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29 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Soja: Demanda global, clima e conflitos internacionais elevam preços no Brasil em agosto – MAIS SOJA

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A firme demanda global, as condições climáticas irregulares no Hemisfério Norte e as incertezas quanto aos possíveis efeitos do fenômeno climático El Niño sobre a safra 2026/27 impulsionaram as cotações de soja no Brasil, em agosto. A intensificação dos conflitos no Oriente Médio também deu suporte às cotações.

A alta nos preços foi reforçada pela retração de uma parte dos vendedores, que, atentos a esses fatores, mostraram preferência por postergar novas negociações. No entanto, para comercializar no mercado spot, muitos desses agentes aceitaram um prazo de pagamento mais alongado, mas a preços maiores. Do lado da demanda, indústrias brasileiras intensificaram as aquisições para recompor e garantir os estoques.

Além disso, com o fim do período do vazio sanitário no Paraná, produtores já iniciaram a semeadura da nova safra (2026/27) na primeira semana de setembro. Parte do estado de São Paulo e o estado de Mato Grosso também já encerraram o período obrigatório da medida fitossanitária. Com isso, o mês de setembro deve ter o foco no clima e no avanço das atividades de campo.

Quanto aos preços, o Indicador CEPEA/ESALQ – Paranaguá se valorizou expressivos 5,7% entre as médias de julho e agosto e 6,9% entre ago/25 e ago/26, encerrando o último período em R$ 150,15/sc de 60 kg, o maior valor desde dezembro de 2023 em termos reais (IGP-DI de julho/26). O Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná avançou significativos 5,9% entre os dois últimos meses e 6,3% no comparativo anual, a média de R$ 142,55/sc 60 kg em agosto, o maior valor desde novembro/24, em termos reais.

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Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, entre julho e agosto, os preços da oleaginosa subiram 6,3% no mercado de balcão (valor pago ao produtor) e 7% no de lotes (negociações entre empresas). No comparativo anual, os aumentos foram de 5,8% no balcão e de 6,7% no de lotes.

A alta no mercado nacional, por sua vez, foi limitada pela diminuição da demanda externa pela soja do Brasil. De acordo com a Secex, o Brasil exportou 9,8 milhões de toneladas do grão, queda de 26,8% frente ao mês passado e aumento de 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. É o menor volume embarcado desde fevereiro deste ano, o que é comum para este período de aproximação da entrada da safra norte-americana. Porém, vale ressaltar que, na parcial deste ano (de janeiro a agosto), o Brasil exportou 92,79 milhões de toneladas de soja em grão, um recorde para o período.

Na CME Group (Bolsa de Chicago), o contrato de primeiro vencimento da soja avançou 0,03% de julho para agosto, a US$ 11,9890/bushel (US$ 26,43/sc de 60 kg). De agosto/25 a agosto/26, no entanto, houve avanço de 19,2%.

FARELO DE SOJA – A maior disputa pelo farelo de soja disponível elevou o prêmio de exportação no Brasil e o preço FOB, dando suporte também às cotações internas. De acordo com a Secex, o Brasil exportou 2,34 milhões de toneladas de farelo de soja em agosto, 0,8% a mais que o embarcado em julho e 23% acima do escoado há um ano.

Com isso, em Paranaguá (PR), o preço FOB do farelo de soja referente ao embarque do primeiro vencimento foi de US$ 405,32/tonelada em 28 de agosto. Este é o maior patamar desde setembro/24. Diante disso, no spot nacional, o preço do farelo de soja na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, se valorizou 6,8% de julho para agosto e 13,4% de agosto/25 a agosto/26, em termos reais.

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Já na CME Group, o contrato de primeiro vencimento do farelo de soja teve média de US$ 316,12/tonelada curta (US$ 348,46/t) em agosto, recuo de 1,1% frente a julho. No comparativo anual, por sua vez, o contrato de primeiro vencimento avançou significativos 11,7%.

ÓLEO DE SOJA – As cotações do óleo de soja também avançaram no mercado brasileiro em agosto. Embora a demanda externa tenha reduzido 36,2% de julho para agosto, o volume escoado no último mês, de 197,22 mil toneladas, é 30% superior ao exportado há um ano. Além disso, na parcial deste ano (até agosto), o Brasil embarcou 1,5 milhão de toneladas de óleo de soja, 43,4% a mais que o escoado em período equivalente do ano passado.

Diante disso, levantamento do Cepea mostra que o óleo de soja posto na região de São Paulo, com 12% de ICMS, se valorizou 2,7% de julho para agosto, para R$ 6.703,75/t. No comparativo anual, porém, observa-se queda de 7,6%, em termos reais.

Na Bolsa de Chicago, o contrato de primeiro vencimento do óleo de soja teve média de US$ 0,6893/lp (US$ 1.519,65/t) em agosto, queda de 3,5% frente a julho. Frente a agosto de 2025, contudo, houve expressiva alta de 29,7%.

