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29 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Plantio de milho atinge 54% no RS com alerta para cigarrinha e geadas pontuais – MAIS SOJA

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A implantação de milho avançou no período, chegando a 54% da área. As condições climáticas foram favoráveis ao incremento de área plantada, mas o frio intenso, com geada
no final do período, pode ter causado danos em algumas lavouras.

Os produtores realizaram as aplicações de herbicidas. Também aplicaram inseticidas para controle de cigarrinha, cuja incidência aumentou. A estimativa realizada pela Emater/RS-Ascar aponta o plantio de 896.401 hectares de milho, produtividade projetada de 7.711 kg/ha e produção de aproximadamente 6,91 milhões de toneladas.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, estima-se o plantio de 63.682 hectares, e a semeadura está em ritmo acelerado em Manoel Viana, onde os produtores estão buscando compensar o atraso no planejamento inicial de implantação da cultura, causado pelo tempo chuvoso das semanas anteriores. Estão sendo realizadas aplicações de herbicidas, e a incidência de cigarrinha, em algumas áreas, tem exigido a utilização de inseticidas para eliminar o inseto, que pode transmitir enfezamentos e viroses desde a emergência das plantas.

Os produtores avaliam os impactos das geadas sobre as lavouras. De maneira geral, é baixa a probabilidade de danos, pois a intensidade do evento foi limitada nos municípios onde a semeadura está avançada, e as áreas mais adiantadas ainda se encontram em estágios iniciais de desenvolvimento. Porém, a queda acentuada nas temperaturas pode atrasar o processo de germinação e emergência, bem como a uniformidade do estande das últimas lavouras semeadas.

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Na de Caxias do Sul, a estimativa é de 96.052 hectares cultivados, e iniciaram-se as práticas de preparo do solo, como dessecação para o início da semeadura, que está previsto para setembro. Contudo, os agricultores estão aguardando a elevação das temperaturas para iniciar o plantio.

Na de Erechim, projetam-se 44.915 hectares. Cerca de 60% estão implantados, principalmente nas áreas das costas de rios. Em virtude da alta umidade do solo, o plantio
atrasou neste ciclo.

Na de Ijuí, a semeadura da cultura foi retomada no dia 04/09 (sexta-feira), quando a umidade do solo estava adequada para a operação. Os produtores deram sequência à semeadura até o dia 08/09, chegando a 88% da área projetada. As lavouras semeadas entre 25 e 30/08 emergiram uniformemente, e seu desenvolvimento inicial é rápido. As semeadas no início de agosto receberam a adubação nitrogenada em cobertura. No dia 07/09, houve registro de geada, que ocasionou queimadura nas folhas das plantas cultivadas em relevo mais baixo, causando danos variáveis, desde queimadura na parte superior das folhas até morte de plantas.

Nas armadilhas para monitoramento de cigarrinha, houve maior captura de insetos nos municípios próximos a Ibirubá. Na de Santa Maria, iniciou-se o plantio, previsto em 60 mil hectares. Foi possível realizar os preparos de solo e o plantio de lavouras.

Na de Santa Rosa, a semeadura alcançou 87% da área prevista de 174.288 hectares. As condições climáticas e de solos foram boas para a continuidade do plantio, restando algumas áreas baixas e mais úmidas. Em relação a pragas, as lavouras em fase inicial de desenvolvimento apresentam alta população de cigarrinhas, e os produtores realizam o controle da praga com aplicações de inseticidas. Ainda não é possível verificar os danos causados pela formação de geadas na madrugada de 07/09. As plantas com até quatro folhas sofreram danos por geada, os quais são em sua maioria reversíveis. Porém, o desenvolvimento da planta será retardado de forma significativa. Como a chuva ocorrida no início da semana foi irregular na região, e em algumas localidades já é observada a redução da umidade do solo, os produtores iniciam as atividades de irrigação, principalmente em lavouras na fase de germinação e emergência, a fim de garantir o bom estande de plantas.

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Na de Soledade, houve avanço satisfatório na semeadura para 35% do total previsto. A alta umidade do solo continua sendo um fator limitante para a operação. O maior avanço de semeadura ocorre no Baixo Vale do Rio Pardo, onde a maioria dos municípios está finalizando o plantio. As temperaturas elevadas dos últimos dias do período favorecem a germinação/emergência e o desenvolvimento inicial das lavouras implantadas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,83%, passando de R$ 61,09 para R$ 61,60. Bolsa de Cereais de Cruz Alta R$ 75,00 para produto disponível.

Fonte: Emater/RS


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Sustentabilidade

Soja sobe no mercado brasileiro, mas negócios seguem pontuais; Chicago fecha em baixa

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O mercado brasileiro de soja registrou valorização dos preços nesta quarta-feira (28), mas a comercialização permaneceu limitada a negócios pontuais. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão foi marcada pela volatilidade do dólar e das cotações na Bolsa de Chicago, com algumas indicações de compra mais favoráveis, principalmente nos portos.

