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10 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Avião cai, pega fogo e deixa três mortos em fazenda de MT; veja vídeo

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Avião de pequeno porte caiu, na manhã desta quinta-feira (10), na zona rural de Água Boa (730 km ao leste de Cuiabá). Com o impacto, a aeronave pegou fogo. Há, até o momento, confirmação de 3 mortes.

O acidente ocorreu por volta das 8h20, na Fazenda Santa Riza, localizada a aproximadamente 18 quilômetros da área urbana, no trecho em direção à Pedreira Shalon. (video abaixo)

As informações são preliminares, já que a ocorrência ainda está em andamento. Conforme apurado, a aeronave estava fora do radar e sem identificação.

O Corpo de Bombeiros e outras forças de segurança foram acionados e se deslocaram até a propriedade. A área foi isolada para o controle dos focos de incêndio e preservação do local do acidente.

Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil também foram acionadas. Os trabalhos deverão auxiliar na identificação das vítimas e na apuração das circunstâncias e possíveis causas da queda.

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Perícia apontou que há, ao menos, 3 corpos carbonizados na área. Eles serão recolhidos e encaminhados para exames de identificação.

VIDEO:

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Agro Mato Grosso

Inimiga do sojicultor! Mosca-branca é a 3ª maior praga da soja e pode causar perdas de até 70%, alerta pesquisador

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Nas lavouras de soja, inimigos silenciosos podem avançar rapidamente e provocar perdas expressivas de produtividade. É o caso da mosca-branca (Bemisia tabaci), praga que preocupa produtores para a safra 2026/27 e pode encontrar condições favoráveis de desenvolvimento. O pesquisador Germison Tomquelski, mestre e doutor em Agronomia e integrante da Desafios Agro, de Chapadão do Sul (MS), aponta que o cenário exige atenção redobrada desde o início do ciclo. “Acreditamos que será uma safra de mosca-branca, daí a necessidade de preparação para o enfrentamento”, diz.

Segundo Germison, anos de El Niño costumam acelerar o ciclo de diversas pragas e favorecer a ocorrência da mosca-branca. Ele lembra que safras anteriores marcadas por altas infestações chegaram a registrar dificuldades no controle, inclusive com falta de produtos específicos no mercado. “Para uma safra como essa, bem desafiadora, o produtor precisa se preparar um pouco mais e estar mais presente no campo, principalmente no monitoramento”, aponta. A atenção deve começar pelas bordaduras, onde geralmente surgem as primeiras revoadas de adultos.

O pesquisador explica que, após a chegada dos adultos, é fundamental identificar rapidamente a presença de ninfas nos folíolos da soja. O acompanhamento pode ser feito com o auxílio de lupa, permitindo detectar as primeiras formas jovens da praga e antecipar as medidas de controle. “É muito importante que o produtor se atente um pouco mais, porque essa infestação pode ser inicial e ocorrer antes do fechamento da cultura”, diz Germison. Para ele, a lavoura deve chegar ao fechamento com níveis muito baixos de infestação, preferencialmente sem a presença de ninfas.

A mosca-branca é uma praga sugadora que pode comprometer o desenvolvimento da soja. Ao se alimentar da seiva, o inseto elimina uma substância açucarada sobre as folhas, favorecendo o aparecimento da fumagina, fungo que recobre a superfície foliar e prejudica a fotossíntese. O resultado pode ser menor enchimento de grãos e redução da produtividade. “É uma praga que gera prejuízos aí chegando até 70% na produtividade”, ressalta o pesquisador, que também chama atenção para a transmissão de viroses pela praga.

No manejo, Germison recomenda que o produtor não espere o momento das aplicações de fungicidas para realizar o controle da mosca-branca. A estratégia, segundo ele, deve começar logo nas primeiras infestações, utilizando produtos capazes de atuar principalmente sobre ovos e ninfas e, assim, contribuir para a quebra do ciclo da praga. “Muitas vezes, o produtor faz uma reaplicação para mosca-branca com o mesmo intervalo do fungicida, e assim não se quebra o ciclo da praga”, explica. O pesquisador destaca ainda a buprofezina, ingrediente ativo que atua sobre as formas jovens e apresentou indicadores de eficácia próximos de 80% em avaliações.

