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27 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Cepea: Mesmo com safra recorde, preço do milho dispara 7,6% em agosto no Brasil – MAIS SOJA

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Mesmo com a colheita da segunda safra na reta final e estimativas de produção recorde, os preços do milho avançaram de forma expressiva em agosto. De modo geral, compradores e vendedores estiveram retraídos, e as negociações ocorreram apenas de forma pontual. O impulso veio sobretudo, da posição retraída de produtores, que limitaram o volume de negócios no spot, fundamentados nas altas dos valores internacionais (que elevam a paridade de exportação), no atraso da colheita no Brasil em relação à temporada anterior e nas preocupações com o clima no final do ano, devido aos possíveisimpactos do El Niño.

Do lado da demanda, compradores se depararam com os preços altos pedidos por vendedores e acabaram aceitando esses valores em alguns casos, devido à necessidade de adquirir lotes no curto prazo. Outra parte dos consumidores, por sua vez, recorreu aos estoques.

PREÇOS – No acumulado de agosto, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa avançou consideráveis 7,6%, fechando a R$ 70,23/saca de 60 kg no dia 31. A média mensal de agosto também subiu 3%. Na média das regiões pesquisadas pelo Cepea, o cereal se valorizou 9,6% no mercado de balcão (ao produtor) e 6,6% no de lotes (negociação entre empresas), também no acumulado do mês.

Os contratos negociados na B3 subiram em agosto, impulsionados pelo forte avanço dos preços internacionais. Os vencimentos Set/26 e Nov/26 avançaram 3% e 5%, fechando a R$ 71,06 e R$ 77,60/sc de 60 kg no dia 31, respectivamente.

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ESTIMATIVAS – A Conab apontou, em agosto, que devem ser produzidas 142,95 milhões de toneladas na temporada 2025/26, 1,3% superior à safra 2024/25 e um recorde, caso se concretize. As altas refletem os aumentos na área destinada ao cereal nesta temporada, além da melhora na produtividade da safra de verão.

A área plantada da primeira safra 25/26 deve ser 8,7% superior à atual temporada, com produção de 29,48 milhões de toneladas (+18%). Para a segunda safra, a produção foi estimada em 111 milhões de toneladas, leve queda de 1,9% em relação à temporada anterior, mas com área 2% maior. Já a produção da terceira safra deve ter forte queda de 18,6% entre as duas temporadas, estimada em 2,43 milhões de toneladas para 2025/26.

As estimativas de consumo foram elevadas pela Conab para 95,04 milhões de toneladas, refletindo a maior demanda para fabricação de etanol, enquanto as exportações se mantêm projetadas em 46,5 milhões de toneladas. Com isso, os estoques internos, ao final de janeiro/27, devem ser de 15,58 milhões de toneladas, acima dos 12,46 milhões de toneladas da safra anterior e 80% superiores à média das últimas cinco safras.

Para a safra mundial 2026/27, o USDA estima produção de 1,298 bilhão de toneladas, acima das 1,297 bilhão de toneladas indicadas em julho, mas inferior às 1,32 bilhão de toneladas da temporada 2025/26. O consumo mundial também foi ajustado para cima pelo USDA, levando à redução dos estoques finais, atualmente projetados em 274,66 milhões de toneladas, contra 275,26 milhões no relatório de julho e, sobretudo, abaixo dos 298,83 milhões de 2025/26.

CAMPO – A colheita da segunda safra chegou a 94,1% da área nacional até o dia 28 de agosto, abaixo dos 94,4% registrados na média das últimas cinco safras, segundo a Conab. Em Mato Grosso, a colheita foi finalizada na segunda quinzena de agosto, e a estimativa de produção para a safra 2025/26 está em 57,39 milhões de toneladas, um novo recorde, segundo o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária).

