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27 de outubro de 2026

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Campo Mourão recebe evento sobre produção orgânica nesta quinta-feira

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Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná, recebe nesta quinta-feira (29) a 5ª edição do Caminhos da Produção Orgânica. O evento será realizado das 08h30 às 17h, na Praça Bento Munhoz da Rocha Neto, conhecida como Praça do Fórum, com expectativa de público de cerca de 2 mil pessoas. A proposta é ampliar o conhecimento sobre cultivo de orgânicos, manejo sustentável e oportunidades de comercialização.

A iniciativa é realizada em parceria pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), Núcleo Regional de Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaemae) e Prefeitura de Campo Mourão.

A programação é voltada à cadeia produtiva de orgânicos e inclui orientações técnicas, apresentação de práticas sustentáveis, informações sobre certificação, comercialização e políticas públicas. O público-alvo reúne agricultores, cooperativas, instituições de ensino e agentes de financiamento.

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Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Paraná lidera a produção de orgânicos e soma 4.516 produtores. Em Campo Mourão, a atividade passou de 12 produtores orgânicos há cinco anos para 70 atualmente, de acordo com o chefe regional do IDR-Paraná no município, Jairo Quadros. A meta apresentada é chegar a 300 produtores.

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Quadros afirmou que a ampliação da produção orgânica é estratégica para atender à demanda por alimentos, especialmente na alimentação escolar. Ele destacou que Campo Mourão tem mais de 100 mil habitantes e que mais de 20 mil são atendidos pela agricultura familiar, principalmente por meio da merenda escolar com alimentos orgânicos.

De acordo com o engenheiro agrônomo e extensionista rural do IDR-Paraná, Paulo Lizarelli, o acesso à orientação técnica e à certificação é um ponto central para ampliar a entrada de agricultores na atividade e expandir mercados. O evento também terá exposição e comercialização de alimentos produzidos na região, além de ações de extensão rural, educação ambiental, conhecimentos científicos, equipamentos e tecnologias voltados à produção orgânica.

A 5ª edição do Caminhos da Produção Orgânica terá entrada gratuita e será realizada na Rua Santa Cruz, 972, no Jardim Flórida, em Campo Mourão, com programação aberta ao público ao longo desta quinta-feira (29).

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Brasil deve importar até 14% menos fertilizantes em 2026

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As importações brasileiras de fertilizantes podem recuar entre 12% e 14% em 2026, mesmo diante da expansão de 2,3% na área cultivada do país na safra 2026/27, segundo projeção feita pelo Canal Rural baseada em dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Segundo o levantamento, o Brasil deve encerrar o ano com aproximadamente 40,2 milhões de toneladas de fertilizantes importados, no cenário mais favorável às compras externas. O volume representa uma redução de 5,3 milhões de toneladas em relação a 2025, quando as importações atingiram o recorde de 45,5 milhões de toneladas.

A estimativa considera os dados acumulados até a terceira semana de outubro e uma projeção para os meses restantes do ano. Ferreira avalia que a retração poderá ser ainda maior, chegando a 13% ou 14%, caso o ritmo das importações fique abaixo do observado no mesmo período de 2025.

A redução chama atenção pela elevada dependência brasileira do mercado externo. Atualmente, mais de 85% das matérias-primas utilizadas na produção de fertilizantes consumidos no país são importadas, segundo o analista.

Custos de produção explicam redução nas compras

A expectativa de queda nas importações está relacionada principalmente à necessidade de reduzir os custos de produção nas propriedades rurais. Diferentemente do cenário observado após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, quando os preços internacionais dos fertilizantes dispararam, o recuo projetado para 2026 não é explicado por uma nova escalada das cotações.

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Entre 2021 e 2023, o preço médio da tonelada importada chegou a superar US$ 700, aproximadamente o dobro dos US$ 340 a US$ 350 registrados antes do conflito. Já em 2026, o valor médio retornou a aproximadamente US$ 350 por tonelada.

Com isso, a pressão para reduzir o uso de fertilizantes está associada aos custos totais da atividade agrícola e à necessidade de preservar as margens de rentabilidade.