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Além do controle da praga, o monitoramento também é importante para identificar possíveis casos de viroses e evitar que problemas sejam confundidos com outros sintomas presentes na lavoura. Germison orienta que, diante de suspeitas, o produtor procure a empresa responsável pela semente e pela genética utilizada para uma avaliação adequada. “O produtor, se detectar, deve chamar a empresa detentora da semente, a dona da genética de quem ele comprou, para que faça uma análise melhor”, aponta. A recomendação central, portanto, é antecipar-se à infestação, incluindo monitorar, identificar as primeiras ninfas e realizar o manejo no momento correto.

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Agro Mato Grosso

América Clima e Mercado 2026 acompanha as condições das lavouras nos Estados Unidos

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5ª temporada do projeto começou pelo Texas e passou por Oklahoma, Kansas, Missouri e Iowa

A 5ª temporada do América Clima e Mercado teve início nesta semana nos Estados Unidos. A comitiva da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) iniciou as visitas pelo Texas, onde pôde observar as condições da cultura de soja e milho na região. O projeto foi criado para entender os gargalos que os agricultores norte-americanos enfrentam com logística, clima, armazenamento e outros problemas enfrentados por cada estado.

O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, explicou que a observação teve início no Texas, na cidade de Dallas, e, no local, ele conseguiu observar lavouras secas e milho sem qualidade nas plantações. Em seguida, a comitiva seguiu para Oklahoma e a situação das lavouras semelhantes.

“Em Dallas nós percebemos que as lavouras estavam secas, o que é o normal, porém as previsões desse ano é justamente uma quebra de safra para aquele estado e as lavouras realmente estão mais secas e o milho com uma menor qualidade do que nós vimos nos anos anteriores. Já no segundo estado, em Oklahoma a situação também é muito parecida”, explicou.

Continuando com as observações, a comitiva seguiu para o Kansas, onde puderam observar que, no estado, a situação das lavouras é mais delicada que a do Texas e Oklahoma. Segundo o presidente, o estado do Kansas está sofrendo com a seca mais severa.

“A situação do estado do Kansas é bem delicada, somente o nordeste daquele estado, ou seja, menos de um quarto da proporção do estado, está com condições boas de lavoura, tendo chuvas regulares. O restante do estado com temperaturas altas e também com falta de chuva”, destacou.

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O delegado coordenador do núcleo de Itanhangá, Ivam Franceschet, explicou que, durante conversa com um dos produtores rurais do estado do Kansas, pôde entender melhor sobre as dificuldades que eles estão enfrentando na região.

“O produtor Jason relatou a nós uma expectativa de produtividade em torno de 28 sacas de soja por hectare, boa parte dessa soja foi plantada em cima de áreas da colheita de trigo e que o regime de chuvas foi muito irregular, com temperaturas altas, aliado a um alto custo, com um aumento de em torno de 30% a 40% e que está dificultando e tirando toda a margem de lucro. Reclamou bastante da situação, da questão de rentabilidade, de manter a família na atividade e que o seguro que ele tem cobre somente o custo de produção e não tem cobertura sobre a rentabilidade”, disse.

O produtor rural do núcleo de Canarana, Lino Costa, que também compõe a comitiva, contou que foram bem recebidos pelos produtores da região. Além disso, ele observou que, na região norte do Kansas, as lavouras estão melhores do que na região sul.

“Por sorte o produtor vinha saindo da propriedade e encontramos ele na saída. Ele muito cordialmente nos recebeu e deu várias informações para nós falando sobre a produtividade da região ali perto de Kansas City que é mais ao norte de Kansas. Lavouras com uma condições um pouco melhor que ao sul do Kansas. A soja deles nós avaliamos, imaginamos que ela tenha uma produtividade boa. O milho dele em relação as outras é um pouco mais inferior, mas ele nos relatou que está muito descontente com a questão dos custos de produção. E com as guerras que estão acontecendo, os custos de produção dele”, relatou.

Após isso, a comitiva passou por Missouri, onde viu lavouras melhores que as anteriores, porém com bastante avariações em soja. Já em Iowa, as lavouras estavam em melhores condições.

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Com a passagem por diferentes estados, a comitiva segue acompanhando as condições das lavouras e ouvindo os produtores sobre os principais desafios enfrentados no campo. As informações coletadas durante a missão contribuem para ampliar o conhecimento sobre a produção de soja e milho nos Estados Unidos e suas diferenças em relação a Mato Grosso.