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Dentre os estados com atividades que ainda devem ser finalizadas, no Paraná, o Deral/Seab indicou que, até o dia 31, a colheita havia alcançado 89% da área estimada. Em Mato Grosso do Sul, a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) indica que foram colhidas 87,2% das lavouras até o dia 28.

INTERNACIONAL – Na Bolsa de Chicago (CME Group), os contratos do milho avançaram principalmente pelas preocupações com a produtividade nos Estados Unidos e pelas incertezas quanto ao abastecimento global, diante das incertezas nas exportações de grãos na região do Mar Negro. Com isso, os contratos Set/26 e Dez/26 avançaram fortes 17% e 15% entre 31 de agosto e 31 de julho, ao fecharem no dia 31 cotados a US$ 5,15/bushel (US$ 202,74/t) e a US$ 5,3775/bushel (US$ 211,7/t), respectivamente.

Na Argentina, a colheita do milho atingiu 88% da área, beneficiados pela melhora das condições climáticas. A previsão de produção permanece em 64 milhões de toneladas, segundo a Bolsa de Cereales.

Fonte: Cepea



 

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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com perspectivas para o Mar Negro e avanço do plantio nos EUA – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão com preços mais baixos. O mercado foi pressionado pelas discussões sobre uma possível retomada das exportações de grãos pelo Mar Negro. A perspectiva de maior segurança para os embarques na região pode ampliar a oferta disponível internacionalmente e intensificar a concorrência entre os países exportadores, limitando os preços. A valorização do dólar também influenciou as negociações, ao encarecer o cereal americano para compradores que utilizam outras moedas.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Alimov, afirmou que o país avalia propostas para garantir a segurança do transporte de grãos pelo Mar Negro e mantém contato com a Turquia sobre o tema. Apesar das conversas, ele declarou não ver, por enquanto, perspectivas de retomada do acordo de grãos.

Outro fator acompanhado pelos investidores é o avanço do plantio de trigo de inverno nos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os trabalhos alcançaram 76% da área prevista até 25 de outubro, ante 63% na semana anterior e próximo da média de 77% dos últimos cinco anos. O ritmo próximo da média indica que o plantio segue dentro do padrão histórico, sem representar, por enquanto, um desvio significativo que altere as perspectivas de oferta.

Os contratos com entrega em dezembro fecharam cotados a US$ 6,10 1/4 por bushel, com recuo de 5,00 centavos de dólar, ou 0,81%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em março de 2027 encerraram a US$ 6,23 por bushel, com queda de 6,25 centavos de dólar, ou 0,99%.

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Fonte: Agência Safras



 

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Sustentabilidade

Índice de Preços ao Produtor (IPP) é de 1,54% em setembro – MAIS SOJA

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Em setembro de 2026, os preços da indústria geral variaram 1,54% frente a agosto, mantendo o sinal apresentado em agosto frente a julho (0,34%). O índice acumulado em 12 meses chegou a 4,34%. O acumulado no ano foi de 5,04%.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede os preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas

Em setembro, 16 das 24 atividades industriais investigadas na pesquisa apresentaram variação positiva nos preços ante o mês imediatamente anterior, seguindo o sinal da variação no índice da indústria geral. Em comparação, no mês de agosto, 13 atividades haviam apresentado maiores preços médios em relação a julho.

As quatro altas mais intensas em setembro foram: indústrias extrativas (11,04%); refino de petróleo e biocombustíveis (4,88%); alimentos (2,40%); e perfumaria, sabões e produtos de limpeza (1,79%).

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Na comparação entre os preços de setembro e agosto, alimentos foi o setor de maior destaque na composição do resultado agregado. A atividade influenciou com 0,58 ponto percentual (p.p.) na variação de 1,54% da indústria geral. Outras atividades que também sobressaíram foram indústrias extrativas, com 0,47 p.p. de influência, refino de petróleo e biocombustíveis (0,46 p.p.) e outros produtos químicos (0,05 p.p.).

