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10 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Operação apreende cerca de 3 mil toras de madeira nativa em área desmatada de MT

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Quase 3 mil toras de madeira nativa foram apreendidas durante uma operação contra o desmatamento ilegal, em Brasnorte, a 580 km de Cuiabá, nesta segunda-feira (8). Ao todo, 2.863 toras foram encontradas, além de caminhões e outros veículos que, segundo a fiscalização, eram usados para transportar a madeira.

A ação foi realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), por meio da Coordenadoria de Fiscalização de Flora, com apoio da Força Tática do 1º Comando Regional (CR).

Segundo a Sema, a fiscalização começou após alertas de alta resolução indicarem um ponto de desmatamento na Reserva Indígena Menku. No local, também foi identificada uma estrutura usada para receber, medir, registrar e carregar a madeira.

Conforme a fiscalização, foram encontrados indícios de extração, transporte, armazenamento e comercialização ilegal de madeira nativa.

Durante a operação, 15 homens foram conduzidos. Também foram apreendidos nove caminhões, uma caminhonete, uma picape, uma motocicleta, um trator pá-carregadeira e duas motosserras.

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Agro Mato Grosso

Florada de Ipês colore o Pantanal durante clima de deserto em MT; Fotos

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No período de estiagem, a paisagem do Pantanal, considerado o maior bioma alagável do mundo, muda de cor com a florada dos ipês. Enquanto as árvores florescem, Mato Grosso registra pouca chuva, temperaturas mais altas e queda na umidade do ar. Nas últimas semanas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a umidade variou entre 10% e 17% em algumas regiões do estado.

Os baixos índices de umidade chamam atenção porque podem se aproximar dos registrados em regiões desérticas, como o Saara que registra umidade de 10% a 15%. Durante a estiagem, o tempo seco também deixa a vegetação mais ressecada, aumenta o risco de queimadas e favorece a ocorrência de dias com temperaturas elevadas.

Os ipês estão entre as espécies que florescem durante a estiagem. O ipê-rosa, também conhecido como piúva, costuma florescer entre julho e agosto. As flores são rosas e roxas e aparecem nos galhos. A espécie é encontrada em diferentes áreas do Pantanal e também ocorre em outras regiões do Brasil.

As flores produzem néctar e servem de alimento para abelhas, borboletas, beija-flores e outros animais que participam da polinização.

Enquanto o ipê-amarelo costuma florescer entre agosto e setembro, durante o período de estiagem. As flores amarelas aparecem nos galhos e podem ser observadas em diferentes áreas do Pantanal. Em Mato Grosso, a espécie também é conhecida como paratudo ou ipê-amarelo-do-cerrado e ocorre tanto no Pantanal quanto no Cerrado.

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Florada de ipês rosa e amarelo — Foto: Amaury Antônio Alves dos Santos/ Sementes Caiçara

Florada de ipês rosa e amarelo — Foto: Amaury Antônio Alves dos Santos/ Sementes Caiçara

Outras espécies encontradas no Pantanal

 

Louro-pardo

Ipê pode chegar a 35 metros e produz flores brancas tubulares. — Foto: Reprodução

Ipê pode chegar a 35 metros e produz flores brancas tubulares. — Foto: Reprodução

O louro-pardo é uma árvore nativa do Brasil. Suas flores são pequenas, claras, tubulares e perfumadas. A espécie produz néctar e atrai abelhas, borboletas e beija-flores. A floração pode ocorrer em diferentes períodos do ano.

Cambará

Florada dos ipês muda a paisagem do Pantanal. — Foto: Sesc-MT

Florada dos ipês muda a paisagem do Pantanal. — Foto: Sesc-MT

O cambará ocorre em áreas do Pantanal sujeitas a alagamentos e pode chegar a 18 metros de altura. As flores são amarelas e atraem abelhas, beija-flores e outros polinizadores. As sementes podem ser transportadas pelo vento e pela água.

Em algumas regiões, os cambarás formam grupos de árvores chamados cambarazais. Essas formações são encontradas em áreas próximas a rios, corixos, vazantes e matas ciliares.

Tarumã

Árvores de tarumã (Vitex cimosa) no Pantanal, florindo em setembro. — Foto: Walfrido Tomas

Árvores de tarumã (Vitex cimosa) no Pantanal, florindo em setembro. — Foto: Walfrido Tomas

O tarumã costuma florescer entre outubro e dezembro. As flores são pequenas e lilases e produzem néctar. A espécie pode ser polinizada por abelhas, borboletas, mariposas, pequenos insetos e beija-flores.

