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27 de outubro de 2026

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USDA informa colheita de milho em 60% e de soja em 79% nos EUA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou na segunda-feira (26) que a colheita da safra de milho 2026/27 no país alcançou 60% até o último domingo. O avanço foi de 16 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Na soja, os trabalhos chegaram a 79%, acima dos 64% registrados uma semana antes.

No milho, o USDA apontou que o ritmo da colheita ficou abaixo da média dos cinco anos anteriores, de 66%. A agência também informou que 56% da safra apresentava condição boa ou excelente, sem variação na comparação semanal.

Na soja, o avanço da colheita superou a média de cinco anos, de 77%. O dado indica aceleração dos trabalhos na semana, depois do percentual de 64% registrado no levantamento anterior.

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Para o trigo de inverno, o relatório mostrou que 76% da safra havia sido plantada até o último domingo, ante 63% na semana anterior. A média de cinco anos para o período é de 77%. Já a emergência atingia 53%, ligeiramente abaixo da média histórica de 54%.

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No algodão, 33% da safra tinha condição boa ou excelente, recuo de 2 pontos porcentuais na semana. O USDA informou ainda que 89% das lavouras tinham abertura de maçãs, frente a 92% na média de cinco anos. A colheita do algodão alcançou 52%, acima da média de 45%.

O USDA explicou que, por causa da interrupção do financiamento federal em outubro e novembro de 2025, os relatórios de acompanhamento de safra referentes às semanas encerradas entre 5 de outubro e 9 de novembro de 2025 foram cancelados. Com isso, as estimativas do ano anterior para as semanas correspondentes não estarão disponíveis.

Os números mais recentes do USDA mostram avanço semanal na colheita de milho e soja nos Estados Unidos, além de atualização sobre o plantio do trigo de inverno e as condições das lavouras de algodão.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Milho cai até 22% no mercado interno com perda de força das exportações

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Os preços do milho caíram até 22% no interior do Brasil desde setembro, pressionados pela perda de competitividade das exportações e pelas dificuldades de escoamento da produção. Em Sorriso (MT), a saca recuou 22%, para R$ 41. Em Rio Verde (GO), a queda foi de 19%, para R$ 50,20. Segundo a Biond Agro, uma recuperação mais consistente depende da retomada das compras da indústria, esperada a partir de dezembro.

A programação reduzida de embarques para novembro, as restrições nas hidrovias do Norte, as filas no Porto de Paranaguá e os fretes elevados dificultam o escoamento, principalmente do milho produzido em Mato Grosso com destino aos portos do Sul. A análise é da Biond Agro.

Para atingir a estimativa de exportar 38 milhões de toneladas em 2026, o Brasil precisaria embarcar 12 milhões de toneladas em novembro e dezembro. Até o momento, porém, a programação de embarques para novembro segue reduzida.

“O produtor enfrenta um mercado com menos compradores no curto prazo. A exportação perdeu força e a indústria ainda está abastecida, o que limita a capacidade de negociar preços melhores. Por enquanto, não há sinais suficientes para apostar em uma recuperação imediata”, afirma Isabella Pliego, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.

Exportações perdem competitividade

A pressão sobre o mercado brasileiro também vem dos Estados Unidos, onde a expectativa de uma oferta maior que a prevista pesa sobre as cotações. A queda dos preços na Bolsa de Chicago, combinada com o dólar abaixo de R$ 5, reduziu a competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

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Com menos atratividade para exportação, mais cereal fica disponível no mercado interno. A indústria, no entanto, ainda não precisa ampliar as compras. No Centro-Oeste, boa parte dos compradores tem estoques suficientes até novembro ou dezembro e deve voltar ao mercado conforme a necessidade de reposição.

Etanol de milho pode ajudar a sustentar os preços

O avanço da produção de etanol de milho pode contribuir para equilibrar a oferta e a demanda. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta crescimento de 6,6% na produção do biocombustível na safra 2026/27.

O impacto sobre as cotações, contudo, depende da retomada das compras pelas indústrias. Até lá, a oferta disponível e o ritmo limitado das exportações tendem a manter a pressão sobre os preços.

Armazenagem e caixa devem orientar a venda

Diante desse cenário, a Biond Agro recomenda que o produtor avalie a necessidade de caixa e a disponibilidade de armazenagem antes de definir o momento da venda.

Quem precisa de recursos ou de espaço nos silos para receber a soja pode negociar o milho gradualmente com a indústria, em lotes com prazos curtos de entrega.

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Já os produtores com estrutura para armazenar o cereal e condições financeiras para esperar podem avaliar a venda futura. Na B3, o contrato de milho com vencimento em novembro fechou a R$ 65,40 por saca em 23 de outubro. O contrato para março de 2027 encerrou a R$ 75,50, uma diferença de R$ 10,10 por saca.

Esse diferencial, porém, precisa ser comparado aos custos de armazenagem e de capital para verificar se compensa adiar a comercialização.

“Quem precisa liberar espaço ou fazer caixa não deve depender de uma alta no curto prazo. Para o produtor que pode guardar o milho, os contratos futuros oferecem uma alternativa, mas é preciso colocar os custos na conta antes de decidir”, afirma Isabella.

O que pode mudar o mercado do milho

Segundo a Biond Agro, uma mudança antecipada no cenário dependeria de embarques de 6 milhões a 7 milhões de toneladas por mês em novembro e dezembro, de uma alta do dólar acima de R$ 5,22 ou da normalização das hidrovias do Norte.