O acumulado do ano, que compara os preços do mês de referência aos de dezembro do ano anterior, atingiu variação de 5,04%. Entre as atividades que, em setembro de 2026, tiveram as maiores variações no acumulado no ano, se destacaram: equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (15,20%), indústrias extrativas (13,06%), borracha e plástico (10,46%) e outros produtos químicos (8,86%).

Ainda sob a perspectiva do índice acumulado no ano, as principais influências foram registradas em alimentos: 1,25 p.p., outros produtos químicos: 0,68 p.p., indústrias extrativas: 0,56 p.p. e refino de petróleo e biocombustíveis: 0,44 p.p.

No acumulado em 12 meses, calculado comparando os preços de setembro de 2026 aos de setembro de 2025, o IPP chegou a 4,34%. Em agosto, este indicador estava em 2,50%.

Os setores com as quatro maiores variações de preços na comparação de setembro com o mesmo mês do ano anterior foram: equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (16,50%); indústrias extrativas (11,96%); impressão (10,79%); e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (9,80%).

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Nesta mesma ótica, os setores de maior influência no resultado agregado foram: alimentos (0,60 p.p.); metalurgia (0,60 p.p.); indústrias extrativas (0,52 p.p.); e borracha e plástico (0,38 p.p.).

Entre as grandes categorias econômicas, o resultado mensal de setembro (1,54%) repercutiu assim: 0,62% de variação em bens de capital (BK); 1,94% em bens intermediários (BI); e 1,18% em bens de consumo (BC). A variação observada nos bens de consumo duráveis (BCD) foi de 0,38%, ao passo que nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) foi de 1,33%.

A principal influência dentre as Grandes Categorias Econômicas foi exercida por bens intermediários, cujo peso na composição do índice geral foi de 54,10% e respondeu por 1,04 p.p. da variação de 1,54% nas indústrias extrativas e de transformação. Completam a lista bens de consumo, com influência de 0,45 p.p., e bens de capital, com 0,05 p.p.. No caso de bens de consumo, a influência observada em setembro se divide em 0,02 p.p., que se deveu à variação nos preços de bens de consumo duráveis, e 0,43 p.p. associada à variação de bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

No acumulado no ano, a variação chegou a 3,25%, no caso de bens de capital; 5,92% em bens intermediários; e 4,18% em bens de consumo, sendo que bens de consumo duráveis acumulou variação de 0,96%, enquanto bens de consumo semiduráveis e não duráveis, 4,82%.

Em termos de influência no resultado acumulado no ano, bens de capital foi responsável por 0,26 p.p. dos 5,04% verificados na indústria geral até setembro deste ano. Bens intermediários, por seu turno, respondeu por 3,18 p.p., enquanto bens de consumo exerceu influência de 1,60 p.p. no resultado agregado da indústria, influência que se divide em 0,06 p.p. devidos às variações nos preços de bens de consumo duráveis e 1,54 p.p. causados pelas variações de bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

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No acumulado em 12 meses, a variação de preços de bens de capital foi de 4,00% em setembro de 2026. Os preços dos bens intermediários, por sua vez, variaram 4,85% neste intervalo de um ano e a variação em bens de consumo foi de 3,69%, sendo que bens de consumo duráveis apresentou variação de preços de 1,36% e bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 4,15%.

No que diz respeito às influências no resultado agregado em 12 meses (4,34%), bens intermediários foi responsável por 2,61 p.p. em setembro. Houve, ainda, influência de 1,41 p.p. de bens de consumo e de 0,31 p.p. de bens de capital.

O resultado de bens de consumo, em particular, foi influenciado em 0,09 p.p. por bens de consumo duráveis e em 1,33 p.p. por bens de consumo semiduráveis e não duráveis, este último com peso de 83,91% no cômputo da categoria de bens de consumo.

Destaques setoriais

Indústrias extrativas: em setembro, o setor extrativo apresentou alta de 11,04% frente a agosto, a maior variação absoluta entre as atividades pesquisadas. Nesta ótica, a atividade exerceu a segunda maior influência absoluta sobre o índice geral, contribuindo com 0,47 p.p. para a variação de 1,54% registrada no mês.

