Sustentabilidade
‘Quero morrer Chico Bento’: a frase de Almir Sater que faz a sociedade repensar o que é ser caipira

Tem uma palavra que durante muito tempo foi usada de forma pejorativa: o termo caipira. Em conversa com o Soja Brasil, Almir Sater afirma que ser caipira é, simplesmente, ser “morador do mato” e deixa claro que não enxerga vergonha alguma nisso. Pelo contrário, o cantor diz ter orgulho e honra em se considerar caipira e destaca a vida próxima ao ar puro, aos pássaros e à natureza como uma das maiores riquezas do interior.
“Ser caipira é ser morador do mato”, comenta Sater, deixando claro que, para ele, o termo está muito mais ligado a uma forma de viver do que aos estereótipos que durante anos foram associados à palavra. A declaração ganha ainda mais peso porque Sater conhece de perto a realidade do campo e trabalha com integração lavoura-pecuária, unindo culturas como soja e milho à criação de gado.
Para o artista, o caipira carrega conhecimentos e valores que poderiam servir de inspiração para toda a sociedade. Sater também defende cada vez mais a preservação das matas e afirma que o homem do interior tem muito a ensinar quando o assunto é conservação. Na visão do cantor, enquanto grandes cidades convivem com poluição e um distanciamento cada vez maior da natureza, o caipira mantém uma relação direta com aquilo que existe de mais bonito no Brasil.
E essa identidade aparece ainda na viola caipira, instrumento que Sater transformou em uma das grandes marcas de sua trajetória. Segundo o artista, basta ouvir o som da viola para ser transportado “para o interior do Brasil”, para uma mata virgem e para perto de um riacho cristalino. Para ele, a viola caipira é muito mais do que um instrumento musical e representa “uma verdadeira bandeira brasileira”.
Suas músicas também eternizaram imagens do campo, da boiada e do velho boiadeiro que enfrenta a longa estrada da vida, retratando simplicidade, sabedoria, trabalho e uma maneira diferente de enxergar o mundo. A palavra caipira, porém, está longe de ter o mesmo significado para todo mundo e continua despertando diferentes interpretações entre quem vive no campo e quem acompanha de fora essa realidade.
O caipira dentro do coração
O agricultor ainda carrega um estereótipo construído ao longo dos anos, segundo Ricardo Nicodemos, presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) e convidado do Radar Rural. Ele lembra que personagens como Jeca Tatu e Chico Bento ajudaram a criar uma imagem simplificada do homem do campo, estereótipo que ainda aparece em situações como as festas juninas escolares. “Essa imagem não existe”, afirma.
Ireneu Orth, produtor de soja e presidente da Aprosoja Rio Grande do Sul, afirma que o agricultor atual não se encaixa mais no antigo estereótipo. Para Orth, o produtor rural de hoje tem formação, conhecimento, tecnologia e acesso à informação, com muitos agricultores possuindo até curso superior.
Ao mesmo tempo, Orth reconhece que o termo pode carregar preconceito quando é usado para diminuir alguém. Por isso, comenta que prefere não chamar outras pessoas de caipiras, justamente para evitar que a expressão seja interpretada de forma ofensiva. Para ele, a realidade do campo mudou e o produtor rural passou a ocupar um espaço cada vez mais ligado à tecnologia e ao conhecimento.
Preconceito e orgulho
No fim, a discussão mostra que o caipira de hoje está muito distante da imagem de atraso que ainda aparece em alguns estereótipos. Ele pode estar diante de uma lavoura de soja, conduzindo uma boiada, preservando uma mata, tocando uma viola ou usando tecnologia para produzir mais e melhor.
A origem do Brasil está profundamente ligada ao agro, ao rural e ao caipira, como destaca Ferreira, que defende esse legado como motivo de orgulho e não de desprezo. Para ele, carregar as raízes do interior significa preservar valores que continuam presentes na vida de milhões de brasileiros e que ajudaram a construir a identidade do país.
E é justamente aí que surge a frase capaz de resumir toda a provocação dessa história. Se ser caipira significa carregar os valores do trabalho, da simplicidade, da natureza e das raízes brasileiras, Ferreira afirma que quer “morrer Chico Bento”. A frase transforma o que já foi motivo de preconceito em uma declaração de orgulho sobre as próprias origens.