A redução da aplicação de insumos deve ocorrer de maneira planejada, com base em análises de solo e tecnologias de aplicação em taxas variáveis, para evitar prejuízos à produtividade.

Porto de Paranaguá perde participação nas importações

Outro destaque do levantamento é a redução da participação do Porto de Paranaguá, no Paraná, na entrada de fertilizantes no Brasil.

Em 2024, o terminal respondeu por aproximadamente 25% do volume nacional importado. A participação caiu para 24% em 2025 e deve atingir 22% em 2026.

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Parte dessa mudança está relacionada ao crescimento da movimentação de fertilizantes pelos portos do Arco Norte, que vêm ganhando espaço na logística de abastecimento do agronegócio brasileiro.

A retração no volume total importado também tende a afetar Paranaguá, devido à sua relevância na movimentação desses produtos.

Planejamento da adubação ganha importância

Com a perspectiva de menor utilização de fertilizantes, é necessário um planejamento técnico para a implantação das próximas safras.

A adoção de ferramentas de agricultura de precisão, especialmente a aplicação de fertilizantes em taxas variáveis, pode contribuir para ajustar as doses às necessidades de cada área.

O objetivo é reduzir desperdícios e despesas sem comprometer a nutrição das lavouras e o potencial produtivo da safra 2026/27.

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Mato Grosso lidera produção de etanol de milho no Brasil e concentra 60,72% do volume

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Mato Grosso respondeu por 60,72% da produção brasileira de etanol de milho entre julho e setembro de 2026, com 1,76 milhão de metros cúbicos. O volume coloca o estado à frente dos demais polos industriais do país, em um cenário de expansão do uso do cereal na fabricação de biocombustíveis.

Os dados foram apresentados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em seu boletim semanal da cultura do milho, com base em informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

No Brasil, a produção de etanol de milho somou 2,90 milhões de metros cúbicos no terceiro trimestre de 2026, alta de 23,71% em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço ocorreu em um ritmo superior ao da produção total de etanol, que chegou a 14,51 milhões de metros cúbicos, com crescimento de 0,80% na comparação anual.

O desempenho indica uma ampliação da participação do milho na indústria brasileira de biocombustíveis. Em um ano, a parcela do etanol produzido a partir do cereal passou de 16,29% para 20% do total nacional no período de julho a setembro.

A mudança também reforça a importância de Mato Grosso para o abastecimento das usinas e para a demanda industrial pelo grão, que ganha outra finalidade além da alimentação animal e de outros usos já consolidados no mercado.

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Mato Grosso reúne a maior parcela da produção

Além de Mato Grosso, outros três estados se destacaram na produção de etanol de milho no período. Mato Grosso do Sul registrou 539,22 mil metros cúbicos, seguido por Goiás, com 262,02 mil metros cúbicos, e Maranhão, com 220,29 mil metros cúbicos.

Juntos, os quatro estados concentraram 95,92% da produção brasileira estimada do biocombustível à base de milho entre julho e setembro. A concentração evidencia o peso desses polos na atividade industrial e, especialmente, a posição de Mato Grosso nesse mercado.

O avanço nacional de 23,71% na produção de etanol de milho, diante do crescimento de menos de 1% no volume total de etanol, mostra que o cereal ampliou sua participação na composição da oferta brasileira.

Esse movimento aumenta a relevância do milho como matéria-prima industrial e fortalece a conexão entre a produção agrícola e o setor de energia, especialmente nos estados que concentram as usinas.

Estoques favorecem o abastecimento das usinas

Uma das características que favorecem o uso do milho na produção de etanol é a possibilidade de armazenamento do grão. Diferentemente da cana-de-açúcar, cuja disponibilidade para processamento está mais ligada ao ciclo de colheita, o cereal pode ser estocado e utilizado ao longo do ano.

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Essa condição permite que as usinas organizem o abastecimento para além dos períodos de colheita, contribuindo para a continuidade das operações industriais. A disponibilidade de matéria-prima armazenada também ajuda a reduzir a dependência da sazonalidade agrícola.

