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10 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Anec projeta alta de 11% nos embarques de soja em setembro e queda de 25,5% no milho

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A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projeta que o Brasil exporte 7,74 milhões de toneladas de soja em setembro, volume 11% superior ao embarcado no mesmo mês de 2025. Para o milho, a estimativa é de 5,2 milhões de toneladas, queda de 25,5% na comparação anual. Os dados constam do relatório semanal da entidade e são baseados na programação de embarques.

Na comparação com agosto, quando o Brasil exportou 9,6 milhões de toneladas de soja, a projeção para setembro representa recuo de 19,4%. Com isso, os embarques acumulados da oleaginosa entre janeiro e setembro chegam a 102,03 milhões de toneladas, alta de 7,3% ante as 95,08 milhões de toneladas registradas em igual período de 2025.

No milho, a estimativa de setembro fica 3,3% acima das 5,03 milhões de toneladas exportadas em agosto. No acumulado do ano até setembro, considerando a programação do mês, os embarques somam 19,35 milhões de toneladas, queda de 19,2% frente às 23,95 milhões de toneladas do mesmo intervalo do ano passado.

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Segundo a Anec, a colheita do milho segunda safra está próxima da conclusão. Até a primeira semana de setembro, 96,6% da área havia sido colhida, em ritmo semelhante à média dos últimos cinco anos, de 96,5%. A entidade atribui os menores volumes observados nos últimos dois meses, na comparação anual, à retenção do milho colhido, à maior atratividade do mercado físico e à margem de exportação apertada.

Para o farelo de soja, a projeção é de 2,64 milhões de toneladas em setembro, alta de 34,3% ante igual mês de 2025 e avanço de 24,7% sobre agosto. No acumulado de janeiro a setembro, os embarques do produto somam 20,01 milhões de toneladas, crescimento de 15%.

A programação da semana de sábado (6) a sexta-feira (12) indica 2,14 milhões de toneladas de soja, 1,54 milhão de toneladas de milho e 509,6 mil toneladas de farelo de soja. Entre os portos, Santos lidera os embarques previstos de soja, com 476,6 mil toneladas, e de milho, com 651,7 mil toneladas.

A Anec também estima embarques de 74,8 mil toneladas de DDGS e 1,15 milhão de toneladas de sorgo em setembro. Somados soja, farelo de soja, milho, trigo, DDGS e sorgo, os embarques programados para o mês totalizam 16,80 milhões de toneladas, alta de 4,8% sobre setembro do ano passado. A entidade ressalta que os números podem sofrer alterações conforme as condições operacionais dos portos e outros fatores logísticos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

Corteva e Globachem criam joint venture para proteção de cultivos

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Parceria terá participação igualitária e prevê lançar novas soluções na Europa e nas Américas no início dos anos 2030

A Corteva e a Globachem anunciaram a celebração de acordo definitivo para criar uma joint venture voltada ao desenvolvimento de novas soluções de proteção de cultivos. Cada empresa terá participação de 50%. A operação terá foco nos mercados da Europa e das Américas.

A nova companhia funcionará de forma independente. O projeto aproveitará tecnologias em fases avançadas de desenvolvimento e produtos próximos da etapa comercial das duas empresas. A estrutura pretende ampliar a capacidade de desenvolvimento, registro e comercialização. Os produtos poderão chegar ao mercado por uma ou pelas duas controladoras.

A parceria integra a estratégia de ampliação do portfólio antes da separação planejada da companhia de proteção de cultivos, explica Brook Cunningham, vice-presidente sênior da Corteva. A empresa pretende combinar seu pipeline e sua capacidade de inovação com a experiência da Globachem em formulações.

Parceria existente

A joint venture amplia uma parceria existente entre as duas companhias, mantida há vários anos. As primeiras soluções desenvolvidas pela nova empresa têm lançamento previsto para o início da década de 2030. A comercialização utilizará os canais já mantidos pelas empresas.

