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27 de outubro de 2026

Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Preços continuam em alta, mas reajustes perdem força no RS – MAIS SOJA

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As cotações do arroz em casca seguem em alta no Rio Grande do Sul, mas os reajustes perderam intensidade. Segundo o Cepea, após compras recentes, parte das indústrias reduziu a procura por novos lotes, enquanto produtores capitalizados permaneceram firmes nas ofertas de venda, à espera de preços mais elevados.

De acordo com o Centro de Pesquisas, no mercado spot, produtores permaneceram pouco dispostos a negociar pelos valores propostos pelas indústrias. Em alguns casos, porém, a proximidade de compromissos financeiros levou alguns vendedores a ampliar pontualmente a oferta. Do lado comprador, algumas indústrias indicaram já ter adquirido volumes suficientes nas últimas semanas e reduziram o ritmo de compras, enquanto parte manteve as ofertas e outras realizaram apenas pequenos reajustes.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que, no geral, a diferença entre os valores pedidos pelos vendedores e os ofertados pelas indústrias continua limitando os negócios. Em determinadas regiões, a procura de indústrias de outros estados, como as de Goiás, também elevou a concorrência pela matéria-prima disponível.

Fonte: Cepea

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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Condições climáticas reforçam a importância do manejo preventivo da ferrugem-asiática na soja – MAIS SOJA

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A interação entre patógeno, hospedeiro e ambiente constitui um dos principais conceitos da fitopatologia para compreender o desenvolvimento de doenças em plantas. De modo geral, especialmente no caso de doenças fúngicas, condições de elevada umidade e temperaturas favoráveis ao patógeno podem favorecer a infecção e a progressão das doenças. Nesse contexto, fenômenos climáticos como El Niño e La Niña podem influenciar indiretamente a ocorrência e a severidade de doenças nas culturas agrícolas, ao alterar a distribuição e o volume das precipitações.

Na cultura da soja, uma das principais doenças cuja evolução pode ser influenciada por essas condições é a ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi), que, em situações severas, pode ocasionar perdas de produtividade de até 90% (Godoy et al., 2024). O desenvolvimento da doença depende, entre outros fatores, da presença de água livre na superfície das folhas, condição essencial para a germinação dos esporos e a infecção dos tecidos vegetais. Dessa forma, ao modificar os padrões de chuva e a duração do molhamento foliar, os fenômenos El Niño e La Niña podem criar condições mais ou menos favoráveis à infecção e ao progresso da ferrugem-asiática. Os efeitos, entretanto, variam conforme a região e as condições meteorológicas observadas durante a safra.

Figura 1. Condições favoráveis ao desenvolvimento da ferrugem-asiática em soja.
Fonte: Soares et al. (2026). Imagem gerada com o uso de IA.

Nesse contexto, especialmente em safras de verão sob influência de fenômenos como El Niño e La Niña, é fundamental intensificar o manejo fitossanitário das culturas. Períodos com chuvas frequentes, temperaturas favoráveis e intervalos reduzidos de insolação podem aumentar a duração do molhamento foliar e criar condições propícias ao desenvolvimento de doenças fúngicas. Por isso, o monitoramento das lavouras deve ser reforçado, considerando que a elevada umidade pode favorecer doenças na soja, como ferrugem-asiática, mofo-branco, mancha-alvo, antracnose e doenças de final de ciclo, e no milho, como cercosporiose, mancha-branca, helmintosporiose e podridões (Landgraf et al., 2026).

Além disso, a adoção de estratégias integradas de manejo deve começar de forma preventiva, inclusive no período que antecede a semeadura, visando reduzir os impactos da ferrugem-asiática sobre a produtividade da soja. Entre as principais medidas, destaca-se o controle das plantas voluntárias de soja (tigueras) durante a entressafra, uma vez que elas atuam como hospedeiras do fungo causador da doença, permitindo sua sobrevivência e servindo como ponte verde entre as safras.

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Conforme demonstrado por Minchio et al. (2016), a ocorrência de ferrugem-asiática na entressafra apresenta associação positiva com a ocorrência da doença durante a safra. Isso indica que o inóculo remanescente nesse período pode contribuir para o desenvolvimento da epidemia na safra seguinte (Figura 2). Dessa forma, o controle das plantas voluntárias de soja constitui uma medida fundamental para reduzir a sobrevivência do patógeno entre os ciclos de cultivo e contribuir para o manejo da ferrugem-asiática.