Fonte: Cepea

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Sustentabilidade

Soja sobe no mercado brasileiro, mas negócios seguem pontuais; Chicago fecha em baixa

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O mercado brasileiro de soja registrou valorização dos preços nesta quarta-feira (28), mas a comercialização permaneceu limitada a negócios pontuais. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão foi marcada pela volatilidade do dólar e das cotações na Bolsa de Chicago, com algumas indicações de compra mais favoráveis, principalmente nos portos.

Apesar da melhora nas ofertas, os volumes negociados permaneceram reduzidos. Os prêmios de exportação não apresentaram alterações significativas, enquanto os produtores continuaram segurando os volumes restantes de soja.

Segundo Silveira, o foco dos produtores permanece nos trabalhos de plantio da nova safra, o que também contribui para a movimentação limitada no mercado físico.

No mercado físico, os preços da saca de 60 quilos avançaram nas principais praças brasileiras, com exceção de Dourados (MS), onde as cotações permaneceram estáveis.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 151,00 para R$ 152,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 152,00 para R$ 153,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 146,50 para R$ 148,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 142,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 140,00 para R$ 142,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 157,50 para R$ 159,00.
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 158,00 para R$ 159,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira em baixa para o grão e o óleo, enquanto o farelo encerrou em alta.

O mercado registrou o terceiro pregão consecutivo de perdas diante da pressão do avanço da colheita nos Estados Unidos, que amplia a oferta disponível, e das preocupações com a competitividade do produto norte-americano em meio à desvalorização do real. As perdas, contudo, foram limitadas por compras de barganha e pela perspectiva de redução da safra brasileira em um cenário de El Niño forte.

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Segundo estudo da Serasa Experian, a produção brasileira de soja na temporada 2026/27 pode cair para 163,6 milhões de toneladas sob condições de El Niño forte, ante 181,2 milhões de toneladas em um cenário climático neutro.

Nos Estados Unidos, a colheita de soja atingiu 79% da área até domingo, em linha com as expectativas do mercado. A colheita de milho chegou a 60%, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na demanda, exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 120 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada 2026/27.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam em baixa de 4,75 centavos de dólar, ou 0,38%, cotados a US$ 12,24½ por bushel. A posição janeiro encerrou a US$ 12,38 por bushel, com retração de 5 centavos de dólar, ou 0,40%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com ganho de US$ 1,10 por tonelada, ou 0,32%, a US$ 335,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro encerraram a 65,56 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 1,15 centavo, ou 1,72%.

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Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,03%, negociado a R$ 5,3463 para venda e a R$ 5,3443 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3111 e a máxima de R$ 5,3986.

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Sustentabilidade

Sistema plantio direto contribui para reduzir perdas por seca na soja – MAIS SOJA

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Considerando que o déficit hídrico é um dos principais fatores responsáveis por limitar a produtividade da soja, adotar estratégias que aumentem a resiliência das plantas ao estresse hídrico é fundamental para mitigar os efeitos da baixa disponibilidade de água, contribuindo para a manutenção do potencial produtivo da cultura, desde que os períodos de estiagem não comprometam significativamente o crescimento e o desenvolvimento das plantas.

Uma das principais estratégias para isso consiste no manejo do solo visando aumentar a capacidade de infiltração de água no perfil, reduzir as perdas por escoamento superficial e favorecer a distribuição das raízes no solo. Além de contribuir para um melhor aproveitamento da água, o manejo conservacionista possibilita a melhoria dos atributos químicos, físicos e biológicos do solo, promovendo um ambiente mais favorável ao desenvolvimento radicular.

O sistema plantio direto contribui efetivamente para alcançar esses benefícios. Ao seguir a premissa da cobertura permanente do solo, seja por meio da palhada residual e/ou de culturas de cobertura, inúmeros benefícios são proporcionados ao sistema de produção, incluindo maiores índices de infiltração de água no solo, menores perdas por escoamento superficial e evaporação, além da redução da erosão hídrica. Dessa forma, o plantio direto contribui, de maneira direta e indireta, para mitigar os efeitos da seca na cultura da soja.

Figura 1. Palhada em cobertura do solo, em sistema plantio direto consolidado.

Avaliando o índice de satisfação da necessidade de água da soja (ISNA) na fase reprodutiva da cultura (R1 a R6), Franchini et al. (2012), observaram a partir de um experimento de longa duração (17 safras), que existe uma correção positiva entre os valores de ISNA e a produtividade da soja no sistema plantio direto.

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Os resultados observados por Franchini et al. (2012) demonstram que demonstram que a produtividade da soja no sistema plantio direto (SPD) foi menos afetada pela redução do ISNA do que no preparo convencional (PC), evidenciando maior disponibilidade de água e resiliência ao déficit hídrico. Enquanto a redução do ISNA de 0,8 para 0,6 provocou perdas de produtividade de aproximadamente 15% no SPD, no PC as perdas chegaram a 40%. Além disso, a produtividade começou a diminuir com ISNA abaixo de 0,7 no SPD, enquanto no PC essa redução ocorreu a partir de valores inferiores a 0,8, reforçando a maior tolerância da cultura ao déficit hídrico no sistema plantio direto (Debiasi; Franchini; Balbinot Junior, 2026).