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Agro Mato Grosso
Famato informa sobre reforma tributária, crédito rural e dívidas a cinco municípios de MT

Produtores rurais de Lucas do Rio Verde, Boa Esperança do Norte, Sorriso, Cláudia e Apiacás terão acesso, em setembro, a informações atualizadas sobre temas que impactam diretamente a gestão das propriedades e o planejamento da atividade agropecuária. A programação é promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), em parceria com os Sindicatos Rurais dos municípios.
O circuito de palestras aborda três assuntos de interesse do setor: os impactos da Reforma Tributária para o produtor rural, as alternativas de crédito rural e os mecanismos para prorrogação e renegociação de dívidas. A proposta é aproximar os produtores de informações técnicas e práticas para auxiliar na tomada de decisões diante das mudanças nas regras tributárias e financeiras.
O analista tributário da Famato, José Cristovão, aborda as principais mudanças trazidas pela Reforma Tributária e seus possíveis reflexos para o produtor rural. Entre os pontos estão a transição para o novo modelo de tributação sobre o consumo, a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), além das novas exigências fiscais que deverão ser observadas pelo setor.
Já o analista de Agricultura da Famato, Alex Oliveira Rosa, trata do crédito rural, apresentando informações sobre linhas de financiamento, critérios de acesso e planejamento para utilização dos recursos. A orientação busca contribuir para que o produtor avalie as opções disponíveis e utilize o crédito de forma mais estratégica na propriedade.
Entre os dias 09 e 11 de setembro, a programação também conta com o professor universitário e advogado, Max Mendes, que aborda a prorrogação de dívidas no agronegócio. A palestra apresenta informações sobre as possibilidades previstas nas normas do crédito rural, os direitos dos produtores e os procedimentos que podem ser adotados para solicitar a prorrogação ou renegociação das operações junto às instituições financeiras.
Levar a informação diretamente aos municípios fortalece a atuação da entidade junto aos Sindicatos Rurais e amplia o acesso dos produtores a orientações que podem fazer diferença no planejamento da atividade.
Confira a programação:
9 de setembro
Cidade: Lucas do Rio Verde
Local: Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde
Horário: 18h30
10 de setembro
Cidade: Boa Esperança do Norte
Local: Sindicato Rural de Boa Esperança do Norte
Horário: 18h
11 de setembro
Cidade: Sorriso
Local: Sindicato Rural de Sorriso
Horário: 7h30
24 de setembro
Cidade: Cláudia
Local: Sindicato Rural de Cláudia
Horário: 18h
25 de setembro
Cidade: Apiacás
Local: Sindicato Rural de Apiacás
Horário: 18h30
(com Assessoria Famato)
Sustentabilidade
“Estamos fugindo da contratação”: o que tem levado o produtor a evitar Seguro Rural? – MAIS SOJA

O ano de 2025 terminou com um marco negativo para o Seguro Rural no Brasil. O país atingiu o menor nível de área segurada dos últimos 10 anos, com apenas 3,3 milhões de hectares frente aos mais de 97,8 milhões de hectares plantados. O recuo dos últimos anos é reflexo de uma “fuga” relatada por produtores.
É o caso do agricultor de Ouro Verde do Oeste (PR), Aluir Dalposso. Ele e a família administram uma propriedade de 100 hectares e, nas últimas cinco safras, já acionaram o seguro em pelo menos três ocasiões, por perdas com trigo, soja e milho. Apesar disso, hoje ele afirma que os produtores não estão vendo vantagem na contratação devido a uma série de problemas.
“O produtor está fugindo da contratação. Porque ela acaba não trazendo nenhum benefício”, aponta à reportagem. Um dos principais motivos elencados por ele é o custo do seguro. “Hoje, mais ou menos, custa em torno de 14% a 15%. Em alguns casos, 17% do custo da lavoura. Então ela [contratação] ficou bastante cara para você manter”, explica.
Segundo ele, algumas questões ajudam a entender esse movimento de alta no custo do seguro. Uma delas foi a surpresa negativa enfrentada por produtores nos meses finais do ano passado, quando tiveram que pagar a parcela do prêmio que deveria ser coberta pelo governo federal.
O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) estabelece limites de subvenção que variam entre 20% e 45%, dependendo da cultura e da localização. No entanto, o governo executou apenas R$ 581 milhões do montante de R$ 1,06 bilhão previsto inicialmente para o pagamento da subvenção em 2025.
