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27 de outubro de 2026

Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Preços externos recuam, mas oferta restrita sustenta cotações no Brasil – MAIS SOJA

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A perspectiva de uma safra volumosa de trigo na Argentina, somada ao enfraquecimento das vendas externas dos Estados Unidos, pressionou as cotações internacionais do Trigo na última semana. No Brasil, porém, a oferta restrita de cereal para a moagem tem sustentado os preços domésticos, apesar da maior competitividade do produto importado.

Segundo o Cepea, a Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) elevou a projeção de produção argentina da safra 2026/27 de 21 milhões para 23,8 milhões de toneladas. Se confirmado, o volume será o segundo maior dos últimos 17 anos. O resultado, contudo, ainda depende das condições climáticas.

PREÇOS NO BRASIL – Segundo colaboradores do Cepea, a maior parte do trigo colhido apresenta padrão feed, voltado à alimentação animal, e vem sendo destinada à exportação.

Como resultado, levantamento do Cepea mostra que as médias parciais de outubro (até o dia 23), em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI), são as mais elevadas deste ano.

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Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Condições climáticas reforçam a importância do manejo preventivo da ferrugem-asiática na soja – MAIS SOJA

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A interação entre patógeno, hospedeiro e ambiente constitui um dos principais conceitos da fitopatologia para compreender o desenvolvimento de doenças em plantas. De modo geral, especialmente no caso de doenças fúngicas, condições de elevada umidade e temperaturas favoráveis ao patógeno podem favorecer a infecção e a progressão das doenças. Nesse contexto, fenômenos climáticos como El Niño e La Niña podem influenciar indiretamente a ocorrência e a severidade de doenças nas culturas agrícolas, ao alterar a distribuição e o volume das precipitações.

Na cultura da soja, uma das principais doenças cuja evolução pode ser influenciada por essas condições é a ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi), que, em situações severas, pode ocasionar perdas de produtividade de até 90% (Godoy et al., 2024). O desenvolvimento da doença depende, entre outros fatores, da presença de água livre na superfície das folhas, condição essencial para a germinação dos esporos e a infecção dos tecidos vegetais. Dessa forma, ao modificar os padrões de chuva e a duração do molhamento foliar, os fenômenos El Niño e La Niña podem criar condições mais ou menos favoráveis à infecção e ao progresso da ferrugem-asiática. Os efeitos, entretanto, variam conforme a região e as condições meteorológicas observadas durante a safra.

Figura 1. Condições favoráveis ao desenvolvimento da ferrugem-asiática em soja.
Fonte: Soares et al. (2026). Imagem gerada com o uso de IA.

Nesse contexto, especialmente em safras de verão sob influência de fenômenos como El Niño e La Niña, é fundamental intensificar o manejo fitossanitário das culturas. Períodos com chuvas frequentes, temperaturas favoráveis e intervalos reduzidos de insolação podem aumentar a duração do molhamento foliar e criar condições propícias ao desenvolvimento de doenças fúngicas. Por isso, o monitoramento das lavouras deve ser reforçado, considerando que a elevada umidade pode favorecer doenças na soja, como ferrugem-asiática, mofo-branco, mancha-alvo, antracnose e doenças de final de ciclo, e no milho, como cercosporiose, mancha-branca, helmintosporiose e podridões (Landgraf et al., 2026).

Além disso, a adoção de estratégias integradas de manejo deve começar de forma preventiva, inclusive no período que antecede a semeadura, visando reduzir os impactos da ferrugem-asiática sobre a produtividade da soja. Entre as principais medidas, destaca-se o controle das plantas voluntárias de soja (tigueras) durante a entressafra, uma vez que elas atuam como hospedeiras do fungo causador da doença, permitindo sua sobrevivência e servindo como ponte verde entre as safras.

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Conforme demonstrado por Minchio et al. (2016), a ocorrência de ferrugem-asiática na entressafra apresenta associação positiva com a ocorrência da doença durante a safra. Isso indica que o inóculo remanescente nesse período pode contribuir para o desenvolvimento da epidemia na safra seguinte (Figura 2). Dessa forma, o controle das plantas voluntárias de soja constitui uma medida fundamental para reduzir a sobrevivência do patógeno entre os ciclos de cultivo e contribuir para o manejo da ferrugem-asiática.

Figura 2. Regressão quadrática entre as ocorrências da doença no período “Entressafra” com os períodos “Ano Todo” (A) e “Safra” (B), dentro de cada ano agrícola do Rio Grande do Sul.
Fonte: Minchio et al. (2016)

Diante desses aspectos, torna-se fundamental intensificar o monitoramento e adotar estratégias de manejo da ferrugem-asiática em safras cujas condições ambientais favoreçam o desenvolvimento da doença, como pode ocorrer na região Sul do Brasil em períodos de maior precipitação associados à influência do El Niño na presente safra. Além de acompanhar as condições ambientais favoráveis à infecção e à progressão da doença (Figura 1), é essencial adotar estratégias de manejo de forma preventiva, incluindo o controle de plantas voluntárias de soja e o uso criterioso de fungicidas. A combinação dessas estratégias contribui para reduzir o inóculo, limitar o progresso da doença e minimizar os impactos sobre a produtividade da cultura.



Referências:

GODOY, C. V. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA FERRUGEMASIÁTICA DA SOJA, Phakopsora pachyrhizi, NA SAFRA 2023/2024: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica n. 206, 2024. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1165843/1/CT-206-Claudia-Godoy.pdf >, acesso em: 27/10/2026.

