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11 de setembro de 2026

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Mauro Mendes diz que Brasil está “anos-luz” atrasado em ajuste fiscal e eficiência

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Candidato ao Senado afirmou que os gestores não têm perfil para convergir a máquina pública para modelo mais reduzido e menos caro

O candidato ao Senado, ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), diz que o Brasil está “anos-luz” atrasado em ajuste fiscal. Os gestores não têm teriam intenção de reduzir o custo de manutenção do Estado nem as leis cobrariam a revisão da máquina pública. 

“Aquilo que nós conseguimos fazer um pouco em Mato Grosso, que é melhorar a eficiência da gestão estadual, o governo federal está anos-luz atrasado e precisa ter mudanças, que passam pela mudança de mentalidade, mas necessariamente por mudanças normativas”, disse. 

Segundo Mauro, a burocracia é um dos principais entraves da gestão no país e causaria o bloqueio de ações administrativas e geram a ineficiência dos serviços públicos.  

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Ele citou como exemplo os processos de licença ambiental, em que Mato Grosso tem interesse para a construção de ferrovias, para escoamento da produção do agro. O principal à espera de autorização é a Ferrogrão, que liga Pará a Sinop. 

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Brasileiros tiram 10,5 bilhões da poupança em agosto; mais saques do que depósitos

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O saldo da aplicação na caderneta de poupança caiu em agosto deste ano, com registro de mais saques do que depósitos. As saídas superaram as entradas em R$ 10,5 bilhões, de acordo com relatório divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Banco Central (BC).

No mês passado, foram aplicados R$ 357,7 bilhões, contra saques de R$ 368,2 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,5 bilhões. O saldo da poupança é pouco mais de R$ 1 trilhão. 

É o terceiro mês seguido de saques líquidos na poupança. Em 2026, apenas em maio houve mais depósitos que retiradas. Nos últimos anos, a caderneta vem registrando mais saques que depósitos. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas foram de R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. No ano passado, o saldo negativo da poupança chegou a R$ 85,6 bilhões.

Até agosto, a caderneta já acumula R$ 57,1 bilhões em retiradas líquidas. Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho. Definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a taxa está em 14% ano.

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De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião de março, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta a queda da taxa. 

A Selic é o principal instrumento do BC para garantir que a meta de 3% (com tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos) para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, seja alcançada. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. 

No mês de julho, os alimentos ficaram mais baratos e contribuíram para que a inflação oficial perdesse força pelo quarto mês seguido e fechar em 0,07%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado fez o IPCA acumular 4,44% em 12 meses, trazendo o indicador de volta para a margem de tolerância da meta. 

A inflação de agosto será divulgada na próxima sexta-feira (11) pelo IBGE.

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Batata e tomate continuam impactando preço da cesta básica, que sobe quase R$ 30

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A segunda semana de setembro também trouxe o segundo aumento consecutivo no preço da cesta básica em Cuiabá. Desta vez, o conjunto de itens apresentou alta de 3,45% na variação semanal e alcançou a média de R$ 889,00, um acréscimo de R$ 29,66 em relação à semana anterior. Frutas, legumes e verduras continuam pressionando o preço da cesta, que acumula alta de 4,88% no período.

Os dados do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) revelam ainda que, no comparativo anual, o valor atual está 13,29% acima dos R$ 784,74 registrados no mesmo período do ano passado.

Segundo avaliação institulo, o comportamento da cesta na semana reforça que fatores climáticos podem transformar rapidamente condições de oferta em pressão sobre os preços, especialmente em produtos perecíveis e dependentes de colheitas regulares.

É o caso da batata, que somou alta de 36,25%, atingindo o custo médio de R$ 7,56/kg. Para o instituto da Fecomércio-MT, a mudança no ritmo das colheitas, em decorrência do clima chuvoso, resultou em uma oferta mais restrita do produto, o que pode justificar a alta observada nos preços ao consumidor. O crescimento semanal deixou o produto 116,85% mais caro do que o registrado no mesmo período de 2025.

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Em cenário semelhante, o preço do tomate apresentou acréscimo de 22,83%, chegando ao valor médio de R$ 11,07/kg, além de estar com custo 102,17% acima do verificado no mesmo período do ano passado.

