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Chuvas favorecem florada do café e preços recuam, aponta Cepea

As chuvas registradas nas regiões produtoras de café no início de setembro melhoraram as condições para o desenvolvimento da safra 2026/27 e já favorecem a florada em algumas áreas do país.
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O cenário mais positivo para a próxima temporada, combinado à maior oferta brasileira, tem pressionado os preços do arábica e do robusta nos últimos dias, segundo a avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea),
Segundo pesquisadores do Centro, em algumas praças produtoras já houve abertura mais significativa das flores, principalmente nas áreas cultivadas com café robusta. Em regiões de arábica, a expectativa é de que as floradas ganhem força nos próximos dias.
Para o conilon, as precipitações também estão contribuindo para o pegamento das flores e para o desenvolvimento dos chumbinhos que já haviam se formado.
A ocorrência e a distribuição das chuvas neste período são acompanhadas com atenção pelo mercado, já que o desenvolvimento das floradas é uma das etapas importantes para a definição do potencial produtivo da próxima safra.
Preços do café recuam
Ao mesmo tempo em que melhora as perspectivas para a safra 2026/27, o retorno das chuvas também influencia o comportamento das cotações.
De acordo com o Cepea, os preços dos cafés arábica e robusta recuaram nos últimos dias diante da combinação entre as boas expectativas para a próxima temporada e a maior disponibilidade do produto no mercado brasileiro.
A colheita da atual safra está praticamente encerrada, aumentando a oferta no país. Com isso, o mercado passa a acompanhar o desenvolvimento das lavouras e a evolução das condições climáticas para avaliar o potencial da produção de 2026/27.
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Soja perde força e milho acelera nas exportações de Mato Grosso

Os embarques de soja e milho por Mato Grosso começaram a refletir momentos diferentes da comercialização das duas culturas. Em agosto, enquanto a soja perdeu espaço nas exportações do estado, o milho avançou com a entrada de maior volume do cereal no mercado após a colheita.
A diferença aparece nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Mato Grosso exportou 1,41 milhão de toneladas de soja em agosto, queda de 61% em relação a julho. No milho, foram 2,99 milhões de toneladas, alta de 89,48% no mesmo período.
O comportamento da soja também reduziu a participação de Mato Grosso nos embarques nacionais. O estado respondeu por 14,42% das exportações brasileiras da oleaginosa em agosto, contra 27,06% em julho.
No país, os embarques de soja somaram 9,81 milhões de toneladas no mês. Embora o resultado tenha recuado 26,82% em relação a julho, ficou 5,17% acima de agosto de 2025, sustentado pela disponibilidade do grão em estados com colheita mais tardia e pela demanda externa aquecida.
Para Mato Grosso, porém, a combinação foi diferente. A comercialização da safra 2025/26 se aproxima do encerramento, reduzindo a disponibilidade para exportação, enquanto o mercado interno mantém demanda aquecida pela oleaginosa.
Milho entra em uma nova fase dos embarques
A mudança no ritmo das exportações ocorre à medida que o milho passa a contar com maior disponibilidade. Historicamente, os embarques do cereal ganham força a partir de agosto, período que coincide com a finalização da colheita em Mato Grosso.
Mesmo com o avanço de 89,48% sobre julho, o volume exportado em agosto ficou 24,95% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025. O resultado mostra que o crescimento mensal dos embarques não significa, neste momento, repetição do ritmo observado no ano anterior.
Parte da produção tem encontrado espaço dentro do próprio estado. O fortalecimento da demanda doméstica, principalmente por parte das usinas de etanol de milho, tem sustentado os preços do cereal e aumentado a competitividade do mercado local diante das exportações.
Ainda assim, o mercado externo continua sendo necessário para o escoamento da produção mato-grossense. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima que 24,10 milhões de toneladas de milho da temporada 2025/26 sejam destinadas à exportação.
Desse total, cerca de 19,53 milhões de toneladas ainda precisam ser embarcadas nos próximos dez meses. O volume é 3,50% superior ao registrado no mesmo intervalo do ciclo anterior.
A tendência, portanto, é de aumento do ritmo das exportações de milho nos próximos meses, enquanto a soja deve perder espaço nos embarques de Mato Grosso à medida que a disponibilidade da safra 2025/26 diminui.
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Arroz segue em alta no RS, mas reajustes perdem força