LANDGRAF, L. et al. MANEJO ADEQUADO PODE REDUZIR IMPACTOS DO EL NIÑO SOBRE A SOJA NA SAFRA 2026/2027. Embrapa, 2026. Disponível em: < https://www.embrapa.br/pt/agencia-de-noticias-embrapa/busca-de-noticias/-/noticia/146617277/manejo-adequado-pode-reduzir-impactos-do-el-nino-sobre-a-soja-na-safra-20262027?utm_source=chatgpt.com >, acesso em: 27/10/2026.

MINCHIO, C. A. et al. EPIDEMIAS DE FERRUGEM ASIÁTICA NO RIO GRANDE DO SUL EXPLICADAS PELO FENÔMENO ENOS E PELA INCIDÊNCIA DA DOENÇA NA ENTRESSAFRA. Summa Phytopathol, 2016. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/sp/a/53vQqTh4fjSchRgMBqH3PTN/?format=pdf&lang=pt&utm_source=chatgpt.com >, acesso em: 27/10/2026.

 

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Sustentabilidade

Semeadura do arroz no Brasil atinge 38,2% sob impacto de chuvas irregulares – MAIS SOJA

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Arroz/BR: 38,2% semeado. No RS, as precipitações oscilaram entre as regiões produtoras, registrando um clima mais estável na Fronteira Oeste e na Zona Sul, onde o plantio evoluiu. Ao todo, cerca de 46% da área estadual está semeada, com bom desenvolvimento
vegetativo.

Em SC, a baixa luminosidade e o excesso de chuvas, em algumas regiões, dificultaram o avanço do plantio e promoveram atraso no calendário usual. No entanto, a maioria das lavouras implantadas apresentam boas condições gerais.

No MA, a semeadura do arroz irrigado foi finalizado, restando as áreas tardias de arroz sequeiro. No PR, as precipitações recentes interromperam o plantio, uma vez que as áreas se encontram com excesso de umidade, limitando as atividades no campo.

Fonte: Conab

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Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

EUA ampliam subsídios ao Agro em crise – MAIS SOJA

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 O governo dos Estados Unidos anunciou um novo pacote de US$ 8 bilhões em auxílio financeiro aos produtores rurais, em meio ao aumento dos custos de produção, ao endividamento e às dificuldades enfrentadas pelo setor agropecuário. A medida, divulgada em outubro de 2026, busca amenizar as perdas dos agricultores durante a safra e amplia a atuação do governo norte-americano no suporte à atividade rural.

Programa Harvest Fuel Relief

Segundo informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os recursos serão disponibilizados por meio do programa Harvest Fuel Relief, que prevê pagamentos únicos aos produtores durante a temporada de colheita de 2026.

O cálculo dos valores levará em conta a área plantada, as estimativas de custos de produção e as projeções de produtividade e preços agrícolas. As taxas de pagamento por cultura devem ser divulgadas em novembro.

Cenário de pressão

O anúncio ocorre em um cenário de pressão sobre as margens dos produtores, especialmente diante da elevação dos preços dos combustíveis e de outros insumos agrícolas. O encarecimento do diesel afeta diretamente as operações de máquinas, o transporte e as atividades de campo, enquanto os custos de fertilizantes e demais insumos também comprometem a rentabilidade das lavouras.

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Mais mecanismos de assistência

A iniciativa se soma a outros mecanismos de assistência adotados pelo governo norte-americano. No início de 2026, o programa Farmer Bridge Assistance destinou US$ 12 bilhões em pagamentos extraordinários a mais de 560 mil agricultores. Em outubro, também foram anunciados recursos adicionais por meio de programas de proteção contra oscilações de preços e receitas agrícolas.

De acordo com reportagem do AgroBand, com base em informações do setor, o apoio financeiro acumulado ao agronegócio norte-americano alcança US$ 55 bilhões em 2026. O volume evidencia o peso dos recursos públicos na sustentação da renda rural em um período de dificuldades econômicas.

Impactos sobre a competitividade brasileira

A ampliação dos subsídios nos Estados Unidos também traz reflexos para o debate sobre a concorrência internacional. Em análise apresentada no AgroBand , o ex-ministro da Agricultura, Antônio Cabrera, chamou a atenção para a diferença entre as condições de apoio oferecidas aos produtores norte-americanos e aquelas enfrentadas pelos agricultores brasileiros.

Enquanto os EUA ampliam os repasses diretos e os mecanismos de proteção à renda rural, o Brasil convive com juros elevados para o financiamento agrícola, limitações na cobertura do seguro rural e gargalos logísticos que aumentam os custos de produção e escoamento da safra.

Influência na capacidade de investimento

Essa diferença pode influenciar a capacidade de investimento dos produtores, a absorção de perdas e a competitividade das commodities nos mercados internacionais. Em um setor marcado pela disputa por preços e mercados compradores, o apoio governamental pode representar uma vantagem adicional para os países que conseguem oferecer maior proteção financeira à sua produção.

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Produção de biocombustíveis

Outro ponto destacado é a relação entre política agrícola e energia. Os Estados Unidos estimulam a produção de biocombustíveis, como o etanol de milho e o biodiesel de soja, contribuindo para ampliar a demanda interna por matérias-primas agrícolas. No Brasil, por sua vez, a política de combustíveis também envolve medidas de desoneração e apoio a fontes fósseis, incluindo o diesel.

Segurança econômica no Agro brasileiro

O cenário reforça a importância de políticas públicas que ampliem a segurança econômica do produtor brasileiro, com acesso ao crédito, seguro rural mais abrangente, infraestrutura logística e instrumentos eficientes de gestão de riscos. Mais do que reproduzir modelos de subsídios adotados por outras economias, o desafio é garantir condições equilibradas de concorrência e fortalecer a capacidade do agronegócio nacional de enfrentar oscilações de mercado e eventos climáticos.

Autor/Fonte: Por Larissa Machado /larissamachado@sna.agr.br
Com informações do AgroBand e USDA
FONTE

Autor:SNA

Site: SNA

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