Conforme análise do IPF-MT, o clima chuvoso nas regiões produtoras, além de dificultar a colheita e provocar danos aos frutos, aliado ao fato de que algumas lavouras já encerraram a safra, pode ter reduzido a oferta disponível e contribuído para a elevação dos preços.

Ao comentar o resultado da pesquisa, o presidente da Fecomércio-MT, José Sebastião dos Reis Gonçalves (Tião da Zaeli), destacou os reflexos das altas variações semanais e anuais para determinados alimentos, limitando uma recuperação mais consistente do poder de compra das famílias.

“O avanço do preço da cesta, tanto na variação semanal quanto anual, representa uma perda adicional de espaço no orçamento destinado à alimentação, reduzindo a margem das famílias para outros gastos de consumo”, disse o presidente.

Também por questões climáticas, a banana atingiu o valor médio de R$ 9,05/kg, uma alta de 13,04% na variação semanal. O calor intenso e a baixa umidade nas plantações afetaram a qualidade da fruta, que muitas vezes não resiste ao processo logístico. Com a oferta reduzida, houve pressão sobre os preços ao consumidor.

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O Sistema Comércio de Mato Grosso é integrado pela Fecomércio-MT, Sesc-MT e Senac-MT e é filiado à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.

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Mercado do Porto recebe 98 câmeras de monitoramento após perseguição a fugitivo no telhado

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Equipamentos do programa Vigia Mais MT começam a ser instalados na próxima semana. Prefeitura também fará nova demarcação de trânsito e vagas no local

A ação também avaliou intervenções necessárias para melhorar a sinalização e a circulação de veículos e pedestres no espaço. Além disso, as equipes verificaram serviços de limpeza e outras adequações necessárias para a implantação da sinalização viária.

A vistoria contou com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Agricultura, Fellipe Corrêa, e da secretária municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública (Semob.SegP), coronel Francyanne Siqueira Chaves Lacerda.

De acordo com o secretário Fellipe Corrêa, a instalação dos equipamentos integra um conjunto de medidas para ampliar a segurança de permissionários, trabalhadores e frequentadores do mercado.

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“Estamos vistoriando os locais onde serão instaladas as 98 câmeras, em parceria com o Governo do Estado. Também estamos preparando a área para a demarcação das vagas, faixas de pedestres e toda a sinalização necessária para garantir a segurança de quem circula pelo mercado”, contou.

A previsão é que a instalação dos equipamentos comece na próxima semana. O sistema permitirá o acompanhamento de placas, do fluxo de veículos, da entrada e saída de pessoas e da circulação interna do Mercado do Porto.

Segundo a secretária da Semob, as câmeras já estão disponíveis para a Prefeitura e serão utilizadas para ampliar o monitoramento do espaço. A tecnologia também deve auxiliar na organização do trânsito interno e no cumprimento da sinalização.

“As câmeras já estão conosco e iniciaremos a instalação na próxima semana. O monitoramento permitirá verificar placas, fluxo de veículos, entrada e saída de pessoas e o trânsito interno, auxiliando na mobilidade e na segurança do mercado”, pontuou.

Segurança integrada

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A importância do monitoramento e da presença de equipes de segurança no Mercado do Porto também foi observada em uma ocorrência registrada na noite de terça-feira (8). Um segurança que estava de plantão identificou um homem que havia fugido de uma ocorrência em outro estabelecimento e acionou a Polícia Militar.

O homem entrou na área do mercado e tentou se esconder, chegando a subir nos telhados de estabelecimentos comerciais. A ocorrência teve apoio das imagens do sistema de videomonitoramento do Vigia Mais MT, que auxiliaram as equipes policiais na localização.

Após permanecer por mais de uma hora sobre os telhados, o homem deixou o local a pé, quando foi localizado e conduzido pelos policiais. Durante a ocorrência, parte da estrutura de gesso de algumas lojas foi danificada.

O Mercado do Porto mantém segurança 24 horas, com profissionais responsáveis pelo acompanhamento do espaço e pelo acionamento das forças de segurança em situações de emergência.

Além da instalação das câmeras, a Prefeitura prevê o encaminhamento de um projeto para ampliar o monitoramento no entorno do espaço, incluindo o Shopping Orla, com integração ao sistema de videomonitoramento.

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