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30 de outubro de 2026

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Dia do Cerrado: ciência e tecnologia transformaram o bioma em potência agrícola

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Foto: Juca Varella/Agência Brasil

O Cerrado nem sempre foi visto como uma região com grande potencial para a agricultura. Solos ácidos e de baixa fertilidade natural eram alguns dos principais obstáculos para a produção. A mudança veio com pesquisa, tecnologia e adaptação das lavouras às condições do bioma.

Neste 11 de setembro, Dia Nacional do Cerrado, a transformação ajuda a explicar por que a região se tornou uma das principais áreas agrícolas do país. A ciência desenvolvida para as condições tropicais, com destaque para o trabalho da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), permitiu avançar na correção dos solos e no desenvolvimento de cultivares adaptadas ao clima.

O resultado aparece na dimensão atual da agricultura brasileira. Na safra 2025/26, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima produção de 360,8 milhões de toneladas de grãos no país, em uma área de 83,5 milhões de hectares. Soja, milho e sorgo estão entre as culturas que contribuem para o resultado.

Embora esse número seja nacional, uma parcela importante dessa produção está concentrada no Cerrado, que reúne algumas das principais regiões produtoras de grãos do país.

Tecnologia mudou a produção

A correção da acidez do solo com o uso de calcário e a aplicação de nutrientes foram fundamentais para viabilizar a agricultura em áreas que apresentavam limitações naturais.

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Ao longo das décadas, outras tecnologias passaram a fazer parte do sistema produtivo, como o plantio direto e a integração entre lavoura, pecuária e floresta.

O Sistema Plantio Direto ganhou escala no Brasil justamente por reduzir a movimentação do solo e manter resíduos vegetais sobre a superfície. Segundo a Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (Febrapdp), a tecnologia já ocupava cerca de 22 milhões de hectares, o equivalente a aproximadamente metade da área explorada com agricultura intensiva no país, em levantamento divulgado pela entidade.

No Cerrado, o manejo é especialmente importante para a conservação do solo e da água. A manutenção da palhada ajuda a reduzir a exposição do solo à chuva e ao calor, além de contribuir para a retenção de umidade.

Outra frente é a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). O modelo permite combinar diferentes atividades na mesma área e é apontado como uma das estratégias para aumentar a eficiência do uso da terra.

No projeto Rural Sustentável – Cerrado, coordenado cientificamente pela Embrapa por meio da Rede ILPF, foram contabilizados 300 mil hectares de propriedades com tecnologias de baixa emissão de carbono, além de mais de 3 mil propriedades envolvidas.

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Conservação também faz parte da conta

A produção agrícola não é a única dimensão do Cerrado. O bioma concentra nascentes e áreas importantes para o abastecimento de grandes bacias hidrográficas brasileiras, o que torna a conservação do solo e da vegetação nativa estratégica para a própria atividade rural.

O Código Florestal estabelece que imóveis rurais mantenham Reserva Legal. Nas regiões fora da Amazônia Legal, o percentual mínimo é de 20% da área do imóvel. Já nas propriedades localizadas na Amazônia Legal com vegetação de Cerrado, o percentual é de 35%.

Isso significa que não é correto afirmar, de forma geral, que todo produtor do Cerrado precisa manter entre 20% e 35% de Reserva Legal. O percentual depende da localização da propriedade.

A trajetória do Cerrado mostra como a pesquisa conseguiu transformar as limitações naturais do bioma em uma agricultura altamente produtiva. Agora, o desafio é avançar em produtividade e eficiência sem perder de vista os recursos naturais que sustentam essa produção.

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Moagem de cana cai 17,8% na primeira quinzena de outubro

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A moagem de cana-de-açúcar no Brasil somou 32,04 milhões de toneladas na primeira quinzena de outubro da safra 2026/27, queda de 17,79% ante igual período da temporada anterior, segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). No mesmo intervalo, a produção de açúcar caiu 23,25%, para 2,15 milhões de toneladas, e a fabricação de etanol recuou 21,80%, para 1,77 bilhão de litros.

Na primeira quinzena de outubro de 2025, a moagem havia alcançado 38,97 milhões de toneladas. Naquele período, a produção de açúcar foi de 2,80 milhões de toneladas e a de etanol somou 2,26 bilhões de litros.

No acumulado da safra 2026/27 até a primeira quinzena de outubro, a moagem nacional totalizou 528,11 milhões de toneladas, recuo de 2,77% na comparação anual. A produção de açúcar atingiu 31,57 milhões de toneladas, baixa de 14,12%, enquanto a fabricação de etanol avançou 5,97%, para 28,11 bilhões de litros.

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A região Centro-Sul concentrou a maior parte da produção, com moagem de 509,66 milhões de toneladas de cana, produção de 30,80 milhões de toneladas de açúcar e 26,45 bilhões de litros de etanol. São Paulo liderou entre os estados, com 287,60 milhões de toneladas de cana processadas, 19,89 milhões de toneladas de açúcar e 10,03 bilhões de litros de etanol.

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Na sequência da moagem, Goiás registrou 70,04 milhões de toneladas e Minas Gerais, 67,65 milhões de toneladas. Na produção de açúcar, Minas Gerais ficou em segundo lugar, com 4,71 milhões de toneladas, seguido por Goiás, com 2,52 milhões de toneladas. Na fabricação de etanol, Goiás produziu 4,85 bilhões de litros, Mato Grosso registrou 4,38 bilhões de litros e Mato Grosso do Sul, 3,47 bilhões de litros.

