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Polícia Civil cumpre nove mandados contra suspeitos de desviar cargas de soja em MT

Mudança no entendimento jurídico pode alterar desfechos de processos disciplinares em andamento no TJMT e no CNJ
*OPERAÇÃO ZIRA’A*
*Polícia Civil cumpre ordens judiciais em investigação sobre furto de cargas de soja no Oeste de MT*
_Investigação aponta a participação de investigados na subtração e no desvio sistemático de grãos_
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10.9), a Operação Zira’A, para cumprimento de ordens judiciais relacionadas a investigação que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em furtos e desvios de cargas de soja em propriedades rurais da região oeste do estado.
Na operação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, decretados pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda e de Vila Bela da Santíssima Trindade.
Também foi decretado pela Justiça afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos eletrônicos eventualmente apreendidos, possibilitando a extração e análise de informações que possam contribuir para esclarecer a extensão do esquema, identificar outros envolvidos e individualizar a atuação de cada suspeito.
A investigação iniciou após o registro do furto de uma carga de soja ocorrido em julho de 2023, em uma propriedade rural localizada no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, quando foi furtada uma carga de soja, avaliada em aproximadamente R$ 100 mil.
A análise de materiais apreendidos, oitivas e levantamentos patrimoniais revelou que os alvos da operação atuavam juntos no desvio contínuo de cargas na região.
Além da ação principal, a Polícia Civil identificou a relação de parte dos investigados com o furto de uma carga de soja em Pontes e Lacerda, o que demonstra que os fatos não se tratam de um episódio isolado.
*Como funcionava o esquema*
A investigação aponta que a subtração dos grãos exigia a participação alinhada do balanceiro, do classificador, do motorista e do proprietário do veículo. Juntos, eles viabilizavam a saída da soja sem o registro fiscal e contábil, permitindo o desvio da carga para recepção ilegal por terceiros.
As diligências indicaram ainda que a dinâmica criminosa não se limitava ao transporte. O esquema exigia a atuação coordenada de pessoas situadas tanto dentro da propriedade rural, responsáveis por viabilizar a pesagem, classificação e liberação irregular dos grãos, quanto fora dela, com a disponibilização dos veículos e realização do transporte das cargas desviadas.
As investigações também apontaram suspeitas de utilização de empresas e aquisição de bens para ocultação e dissimulação de valores provenientes dos crimes, circunstâncias que levaram a Polícia Civil a aprofundar a apuração não apenas sobre os furtos de cargas, mas também sobre possíveis crime de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
*Apreensões*
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos bens pertencentes aos investigados sobre os quais recaem indícios de terem sido adquiridos com recursos provenientes da atividade criminosa.
A medida busca impedir a ocultação ou dissipação do patrimônio possivelmente obtido com os furtos e preservar os bens para as providências cabíveis no curso da investigação e do processo criminal.
A operação representa mais uma etapa da investigação e busca reunir novos elementos de prova sobre a atuação do grupo, identificar o destino da carga furtada, esclarecer a movimentação dos valores obtidos com os crimes e verificar a eventual participação dos investigados em outros furtos de cargas de grãos ocorridos na região.
*Nome da operação*
O nome “ZIRA’A” faz referência à palavra árabe associada a “agricultura” ou “cultivo”, em alusão ao objeto central da investigação: o desvio criminoso de cargas de grãos provenientes de propriedades rurais.
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Chapada dos Guimarães cresce e terá o primeiro endereço comercial planejado da cidade; construtora prepara lançamento de terrenos no Mirante

Chapada dos Guimarães com 19 mil moradores, recebe até três vezes esse número ao dia de turistas nas temporadas de eventos, a cidade destino de refúgio entra na fase dos empreendimentos comerciais planejados.
A Chapada cresce e se prepara para receber seu primeiro empreendimento comercial de médio porte. A Incorporadora São Benedito trabalha no lançamento, na região do Mirante, um dos vetores de crescimento da cidade. O projeto é o primeiro loteamento comercial planejado do município e marca a entrada do modelo de terrenos comerciais na cidade turística.
Os detalhes do empreendimento ainda não foram revelados, mas será um loteamento disputado, com apenas 25 lotes. O anúncio confirma o que o mercado local já vinha sinalizando; Chapada comporta hoje um produto comercial moderno, bem equipado para atender com mais qualidade os turistas e a população local, diante de novas áreas residenciais que não param de avançar.
“A Incorporadora São Benedito quer continuar contribuindo com o desenvolvimento e o crescimento sustentável de Chapada dos Guimarães. Já lançamos um marco da construção civil de alto padrão, o Vale dos Guimarães, e vamos avançar com o novo produto comercial, o primeiro da cidade. Reconhecemos o valor ambiental, cultural e histórico de Chapada, que cresce e permanece. Vamos fazer parte desse movimento com investimentos que orgulham os Chapadenses, e contribuem para atrair mais turistas”, posiciona o diretor de Produtos da São Benedito, Gilson Porto.