A consequência é a redução do interesse do produtor na adesão ao seguro. Com menos apólices contratadas, aumenta a concentração de risco para as seguradoras e, consequentemente, o custo da proteção pode subir.
“Muitos [produtores] foram cobrados, as seguradoras repassaram a subvenção que o governo federal deveria ter pago pelo produtor. Por isso que hoje a gente acaba, eu particularmente, faço em última opção a contratação do seguro”, diz Dalposso.
Mudanças no Proagro e processos burocráticos
Outro ponto que agrava a situação da proteção das lavouras no país são as mudanças feitas nos últimos anos no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Dalposso relata que muitos produtores ficaram desenquadrados do programa, mas não conseguiram aderir ao PSR devido aos custos do seguro.
“O Proagro, praticamente não atua mais [aqui]. E, aí, o pequeno produtor, o pronafiano [beneficiário do Pronaf], que tinha lá esse acesso ao programa, ele via aquilo como uma garantia de sobrevivência na propriedade. E, hoje, ele não consegue mais”, comenta.
De acordo com estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Agro), as modificações no Proagro retiraram mais de 116 mil produtores do programa.
Além disso, questões operacionais no acionamento do seguro em caso de sinistro também têm afastado produtores. Dalposso cita como exemplo a atuação dos peritos responsáveis pela verificação das perdas.
“Os peritos sempre foram pessoas da nossa região, num raio bem próximo […] Mas agora estão vindo profissionais de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, de Ribeirão Preto (SP). O que isso impacta? Eu tenho colegas que comentaram que houve uma demora, porque vem de muito longe, e a soja que estava ali para ser colhida acabou indo para o chão, porque precisava esperar a perícia e passou do tempo de colheita. Então os prejuízos foram ampliados drasticamente”, conta o produtor.
Ele acrescenta que, nesses casos, o efeito pode atingir inclusive a cultura seguinte. Isso porque sementes que caem no solo podem rebrotar. Como há períodos de vazio sanitário, foi necessário um gasto adicional para eliminar essas plantas remanescentes.
Renegociação: cenário evitável
O agricultor também aborda a questão da renegociação das dívidas. Para ele, o quadro atual poderia ter sido evitado se houvesse maior compromisso com programas como o PSR e o Proagro.
“Está se tratando da prorrogação da dívida. Isso [renegociação] não deveria acontecer. Tem que ter um seguro para que custeie, para não ficar com as contas atrasadas. Porque essas contas que nós estamos arrastando aí que muitos produtores que vêm, por exemplo, tem um relato aqui tem colegas de três safras consecutivas sem produção. Então ele tá numa insolvência de contas muito profunda, drástica e não têm a contratação de seguro”, afirma.
Dalposso não defende o fim das medidas de renegociação, mas explica que o Seguro Rural tem papel importante para evitar o acúmulo de dívidas após perdas causadas por situações como intempéries climáticas.
“São programas muito importantes que nos dão uma certa tranquilidade. Porque assim, a renda [após uma perda de safra] nós acabamos continuando não tendo. Porque o seguro não visa a renda do produtor. Ele visa o pagamento das despesas do custeio da lavoura. Então você não fica com dívidas”, complementa o produtor.
Projeto traz soluções para problemas do Seguro Rural
O agricultor do Paraná também afirma que tem acompanhado a tramitação do Projeto de Lei 2.951/2024. Na última semana de esforço concentrado antes das eleições, o Senado Federal aprovou a proposta após articulação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para pautar o tema. Agora, a iniciativa aguarda sanção presidencial.
A proposição traz uma série de melhorias para o Seguro Rural no Brasil. Uma delas é o incentivo à ampliação da base de segurados no país. Produtores que contratarem seguro poderão ter vantagens como juros mais atrativos, financiamento do prêmio e acesso preferencial ao crédito.
Outro ponto incluído no texto foi a obrigatoriedade dos recursos destinados ao PSR, condicionada à indicação de fontes compensatórias. A proposta também trata de questões operacionais, como a definição de prazo máximo para a liquidação dos sinistros e a inclusão do seguro entre as garantias admitidas em operações de crédito rural.