Até que esses fatores se concretizem, a tendência é de pressão sobre os preços disponíveis. A demanda interna pode ajudar a sustentar as cotações a partir de dezembro, quando a indústria precisar recompor os estoques.

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Mato Grosso tem primeiro Cejusc do país especializado em conflitos do agronegócio

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Mato Grosso tem o primeiro Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do país especializado em agronegócio. Inaugurada em 15 de outubro pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a unidade permite que produtores rurais, empresas e outros agentes do setor busquem acordos para resolver disputas sem necessariamente recorrer à Justiça ou prolongar processos em andamento.

Com abrangência estadual, o centro atende pessoas físicas e jurídicas em conflitos relacionados às atividades agrícolas, pecuárias, agroindustriais e comerciais. As sessões podem ser presenciais, virtuais ou descentralizadas.

A negociação pode ser solicitada antes da abertura de um processo, por meio de uma Reclamação Pré-Processual (RPP), ou durante uma ação judicial. Nesse segundo caso, o encaminhamento pode ser feito pelo juiz responsável ou solicitado conjuntamente pelas partes.

A tentativa de conciliação não obriga os envolvidos a fechar um acordo. A decisão depende da concordância de todos, com apoio de profissionais que conduzem o diálogo de forma imparcial.

Quais conflitos podem ser atendidos

Entre as situações que podem chegar ao Cejusc estão divergências em contratos de arrendamento rural e parceria agrícola, financiamentos e renegociações de dívidas com bancos, cooperativas e fornecedores.

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Também podem ser negociados conflitos relacionados à comercialização de produtos agropecuários, às Cédulas de Produto Rural (CPRs) e às atividades de produção, distribuição, armazenagem e logística. Questões envolvendo cooperativas, associações de produtores, recuperação judicial e reestruturação de empresas do setor também podem ser avaliadas.

Após o recebimento do pedido, explica o TJMT, a equipe técnica analisa se o caso permite uma solução consensual e se há interesse dos envolvidos em negociar. Se a demanda for considerada adequada, uma sessão é organizada para discutir alternativas.

A orientação de um advogado é importante para avaliar direitos e obrigações e auxiliar na construção de um acordo seguro.

Como funciona o acordo

Quando há entendimento, o resultado é encaminhado ao juiz coordenador do Cejusc para homologação. Com isso, o acordo passa a ter força de título executivo judicial, permitindo exigir seu cumprimento na Justiça caso seja descumprido.

Se a negociação não resultar em consenso, o procedimento é encerrado e os envolvidos podem avaliar outras medidas para resolver a disputa, inclusive pela via judicial, quando aplicável.

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Nos pedidos anteriores à abertura de um processo, há cobrança de custas de 1% sobre o valor acordado, limitada a R$ 114.118,96. Se o cálculo ficar abaixo de uma Unidade Padrão Fiscal de Mato Grosso (UPF/MT), será cobrado o valor equivalente a uma unidade. O pagamento ocorre após a aprovação judicial, conforme o Provimento nº 28/2026. Também é possível solicitar gratuidade, sujeita à análise técnica.

O Cejusc do Agronegócio integra o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e Cidadania (Nupemec) e foi instalado por meio da Portaria nº 5/2026 do TJMT. Os interessados podem solicitar atendimento pelo portal do Nupemec (https://portalnupemec.tjmt.jus.br/) ou pelo WhatsApp (65) 99282-5844.


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Chuvas avançam sobre áreas agrícolas nesta terça-feira, informa Inmet

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A atuação de uma frente fria no litoral sul da Bahia favorece a formação de um canal de umidade sobre o país nesta terça-feira (27), com previsão de chuvas e trovoadas em importantes áreas agrícolas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As instabilidades mais intensas devem atingir Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, o Distrito Federal, o sul do Pará, o centro e norte de Goiás, o norte de Minas Gerais, o sul do Piauí e áreas da Bahia e do Maranhão.

O Inmet mantém aviso amarelo de perigo potencial para tempestade até esta quarta-feira (28) em áreas das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. O alerta abrange uma faixa que vai do oeste do Amazonas, passa por grande parte do Centro-Oeste e chega ao litoral da Bahia e de Sergipe. Nessas áreas, há risco de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora e ventos de 40 a 60 quilômetros por hora.

Na região Norte, o tempo segue instável, com chuva e trovoadas no Acre, Tocantins, Rondônia e em áreas do Amazonas e do sul do Pará. Em Palmas (TO), a máxima pode chegar a 37 °C nesta quarta-feira.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

No Nordeste, a previsão indica tempo instável na Bahia e no sul do Piauí e do Maranhão. Para esta quarta-feira (28), as áreas de instabilidade devem se intensificar no oeste e no litoral baiano, incluindo o Recôncavo Baiano, além do centro e sul do Piauí e do sul do Maranhão.

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No Centro-Oeste, as áreas de instabilidade atingem o nordeste de Mato Grosso, o norte e a região central de Goiás e o Distrito Federal, com previsão de chuvas com trovoadas ao longo do dia. Em Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás, a umidade aumenta e favorece pancadas isoladas até a noite.

No Sudeste, a chuva se concentra no norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, também sob aviso amarelo. Já no Sul, a terça-feira será de tempo firme. O dia começou com temperaturas baixas e possibilidade de geada na Serra Gaúcha e Catarinense, mas o frio perde força ao longo das próximas horas.

A previsão do Inmet indica manutenção das instabilidades sobre parte do país até esta quarta-feira (28), enquanto a região Sul segue com predomínio de sol e aumento gradual da nebulosidade a partir de amanhã.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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