O ISNA é um indicador da capacidade de oferta de água para suprir a demanda evapotranspiratória da cultura, ou seja, quando o ISNA é igual a 1 significa que a lavoura tem sua necessidade de água totalmente atendida (Debiasi; Franchini; Balbinot Junior, 2026).

Figura 2. Correlação entre a produtividade e o índice de satisfação da necessidade de água (ISNA) na fase reprodutiva (estádios: R1 a R6) da soja conduzida no sistema plantio direto (SPD) e no preparo convencional de solo (PC), a partir de dados de 17 safras de experimento de longa duração (período: 1994/1995 a 2010/2011) instalado em Londrina, PR.
Adaptado: Franchini et al. (2012), apud. Debiasi; Franchini; Balbinot Junior (2026)

Esses resultados reforçam o papel do sistema plantio direto como estratégia para mitigar os efeitos do déficit hídrico sobre a produtividade da soja, contribuindo para aumentar a resiliência das lavouras à seca em comparação ao preparo convencional do solo.



Referencias:

DEBIAISI, H.; FRANCHINI, J. C.; BALBINOT JUNIOR, A. A. MANEJO DO SOLO PARA REDUZIR PERDAS POR SECA NA SOJA. Embrapa Soja, Tópicos agronômicos sobre enfrentamento da seca na soja, Cap. 5, 2026. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1187158/1/DOC-486.pdf >, acesso em: 28/10/2026.

FRANCHINIM, J. C. et al. EVOLUTION OF CROP YIELDS IN DIFFERENT TILLAGE AND CROPPING SYSTEMS OVER TWO DECADES IN SOUTHERN BRAZIL. Field Crops Research, 2012. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/940585/1/franchini.field.crops.2012.pdf >, acesso em: 28/10/2026.

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Sustentabilidade

Como fica o tempo em novembro? Temporais, granizo e chuvas de até 70 mm chegam no país

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A previsão do tempo para os próximos dias indica o retorno das chuvas a algumas das principais regiões produtoras do país. No Centro-Oeste, a atuação de um canal de umidade favorece a ocorrência de temporais em regiões de soja, com possibilidade de rajadas de vento e queda de granizo. Já no Sul, a expectativa é de retorno das precipitações com maiores volumes na próxima semana.

Temporais atingem o Centro-Oeste

A atuação de um canal de umidade favorece o retorno das chuvas aos três estados do Centro-Oeste. Nesta quinta-feira (29), há previsão de temporais, com possibilidade de rajadas de vento e granizo em Mato Grosso do Sul, além de chuva forte no sul de Mato Grosso.

Nos próximos cinco dias, os volumes de chuva podem chegar a 80 milímetros em Goiás, enquanto Mato Grosso do Sul e Mato Grosso devem registrar acumulados de aproximadamente 30 milímetros. Em Mato Grosso, a distribuição das precipitações deve ser irregular, e áreas do norte do estado ainda precisam de mais chuva.

Na próxima semana, a tendência é de aumento das precipitações no sul de Mato Grosso do Sul. A segunda semana de novembro também deve manter as condições favoráveis à ocorrência de chuvas na região.

Com o retorno gradual das precipitações, o calorão tende a perder força. Nos próximos cinco dias, as temperaturas máximas não devem ultrapassar os 37 °C.

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Diante da previsão de temporais, a orientação é evitar a exposição em áreas abertas durante a ocorrência de chuva intensa, especialmente em atividades no campo.

Sul terá retorno da chuva na próxima semana

No Sul do país, a previsão indica a retomada das chuvas com maiores volumes na próxima semana, especialmente no Rio Grande do Sul e no Paraná. Os acumulados podem chegar a 50 milímetros nessas áreas, favorecendo a reposição da umidade do solo.

No Rio Grande do Sul, a chuva deve voltar a ganhar força ao longo da próxima semana, após um período de menor ocorrência de precipitações.

Chuva avança sobre áreas do Matopiba

No Matopiba, a previsão indica o retorno das chuvas com volumes mais expressivos entre os dias 8 e 12 de novembro. Os maiores acumulados são esperados no Tocantins e no oeste da Bahia, onde a precipitação pode alcançar 70 milímetros.

A volta das chuvas deve contribuir para a recuperação da umidade do solo, importante para o desenvolvimento das lavouras e o avanço das atividades agrícolas.

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Enquanto algumas regiões terão o retorno das precipitações, áreas do Nordeste devem continuar com pouca chuva. A previsão indica ausência de volumes significativos no agreste nordestino, mantendo o alerta para a baixa disponibilidade hídrica nessas localidades.

Norte terá chuvas passageiras

Na Região Norte, a previsão aponta chuvas passageiras em Rondônia e no Pará. Apesar da ocorrência de precipitações pontuais, os volumes ainda podem ser insuficientes para reverter os problemas relacionados à estiagem em algumas áreas.

A situação exige atenção especial na bacia do rio Tapajós, onde a falta de chuvas significativas mantém as preocupações com as condições hídricas.

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