos na região do Mar Negro. Com isso, os contratos Set/26 e Dez/26 avançaram fortes 17% e 15% entre 31 de agosto e 31 de julho, ao fecharem no dia 31 cotados a US$ 5,15/bushel (US$ 202,74/t) e a US$ 5,3775/bushel (US$ 211,7/t), respectivamente.

Na Argentina, a colheita do milho atingiu 88% da área, beneficiados pela melhora das condições climáticas. A previsão de produção permanece em 64 milhões de toneladas, segundo a Bolsa de Cereales.

Fonte: Cepea



 

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