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‘Verão amazônico’ acende alerta para logística da soja; seca pode dificultar transporte de insumos, alerta diretor da Adecon

A estiagem prolongada no Amazonas acende um alerta para a logística do agronegócio, especialmente para o transporte de insumos utilizados na produção de soja, pois a redução do nível dos rios dificulta a navegação em alguns trechos. O cenário preocupa o setor diante da previsão de maior demanda por insumos agrícolas no estado nos meses de janeiro e fevereiro.
Segundo Edeon Vaz, diretor-executivo da Agência de Desenvolvimento Sustentável das Hidrovias e dos Corredores de Exportação (Adecon), a situação varia conforme o rio. “No Madeira, voltou a ser normal, se navega com capacidade plena”, afirma. Já no Tapajós, a redução do nível da água limita a capacidade de transporte das embarcações. A estiagem também dificulta o acesso de barcos menores em determinados trechos dos rios amazônicos.
Vaz explica que a redução dos níveis dos rios faz parte do verão amazônico, período marcado pela diminuição das chuvas. “Isso tudo é o verão amazônico. Não é só o El Niño”, destaca o executivo. Segundo ele, cada período apresenta características diferentes, e episódios severos de estiagem já foram registrados historicamente na região, antes mesmo do desenvolvimento da agricultura.
A preocupação para o setor da soja está na chegada dos insumos agrícolas, prevista principalmente para janeiro e fevereiro. A expectativa é que as chuvas elevem novamente os níveis dos rios até esse período, favorecendo o transporte fluvial. Até lá, no entanto, a evolução das condições hidrológicas será determinante para o planejamento logístico e o abastecimento dos produtos necessários à atividade agrícola.
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Encontro em Mariópolis reúne produtoras com foco em gestão rural e agroindústrias

Agricultoras e produtoras de Mariópolis e região participam nesta quinta-feira (29) do encontro “O Campo sob o Olhar Feminino”, no Grêmio Mariopolitano, no Sudoeste do Paraná. Promovido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e pela prefeitura municipal, o evento tem 450 participantes inscritas e reúne atividades voltadas à gestão rural, liderança feminina, comercialização e saúde.
A programação começa às 8h, com credenciamento e café, seguida por apresentação de coral. Entre os destaques está a palestra técnica “Mulheres do Agro”, ministrada por Daniel Ribeiro dos Santos, com temas como nota fiscal eletrônica, gestão nas propriedades rurais, sucessão familiar e reforma tributária.
O encontro também terá a palestra “Entre bobs e memórias, as mulheres que nos formaram”, conduzida por Maristela Paulek. Ao longo do dia, a agenda inclui ainda almoço, bingo, sorteio de brindes e atividades de integração entre as participantes.
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Na área de comercialização, a feira de agroindústrias familiares reúne 10 expositores com vinhos, sucos de uva, cachaças, licores, geleias, mel, embutidos, massas, pipoca, mandioca e artesanatos produzidos com vime. A proposta é ampliar a divulgação dos produtos e criar oportunidades de venda para as famílias produtoras.
O evento também oferece serviços de saúde e bem-estar, com aferição da pressão arterial, testes rápidos e orientações sobre prevenção dos cânceres de mama e do colo do útero, menopausa, saúde ginecológica e saúde mental. Entre os atendimentos previstos estão quick massage, maquiagem express, avaliação capilar e cuidados com a pele.
Segundo dados dos censos agropecuários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) citados na programação, o número de mulheres à frente da direção de estabelecimentos agropecuários no Paraná passou de 34.863, em 2006, para 40.646, em 2017, alta de 16,6%.
A iniciativa busca valorizar a participação das mulheres no agronegócio e na agricultura familiar, com foco em empreendedorismo rural, troca de experiências e ampliação da presença feminina nas diferentes etapas da produção agropecuária. Além do IDR-Paraná e da Prefeitura de Mariópolis, participam da organização e do apoio RP Info Sistemas, CAMISC, Cresol, Sicoob, Sicredi, Dataware, Coopertradição, Siviero e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Mariópolis.
Fonte: agricultura.pr.gov.br
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Ex-presidente da John Deere comandará Agricultura do Rio Grande do Sul

