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11 de setembro de 2026

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Brasileiros tiram 10,5 bilhões da poupança em agosto; mais saques do que depósitos

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O saldo da aplicação na caderneta de poupança caiu em agosto deste ano, com registro de mais saques do que depósitos. As saídas superaram as entradas em R$ 10,5 bilhões, de acordo com relatório divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Banco Central (BC).

No mês passado, foram aplicados R$ 357,7 bilhões, contra saques de R$ 368,2 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,5 bilhões. O saldo da poupança é pouco mais de R$ 1 trilhão. 

É o terceiro mês seguido de saques líquidos na poupança. Em 2026, apenas em maio houve mais depósitos que retiradas. Nos últimos anos, a caderneta vem registrando mais saques que depósitos. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas foram de R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. No ano passado, o saldo negativo da poupança chegou a R$ 85,6 bilhões.

Até agosto, a caderneta já acumula R$ 57,1 bilhões em retiradas líquidas. Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho. Definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a taxa está em 14% ano.

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De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião de março, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta a queda da taxa. 

A Selic é o principal instrumento do BC para garantir que a meta de 3% (com tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos) para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, seja alcançada. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. 

No mês de julho, os alimentos ficaram mais baratos e contribuíram para que a inflação oficial perdesse força pelo quarto mês seguido e fechar em 0,07%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado fez o IPCA acumular 4,44% em 12 meses, trazendo o indicador de volta para a margem de tolerância da meta. 

A inflação de agosto será divulgada na próxima sexta-feira (11) pelo IBGE.

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Polícia Civil cumpre nove mandados contra suspeitos de desviar cargas de soja em MT

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Mudança no entendimento jurídico pode alterar desfechos de processos disciplinares em andamento no TJMT e no CNJ

*OPERAÇÃO ZIRA’A*
*Polícia Civil cumpre ordens judiciais em investigação sobre furto de cargas de soja no Oeste de MT*
_Investigação aponta a participação de investigados na subtração e no desvio sistemático de grãos_

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10.9), a Operação Zira’A, para cumprimento de ordens judiciais relacionadas a investigação que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em furtos e desvios de cargas de soja em propriedades rurais da região oeste do estado.

Na operação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, decretados pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda e de Vila Bela da Santíssima Trindade.

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Também foi decretado pela Justiça afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos eletrônicos eventualmente apreendidos, possibilitando a extração e análise de informações que possam contribuir para esclarecer a extensão do esquema, identificar outros envolvidos e individualizar a atuação de cada suspeito.

A investigação iniciou após o registro do furto de uma carga de soja ocorrido em julho de 2023, em uma propriedade rural localizada no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, quando foi furtada uma carga de soja, avaliada em aproximadamente R$ 100 mil.

A análise de materiais apreendidos, oitivas e levantamentos patrimoniais revelou que os alvos da operação atuavam juntos no desvio contínuo de cargas na região.

Além da ação principal, a Polícia Civil identificou a relação de parte dos investigados com o furto de uma carga de soja em Pontes e Lacerda, o que demonstra que os fatos não se tratam de um episódio isolado.

*Como funcionava o esquema*

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A investigação aponta que a subtração dos grãos exigia a participação alinhada do balanceiro, do classificador, do motorista e do proprietário do veículo. Juntos, eles viabilizavam a saída da soja sem o registro fiscal e contábil, permitindo o desvio da carga para recepção ilegal por terceiros.

As diligências indicaram ainda que a dinâmica criminosa não se limitava ao transporte. O esquema exigia a atuação coordenada de pessoas situadas tanto dentro da propriedade rural, responsáveis por viabilizar a pesagem, classificação e liberação irregular dos grãos, quanto fora dela, com a disponibilização dos veículos e realização do transporte das cargas desviadas.

As investigações também apontaram suspeitas de utilização de empresas e aquisição de bens para ocultação e dissimulação de valores provenientes dos crimes, circunstâncias que levaram a Polícia Civil a aprofundar a apuração não apenas sobre os furtos de cargas, mas também sobre possíveis crime de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

*Apreensões*

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos bens pertencentes aos investigados sobre os quais recaem indícios de terem sido adquiridos com recursos provenientes da atividade criminosa.

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A medida busca impedir a ocultação ou dissipação do patrimônio possivelmente obtido com os furtos e preservar os bens para as providências cabíveis no curso da investigação e do processo criminal.

