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27 de outubro de 2026

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Ex-presidente da John Deere comandará Agricultura do Rio Grande do Sul

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O ex-presidente da John Deere no Brasil, Paulo Herrmann, será o novo secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul a partir de janeiro de 2027. O anúncio foi feito nesta terça-feira (27) pelo governador eleito Luciano Zucco (PL), durante a apresentação dos primeiros integrantes de sua equipe de governo.

Com mais de 40 anos de experiência no agronegócio, Herrmann foi escolhido para comandar uma das áreas estratégicas da administração estadual. A nomeação faz parte da formação do secretariado de Zucco, que assumirá o governo gaúcho em 6 de janeiro de 2027.

Quem é Paulo Herrmann?

Engenheiro agrícola formado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Paulo Herrmann possui MBA em Gestão de Negócios e construiu sua carreira no setor de máquinas e tecnologias agrícolas.

O executivo ingressou na John Deere em 1999 e ocupou diferentes cargos de liderança, incluindo funções nas áreas de vendas e marketing para a América Latina. Entre 2012 e 2022, presidiu as operações da multinacional no Brasil.

Herrmann também atuou como CEO da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) entre 2024 e 2025. Posteriormente, passou a trabalhar com consultoria estratégica e iniciativas ligadas à gestão e à inovação no agronegócio.

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Zucco anuncia primeiros nomes do governo

Além de Herrmann, Luciano Zucco anunciou outros integrantes do futuro secretariado estadual.

Para a Secretaria da Educação, o governador eleito escolheu Roni Miranda Vieira, atual secretário da Educação do Paraná.

Na Secretaria da Cultura, a escolhida foi Liliana Cardoso, que atualmente ocupa o cargo de secretária municipal da Cultura e Economia Criativa de Porto Alegre e possui trajetória ligada ao tradicionalismo e à gestão cultural.

Já a Secretaria da Segurança Pública será comandada pelo general da reserva Mauro Sinott Lopes, que participou da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro e comandou a 3ª Divisão do Exército, em Santa Maria.

Segundo Zucco, as indicações seguem o compromisso assumido durante a campanha eleitoral de formar uma equipe com experiência administrativa e conhecimento técnico.

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“Durante a campanha, assumi o compromisso de montar uma equipe técnica, qualificada e preparada para enfrentar os desafios do Rio Grande do Sul. Estamos cumprindo essa promessa”, afirmou.

O governador eleito acrescentou que pretende conduzir a administração com planejamento e foco na entrega de resultados à população.

Quando começa o novo governo?

Luciano Zucco foi eleito governador do Rio Grande do Sul no primeiro turno das eleições de 2026, realizado em 4 de outubro, com 58,05% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A posse do novo governador e o início da gestão estão previstos para 6 de janeiro de 2027, quando os secretários anunciados também deverão assumir suas funções.

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‘Verão amazônico’ acende alerta para logística da soja; seca pode dificultar transporte de insumos, alerta diretor da Adecon

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A estiagem prolongada no Amazonas acende um alerta para a logística do agronegócio, especialmente para o transporte de insumos utilizados na produção de soja, pois a redução do nível dos rios dificulta a navegação em alguns trechos. O cenário preocupa o setor diante da previsão de maior demanda por insumos agrícolas no estado nos meses de janeiro e fevereiro.

Segundo Edeon Vaz, diretor-executivo da Agência de Desenvolvimento Sustentável das Hidrovias e dos Corredores de Exportação (Adecon), a situação varia conforme o rio. “No Madeira, voltou a ser normal, se navega com capacidade plena”, afirma. Já no Tapajós, a redução do nível da água limita a capacidade de transporte das embarcações. A estiagem também dificulta o acesso de barcos menores em determinados trechos dos rios amazônicos.

Vaz explica que a redução dos níveis dos rios faz parte do verão amazônico, período marcado pela diminuição das chuvas. “Isso tudo é o verão amazônico. Não é só o El Niño”, destaca o executivo. Segundo ele, cada período apresenta características diferentes, e episódios severos de estiagem já foram registrados historicamente na região, antes mesmo do desenvolvimento da agricultura.

A preocupação para o setor da soja está na chegada dos insumos agrícolas, prevista principalmente para janeiro e fevereiro. A expectativa é que as chuvas elevem novamente os níveis dos rios até esse período, favorecendo o transporte fluvial. Até lá, no entanto, a evolução das condições hidrológicas será determinante para o planejamento logístico e o abastecimento dos produtos necessários à atividade agrícola.

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Brasil deve importar até 14% menos fertilizantes em 2026

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As importações brasileiras de fertilizantes podem recuar entre 12% e 14% em 2026, mesmo diante da expansão de 2,3% na área cultivada do país na safra 2026/27, segundo projeção feita pelo Canal Rural baseada em dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Segundo o levantamento, o Brasil deve encerrar o ano com aproximadamente 40,2 milhões de toneladas de fertilizantes importados, no cenário mais favorável às compras externas. O volume representa uma redução de 5,3 milhões de toneladas em relação a 2025, quando as importações atingiram o recorde de 45,5 milhões de toneladas.

A estimativa considera os dados acumulados até a terceira semana de outubro e uma projeção para os meses restantes do ano. Ferreira avalia que a retração poderá ser ainda maior, chegando a 13% ou 14%, caso o ritmo das importações fique abaixo do observado no mesmo período de 2025.