Autor/Fonte: Frente Parlamentar da Agropecuária
Autor:https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/09/09/estamos-fugindo-da-contratacao-o-que-tem-levado-o-produtor-a-evitar-seguro-rural/
Site: FPA
Sustentabilidade
O que derruba a eficiência de fungicidas mesmo com aplicações no timing correto? – MAIS SOJA

O emprego de fungicidas é uma ferramenta indispensável para o manejo fitossanitário da soja em áreas comerciais. Entretanto, a eficiência e a eficácia desses produtos no controle dos patógenos podem variar significativamente em função de uma série de fatores, com destaque para as condições climáticas e ambientais, além do momento de aplicação (timing) e a sensibilidade dos patógenos aos ingredientes ativos utilizados.
No manejo de doenças de maior complexidade e que exigem estratégias predominantemente preventivas, como a ferrugem-asiática da soja, causada por Phakopsora pachyrhizi, o momento de controle exerce papel central na proteção da cultura (FRAC, 2018). Embora o aumento do número de aplicações de fungicidas esteja associado, até determinado nível, ao incremento da produtividade da soja (Tura, 2023), a definição precisa do timing, isoladamente, não é suficiente para assegurar o máximo desempenho dos fungicidas.
Essa limitação é particularmente relevante no manejo de doenças policíclicas, como a ferrugem-asiática e a mancha-alvo, causada por Corynespora cassiicola, nas quais novos ciclos de infecção podem ocorrer sucessivamente ao longo do ciclo da cultura. Nessas situações, atrasos no controle, condições ambientais favoráveis à infecção, baixa deposição do produto no dossel inferior ou a utilização de ingredientes ativos com menor desempenho podem comprometer a proteção da lavoura, mesmo quando a aplicação é realizada dentro de uma janela de controle adequada.
Além disso, a interação entre patógeno, hospedeiro e ambiente, associada à pressão de seleção exercida pelo uso frequente de fungicidas, pode modificar a sensibilidade das populações de patógenos aos diferentes ingredientes ativos entre safras. Esse processo reforça a necessidade de um posicionamento criterioso dos fungicidas, considerando não apenas o momento de aplicação, mas também a escolha dos ingredientes ativos e seus mecanismos de ação, sendo imprescindível a rotação dos mesmos.
Dessa forma, o sucesso do controle químico das doenças da soja não depende exclusivamente de aplicar no momento correto, mas da integração entre timing, escolha do fungicida, sensibilidade do patógeno, condições ambientais e qualidade da aplicação. Mesmo uma aplicação tecnicamente realizada no momento adequado pode apresentar desempenho limitado quando outros componentes desse sistema de manejo não são corretamente considerados.
Atrelado a isso, a elevada pressão de doenças no momento da aplicação pode comprometer significativamente a eficiência dos fungicidas. Situações caracterizadas por elevada quantidade de inóculo, condições ambientais altamente favoráveis à infecção e rápida velocidade de progresso da doença podem reduzir o desempenho do controle, mesmo quando o fungicida é posicionado dentro da janela adequada. Na mancha-alvo, por exemplo, o agente causal Corynespora cassiicola apresenta elevada capacidade de sobrevivência em restos culturais e pode completar múltiplos ciclos de infecção ao longo do desenvolvimento da soja, favorecendo o aumento da pressão da doença e tornando mais desafiador o seu controle.
Além da pressão de doença, diversos fatores relacionados à aplicação e às características da lavoura podem interferir diretamente no desempenho dos fungicidas. A tecnologia de aplicação, a qualidade e a uniformidade da cobertura do dossel, as condições climáticas e ambientais durante e após a pulverização, especialmente a ocorrência de chuvas, a arquitetura das plantas, a dose utilizada e as características da formulação podem determinar a quantidade de ingrediente ativo efetivamente depositada e disponível para atuar sobre o patógeno. Dessa forma, mesmo uma aplicação realizada no timing adequado pode apresentar desempenho inferior quando esses fatores não são adequadamente manejados.
Nesse contexto, a escolha do fungicida deve considerar não apenas a doença predominante no momento da aplicação, mas também o complexo de doenças presente na área, o histórico fitossanitário da propriedade e a capacidade de desempenho dos produtos sob diferentes níveis de pressão. A priorização de fungicidas de maior performance, associada ao correto posicionamento dos ingredientes ativos e à adoção de boas práticas de tecnologia de aplicação, contribui para ampliar a proteção do dossel e reduzir o risco de falhas de controle. Assim, o timing é um componente essencial do manejo, mas sua efetividade depende da integração entre produto, dose, cobertura, ambiente e pressão da doença.