Apesar da melhora nas ofertas, os volumes negociados permaneceram reduzidos. Os prêmios de exportação não apresentaram alterações significativas, enquanto os produtores continuaram segurando os volumes restantes de soja.

Segundo Silveira, o foco dos produtores permanece nos trabalhos de plantio da nova safra, o que também contribui para a movimentação limitada no mercado físico.

No mercado físico, os preços da saca de 60 quilos avançaram nas principais praças brasileiras, com exceção de Dourados (MS), onde as cotações permaneceram estáveis.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 151,00 para R$ 152,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 152,00 para R$ 153,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 146,50 para R$ 148,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 142,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 140,00 para R$ 142,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 157,50 para R$ 159,00.
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 158,00 para R$ 159,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira em baixa para o grão e o óleo, enquanto o farelo encerrou em alta.

O mercado registrou o terceiro pregão consecutivo de perdas diante da pressão do avanço da colheita nos Estados Unidos, que amplia a oferta disponível, e das preocupações com a competitividade do produto norte-americano em meio à desvalorização do real. As perdas, contudo, foram limitadas por compras de barganha e pela perspectiva de redução da safra brasileira em um cenário de El Niño forte.

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Segundo estudo da Serasa Experian, a produção brasileira de soja na temporada 2026/27 pode cair para 163,6 milhões de toneladas sob condições de El Niño forte, ante 181,2 milhões de toneladas em um cenário climático neutro.

Nos Estados Unidos, a colheita de soja atingiu 79% da área até domingo, em linha com as expectativas do mercado. A colheita de milho chegou a 60%, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na demanda, exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 120 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada 2026/27.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam em baixa de 4,75 centavos de dólar, ou 0,38%, cotados a US$ 12,24½ por bushel. A posição janeiro encerrou a US$ 12,38 por bushel, com retração de 5 centavos de dólar, ou 0,40%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com ganho de US$ 1,10 por tonelada, ou 0,32%, a US$ 335,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro encerraram a 65,56 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 1,15 centavo, ou 1,72%.

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Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,03%, negociado a R$ 5,3463 para venda e a R$ 5,3443 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3111 e a máxima de R$ 5,3986.

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Sustentabilidade

Sistema plantio direto contribui para reduzir perdas por seca na soja – MAIS SOJA

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Considerando que o déficit hídrico é um dos principais fatores responsáveis por limitar a produtividade da soja, adotar estratégias que aumentem a resiliência das plantas ao estresse hídrico é fundamental para mitigar os efeitos da baixa disponibilidade de água, contribuindo para a manutenção do potencial produtivo da cultura, desde que os períodos de estiagem não comprometam significativamente o crescimento e o desenvolvimento das plantas.

Uma das principais estratégias para isso consiste no manejo do solo visando aumentar a capacidade de infiltração de água no perfil, reduzir as perdas por escoamento superficial e favorecer a distribuição das raízes no solo. Além de contribuir para um melhor aproveitamento da água, o manejo conservacionista possibilita a melhoria dos atributos químicos, físicos e biológicos do solo, promovendo um ambiente mais favorável ao desenvolvimento radicular.

O sistema plantio direto contribui efetivamente para alcançar esses benefícios. Ao seguir a premissa da cobertura permanente do solo, seja por meio da palhada residual e/ou de culturas de cobertura, inúmeros benefícios são proporcionados ao sistema de produção, incluindo maiores índices de infiltração de água no solo, menores perdas por escoamento superficial e evaporação, além da redução da erosão hídrica. Dessa forma, o plantio direto contribui, de maneira direta e indireta, para mitigar os efeitos da seca na cultura da soja.

Figura 1. Palhada em cobertura do solo, em sistema plantio direto consolidado.

Avaliando o índice de satisfação da necessidade de água da soja (ISNA) na fase reprodutiva da cultura (R1 a R6), Franchini et al. (2012), observaram a partir de um experimento de longa duração (17 safras), que existe uma correção positiva entre os valores de ISNA e a produtividade da soja no sistema plantio direto.

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Os resultados observados por Franchini et al. (2012) demonstram que demonstram que a produtividade da soja no sistema plantio direto (SPD) foi menos afetada pela redução do ISNA do que no preparo convencional (PC), evidenciando maior disponibilidade de água e resiliência ao déficit hídrico. Enquanto a redução do ISNA de 0,8 para 0,6 provocou perdas de produtividade de aproximadamente 15% no SPD, no PC as perdas chegaram a 40%. Além disso, a produtividade começou a diminuir com ISNA abaixo de 0,7 no SPD, enquanto no PC essa redução ocorreu a partir de valores inferiores a 0,8, reforçando a maior tolerância da cultura ao déficit hídrico no sistema plantio direto (Debiasi; Franchini; Balbinot Junior, 2026).

