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Falta uma semana para a Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27; como acompanhar o evento?

Falta apenas uma semana para a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27, que será realizada em Mato Grosso e marcará o início de uma nova temporada da principal oleaginosa produzida no país. O evento está marcado para o dia 17 de setembro, na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT), a partir das 8h, no horário de Mato Grosso.
A programação reunirá produtores rurais, pesquisadores, autoridades e representantes do agronegócio para discutir os principais desafios, oportunidades e perspectivas para a nova safra. Além de marcar oficialmente o início da temporada, o encontro terá um significado especial: a Abertura Nacional também dará início às comemorações dos 15 anos do Projeto Soja Brasil, iniciativa que acompanha as transformações e os desafios da produção de soja no país.
Um dos destaques da programação será a discussão sobre a verticalização da soja na produção de alimentos e energia. O debate deve abordar alternativas para ampliar a agregação de valor à oleaginosa, diversificar oportunidades dentro da cadeia produtiva e aproveitar novos mercados. O tema ganha força diante da busca do setor por maior eficiência, novas fontes de receita e melhor aproveitamento da produção.
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Evento terá transmissão ao vivo
Quem não puder acompanhar o evento presencialmente em Ipiranga do Norte também poderá acompanhar a programação de forma remota. A Abertura Nacional do Plantio da Soja terá transmissão ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube, ampliando o acesso às discussões para produtores, profissionais do setor, pesquisadores e demais interessados.
A transmissão começa às 8h do dia 17 de setembro, no horário de Mato Grosso. Durante a programação, o público poderá acompanhar os debates e as informações sobre o cenário da nova safra, além dos temas que devem influenciar a produção e o mercado da soja ao longo do ciclo 2026/27.
Para quem pretende participar presencialmente, é necessário realizar a inscrição por meio do AgroAgenda. Com a proximidade do evento, a expectativa cresce entre os diferentes elos da cadeia da soja, que se preparam para mais um ciclo produtivo. A Abertura Nacional será também uma oportunidade para antecipar tendências, discutir os desafios da safra e projetar os caminhos da cultura para os próximos meses.
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Soja perde força e milho acelera nas exportações de Mato Grosso

Os embarques de soja e milho por Mato Grosso começaram a refletir momentos diferentes da comercialização das duas culturas. Em agosto, enquanto a soja perdeu espaço nas exportações do estado, o milho avançou com a entrada de maior volume do cereal no mercado após a colheita.
A diferença aparece nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Mato Grosso exportou 1,41 milhão de toneladas de soja em agosto, queda de 61% em relação a julho. No milho, foram 2,99 milhões de toneladas, alta de 89,48% no mesmo período.
O comportamento da soja também reduziu a participação de Mato Grosso nos embarques nacionais. O estado respondeu por 14,42% das exportações brasileiras da oleaginosa em agosto, contra 27,06% em julho.
No país, os embarques de soja somaram 9,81 milhões de toneladas no mês. Embora o resultado tenha recuado 26,82% em relação a julho, ficou 5,17% acima de agosto de 2025, sustentado pela disponibilidade do grão em estados com colheita mais tardia e pela demanda externa aquecida.
Para Mato Grosso, porém, a combinação foi diferente. A comercialização da safra 2025/26 se aproxima do encerramento, reduzindo a disponibilidade para exportação, enquanto o mercado interno mantém demanda aquecida pela oleaginosa.
Milho entra em uma nova fase dos embarques
A mudança no ritmo das exportações ocorre à medida que o milho passa a contar com maior disponibilidade. Historicamente, os embarques do cereal ganham força a partir de agosto, período que coincide com a finalização da colheita em Mato Grosso.
Mesmo com o avanço de 89,48% sobre julho, o volume exportado em agosto ficou 24,95% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025. O resultado mostra que o crescimento mensal dos embarques não significa, neste momento, repetição do ritmo observado no ano anterior.
Parte da produção tem encontrado espaço dentro do próprio estado. O fortalecimento da demanda doméstica, principalmente por parte das usinas de etanol de milho, tem sustentado os preços do cereal e aumentado a competitividade do mercado local diante das exportações.
Ainda assim, o mercado externo continua sendo necessário para o escoamento da produção mato-grossense. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima que 24,10 milhões de toneladas de milho da temporada 2025/26 sejam destinadas à exportação.
Desse total, cerca de 19,53 milhões de toneladas ainda precisam ser embarcadas nos próximos dez meses. O volume é 3,50% superior ao registrado no mesmo intervalo do ciclo anterior.
A tendência, portanto, é de aumento do ritmo das exportações de milho nos próximos meses, enquanto a soja deve perder espaço nos embarques de Mato Grosso à medida que a disponibilidade da safra 2025/26 diminui.
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Chuvas favorecem florada do café e preços recuam, aponta Cepea