Koen Quaghebeur, cofundador e Chief Visionary Officer da Globachem, afirma que a estrutura reunirá competências em descoberta, desenvolvimento, formulação e execução regulatória. Segundo o executivo, a iniciativa busca acelerar a oferta de soluções diferenciadas para desafios agronômicos.

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A conclusão da operação permanece prevista para o quarto trimestre de 2026. O fechamento depende das autorizações e aprovações regulatórias necessárias.

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Sustentabilidade

Exportações do agronegócio gaúcho crescem 12,1% em agosto, mas volume recua com queda na soja – MAIS SOJA

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O agronegócio do Rio Grande do Sul exportou US$ 1,62 bilhão em agosto de 2026, alta de 12,1% em relação a agosto do ano passado, quando o valor foi de US$ 1,45 bilhão. O volume embarcado, no entanto, caiu 8% no mesmo período, de 2,47 milhões para 2,27 milhões de toneladas. Os dados são do relatório mensal de comércio exterior da Farsul, divulgado nesta quarta-feira (09/09).

O descompasso entre valor e volume é explicado pelo avanço de 21,9% no preço médio implícito das exportações gaúchas, resultado sobretudo da mudança na composição da pauta, com mais peso de produtos de maior valor agregado, como óleo de soja e carnes, e não de uma alta generalizada nas cotações internacionais.

No total, o Rio Grande do Sul exportou US$ 2,19 bilhões em agosto, dos quais o agronegócio respondeu por 74,2% do valor e 90,7% do volume, com 2,27 milhões de toneladas embarcadas.

A Ásia, sem contar o Oriente Médio, permaneceu como o principal mercado do agro gaúcho, com US$ 885,6 milhões e 1,61 milhão de toneladas, ainda que o valor tenha recuado 7% em relação a agosto de 2025. A China, isoladamente, liderou o ranking com US$ 612,6 milhões, equivalente a 37,7% de tudo o que o Estado exportou no setor, mas registrou queda de 15,3% na comparação anual.

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A Europa foi o destaque positivo do mês. As vendas mais que dobraram na comparação interanual, somando US$ 341 milhões e 197,9 mil toneladas, impulsionadas principalmente por fumo, carnes e farelo de soja. A União Europeia, considerada à parte, recebeu US$ 241,5 milhões.

Completam a lista de destinos o Oriente Médio (US$ 104,9 milhões), a América do Sul (US$ 105,9 milhões) e a América do Norte (US$ 89,2 milhões). Depois da China, os maiores compradores em agosto foram Bélgica (US$ 75,2 milhões), Estados Unidos (US$ 70,4 milhões), Índia (US$ 68,2 milhões), Turquia (US$ 58,3 milhões) e Países Baixos (US$ 56,1 milhões).

Proteínas

Entre os produtos, o maior salto percentual foi o dos bovinos vivos. As exportações cresceram 106,7% em valor e 66% em volume, com a Turquia respondendo pela totalidade dos embarques do mês, sendo US$ 44,1 milhões e 13,1 mil toneladas, ante US$ 21,3 milhões em agosto de 2025.

Segundo o relatório, o movimento está associado à política turca de importação de bovinos para engorda, conduzida pelo órgão estatal Et ve Süt Kurumu (ESK), que mantém em 2026 um programa de compra de animais para recompor a oferta de carne no mercado interno turco e conter preços. O calendário dessas operações de grande porte, afirma o relatório, influencia fortemente os resultados mensais do Estado, sem que seja possível associar o salto a um contrato específico.

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O grupo de carnes bovinas cresceu 5,8% em valor, mas recuou 3,5% em volume, puxado pela quase paralisação das vendas à China: os embarques gaúchos, que somaram cerca de 4 mil toneladas em agosto de 2025, foram nulos no mês passado.