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No acumulado do ano, a variação do setor chegou a 13,06%, a segunda maior, em termos absolutos, entre as atividades pesquisadas. O setor contribuiu com 0,56 p.p. para a variação acumulada de 5,04% no índice geral, a terceira maior influência entre as atividades.

Na comparação com setembro de 2025, os preços na porta de fábrica da atividade ficaram 11,96% mais altos, correspondendo à segunda maior variação absoluta observada nesse indicador. Com esse resultado, o setor exerceu influência de 0,52 p.p. sobre a variação geral de 4,34%.

Os resultados observados foram impulsionados principalmente por “óleos brutos de petróleo”, produto de maior peso na estrutura da atividade. O comportamento dos preços desse produto esteve associado às oscilações observadas no mercado internacional, em um contexto de complicações nos conflitos no Oriente Médio, com reflexos sobre a logística no estreito de Ormuz.

Em sentido contrário, os produtos associados ao minério de ferro exerceram pressão baixista sobre o índice, atuando como contraponto ao movimento de alta e contribuindo para atenuar o avanço dos preços do setor.

Alimentos: os preços do setor apresentaram variação positiva pelo quarto mês consecutivo, intensificando a alta. Em junho, a variação havia sido de 0,02%, chegou a 0,35% em julho, a 1,99% em agosto e, em setembro, a 2,40%. Com isso, o acumulado no ano saiu de 2,70% em agosto para 5,16%, em setembro, quadro distinto de 2025, quando, em setembro, o acumulado no ano era de -8,10%. Por fim, depois de 12 resultados negativos, o acumulado em 12 meses passou para o campo positivo, apresentando variação de 2,45%.

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A variação do setor foi a terceira mais intensa (e positiva) na passagem de agosto para setembro. Em termos de influência, alimentos teve a maior contribuição sobre o IPP nas três óticas: 0,58 p.p. no indicador do mês (1,54%); 1,25 p.p. no indicador acumulado no ano (5,04%); e 0,60 p.p. no indicador acumulado em 12 meses (4,34%).

Derivados da cana-de-açúcar e da soja são os quatro produtos de maior influência no resultado do setor de alimentos em setembro, respondendo por 1,66 p.p., da variação de 2,40%. Ou seja, os demais 39 itens que formam a canastra de produtos do setor exercem uma influência líquida de 0,74 p.p..

O aumento dos preços desses produtos esteve, de forma geral, atrelado a uma menor disponibilidade (no caso do açúcar, um processamento maior da cana voltada ao etanol contribuiu para isso). Dúvidas em relação ao alcance do El Niño também aceleraram a demanda, particularmente no caso da soja.

Refino de petróleo e biocombustíveis: na comparação entre setembro e agosto, os preços do setor subiram 4,88% após quatro meses de quedas. Com isso, o acumulado no ano chegou a 4,52% e o acumulado em 12 meses, a 3,34%.

O setor se destacou por ter sido a segunda variação mais intensa (e positiva) na comparação setembro contra agosto e por ter exercido a terceira maior influência (0,46 p.p., em 1,54%). Foi, ainda, a quarta influência no acumulado no ano, 0,44 p.p., em 5,04%.

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Quatro produtos, entre eles “gasolina, exceto para aviação”, o segundo produto de maior peso no cálculo do indicador, e todos com variação positiva, exercem a principal influência sobre o resultado, respondendo por 4,49 p.p., em 4,88%. Os demais seis produtos exercem também uma influência líquida positiva de 0,39 p.p..

O setor responde a aumentos que atingem as indústrias extrativas, em particular a extração de petróleo, cujo principal produto “óleos brutos de petróleo” exerce a maior influência no aumento observado no setor, particularmente nos últimos dois meses, com avanço de 15,86%.