Uma vez adotadas as medidas necessárias para preservar a eficiência do fungicida, a definição de qual produto utilizar é tão importante quanto estabelecer o momento correto de aplicação, especialmente no manejo de doenças policíclicas, nas quais sucessivos ciclos de infecção podem ocorrer ao longo do desenvolvimento da cultura. Nesse contexto, fungicidas com características que favoreçam maior desempenho e consistência de controle assumem papel estratégico no manejo fitossanitário da soja.
Entre essas ferramentas, destaca-se o SEIV, da IHARA. A tecnologia da sua formulação favorece a absorção do produto pelas estruturas foliares e sua distribuição no tecido vegetal, além de proporcionar maior resistência à remoção pela chuva ou irrigação após a aplicação. Essas características contribuem para ampliar a proteção das folhas e conferir maior consistência ao desempenho do fungicida sob diferentes condições de campo.
Embora seja especialmente posicionado para o manejo da mancha-alvo, o SEIV também apresenta ação sobre a ferrugem-asiática, ampliando sua versatilidade dentro do programa de manejo fitossanitário da soja. Dessa forma, suas características de formulação e espectro de ação fazem do produto uma ferramenta de extrema relevância para estratégias que buscam maior eficiência e consistência no controle de doenças.
Além do SEIV, outra solução de alta performance desenvolvida pela IHARA para o manejo de doenças de difícil controle na cultura da soja, como a ferrugem-asiática e a mancha-alvo, é o FUSÃO FIX. O fungicida conta com uma formulação que favorece a rápida absorção e a distribuição uniforme dos ingredientes ativos na planta, sendo especialmente indicado para o fechamento do programa fitossanitário da cultura e contribuindo para a manutenção da eficiência no controle das doenças até as fases finais do ciclo.
Os resultados obtidos nos experimentos cooperativos reforçam o desempenho da tecnologia. Conforme Godoy et al. (2026), entre os fungicidas em fase de registro avaliados na safra 2025/2026 para o controle da ferrugem-asiática, o FUSÃO FIX apresentou o maior desempenho, alcançando 66% de controle da doença. Esses resultados evidenciam o potencial da ferramenta como uma importante alternativa para compor programas de manejo fitossanitário da soja, especialmente em estratégias que buscam elevada eficiência no controle das doenças e proteção da cultura durante o período final do ciclo.
Vale destacar que a busca por maior eficiência no manejo de doenças da soja não deve se concentrar exclusivamente em “quando aplicar”, mas também em “o que aplicar, como aplicar e em qual cenário epidemiológico aplicar”. Mesmo fungicidas de elevada eficácia dependem de um conjunto de condições para expressar seu potencial de controle. O melhor timing somente se converte em eficiência quando o produto atinge adequadamente o alvo, na dose necessária e sob condições que favoreçam sua ação, dentro de um programa de manejo coerente e integrado.
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Referências:
FRAC. RECOMENDAÇÃO DE BOAS PRÁTICAS DE MANEJO DA FERRUGEM DA SOJA. Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas, 2018. Disponível em: < https://3f2c8573-584c-4b16-985f-14dc48f9ab81.filesusr.com/ugd/6c1e70_3d59f8587b214c9bae67d6c309adc3c5.pdf >, acesso em: 27/08/2026.
GODOY, C. V. Eficácia de fungicidas para o controle da ferrugem-asiática da soja, Phakopsora pachyrhizi, na safra 2025/2026: Resultados sumarizados dos ensaios cooperativos. Rede Fitossanidade Tropical. Séries Técnicas Fitossanidade Tropical, Comunicado Técnico, n. 7, 2026. Disponível em: < https://periodicos.ufv.br/STFT/article/view/24340/12470 >, acesso em: 01/09/2026.
GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA FERRUGEM-ASIÁTICA DA SOJA, Phakopsora pachyrhizi, NA SAFRA 2024/2025: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 219, 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1177349/1/Circ-Tec-219.pdf >, acesso em: 27/08/2026.
TURA, E. F. EXPLICANDO A CONTRIBUIÇÃO DO NÚMERO DE APLICAÇÕES DE FUNGICIDAS FOLIARES NA PRODUTIVIDADE DE LAVOURAS DE SOJA. Universidade Federal de Santa Maria, Dissertação de Mestrado, 2023. Disponível em: < https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/30300/DIS_PPGEA_2023_TURA_ENRICO.pdf?sequence=1&isAllowed=y >, acesso em: 27/08/2026.
Redação: Equipe Mais Soja.
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