Onde observar

As espécies da flora pantaneira podem ser observadas durante passeios pelo bioma e em estradas que cortam a região.

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Uma das opções é a Estrada Parque Porto Cercado, na MT-370, que liga Poconé à região de Porto Cercado. No entorno do Hotel Sesc Porto Cercado e do Parque Sesc Baía das Pedras também é possível encontrar espécies como ipês-rosas, ipês-amarelos e cambarás.

Outra opção é a Transpantaneira, na MT-060, entre Poconé e Porto Jofre. Ao longo do trajeto, é possível observar diferentes espécies da flora do Pantanal.

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Alerta de tempestade com possibilidade de granizo atinge municípios de MT; entenda

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Cem municípios de Mato Grosso estão sob alerta amarelo de perigo potencial para tempestades nesta quarta-feira (9), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso é válido até as 23h59 e prevê chuva de até 50 milímetros por dia, ventos de até 60 km/h e possibilidade de granizo.

Após registrar temperaturas acima de 40º, Mato Grosso segue com tempo instável e previsão de chuva e trovoadas em diversas áreas. Em Cuiabá, a temperatura máxima deve chegar a 35°C nesta quarta-feira.

Em agosto deste ano, o estado chegou a ter seis municípios entre os 10 mais quentes do país, segundo o ranking provisório das maiores temperaturas registradas no Brasil, divulgado pelo Inmet.

O alerta abrange municípios das regiões Centro-Sul, Nordeste, Norte, Sudeste, Pantanais e Sudoeste Mato-grossense.

Quinta-feira (10)

 

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Na quinta-feira (10), a possibilidade de chuva fica concentrada no oeste e norte de Mato Grosso. No leste e nordeste do estado, não há previsão de chuva. As temperaturas voltam a subir e podem chegar a 37°C em Cuiabá.

Como se proteger

A Defesa Civil alerta para risco de alagamentos pontuais, queda de árvores e transtornos no trânsito e orienta a população a redobrar os cuidados durante o período chuvoso. Veja como:

Em caso de rajadas de vento, a recomendação é não se abrigar debaixo de árvores e evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também orienta evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

Recomendações durante tempestades

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Em casaNa ruaPara motoristas
Permanecer dentro de casa;Procurar abrigo em locais cobertos e seguros;Não estacionar estacionar veículos embaixo ou próximo a árvore;
Desligar aparelhos da tomada para evitar curto-circuito;Não fique debaixo de árvores ou próximo a placas, postes, estruturas metálicas ou frágeisDurante chuvas fortes, permaneça dentro do veículo;
Manter portas e janelas fechadas;Não transite em áreas alagadas, pois a água pode ocultar buracos ou bueiros abertos;Não enfrentar áreas com acúmulo de água, procure um lugar seguro até a água abaixar;
Evitar a proximidade de janelas ou vidros;Não tocar em fios caídos, mesmo que sejam de telefonia ou internet;Mantenha os faróis acesos;
Mantenha mair distância entre os veículos;Mantenha maior distância entre os veículos
Mantenha o capacete e cinto de segurança, conforme o veículo;Mantenha o capacete e cinto de segurança, conforme o veículo;
Transporte crianças apenas em assentos recomendados, como cadeirinha;Transporte crianças apenas em assentos recomendados, como cadeirinha;

Além disso, a Defesa Civil orienta que animais de estimação não sejam deixados para trás em caso de saída preventiva. A recomendação é que os tutores incluam os pets no plano de emergência da família, garantindo transporte adequado, abrigo seguro, além de água e alimentação suficientes.

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Trabalhadores são resgatados de trabalho escravo em MT

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Dois trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em uma propriedade rural de Santa Cruz do Xingu, a 1.092 km de Cuiabá. A operação de fiscalização faz parte da Operação Resgate VI e foi realizada entre os dias 5 e 11 de agosto de 2026 por Auditores-Fiscais do Trabalho, vinculados ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Federal.

Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE), a equipe encontrou um cenário de grave degradação humana e ambiental. O alojamento coletivo consistia em uma estrutura de madeira com quatro quartos e um banheiro, construída ao lado de um curral.

Ainda segundo o órgão, o conjunto das irregularidades ultrapassou a esfera de falhas trabalhistas comuns, configurando submissão a condições degradantes, uma das modalidades do trabalho escravo previstas pelo Código Penal.