Outros produtos químicos: a variação dos preços dos químicos foi de 0,68% em setembro frente a agosto, resultado que interrompeu uma sequência de três meses consecutivos de variações negativas. Com o terceiro maior peso no cálculo do índice geral da indústria, o setor exerceu a quarta influência mais intensa sobre a variação do IPP: 0,05 p.p. no total de 1,54%.

A dinâmica da petroquímica foi determinante para o resultado positivo do agregado setorial. Em resposta à trajetória de alta observada na nafta nos mercados globais, tanto os petroquímicos básicos quanto os de segunda geração registraram maiores preços na comparação com agosto.

O “benzeno” destacou-se entre os produtos de maior influência no resultado da atividade e, ao longo da cadeia derivada da nafta, a “fabricação de resinas e elastômeros” registrou variação de 2,02% frente ao mês anterior. Em movimento distinto, os insumos destinados à agricultura apresentaram menores preços ou relativa estabilidade em comparação ao observado no mês anterior.

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Com dinâmica disseminada de queda nos preços, a “fabricação de defensivos agrícolas e desinfestantes domissanitários” apresentou variação média de -1,29%, refletindo a concessão de descontos comerciais em um período de encerramento da janela sazonal de compras para a safra 2026/2027. A “fabricação de produtos químicos inorgânicos”, por seu turno, registrou variação de -0,24% na comparação com os preços do mês anterior. O resultado do segmento traduz a influência dos menores preços observados em “adubos ou fertilizantes minerais ou químicos, fosfatados”, que figuraram entre as principais contribuições para o resultado setorial do mês.

Em movimento compensatório, “adubos ou fertilizantes à base de NPK” e “ureia” foram comercializados a preços mais elevados em setembro e estiveram entre as principais influências para o resultado agregado da indústria química (0,68%).

Em um cenário internacional de altas ou resistência à queda nas cotações dos macronutrientes, o resultado dos fertilizantes em setembro sugere alguma influência da dinâmica dos mercados domésticos sobre os preços na porta da fábrica, com descontos pontuais em um momento de abertura da janela de plantio das principais culturas de verão em importantes regiões produtoras.

Nos indicadores de mais longo prazo, a indústria química apresentou variação acumulada de preços de 8,86% no ano e de 3,98% em 12 meses. A taxa acumulada no ano foi a quarta mais intensa entre as indústrias extrativas e de transformação e a influência exercida sobre o resultado geral foi a segunda mais intensa registrada no IPP: 0,68 p.p. na variação agregada de 5,04%.

Borracha e plástico: em setembro, os preços da atividade apresentaram variação de -0,80% frente a agosto, terceiro recuo consecutivo. Com o resultado, o setor acumulou retração de 4,30% no período julho-setembro, sinalizando a continuidade do movimento de acomodação dos preços observados desde o início do segundo semestre.

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Apesar da sequência recente de recuos, a atividade ainda acumulou alta de 10,46% no ano, a terceira maior entre as atividades investigadas pelo IPP. No indicador acumulado em 12 meses, a fabricação de produtos de borracha e de material plástico registrou variação de 9,48%, figurando como a quarta maior influência entre as atividades pesquisadas (0,38 p.p. em 4,34%).

Tanto no acumulado no ano quanto no acumulado em 12 meses, sobressaíram as influências positivas de “filmes de material plástico para embalagem (inclusive BOPP)”, “sacos de material plástico para embalagem ou transporte”, “garrafas, garrafões e artigos semelhantes de plástico” e “chapa/semelhante de plástico não alveolares e não reforçadas”. Todos esses produtos são do grupo de “fabricação de produtos de material plástico”, reforçando a importância do grupo para o resultado setorial nesses indicadores, com uma variação no ano de 14,66% e no acumulado em 12 meses de 13,66%. Já o grupo de “fabricação de produtos de borracha” apresenta uma variação acumulada de 0,91% em 2026 e de -0,01% nos últimos 12 meses.