A redução chama atenção pela elevada dependência brasileira do mercado externo. Atualmente, mais de 85% das matérias-primas utilizadas na produção de fertilizantes consumidos no país são importadas, segundo o analista.

Custos de produção explicam redução nas compras

A expectativa de queda nas importações está relacionada principalmente à necessidade de reduzir os custos de produção nas propriedades rurais. Diferentemente do cenário observado após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, quando os preços internacionais dos fertilizantes dispararam, o recuo projetado para 2026 não é explicado por uma nova escalada das cotações.

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Entre 2021 e 2023, o preço médio da tonelada importada chegou a superar US$ 700, aproximadamente o dobro dos US$ 340 a US$ 350 registrados antes do conflito. Já em 2026, o valor médio retornou a aproximadamente US$ 350 por tonelada.

Com isso, a pressão para reduzir o uso de fertilizantes está associada aos custos totais da atividade agrícola e à necessidade de preservar as margens de rentabilidade.

A redução da aplicação de insumos deve ocorrer de maneira planejada, com base em análises de solo e tecnologias de aplicação em taxas variáveis, para evitar prejuízos à produtividade.

Porto de Paranaguá perde participação nas importações

Outro destaque do levantamento é a redução da participação do Porto de Paranaguá, no Paraná, na entrada de fertilizantes no Brasil.

Em 2024, o terminal respondeu por aproximadamente 25% do volume nacional importado. A participação caiu para 24% em 2025 e deve atingir 22% em 2026.

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Parte dessa mudança está relacionada ao crescimento da movimentação de fertilizantes pelos portos do Arco Norte, que vêm ganhando espaço na logística de abastecimento do agronegócio brasileiro.

A retração no volume total importado também tende a afetar Paranaguá, devido à sua relevância na movimentação desses produtos.

Planejamento da adubação ganha importância

Com a perspectiva de menor utilização de fertilizantes, é necessário um planejamento técnico para a implantação das próximas safras.

A adoção de ferramentas de agricultura de precisão, especialmente a aplicação de fertilizantes em taxas variáveis, pode contribuir para ajustar as doses às necessidades de cada área.

O objetivo é reduzir desperdícios e despesas sem comprometer a nutrição das lavouras e o potencial produtivo da safra 2026/27.

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Mato Grosso lidera produção de etanol de milho no Brasil e concentra 60,72% do volume

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Mato Grosso respondeu por 60,72% da produção brasileira de etanol de milho entre julho e setembro de 2026, com 1,76 milhão de metros cúbicos. O volume coloca o estado à frente dos demais polos industriais do país, em um cenário de expansão do uso do cereal na fabricação de biocombustíveis.

Os dados foram apresentados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em seu boletim semanal da cultura do milho, com base em informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

No Brasil, a produção de etanol de milho somou 2,90 milhões de metros cúbicos no terceiro trimestre de 2026, alta de 23,71% em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço ocorreu em um ritmo superior ao da produção total de etanol, que chegou a 14,51 milhões de metros cúbicos, com crescimento de 0,80% na comparação anual.

O desempenho indica uma ampliação da participação do milho na indústria brasileira de biocombustíveis. Em um ano, a parcela do etanol produzido a partir do cereal passou de 16,29% para 20% do total nacional no período de julho a setembro.

A mudança também reforça a importância de Mato Grosso para o abastecimento das usinas e para a demanda industrial pelo grão, que ganha outra finalidade além da alimentação animal e de outros usos já consolidados no mercado.

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Mato Grosso reúne a maior parcela da produção

Além de Mato Grosso, outros três estados se destacaram na produção de etanol de milho no período. Mato Grosso do Sul registrou 539,22 mil metros cúbicos, seguido por Goiás, com 262,02 mil metros cúbicos, e Maranhão, com 220,29 mil metros cúbicos.

Juntos, os quatro estados concentraram 95,92% da produção brasileira estimada do biocombustível à base de milho entre julho e setembro. A concentração evidencia o peso desses polos na atividade industrial e, especialmente, a posição de Mato Grosso nesse mercado.

O avanço nacional de 23,71% na produção de etanol de milho, diante do crescimento de menos de 1% no volume total de etanol, mostra que o cereal ampliou sua participação na composição da oferta brasileira.

Esse movimento aumenta a relevância do milho como matéria-prima industrial e fortalece a conexão entre a produção agrícola e o setor de energia, especialmente nos estados que concentram as usinas.

Estoques favorecem o abastecimento das usinas

Uma das características que favorecem o uso do milho na produção de etanol é a possibilidade de armazenamento do grão. Diferentemente da cana-de-açúcar, cuja disponibilidade para processamento está mais ligada ao ciclo de colheita, o cereal pode ser estocado e utilizado ao longo do ano.

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Essa condição permite que as usinas organizem o abastecimento para além dos períodos de colheita, contribuindo para a continuidade das operações industriais. A disponibilidade de matéria-prima armazenada também ajuda a reduzir a dependência da sazonalidade agrícola.

Para Mato Grosso, onde a produção de milho tem grande relevância, a transformação do grão em biocombustível representa mais um canal de demanda interna. Na safra 2025/26 o estado colheu 58 milhões de toneladas, volume superior as 51 milhões de toneladas registradas na soja. O setor industrial passa a integrar o conjunto de mercados que absorvem a produção estadual.


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