Os preços do arroz em casca continuam em alta no Rio Grande do Sul, mas os reajustes perderam intensidade nos últimos dias. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a menor procura de parte das indústrias por novos lotes tem limitado o avanço das cotações.
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Após compras realizadas recentemente, algumas beneficiadoras indicam já ter volumes suficientes e diminuíram o ritmo das aquisições. Outras mantiveram os valores ofertados ou fizeram apenas pequenos reajustes.
Do lado vendedor, produtores mais capitalizados seguem firmes e pouco dispostos a negociar nos patamares propostos pelas indústrias, na expectativa de preços mais elevados.
Diferença de preços limita negócios
No mercado spot, a distância entre os valores pedidos pelos produtores e aqueles oferecidos pelas indústrias continua dificultando novos negócios.
Apesar da resistência predominante entre vendedores, o Cepea aponta que a proximidade de compromissos financeiros levou alguns produtores a aumentar pontualmente a oferta de arroz.
Esse movimento, no entanto, não foi suficiente para mudar o cenário geral de baixa disposição para venda nos valores atualmente propostos pelos compradores.
Em algumas regiões, outro fator tem influenciado as negociações: a entrada de compradores de fora do Rio Grande do Sul.
Segundo pesquisadores do Cepea, a procura de indústrias de outros estados, incluindo Goiás, elevou a concorrência pela matéria-prima disponível em determinadas praças.
Ainda assim, o mercado segue marcado pela diferença entre as expectativas de compradores e vendedores, cenário que limita a liquidez e ajuda a explicar a menor intensidade das altas do arroz em casca.
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Operação apura sonegação de ICMS em transações de gado que superam R$ 30 milhões

Operações de comercialização de gado que, somadas, superam R$ 30 milhões estão no centro da segunda fase da Operação Ganatum, deflagrada nesta quinta-feira (10) para apurar um esquema de possível sonegação de ICMS entre Mato Grosso e Rondônia. Ao todo, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em seis municípios dos dois estados.
Em Mato Grosso, são sete ordens judiciais: três em Comodoro, duas em Santo Afonso, uma em Dom Aquino e outra em Castanheira. A ação é conduzida pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT), em apoio à força-tarefa coordenada pelo Cira de Rondônia.
A investigação apura a possível atuação de um grupo voltado à prática de crimes contra a ordem tributária. As transações identificadas até agora, conforme informações da Polícia Civil de Mato Grosso, envolvem um volume superior a R$ 30 milhões, indicando a dimensão econômica das operações sob análise.
Os indícios apontam para uma dinâmica em que a documentação fiscal das movimentações não corresponderia ao destino efetivo dos bovinos. A apuração também envolve suspeitas de utilização de terceiros e de uma propriedade rural para dificultar a identificação dos responsáveis pelas operações.
Documentação sob suspeita
A investigação aponta que os animais eram adquiridos de produtores rurais de Rondônia sem a emissão das respectivas notas fiscais, utilizando-se apenas a Guia de Trânsito Animal (GTA).
Na sequência, eram emitidos documentos fiscais que simulavam a transferência dos bovinos entre estabelecimentos pertencentes ao mesmo titular. Segundo os indícios reunidos, a hipótese de não incidência do ICMS era utilizada de forma indevida.
Os animais, porém, seriam entregues diretamente aos verdadeiros compradores em Mato Grosso. A apuração também identificou indícios de utilização de terceiros para ocultar os reais operadores e beneficiários das transações.
Outro ponto investigado, conforme a Polícia Civil de Mato Grosso, é uma propriedade rural sem estrutura compatível com o expressivo volume de animais formalmente movimentado. O estabelecimento teria sido usado para conferir aparência de regularidade às operações.
Atuação conjunta
A operação mobilizou aproximadamente 70 integrantes e reuniu órgãos de investigação, fiscalização e segurança pública de Mato Grosso e Rondônia. Participam o Ministério Público de Rondônia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF), a Secretaria de Estado de Finanças, a Procuradoria-Geral do Estado e as Polícias Civis dos dois estados.
Em Mato Grosso, o Cira conta com o apoio da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) e da Diretoria do Interior, além das equipes policiais dos municípios envolvidos.
O Cira-MT é formado por representantes do Ministério Público, da Procuradoria-Geral do Estado, da Controladoria-Geral do Estado, da Secretaria de Estado de Segurança Pública e da Secretaria de Estado de Fazenda. O comitê atua no combate a fraudes fiscais e na recuperação de ativos em favor do Estado.
O nome Ganatum faz referência à ideia de ganho e lucro, em alusão à fraude investigada e à atividade pecuária.
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