No Nordeste, a moagem acumulada alcançou 13,21 milhões de toneladas até 15 de outubro. A produção de açúcar somou 613,11 mil toneladas e a de etanol, 807,49 milhões de litros. No Norte, a moagem foi de 5,24 milhões de toneladas, com 158,54 mil toneladas de açúcar e 851,13 milhões de litros de etanol.

Os dados publicados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram recuo da moagem e da produção quinzenal de açúcar e etanol, enquanto o acumulado da safra mantém o Centro-Sul como principal polo da cadeia sucroenergética no país.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Programa premia redações de alunos após visitas à cadeia exportadora do café em Machado

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O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a EISA – Empresa Interagrícola S.A. e a Associação De Olho no Material Escolar realizaram, em 28 de outubro, a premiação de mais uma etapa do programa “Vivenciando a Prática: Café”, em Machado (MG). A ação reconheceu estudantes da Escola Estadual Iracema Rodrigues pelas melhores redações produzidas após visitas técnicas à unidade da exportadora ao longo do primeiro semestre.

Foram premiados Maria Eduarda Bernardes Souza, em primeiro lugar, com um tablet; João Vitor Carvalho Costa, na segunda colocação, com um Kindle; e Ana Paula de Lima Pedrezini, em terceiro, com um smartwatch. A professora Mayda Rodrigues Dionisio, responsável pela orientação dos trabalhos, também recebeu um tablet.

Durante a programação, os estudantes tiveram contato com diferentes etapas da cadeia exportadora do café. As atividades abordaram critérios de qualidade que agregam valor ao produto brasileiro, práticas de sustentabilidade na cafeicultura e tecnologias aplicadas à movimentação, à armazenagem e à gestão dos grãos.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

A visita incluiu a estrutura da EISA em Machado, com apresentação de um dos armazéns mais avançados do país. O roteiro mostrou a integração entre inovação, eficiência operacional e responsabilidade socioambiental no atendimento às exigências do mercado internacional.

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Segundo as entidades organizadoras, as redações vencedoras demonstraram compreensão sobre a amplitude da cadeia do café e apontaram possibilidades de atuação em áreas como tecnologia, logística, gestão, controle de qualidade, comércio exterior e administração. Os textos também ressaltaram a relevância da cafeicultura para a economia regional, com geração de empregos e renda, além do papel da qualificação profissional na formação de novos talentos para o setor.

A iniciativa também valorizou o trabalho pedagógico desenvolvido na escola pública, ao estimular reflexão, análise e produção escrita a partir da vivência prática na cadeia do café. O programa reuniu educação e atividade exportadora em uma ação voltada à formação de estudantes e ao conhecimento sobre o setor cafeeiro.

Fonte: cecafe.com.br

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CNA destaca papel do agro na transição energética durante summit em São Paulo

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, nesta quinta-feira (29), do Frotas & Fretes Verdes XV Summit, promovido pelo Instituto Besc na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo. No evento, a entidade defendeu o protagonismo do agronegócio na transição energética e destacou o avanço da produção de biocombustíveis no Brasil.

A assessora técnica da CNA, Eduarda Lee, mediou o painel “O Brasil como protagonista na transição energética global”, que debateu o papel do agronegócio na produção de energia renovável e as oportunidades para ampliar o uso de biocombustíveis no país.

Durante a discussão, Eduarda ressaltou a contribuição do agro para a matriz energética brasileira, especialmente por meio da bioenergia. Ela citou a experiência do país na produção de biocombustíveis, com destaque para o etanol de cana-de-açúcar, e afirmou que essa trajetória abriu espaço para outras alternativas, como o etanol de milho, o biodiesel e novas tecnologias em desenvolvimento.

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Segundo os dados apresentados no painel, a produção anual de etanol de cana-de-açúcar chega a 30 bilhões de litros. No caso do etanol de milho, o volume alcança 12 bilhões de litros por ano. A produção de biodiesel, por sua vez, soma 10 bilhões de litros anuais.

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A assessora também abordou o potencial de expansão do mercado de biocombustíveis, considerando a participação dos veículos flex na frota brasileira. No biodiesel, destacou oportunidades ligadas ao aproveitamento de matérias-primas vegetais e animais. Biogás e biometano também foram citados como alternativas para ampliar a oferta de energia renovável e criar mercados para o aproveitamento de resíduos. Na mesma linha, foram mencionados o diesel verde, o combustível sustentável de aviação e o combustível renovável marítimo.

Entre os pontos levantados no debate estão a diversificação de matérias-primas, a abertura de novas oportunidades de mercado, a geração de renda, o desenvolvimento regional, a sustentabilidade e a redução da dependência externa de energia. Eduarda afirmou que o produtor rural tem papel estratégico nesse processo. “Não estamos falando apenas de produzir mais matéria-prima, mas de produzir mais valor a partir dessa biomassa”, disse.

Também participaram do painel Germano Vieira, diretor florestal da Eldorado Brasil; Thiago Britto, gerente de vendas da MWM; Henrique Araújo, diretor de relações institucionais da Copersucar; e Camilo Adas, conselheiro da SAE Brasil.

Fonte: cnabrasil.org.br

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