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Agrishow: fabricantes de máquinas aprovam linha de crédito de R$ 10 bi anunciada por Alckmin

Fabricantes de máquinas agrícolas receberam de forma positiva o anúncio da nova linha de R$ 10 bilhões em crédito para modernização de máquinas e implementos agrícolas, feito no domingo (26) pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, durante abertura da 31ª Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).
Executivos da Case IH e da Fendt afirmaram que a medida pode ajudar a destravar vendas em um momento de forte pressão sobre a rentabilidade do produtor rural e de retração no mercado de máquinas.
“O que vier para ajudar é bem-vindo”, afirmou o vice-presidente comercial do segmento de Agricultura da CNH Industrial para a América Latina, Paulo Arabian, durante coletiva de imprensa da empresa na Agrishow, na tarde desta segunda-feira (27). Segundo ele, a nova linha pode trazer um alívio importante para um setor afetado pela queda da margem do produtor, juros elevados e dificuldade de acesso ao crédito.
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“Quando você pega uma taxa de 9% e desconta a inflação de 4%, você tem um juro real de 5%, muito mais saudável do que o que estamos vendo hoje com a Selic elevada e operações chegando a 18% ou 20% ao cliente final”, disse Arabian.
Para o executivo, a iniciativa pode gerar um “sprint” de curto prazo nas vendas de máquinas agrícolas, especialmente no chamado mercado livre, fora das linhas tradicionais de crédito rural subsidiado. Ele também destacou o envelhecimento da frota nacional como um problema crescente.
“A parte de máquinas está envelhecendo no Brasil. O custo de manutenção está cruzando o custo de viabilidade. Máquina antiga consome mais combustível, degrada mais o ecossistema e reduz a eficiência operacional”, afirmou.
Na mesma linha, o vice-presidente da Fendt e Valtra e gerente-geral da AGCO América Latina, Marcelo Traldi, disse que qualquer financiamento que beneficie o agricultor é visto com bons olhos pelo setor. “Todo e qualquer financiamento que beneficie o agricultor é muito bem-vindo para nós no segmento de máquinas.
“Estamos ansiosos por novidades, seja do governo, seja do próximo Plano Safra, porque o agro é um grande propulsor do crescimento da economia e do PIB”, afirmou ele, também em coletiva de imprensa promovida ontem à tarde no estande da Fendt na Agrishow.
Apesar do cenário desafiador para o agronegócio em 2026, a Fendt mantém perspectiva de crescimento neste ano. Segundo o executivo, a estratégia está apoiada na ampliação e modernização do portfólio e na expansão geográfica da marca.
“A Fendt prevê crescimento mesmo neste ano difícil que estamos passando no agro, porque estamos aumentando o portfólio e expandindo em regiões onde ainda não atuávamos. Esse conjunto nos leva a uma perspectiva positiva”, disse.
O anúncio da nova linha de financiamento foi feito por Alckmin durante a cerimônia de abertura da Agrishow e integra uma nova modalidade do programa Move Brasil, voltada ao setor agropecuário. Segundo o vice-presidente, os recursos poderão ser usados para financiar tratores, implementos, colheitadeiras e demais máquinas agrícolas.
“São R$ 10 bilhões para financiar trator, implementos, colheitadeiras, toda a parte de máquinas agrícolas. Pela própria Finep, diretamente, ou pelos parceiros: cooperativas, bancos privados e o Banco do Brasil”, afirmou Alckmin. Ele acrescentou que os recursos devem estar disponíveis em até três semanas, com juros “bem mais baixos”, com o objetivo de estimular a modernização e a renovação da frota agrícola nacional.
Na manhã desta segunda, também na Agrishow, representantes do setor agropecuário, como o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, além do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o secretário de Agricultura de São Paulo, Geraldo Melo Filho, criticaram a iniciativa. Melo Filho chegou a declarar que o governo federal havia anunciado “crédito fantasma”.
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Seguro rural ganha protagonismo na Agrishow e assume papel importante no planejamento do produtor