Figura 2. Regressão quadrática entre as ocorrências da doença no período “Entressafra” com os períodos “Ano Todo” (A) e “Safra” (B), dentro de cada ano agrícola do Rio Grande do Sul.
Fonte: Minchio et al. (2016)

Diante desses aspectos, torna-se fundamental intensificar o monitoramento e adotar estratégias de manejo da ferrugem-asiática em safras cujas condições ambientais favoreçam o desenvolvimento da doença, como pode ocorrer na região Sul do Brasil em períodos de maior precipitação associados à influência do El Niño na presente safra. Além de acompanhar as condições ambientais favoráveis à infecção e à progressão da doença (Figura 1), é essencial adotar estratégias de manejo de forma preventiva, incluindo o controle de plantas voluntárias de soja e o uso criterioso de fungicidas. A combinação dessas estratégias contribui para reduzir o inóculo, limitar o progresso da doença e minimizar os impactos sobre a produtividade da cultura.



Referências:

GODOY, C. V. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA FERRUGEMASIÁTICA DA SOJA, Phakopsora pachyrhizi, NA SAFRA 2023/2024: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica n. 206, 2024. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1165843/1/CT-206-Claudia-Godoy.pdf >, acesso em: 27/10/2026.

LANDGRAF, L. et al. MANEJO ADEQUADO PODE REDUZIR IMPACTOS DO EL NIÑO SOBRE A SOJA NA SAFRA 2026/2027. Embrapa, 2026. Disponível em: < https://www.embrapa.br/pt/agencia-de-noticias-embrapa/busca-de-noticias/-/noticia/146617277/manejo-adequado-pode-reduzir-impactos-do-el-nino-sobre-a-soja-na-safra-20262027?utm_source=chatgpt.com >, acesso em: 27/10/2026.

MINCHIO, C. A. et al. EPIDEMIAS DE FERRUGEM ASIÁTICA NO RIO GRANDE DO SUL EXPLICADAS PELO FENÔMENO ENOS E PELA INCIDÊNCIA DA DOENÇA NA ENTRESSAFRA. Summa Phytopathol, 2016. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/sp/a/53vQqTh4fjSchRgMBqH3PTN/?format=pdf&lang=pt&utm_source=chatgpt.com >, acesso em: 27/10/2026.

 

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Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Preços externos recuam, mas oferta restrita sustenta cotações no Brasil – MAIS SOJA

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A perspectiva de uma safra volumosa de trigo na Argentina, somada ao enfraquecimento das vendas externas dos Estados Unidos, pressionou as cotações internacionais do Trigo na última semana. No Brasil, porém, a oferta restrita de cereal para a moagem tem sustentado os preços domésticos, apesar da maior competitividade do produto importado.

Segundo o Cepea, a Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) elevou a projeção de produção argentina da safra 2026/27 de 21 milhões para 23,8 milhões de toneladas. Se confirmado, o volume será o segundo maior dos últimos 17 anos. O resultado, contudo, ainda depende das condições climáticas.

PREÇOS NO BRASIL – Segundo colaboradores do Cepea, a maior parte do trigo colhido apresenta padrão feed, voltado à alimentação animal, e vem sendo destinada à exportação.

Como resultado, levantamento do Cepea mostra que as médias parciais de outubro (até o dia 23), em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI), são as mais elevadas deste ano.

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Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Semeadura do arroz no Brasil atinge 38,2% sob impacto de chuvas irregulares – MAIS SOJA

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Arroz/BR: 38,2% semeado. No RS, as precipitações oscilaram entre as regiões produtoras, registrando um clima mais estável na Fronteira Oeste e na Zona Sul, onde o plantio evoluiu. Ao todo, cerca de 46% da área estadual está semeada, com bom desenvolvimento
vegetativo.

Em SC, a baixa luminosidade e o excesso de chuvas, em algumas regiões, dificultaram o avanço do plantio e promoveram atraso no calendário usual. No entanto, a maioria das lavouras implantadas apresentam boas condições gerais.

No MA, a semeadura do arroz irrigado foi finalizado, restando as áreas tardias de arroz sequeiro. No PR, as precipitações recentes interromperam o plantio, uma vez que as áreas se encontram com excesso de umidade, limitando as atividades no campo.

Fonte: Conab

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FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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