Metalurgia: na passagem de agosto para setembro, os preços do setor ficaram no campo da estabilidade, com uma variação mensal de 0,03%, representando uma desaceleração em relação ao resultado de agosto (alta de 2,13%).

Com o resultado de setembro, os preços da atividade acumularam, em média, um avanço de 5,48% em 2026. Já nos últimos 12 meses, o avanço acumulado foi de 9,43%. É no acumulado em 12 meses que a atividade se destacou em setembro, representando a segunda maior influência no resultado geral da indústria (0,60 p.p. em 4,34%).

Entre os grupos econômicos do setor, o grupo de siderurgia voltou a apresentar um resultado mensal negativo (-0,19%), depois de oito meses consecutivos no campo positivo. Isso não foi suficiente para reverter o sinal nos indicadores acumulado no ano (7,52%) e acumulado em 12 meses (6,56%).

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O grupo que mais influenciou o resultado da metalurgia, tanto no indicador mensal quanto no acumulado em 12 meses, foi o de metais não ferrosos, sendo impactado pelas variações de preços de produtos de diversas cadeias (em especial, do alumínio, do cobre e ouro), acompanhando, principalmente, as cotações em bolsas internacionais das commodities, que mais que compensaram a queda do dólar frente ao real no período, cuja variação foi de -0,2% na passagem de agosto para setembro e de -4,2% no acumulado em 12 meses.

Fonte: IBGE



 

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Autor:IBGE

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Site: IBGE

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Sustentabilidade

Com câmbio ainda no radar, preços de soja no Brasil recuam nesta terça-feira; confira os dados do mercado

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O mercado brasileiro de soja registrou negócios pontuais nesta terça-feira (27), apesar do recuo generalizado dos preços no mercado físico. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o câmbio continua exercendo forte influência sobre as cotações, enquanto a menor distância entre os valores pedidos pelos vendedores e oferecidos pelos compradores favoreceu algumas negociações.

Nos portos, foram reportadas ofertas de R$ 162,00 por saca, com pagamento em janeiro, mas sem movimentação de grandes volumes. Segundo Silveira, os negócios permaneceram bastante pontuais, em um cenário de quedas na Bolsa de Chicago e no dólar, enquanto os prêmios registraram valorização.

“O spread entre comprador e vendedor diminuiu, mas os negócios ainda são muito pontuais, sem grandes volumes”, observa o analista.

Enquanto isso, o plantio da nova safra segue avançando em bom ritmo, mantendo a atenção dos produtores concentrada nos trabalhos no campo.

Preços de soja

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 152,00 para R$ 151,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 153,00 para R$ 152,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 147,00 para R$ 146,50
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 141,00 para R$ 140,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 143,00 para R$ 142,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 141,00 para R$ 140,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 158,00 para R$ 157,50
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 159,00 para R$ 158,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta terça-feira. Os fundos estenderam o recente movimento de liquidação de posições, pressionados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pela recente queda do real frente ao dólar.

Na segunda-feira (26), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de soja. Até 25 de outubro, a colheita estava apontada em 79%, contra a média dos últimos cinco anos de 77%. Na semana anterior, em 18 de outubro, o índice era de 64%.

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Mesmo com a reação registrada na segunda-feira, a recente forte desvalorização do real frente ao dólar segue sendo motivo de pressão. Com o produto brasileiro mais competitivo, os traders temem uma transferência da demanda chinesa dos Estados Unidos para o Brasil.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 11,50 centavos de dólar, ou 0,92%, a US$ 12,29 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,43 1/4 por bushel, com retração de 0,25 centavo de dólar, ou 0,73%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 5,60, ou 1,64%, a US$ 334,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 66,61 centavos de dólar, com perda de 0,40 centavo, ou 0,59%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 1,14%, negociado a R$ 5,3480 para venda e a R$ 5,3460 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3067 e a máxima de R$ 5,3480.

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