O ex-presidente da John Deere no Brasil, Paulo Herrmann, será o novo secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul a partir de janeiro de 2027. O anúncio foi feito nesta terça-feira (27) pelo governador eleito Luciano Zucco (PL), durante a apresentação dos primeiros integrantes de sua equipe de governo.
Com mais de 40 anos de experiência no agronegócio, Herrmann foi escolhido para comandar uma das áreas estratégicas da administração estadual. A nomeação faz parte da formação do secretariado de Zucco, que assumirá o governo gaúcho em 6 de janeiro de 2027.
Quem é Paulo Herrmann?
Engenheiro agrícola formado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Paulo Herrmann possui MBA em Gestão de Negócios e construiu sua carreira no setor de máquinas e tecnologias agrícolas.
O executivo ingressou na John Deere em 1999 e ocupou diferentes cargos de liderança, incluindo funções nas áreas de vendas e marketing para a América Latina. Entre 2012 e 2022, presidiu as operações da multinacional no Brasil.
Herrmann também atuou como CEO da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) entre 2024 e 2025. Posteriormente, passou a trabalhar com consultoria estratégica e iniciativas ligadas à gestão e à inovação no agronegócio.
Zucco anuncia primeiros nomes do governo
Além de Herrmann, Luciano Zucco anunciou outros integrantes do futuro secretariado estadual.
Para a Secretaria da Educação, o governador eleito escolheu Roni Miranda Vieira, atual secretário da Educação do Paraná.
Na Secretaria da Cultura, a escolhida foi Liliana Cardoso, que atualmente ocupa o cargo de secretária municipal da Cultura e Economia Criativa de Porto Alegre e possui trajetória ligada ao tradicionalismo e à gestão cultural.
Já a Secretaria da Segurança Pública será comandada pelo general da reserva Mauro Sinott Lopes, que participou da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro e comandou a 3ª Divisão do Exército, em Santa Maria.
Segundo Zucco, as indicações seguem o compromisso assumido durante a campanha eleitoral de formar uma equipe com experiência administrativa e conhecimento técnico.
“Durante a campanha, assumi o compromisso de montar uma equipe técnica, qualificada e preparada para enfrentar os desafios do Rio Grande do Sul. Estamos cumprindo essa promessa”, afirmou.
O governador eleito acrescentou que pretende conduzir a administração com planejamento e foco na entrega de resultados à população.
Quando começa o novo governo?
Luciano Zucco foi eleito governador do Rio Grande do Sul no primeiro turno das eleições de 2026, realizado em 4 de outubro, com 58,05% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A posse do novo governador e o início da gestão estão previstos para 6 de janeiro de 2027, quando os secretários anunciados também deverão assumir suas funções.
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Brasil deve importar até 14% menos fertilizantes em 2026

As importações brasileiras de fertilizantes podem recuar entre 12% e 14% em 2026, mesmo diante da expansão de 2,3% na área cultivada do país na safra 2026/27, segundo projeção feita pelo Canal Rural baseada em dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Segundo o levantamento, o Brasil deve encerrar o ano com aproximadamente 40,2 milhões de toneladas de fertilizantes importados, no cenário mais favorável às compras externas. O volume representa uma redução de 5,3 milhões de toneladas em relação a 2025, quando as importações atingiram o recorde de 45,5 milhões de toneladas.
A estimativa considera os dados acumulados até a terceira semana de outubro e uma projeção para os meses restantes do ano. Ferreira avalia que a retração poderá ser ainda maior, chegando a 13% ou 14%, caso o ritmo das importações fique abaixo do observado no mesmo período de 2025.
A redução chama atenção pela elevada dependência brasileira do mercado externo. Atualmente, mais de 85% das matérias-primas utilizadas na produção de fertilizantes consumidos no país são importadas, segundo o analista.
Custos de produção explicam redução nas compras
A expectativa de queda nas importações está relacionada principalmente à necessidade de reduzir os custos de produção nas propriedades rurais. Diferentemente do cenário observado após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, quando os preços internacionais dos fertilizantes dispararam, o recuo projetado para 2026 não é explicado por uma nova escalada das cotações.
Entre 2021 e 2023, o preço médio da tonelada importada chegou a superar US$ 700, aproximadamente o dobro dos US$ 340 a US$ 350 registrados antes do conflito. Já em 2026, o valor médio retornou a aproximadamente US$ 350 por tonelada.
Com isso, a pressão para reduzir o uso de fertilizantes está associada aos custos totais da atividade agrícola e à necessidade de preservar as margens de rentabilidade.
A redução da aplicação de insumos deve ocorrer de maneira planejada, com base em análises de solo e tecnologias de aplicação em taxas variáveis, para evitar prejuízos à produtividade.
Porto de Paranaguá perde participação nas importações
Outro destaque do levantamento é a redução da participação do Porto de Paranaguá, no Paraná, na entrada de fertilizantes no Brasil.
Em 2024, o terminal respondeu por aproximadamente 25% do volume nacional importado. A participação caiu para 24% em 2025 e deve atingir 22% em 2026.
Parte dessa mudança está relacionada ao crescimento da movimentação de fertilizantes pelos portos do Arco Norte, que vêm ganhando espaço na logística de abastecimento do agronegócio brasileiro.
A retração no volume total importado também tende a afetar Paranaguá, devido à sua relevância na movimentação desses produtos.
Planejamento da adubação ganha importância
Com a perspectiva de menor utilização de fertilizantes, é necessário um planejamento técnico para a implantação das próximas safras.
A adoção de ferramentas de agricultura de precisão, especialmente a aplicação de fertilizantes em taxas variáveis, pode contribuir para ajustar as doses às necessidades de cada área.
O objetivo é reduzir desperdícios e despesas sem comprometer a nutrição das lavouras e o potencial produtivo da safra 2026/27.
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