A retração está ligada à salvaguarda comercial chinesa. No dia 10 de agosto, a China informou que 90% da cota brasileira de 1,106 milhão de toneladas já havia sido utilizada – acima desse limite, passa a incidir uma tarifa adicional de 55%. Embora a cota ainda não estivesse formalmente esgotada, o risco de as cargas chegarem depois de seu preenchimento levou exportadores a reduzir os embarques de forma preventiva, mecanismo confirmado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A perda do mercado chinês foi parcialmente compensada por ganhos nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Rússia e em Israel, com destaque para a carne industrializada, cujas vendas cresceram 120% em valor, enquanto a carne in natura recuou 24,2%.

A carne de frango teve o melhor desempenho entre as proteínas: alta de 58,4% em valor e 38,8% em volume, puxada por Arábia Saudita, Países Baixos, China, Japão e Kuwait. O resultado reflete, segundo o relatório, a recomposição dos fluxos comerciais após as restrições sanitárias impostas em maio de 2025, quando um foco de influenza aviária foi identificado em uma granja comercial no Rio Grande do Sul. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) confirma que a retomada de mercados vem contribuindo para a recuperação nacional do setor em 2026.

Já a carne suína seguiu na direção oposta, com queda de 17% em valor e 4% em volume, puxada pela redução das compras filipinas, de 14,9 mil para 7,8 mil toneladas. O relatório observa que a retração não reflete uma queda geral da demanda das Filipinas – que, segundo o Bureau of Animal Industry local, aumentaram as importações totais de carne suína em 10,3% entre janeiro e julho -, mas sim uma perda de espaço do produto gaúcho diante de concorrentes como Vietnã, Malásia, China, Argentina e Rússia.

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Tarifaço

Agosto foi o primeiro mês completo após a entrada em vigor das novas sobretaxas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, aplicadas em julho. Ainda assim, as exportações do agronegócio gaúcho ao país cresceram 19% em valor e 107,6% em volume na comparação com agosto de 2025, somando US$ 70,4 milhões, com destaque para celulose, carne bovina, madeira serrada e preparações de cereais. Fumo não manufaturado, alguns produtos de origem animal e couros, por sua vez, recuaram.

O relatório da Farsul pondera que o resultado agregado positivo não significa ausência de impacto tarifário. As medidas podem acumular sobretaxas de até 37,5% sobre determinados produtos, enquanto carnes e a maior parte da celulose permanecem excepcionadas da cobrança. Segundo a entidade, o efeito real das tarifas precisa ser avaliado item a item, considerando exceções, contratos firmados antes das medidas e a defasagem entre o fechamento do negócio e o embarque. No acumulado de janeiro a agosto, as exportações gaúchas aos Estados Unidos ainda recuam 21% em valor frente ao mesmo período de 2025.

Acumulado do ano

Entre janeiro e agosto de 2026, o agronegócio do Rio Grande do Sul exportou US$ 9,88 bilhões, alta de 9,8% frente aos US$ 9 bilhões do mesmo período de 2025. O volume cresceu 7,9%, de 13,92 milhões para 15,02 milhões de toneladas. Os principais responsáveis pelo avanço no acumulado foram soja em grãos, óleo de soja, carne de frango in natura, farelo de soja, milho e bovinos vivos. Este último com salto de 95% em valor no período. Em sentido contrário, fumo não manufaturado, trigo, couros preparados e celulose limitaram a expansão do total.

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A China manteve a liderança entre os destinos no acumulado do ano, ainda que com valor estável frente a 2025, enquanto Índia, Países Baixos, Turquia, Egito e França ampliaram participação. Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Vietnã e Itália registraram as principais perdas no período.

Fonte: Farsul


FONTE

Autor:Farsul

Site: Farsul

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Sustentabilidade

Colheita do milho 2ª safra chega a 94,9% da área acompanhada em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, a colheita do milho segunda safra 2025/2026 alcançou 94,9% da área acompanhada em Mato Grosso do Sul .

O avanço da colheita ocorre de forma desigual entre as regiões produtoras. Até 4 de setembro, o levantamento indica que  99,7% da área foi colhida na região Norte, 94,5% no Sul e 93,8% no Centro. No total, aproximadamente 2,09 milhões de hectares já foram colhidos.