Ainda, segundo Porto, o problema de Chapada não é falta de visitantes. É falta de estrutura para atender todos ao mesmo tempo. Distante 65 km de Cuiabá, a cidade recebe nas temporadas de eventos um público até três vezes maior que sua população. Festival de Inverno, Natal Luz, competições esportivas, ecoturismo e turismo de aventura enchem pousadas, restaurantes, cafeterias e restaurantes e estacionamentos.
“O comércio, hoje, está espalhado e concentrado no miolo histórico, que já não absorve o fluxo. Faltam mais pontos de conveniência, um novo corredor gastronômico, estacionamento e serviços. É exatamente esse espaço que o novo loteamento passará a ocupar, região vizinha ao Vale dos Guimarães, conhecido como condomínio Charme, marcando em breve um dos endereços residenciais mais consolidados da cidade, e vai marcar também o novo eixo de acesso a Chapada dos Guimarães, posição que reforça o Mirante como porta de entrada do município para quem chega pela MT-251 e consolidará a região como frente natural de expansão do comércio”, defende.
O turismo sustenta a tese. Os números dão base ao movimento. O Parque Nacional de Chapada dos Guimarães registrou 183.675 visitantes, o maior volume de sua história, com crescimento de cerca de 50% em apenas um ano. O resultado supera com folga os patamares anteriores à pandemia e mantém o parque entre os destinos de ecoturismo mais procurados do país.
Em rankings recentes de turismo nacional, a cidade apareceu no Top 40 dos destinos mais procurados do Brasil, puxada por trilhas, cachoeiras e contemplação.
O Mirante como novo endereço do comércio
A escolha do Mirante não é acidental. A região reúne acesso, topografia e espaço para projetos de maior porte, justamente o que falta no núcleo histórico. “Chapada dos Guimarães deixou de ser apenas destino de passeio e passou a ser endereço. A diferença parece pequena, mas muda tudo, requer mais infraestrutura. Com turista em recorde, calendário de eventos mais denso e morador fixo em alta, área comercial planejada deixou de ser aposta de longo prazo. Virou a frente de maior retorno em Mato Grosso”, pontua.
Serviço:
Central de Vendas: (65)3627 5555
AI: Luciana Gaviglia (65)99253 0622
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Celular da empresa na nuvem: como dividir o acesso da equipe

Aparelho único na mesa de um funcionário trava a operação; com um Android remoto, quem tem acesso abre pelo navegador
Muitas empresas mantêm um “celular da empresa” só para os aplicativos do negócio: o aplicativo de vendedor do marketplace, o do fornecedor, o perfil da loja nas redes, o aplicativo de atendimento. Esse aparelho costuma ficar na mesa de uma única pessoa. Quando ela falta, ninguém acessa; quando o celular quebra ou some, a operação para. Um celular na nuvem resolve parte desse problema: é um Android que fica ligado na estrutura de uma empresa especializada, que a equipe abre pelo navegador e que sai para a internet por um endereço próprio. O aluguel pode ser por hora, para testar, ou por mês, para o uso contínuo.
Em Mato Grosso, é fácil reconhecer o arranjo numa loja de Cuiabá ou de Várzea Grande que vende on-line, numa revenda do agro que atende clientes por aplicativo ou numa agência que cuida dos perfis de empresas do interior. A equipe está espalhada, mas o celular é um só, e fica num lugar só.
O problema do aparelho único
O celular da empresa concentra riscos que só aparecem quando algo dá errado:
- dependência de uma pessoa, que precisa estar presente para qualquer acesso;
- mistura com o uso pessoal, quando o “celular da empresa” é, na verdade, o aparelho de um funcionário;
- perda de acesso quando o funcionário deixa a empresa e leva o aparelho, a senha ou o número;
- interrupção da operação quando o aparelho quebra, é roubado ou fica sem bateria fora do expediente.
Há também uma questão legal. A Lei Geral de Proteção de Dados, em seu artigo 46, exige que quem trata dados pessoais adote medidas de segurança técnicas e administrativas para protegê-los de acessos não autorizados e de perda. Um aparelho com conversas e cadastros de clientes, sem controle de quem o usa, é o tipo de ponto frágil que o artigo alcança.
O que é um celular na nuvem
É um Android instalado fora da empresa e operado pela internet. Quem acessa vê a tela do celular dentro do navegador e opera tudo com o mouse, que faz as vezes do dedo, e com o teclado do computador. Aplicativos, contas e arquivos ficam no aparelho, e não no computador de quem acessa.
No modelo da ProxyBox, que tem sede no Brasil, cada cliente recebe um Samsung Galaxy S8 de verdade, só para ele durante o aluguel, rodando Android 9 com a loja Google Play. Ele sai para a internet por um IP brasileiro exclusivo de provedor ou por um proxy que o cliente já tenha na ProxyBox. Dá para alugar celular na nuvem por hora, para validar se os aplicativos da empresa funcionam, e depois passar para planos mais longos, de 7 dias a 1 ano. Quem liga a opção de aparelho fixo continua no mesmo celular a cada novo período, pago com o saldo da carteira, e encontra os aplicativos e as contas como deixou.