Para Mato Grosso, onde a produção de milho tem grande relevância, a transformação do grão em biocombustível representa mais um canal de demanda interna. Na safra 2025/26 o estado colheu 58 milhões de toneladas, volume superior as 51 milhões de toneladas registradas na soja. O setor industrial passa a integrar o conjunto de mercados que absorvem a produção estadual.


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Milho cai até 22% no mercado interno com perda de força das exportações

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Os preços do milho caíram até 22% no interior do Brasil desde setembro, pressionados pela perda de competitividade das exportações e pelas dificuldades de escoamento da produção. Em Sorriso (MT), a saca recuou 22%, para R$ 41. Em Rio Verde (GO), a queda foi de 19%, para R$ 50,20. Segundo a Biond Agro, uma recuperação mais consistente depende da retomada das compras da indústria, esperada a partir de dezembro.

A programação reduzida de embarques para novembro, as restrições nas hidrovias do Norte, as filas no Porto de Paranaguá e os fretes elevados dificultam o escoamento, principalmente do milho produzido em Mato Grosso com destino aos portos do Sul. A análise é da Biond Agro.

Para atingir a estimativa de exportar 38 milhões de toneladas em 2026, o Brasil precisaria embarcar 12 milhões de toneladas em novembro e dezembro. Até o momento, porém, a programação de embarques para novembro segue reduzida.

“O produtor enfrenta um mercado com menos compradores no curto prazo. A exportação perdeu força e a indústria ainda está abastecida, o que limita a capacidade de negociar preços melhores. Por enquanto, não há sinais suficientes para apostar em uma recuperação imediata”, afirma Isabella Pliego, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.

Exportações perdem competitividade

A pressão sobre o mercado brasileiro também vem dos Estados Unidos, onde a expectativa de uma oferta maior que a prevista pesa sobre as cotações. A queda dos preços na Bolsa de Chicago, combinada com o dólar abaixo de R$ 5, reduziu a competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

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Com menos atratividade para exportação, mais cereal fica disponível no mercado interno. A indústria, no entanto, ainda não precisa ampliar as compras. No Centro-Oeste, boa parte dos compradores tem estoques suficientes até novembro ou dezembro e deve voltar ao mercado conforme a necessidade de reposição.

Etanol de milho pode ajudar a sustentar os preços

O avanço da produção de etanol de milho pode contribuir para equilibrar a oferta e a demanda. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta crescimento de 6,6% na produção do biocombustível na safra 2026/27.

O impacto sobre as cotações, contudo, depende da retomada das compras pelas indústrias. Até lá, a oferta disponível e o ritmo limitado das exportações tendem a manter a pressão sobre os preços.

Armazenagem e caixa devem orientar a venda

Diante desse cenário, a Biond Agro recomenda que o produtor avalie a necessidade de caixa e a disponibilidade de armazenagem antes de definir o momento da venda.

Quem precisa de recursos ou de espaço nos silos para receber a soja pode negociar o milho gradualmente com a indústria, em lotes com prazos curtos de entrega.

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Já os produtores com estrutura para armazenar o cereal e condições financeiras para esperar podem avaliar a venda futura. Na B3, o contrato de milho com vencimento em novembro fechou a R$ 65,40 por saca em 23 de outubro. O contrato para março de 2027 encerrou a R$ 75,50, uma diferença de R$ 10,10 por saca.

Esse diferencial, porém, precisa ser comparado aos custos de armazenagem e de capital para verificar se compensa adiar a comercialização.

“Quem precisa liberar espaço ou fazer caixa não deve depender de uma alta no curto prazo. Para o produtor que pode guardar o milho, os contratos futuros oferecem uma alternativa, mas é preciso colocar os custos na conta antes de decidir”, afirma Isabella.

O que pode mudar o mercado do milho

Segundo a Biond Agro, uma mudança antecipada no cenário dependeria de embarques de 6 milhões a 7 milhões de toneladas por mês em novembro e dezembro, de uma alta do dólar acima de R$ 5,22 ou da normalização das hidrovias do Norte.

Até que esses fatores se concretizem, a tendência é de pressão sobre os preços disponíveis. A demanda interna pode ajudar a sustentar as cotações a partir de dezembro, quando a indústria precisar recompor os estoques.

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