Foram identificados no local:

  • Falta de higiene e contaminação: Presença de fezes de roedores, insetos e restos de comida espalhados pelo chão e sobre as camas, além de forte odor do curral vizinho;
  • Dormitórios precários: Colchões velhos e sujos, pedaços de espuma usados como travesseiros, falta de ventilação, ausência de armários e sem fornecimento de roupas de cama;
  • Banheiro sem estrutura: Espaço coberto por moscas, sem água quente, sem descarga funcional, sem limpeza e sem itens básicos de higiene;
  • Risco elétrico grave: Fiação improvisada, oferecendo risco alto de choques e incêndio.

Medidas adotadas

Diante do risco iminente à segurança dos trabalhadores, a fiscalização interditou o alojamento integralmente. O espaço só poderá voltar a funcionar após reforma completa, adequação da fiação, controle de pragas, higienização e instalação de mobiliário adequado.

Como medida imediata de proteção, os dois homens foram retirados da propriedade e levados para um hotel na região. O alojamento temporário, a alimentação e as passagens de retorno às suas cidades de origem foram custeados pelo empregador. As vítimas também receberam atendimento e encaminhamento pela rede de proteção social.

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A fiscalização garantiu a formalização imediata dos contratos de trabalho no eSocial, com pagamento retroativo do FGTS, contribuições previdenciárias e verbas rescisórias. Os trabalhadores terão direito a receber as parcelas do seguro-desemprego especial destinado a resgatados.

O empregador responderá a autos de infração administrativos lavrados pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, inclusive o auto específico pela submissão a trabalho análogo à escravidão.

O que diz a lei sobre trabalho análogo à escravidão

De acordo com o Artigo 149 do Código Penal brasileiro, o crime de submeter alguém a condição análoga à de escravo não exige restrição física de liberdade ou uso de correntes. A infração é caracterizada por qualquer um dos fatores abaixo (isolados ou combinados):

  • Trabalhos forçados: Submissão do trabalhador sob ameaça ou coerção;
  • Jornada exaustiva: Exigência de esforço extremo que coloque em risco a saúde ou a vida;
  • Condições degradantes: Violações graves da dignidade, sem garantias mínimas de higiene, saúde, alojamento e descanso;
  • Servidão por dívida: Restrição de locomoção vinculada a débitos ilegais com o empregador.

A lei também pune manobras para reter o trabalhador no local, como retenção de documentos e objetos pessoais, vigilância ostensiva ou proibição do uso de transporte.

Outros casos

Mais de 500 trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em MT

Em 2025, Mato Grosso registrou o resgate de 627 trabalhadores de condições análogas à escravidãosegundo dados da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE-MT). O levantamento também apontou que 716 pessoas tiveram o vínculo de trabalho formalizado após fiscalizações que identificaram irregularidades nos registros.

De acordo com o órgão, foram realizadas 34 operações, que alcançaram 848 trabalhadores em ações de fiscalização relacionadas à jornada de trabalho e ao pagamento de salários. As investigações resultaram no resgate de trabalhadores nos setores rural, de garimpo, da construção civil e da exploração sexual. Os resgates ocorreram nos seguintes municípios:

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  • Porto Alegre do Norte,
  • Cuiabá,
  • Nova Bandeirantes,
  • Nova Maringá,
  • Sorriso,
  • Chapada dos Guimarães,
  • Cláudia.

 

Operação teve início após trabalhadores atearem fogo em protesto contra condições degradantes — Foto: MTE

Operação teve início após trabalhadores atearem fogo em protesto contra condições degradantes — Foto: MTE

O caso que mais chamou atenção durante o ano de 2025 ocorreu em um canteiro de obras, em Porto Alegre do Norte, no mês de agosto, quando 586 trabalhadores foram resgatados após um incêndio em um alojamento revelar condições degradantes e jornadas exaustivas.

Na época, auditores-fiscais encontraram trabalhadores recrutados nas regiões Norte e Nordeste do país em situação degradante, em um canteiro de obras na zona rural do município. As condições nos alojamentos comprometiam a saúde e o bem-estar dos trabalhadores, impedindo o descanso adequado diante do calor intenso da região.

⚠️ Como denunciar?

Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: é o Sistema Ipê, disponível pela internet. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações.

A ideia é que a fiscalização possa, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local.

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