Desligar os computadores da empresa não desliga o celular: ele segue ativo até o fim do período contratado. Quinze minutos antes do vencimento, o cliente recebe um alerta por e-mail e outro no painel.
Como organizar o acesso da equipe
Levar o celular para a nuvem não dispensa regras. Algumas práticas evitam que o problema mude de lugar:
- Crie uma conta Google só da empresa para baixar os aplicativos, em vez de usar a conta pessoal de alguém.
- Guarde as credenciais num gerenciador de senhas da empresa, com acesso apenas de quem precisa.
- Registre quem acessa e quando, para saber quem fez cada alteração.
- Concentre os códigos de verificação em um número ou e-mail da empresa, e não no celular pessoal de um funcionário.
- Revise os acessos sempre que alguém entrar ou sair da equipe.
Para quem precisa acompanhar um aplicativo que deve ficar aberto o tempo todo, há extras opcionais, como um vigia que reabre o aplicativo se ele fechar e tira fotos da tela em intervalos definidos, e a gravação de tela, que guarda vídeos curtos por sete dias.
Quando o aplicativo pede Android mais novo
O aparelho físico é a escolha de quem quer um celular real nas mãos, à distância, com a ressalva de que ele roda Android 9. Quando o aplicativo exige uma versão mais nova do sistema, a alternativa é o Android virtual da ProxyBox, que roda num servidor, com Android 13, 12 ou 15 e modelo de aparelho à escolha. Ele também usa endereço de internet brasileiro de provedor e já chega configurado em português, com a localização do aparelho na mesma cidade do IP. Pelo painel, a localização do aparelho pode ser posta em outra cidade, mas o IP continua mostrando a cidade dele: só o GPS muda.
A diferença prática é simples: o físico tem Android 9 e é um aparelho real; o virtual tem versão nova do sistema e é apagado e recriado com outra identidade quando o cliente pede para recomeçar do zero.
O que um celular na nuvem não faz
As limitações precisam entrar na decisão antes do aluguel:
- sem chip de operadora, o aparelho não serve para receber códigos por SMS nem para telefonar;
- o aparelho físico não tem GPS, câmera nem som chegando ao navegador, o que exclui aplicativos de mapa, de entrega e de transporte que dependem da localização do aparelho, além de chamadas de vídeo;
- apps de banco e carteiras digitais checam se o celular é certificado e muitas vezes recusam rodar fora de um aparelho comum;
- não há garantia de conta: regras das plataformas e comportamento de uso continuam valendo.
Quando o aluguel termina sem renovação, o aparelho é apagado por completo, com aplicativos, contas e arquivos, antes de outro cliente usar. É uma proteção para os dados da empresa, mas exige atenção à data de vencimento.
Quando vale a pena
O celular na nuvem compensa quando o aparelho da empresa é usado por mais de uma pessoa, quando precisa ficar disponível fora do expediente ou quando a empresa quer separar de vez os aplicativos do negócio dos aparelhos pessoais dos funcionários. Para uma única pessoa que usa um aplicativo de vez em quando, um aparelho simples na gaveta ainda pode ser a solução mais barata.
Perguntas frequentes
Quem aluga o aparelho consegue ver a tela de outros clientes?
Não. Cada aparelho atende um cliente de cada vez, e outros clientes não têm acesso à tela.
O que acontece com os dados quando o aluguel acaba?
O aparelho é apagado por completo: aplicativos, contas e arquivos somem antes do próximo uso. Para manter tudo, é preciso adicionar tempo antes do fim, ligar a renovação ou contratar a guarda do aparelho.
É preciso instalar algum programa?
Não. Basta um navegador comum e atualizado, tanto no computador quanto no próprio celular de quem acessa.
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Bombeiros apagam incêndio que destruiu três veículos em garagem em Guarantã do Norte

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu, na madrugada desta quinta-feira (29.10), um incêndio que atingiu três veículos em uma residência, em Guarantã do Norte (a 709 km de Cuiabá).
A equipe do 4º Núcleo Bombeiro Militar (4º NBM) foi acionada às 2h para a ocorrência no bairro Santa Marta. De acordo com o relato dos moradores, eles acordaram ao ouvir ruídos semelhantes a uma explosão.
Ao chegar ao local, os bombeiros localizaram uma caminhonete, um carro e uma motocicleta em chamas na garagem localizada no quintal do imóvel. Em seguida, iniciaram os trabalhos de combate ao fogo .
Na ação, a equipe utilizou aproximadamente três mil litros de água. Após o controle do fogo, foi realizado o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis novos focos.
Não há informações das causas do incêndio. Não houve registro de feridos.
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