Com área estimada em 2,206 milhões de hectares, a produção estadual está projetada em 16,254 milhões de toneladas, aumento de 16,7% em relação à safra 2024/2025.

Os números ainda são preliminares e podem sofrer ajustes à medida que o levantamento de produtividade avança. Até o momento, foram realizadas 354 avaliações, correspondentes a aproximadamente 18% da área cultivada. A metodologia prevê a consolidação da produtividade após a ampliação da amostragem e a conclusão do estudo de uso e ocupação do solo.

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O acompanhamento de campo é realizado pelos técnicos da Aprosoja/MS em diferentes regiões produtoras do Estado. As equipes avaliam aspectos como estágio das lavouras, condições gerais, operações realizadas, produtividade e influência das condições climáticas sobre o desenvolvimento da cultura.

Potencial produtivo

A produtividade média atual representa uma revisão significativa em relação à estimativa inicial da safra, que era de 84,16 sacas por hectare. O levantamento mais recente indica um potencial produtivo maior nas áreas já avaliadas, com registros que variam de 40 a 192 sacas por hectare entre os municípios acompanhados.

Entre os municípios com maiores produtividades estão Três Lagoas, com 174,3 sacas por hectare; Alcinópolis, com 167,8; Camapuã, com 165,3; e Rio Negro, com 162 sacas por hectare.

Para o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, os resultados refletem a capacidade produtiva observada em diferentes regiões, mas também mostram a importância de considerar as particularidades de cada área.

“Os resultados observados até o momento mostram que uma parcela significativa das lavouras conseguiu expressar um bom potencial produtivo. O acompanhamento de campo tem identificado áreas com elevado rendimento, resultado de um conjunto de fatores que envolve o estabelecimento adequado da cultura, o manejo realizado ao longo do ciclo e as condições climáticas encontradas nas diferentes regiões”.

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Atenção às condições climáticas

As equipes de campo seguem acompanhando as áreas que ainda permanecem em produção. Entre os pontos de atenção está a ocorrência de ventos fortes, que pode provocar acamamento e quebramento de plantas, dificultando a operação de colheita e aumentando o risco de perdas.

“Nas áreas que ainda estão em campo, o produtor precisa manter atenção principalmente às condições climáticas e ao ponto de colheita. O risco de vendavais exige cuidado, porque pode provocar acamamento e quebramento de plantas, dificultando a operação e podendo gerar perdas. Por isso, o acompanhamento da lavoura até a retirada do milho é fundamental”, orienta Lucas.

Na primeira semana de setembro, foram registrados volumes de chuva entre 5 e 55 milímetros em diferentes regiões do Estado. As precipitações contribuíram para a manutenção da umidade do solo e também favoreceram o avanço das atividades de preparação para a próxima safra.

O levantamento aponta que, de maneira geral, as condições das lavouras permanecem predominantemente boas. Entretanto, há diferenças entre as regiões, influenciadas por fatores como distribuição das chuvas, época de semeadura, condições de solo e manejo adotado.

Diferenças entre regiões

O acompanhamento regional mostra essa diversidade. Na região Oeste, 88% das áreas avaliadas foram classificadas como em boas condições, enquanto 10% foram consideradas regulares e 2%, ruins. No Centro, 77% das lavouras estão em condição boa, 14% regular e 9% ruim.

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Na região Nordeste, 68% das áreas foram classificadas como boas, 26% regulares e 6% ruins. Já no Sul, 58% foram consideradas boas, 18% regulares e 24% ruins.

Safra de soja

Com o encerramento da segunda safra, o foco das propriedades começa a se voltar para o ciclo 2026/2027 da soja. As equipes já acompanham atividades como correção do solo, dessecação pré-plantio e preparação das áreas para garantir condições adequadas ao estabelecimento da nova cultura.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

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Site: Aprosoja MS

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