O ISNA é um indicador da capacidade de oferta de água para suprir a demanda evapotranspiratória da cultura, ou seja, quando o ISNA é igual a 1 significa que a lavoura tem sua necessidade de água totalmente atendida (Debiasi; Franchini; Balbinot Junior, 2026).

Figura 2. Correlação entre a produtividade e o índice de satisfação da necessidade de água (ISNA) na fase reprodutiva (estádios: R1 a R6) da soja conduzida no sistema plantio direto (SPD) e no preparo convencional de solo (PC), a partir de dados de 17 safras de experimento de longa duração (período: 1994/1995 a 2010/2011) instalado em Londrina, PR.
Adaptado: Franchini et al. (2012), apud. Debiasi; Franchini; Balbinot Junior (2026)

Esses resultados reforçam o papel do sistema plantio direto como estratégia para mitigar os efeitos do déficit hídrico sobre a produtividade da soja, contribuindo para aumentar a resiliência das lavouras à seca em comparação ao preparo convencional do solo.



Referencias:

DEBIAISI, H.; FRANCHINI, J. C.; BALBINOT JUNIOR, A. A. MANEJO DO SOLO PARA REDUZIR PERDAS POR SECA NA SOJA. Embrapa Soja, Tópicos agronômicos sobre enfrentamento da seca na soja, Cap. 5, 2026. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1187158/1/DOC-486.pdf >, acesso em: 28/10/2026.

FRANCHINIM, J. C. et al. EVOLUTION OF CROP YIELDS IN DIFFERENT TILLAGE AND CROPPING SYSTEMS OVER TWO DECADES IN SOUTHERN BRAZIL. Field Crops Research, 2012. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/940585/1/franchini.field.crops.2012.pdf >, acesso em: 28/10/2026.

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Sustentabilidade

Como fica o tempo em novembro? Temporais, granizo e chuvas de até 70 mm chegam no país

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A previsão do tempo para os próximos dias indica o retorno das chuvas a algumas das principais regiões produtoras do país. No Centro-Oeste, a atuação de um canal de umidade favorece a ocorrência de temporais em regiões de soja, com possibilidade de rajadas de vento e queda de granizo. Já no Sul, a expectativa é de retorno das precipitações com maiores volumes na próxima semana.

Temporais atingem o Centro-Oeste

A atuação de um canal de umidade favorece o retorno das chuvas aos três estados do Centro-Oeste. Nesta quinta-feira (29), há previsão de temporais, com possibilidade de rajadas de vento e granizo em Mato Grosso do Sul, além de chuva forte no sul de Mato Grosso.

Nos próximos cinco dias, os volumes de chuva podem chegar a 80 milímetros em Goiás, enquanto Mato Grosso do Sul e Mato Grosso devem registrar acumulados de aproximadamente 30 milímetros. Em Mato Grosso, a distribuição das precipitações deve ser irregular, e áreas do norte do estado ainda precisam de mais chuva.

Na próxima semana, a tendência é de aumento das precipitações no sul de Mato Grosso do Sul. A segunda semana de novembro também deve manter as condições favoráveis à ocorrência de chuvas na região.

Com o retorno gradual das precipitações, o calorão tende a perder força. Nos próximos cinco dias, as temperaturas máximas não devem ultrapassar os 37 °C.

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Diante da previsão de temporais, a orientação é evitar a exposição em áreas abertas durante a ocorrência de chuva intensa, especialmente em atividades no campo.

Sul terá retorno da chuva na próxima semana

No Sul do país, a previsão indica a retomada das chuvas com maiores volumes na próxima semana, especialmente no Rio Grande do Sul e no Paraná. Os acumulados podem chegar a 50 milímetros nessas áreas, favorecendo a reposição da umidade do solo.

No Rio Grande do Sul, a chuva deve voltar a ganhar força ao longo da próxima semana, após um período de menor ocorrência de precipitações.

Chuva avança sobre áreas do Matopiba

No Matopiba, a previsão indica o retorno das chuvas com volumes mais expressivos entre os dias 8 e 12 de novembro. Os maiores acumulados são esperados no Tocantins e no oeste da Bahia, onde a precipitação pode alcançar 70 milímetros.

A volta das chuvas deve contribuir para a recuperação da umidade do solo, importante para o desenvolvimento das lavouras e o avanço das atividades agrícolas.

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Enquanto algumas regiões terão o retorno das precipitações, áreas do Nordeste devem continuar com pouca chuva. A previsão indica ausência de volumes significativos no agreste nordestino, mantendo o alerta para a baixa disponibilidade hídrica nessas localidades.

Norte terá chuvas passageiras

Na Região Norte, a previsão aponta chuvas passageiras em Rondônia e no Pará. Apesar da ocorrência de precipitações pontuais, os volumes ainda podem ser insuficientes para reverter os problemas relacionados à estiagem em algumas áreas.

A situação exige atenção especial na bacia do rio Tapajós, onde a falta de chuvas significativas mantém as preocupações com as condições hídricas.

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