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Agro Mato Grosso

Do pequeno ao grande, tratores acompanham o agro brasileiro

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Portfólio da Massey Ferguson reúne modelos para diferentes perfis de produtores, culturas e níveis de mecanização

Celebrado em 12 de setembro, o Dia do Trator destaca a importância de uma máquina que acompanha a transformação da agricultura há décadas. Da agricultura familiar às grandes áreas de produção, o trator evoluiu para atender às diferentes realidades do campo brasileiro. Hoje, além de fornecer potência para as operações agrícolas, os equipamentos incorporam tecnologias de agricultura de precisão, conectividade e automação, contribuindo para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e apoiar a tomada de decisão nas propriedades rurais.

Segundo Eder Pinheiro, coordenador de Marketing de Produto Tratores da Massey Ferguson, a escolha do trator deve considerar muito mais do que a potência. “O Brasil possui uma agricultura extremamente diversa. Temos desde pequenas propriedades com produção de hortaliças, frutas e café até grandes fazendas de grãos e cana-de-açúcar. Cada realidade exige um conjunto diferente de características, como capacidade hidráulica, dimensão, transmissão, tecnologia embarcada e conforto para o operador. Por isso, hoje o produtor encontra máquinas desenvolvidas para atender necessidades bastante específicas”.

Essa diversidade também está presente no portfólio da Massey Ferguson, que reúne modelos voltados às diferentes etapas de crescimento das propriedades rurais. Nas pequenas propriedades e em culturas especializadas, como horticultura, fruticultura, cafeicultura, citricultura e arroz, os tratores das séries MF 2700 e MF 3700 atendem produtores que buscam máquinas compactas, robustas e de fácil operação. Com potências entre 35 cv e 85 cv, os modelos também são utilizados em atividades pecuárias e serviços gerais, oferecendo versatilidade para operações de menor escala.

O portfólio de tratores compactos da Massey Ferguson inclui as séries MF 3300 Xtra e MF 3400. O trator MF 3300 Xtra combina robustez e versatilidade para atender às demandas do dia a dia. A série conta com potências entre 59 cv e 78 cv e capacidade máxima de levante de 2.100 kg. Já a série MF 3400 oferece quatro modelos, que podem ser plataformados ou cabinados, com potências de 69 cv e 79 cv, equipados com motor de injeção mecânica, e de 89 cv e 99 cv, com motor de injeção eletrônica. Um dos diferenciais da série é a versatilidade nas opções de transmissão: 8×4, 12×8 (creeper), 12×12 com reversão mecânica e 16×8, que permitem diferentes configurações de acordo com a aplicação.

Para operações que demandam maior capacidade operacional, a série MF 5M atende produtores de grãos, pecuária, arroz e cana-de-açúcar. Com potências entre 105 cv e 145 cv, a linha reúne robustez e recursos tecnológicos, como piloto automático e telemetria, permitindo que tecnologias antes restritas a máquinas de maior porte também estejam disponíveis para propriedades de pequeno e médio porte.

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A série MF 6M amplia a capacidade operacional com modelos voltados para atividades como preparo de solo, transbordo, cana-de-açúcar e operações florestais. O conjunto foi desenvolvido para oferecer maior resistência estrutural, elevada capacidade hidráulica e eficiência em operações que utilizam implementos de maior porte.

Já nas grandes propriedades agrícolas, onde as janelas de plantio e colheita são cada vez mais curtas, a série MF 8S Xtra combina potência, conforto e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. Recursos como piloto automático, tráfego controlado, hélice reversível e transmissão continuamente variável contribuem para melhorar o desempenho operacional e preservar o solo durante as operações.

Trator MF 9S  
Trator MF 9S  

A série MF 9S representa a faixa de maior potência do portfólio da Massey Ferguson. Com modelos de até 425 cv, foi desenvolvida para grandes áreas de produção de grãos e cana-de-açúcar, incorporando soluções de conectividade, automação e gerenciamento das operações que aumentam a precisão e a eficiência no trabalho com implementos de grande porte.

Segundo o especialista, a evolução dos tratores acompanha as transformações da agricultura e o crescimento das propriedades. “O trator passou a ser uma plataforma tecnológica. Hoje ele gera informações, se comunica com outros equipamentos, auxilia no planejamento das operações e contribui para reduzir custos e otimizar recursos. Essa evolução beneficia produtores de todos os portes, porque a tecnologia está cada vez mais acessível.”

Além da conectividade e da agricultura de precisão, a nova geração de tratores também prioriza conforto, ergonomia, eficiência energética e menor impacto ambiental. Cabines mais silenciosas, comandos intuitivos, iluminação em LED e sistemas inteligentes de gerenciamento das operações permitem que o operador trabalhe com mais segurança e produtividade, mesmo durante longas jornadas.

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