A operação representa mais uma etapa da investigação e busca reunir novos elementos de prova sobre a atuação do grupo, identificar o destino da carga furtada, esclarecer a movimentação dos valores obtidos com os crimes e verificar a eventual participação dos investigados em outros furtos de cargas de grãos ocorridos na região.

*Nome da operação*

O nome “ZIRA’A” faz referência à palavra árabe associada a “agricultura” ou “cultivo”, em alusão ao objeto central da investigação: o desvio criminoso de cargas de grãos provenientes de propriedades rurais.

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Mauro Mendes diz que Brasil está “anos-luz” atrasado em ajuste fiscal e eficiência

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Candidato ao Senado afirmou que os gestores não têm perfil para convergir a máquina pública para modelo mais reduzido e menos caro

O candidato ao Senado, ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), diz que o Brasil está “anos-luz” atrasado em ajuste fiscal. Os gestores não têm teriam intenção de reduzir o custo de manutenção do Estado nem as leis cobrariam a revisão da máquina pública. 

“Aquilo que nós conseguimos fazer um pouco em Mato Grosso, que é melhorar a eficiência da gestão estadual, o governo federal está anos-luz atrasado e precisa ter mudanças, que passam pela mudança de mentalidade, mas necessariamente por mudanças normativas”, disse. 

Segundo Mauro, a burocracia é um dos principais entraves da gestão no país e causaria o bloqueio de ações administrativas e geram a ineficiência dos serviços públicos.  

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Ele citou como exemplo os processos de licença ambiental, em que Mato Grosso tem interesse para a construção de ferrovias, para escoamento da produção do agro. O principal à espera de autorização é a Ferrogrão, que liga Pará a Sinop. 

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Batata e tomate continuam impactando preço da cesta básica, que sobe quase R$ 30

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A segunda semana de setembro também trouxe o segundo aumento consecutivo no preço da cesta básica em Cuiabá. Desta vez, o conjunto de itens apresentou alta de 3,45% na variação semanal e alcançou a média de R$ 889,00, um acréscimo de R$ 29,66 em relação à semana anterior. Frutas, legumes e verduras continuam pressionando o preço da cesta, que acumula alta de 4,88% no período.

Os dados do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) revelam ainda que, no comparativo anual, o valor atual está 13,29% acima dos R$ 784,74 registrados no mesmo período do ano passado.

Segundo avaliação institulo, o comportamento da cesta na semana reforça que fatores climáticos podem transformar rapidamente condições de oferta em pressão sobre os preços, especialmente em produtos perecíveis e dependentes de colheitas regulares.

É o caso da batata, que somou alta de 36,25%, atingindo o custo médio de R$ 7,56/kg. Para o instituto da Fecomércio-MT, a mudança no ritmo das colheitas, em decorrência do clima chuvoso, resultou em uma oferta mais restrita do produto, o que pode justificar a alta observada nos preços ao consumidor. O crescimento semanal deixou o produto 116,85% mais caro do que o registrado no mesmo período de 2025.

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Em cenário semelhante, o preço do tomate apresentou acréscimo de 22,83%, chegando ao valor médio de R$ 11,07/kg, além de estar com custo 102,17% acima do verificado no mesmo período do ano passado.

Conforme análise do IPF-MT, o clima chuvoso nas regiões produtoras, além de dificultar a colheita e provocar danos aos frutos, aliado ao fato de que algumas lavouras já encerraram a safra, pode ter reduzido a oferta disponível e contribuído para a elevação dos preços.

Ao comentar o resultado da pesquisa, o presidente da Fecomércio-MT, José Sebastião dos Reis Gonçalves (Tião da Zaeli), destacou os reflexos das altas variações semanais e anuais para determinados alimentos, limitando uma recuperação mais consistente do poder de compra das famílias.

“O avanço do preço da cesta, tanto na variação semanal quanto anual, representa uma perda adicional de espaço no orçamento destinado à alimentação, reduzindo a margem das famílias para outros gastos de consumo”, disse o presidente.

Também por questões climáticas, a banana atingiu o valor médio de R$ 9,05/kg, uma alta de 13,04% na variação semanal. O calor intenso e a baixa umidade nas plantações afetaram a qualidade da fruta, que muitas vezes não resiste ao processo logístico. Com a oferta reduzida, houve pressão sobre os preços ao consumidor.

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O Sistema Comércio de Mato Grosso é integrado pela Fecomércio-MT, Sesc-MT e Senac-MT e é filiado à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.

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