As chuvas registradas nas regiões produtoras de café no início de setembro melhoraram as condições para o desenvolvimento da safra 2026/27 e já favorecem a florada em algumas áreas do país.
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O cenário mais positivo para a próxima temporada, combinado à maior oferta brasileira, tem pressionado os preços do arábica e do robusta nos últimos dias, segundo a avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea),
Segundo pesquisadores do Centro, em algumas praças produtoras já houve abertura mais significativa das flores, principalmente nas áreas cultivadas com café robusta. Em regiões de arábica, a expectativa é de que as floradas ganhem força nos próximos dias.
Para o conilon, as precipitações também estão contribuindo para o pegamento das flores e para o desenvolvimento dos chumbinhos que já haviam se formado.
A ocorrência e a distribuição das chuvas neste período são acompanhadas com atenção pelo mercado, já que o desenvolvimento das floradas é uma das etapas importantes para a definição do potencial produtivo da próxima safra.
Preços do café recuam
Ao mesmo tempo em que melhora as perspectivas para a safra 2026/27, o retorno das chuvas também influencia o comportamento das cotações.
De acordo com o Cepea, os preços dos cafés arábica e robusta recuaram nos últimos dias diante da combinação entre as boas expectativas para a próxima temporada e a maior disponibilidade do produto no mercado brasileiro.
A colheita da atual safra está praticamente encerrada, aumentando a oferta no país. Com isso, o mercado passa a acompanhar o desenvolvimento das lavouras e a evolução das condições climáticas para avaliar o potencial da produção de 2026/27.
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Arroz segue em alta no RS, mas reajustes perdem força

Os preços do arroz em casca continuam em alta no Rio Grande do Sul, mas os reajustes perderam intensidade nos últimos dias. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a menor procura de parte das indústrias por novos lotes tem limitado o avanço das cotações.
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Após compras realizadas recentemente, algumas beneficiadoras indicam já ter volumes suficientes e diminuíram o ritmo das aquisições. Outras mantiveram os valores ofertados ou fizeram apenas pequenos reajustes.
Do lado vendedor, produtores mais capitalizados seguem firmes e pouco dispostos a negociar nos patamares propostos pelas indústrias, na expectativa de preços mais elevados.
Diferença de preços limita negócios
No mercado spot, a distância entre os valores pedidos pelos produtores e aqueles oferecidos pelas indústrias continua dificultando novos negócios.
Apesar da resistência predominante entre vendedores, o Cepea aponta que a proximidade de compromissos financeiros levou alguns produtores a aumentar pontualmente a oferta de arroz.
Esse movimento, no entanto, não foi suficiente para mudar o cenário geral de baixa disposição para venda nos valores atualmente propostos pelos compradores.
Em algumas regiões, outro fator tem influenciado as negociações: a entrada de compradores de fora do Rio Grande do Sul.
Segundo pesquisadores do Cepea, a procura de indústrias de outros estados, incluindo Goiás, elevou a concorrência pela matéria-prima disponível em determinadas praças.
Ainda assim, o mercado segue marcado pela diferença entre as expectativas de compradores e vendedores, cenário que limita a liquidez e ajuda a explicar a menor intensidade das altas do arroz em casca.
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