A gestão de riscos passou a ocupar lugar central nas decisões do produtor rural e ganhou ainda mais visibilidade na Agrishow 2026. Em um cenário de maior instabilidade climática e mudanças no apoio governamental, o seguro rural deixou de ser apenas uma opção e passou a integrar o planejamento estratégico no campo.
A movimentação intensa na feira, realizada em Ribeirão Preto (SP), mostra que investir em produtividade continua sendo prioridade, mas agora acompanhado de uma atenção maior aos riscos. O agricultor quer produzir, mas também busca garantir a colheita.
Segundo Devanir Brisola, gerente de desenvolvimento de negócios do Sicredi, o menor acesso a programas de gerenciamento de risco, como o Proagro, tem levado o produtor a buscar alternativas. “Estamos saindo de ciclos com frustrações no campo, com anos marcados por secas prolongadas e também excesso de chuvas, que geraram grandes prejuízos para produtores de milho e soja”, afirma.
Segundo ele, esse histórico recente tem impactado diretamente a tomada de decisão do produtor, que está mais cauteloso e atento à necessidade de proteção da produção.
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Nesse contexto, o seguro rural tem atuado como um complemento essencial ao crédito. Enquanto o crédito é utilizado para impulsionar a produtividade, o seguro entra como proteção da atividade. “Se o produtor enfrenta um evento climático e não consegue colher o que foi planejado, a dívida continua. O seguro garante que ele consiga honrar esse compromisso e dar continuidade à atividade”, afirma Devanir Brisola.
E o principal risco segue fora do controle do produtor. Atualmente, os eventos climáticos continuam sendo a maior ameaça. “A gente não consegue prever, mas consegue se prevenir”, destaca ele. Segundo Brisola, o clima permanece como o maior desafio para o produtor rural.
Quem já enfrentou perdas reconhece o valor dessa ferramenta. É o caso de Claudemir Pereira, produtor de café em Poço Fundo (MG), que teve prejuízos após uma chuva de granizo. “Naquele momento, a gente não conseguiria realizar o pagamento. O seguro foi uma grande ajuda”, relata.
O impacto financeiro foi significativo. O seguro da lavoura ficou em torno de R$ 100 mil, podendo chegar a R$ 150 mil ao considerar os custos totais. “Hoje o investimento é maior, mas com os pés no chão. A gente sabe que pode investir, mas com a segurança de que vai ter uma colheita garantida”, explica o produtor, ao mostrar como a experiência mudou sua forma de investir.
Em um cenário cada vez mais instável, a busca por proteção tende a crescer. “Já estamos olhando outras formas de seguro, inclusive para viveiros, mesmo sendo um desafio”, acrescenta Claudemir. Segundo ele, diante das incertezas, garantir a continuidade da atividade se tornou tão importante quanto produzir.
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‘Dívida rural passa de R$ 100 bilhões’, afirma FPA, que articula plano de renegociação no Senado

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) definiu nesta terça-feira (28), em reunião na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, uma estratégia para viabilizar a renegociação de dívidas de produtores rurais. O eixo central da proposta é o projeto de lei 5.122/2023, com previsão de uso de fundos constitucionais, recursos do Fundo Social do Pré-Sal e eventual aporte do governo federal.
Segundo o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), o passivo do setor superou o patamar inicialmente estimado. “Hoje, infelizmente, a nossa dívida já não é mais de R$ 30 bilhões. A dívida do produtor passa dos R$ 100 bilhões”, afirmou.
O texto em tramitação no Senado prevê cerca de R$ 30 bilhões do Fundo Social para uma linha especial de renegociação, com juros entre 3,5% e 7,5%. Já a proposta em discussão no governo, de acordo com parlamentares da bancada, gira em torno de R$ 80 bilhões, mas com taxas entre 6% e 12% e parcela relevante dos recursos a juros livres.
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Na avaliação da FPA, a diferença entre as duas modelagens está no custo final, no prazo de pagamento e no alcance regional. Os fundos constitucionais tendem a atender produtores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, mas não resolvem, sozinhos, a situação de estados do Sul e Sudeste. Parlamentares também citaram que a medida provisória editada em 2025, com R$ 12 bilhões para renegociações, teve acesso restrito por exigências elevadas de enquadramento.
O coordenador institucional da FPA, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), afirmou que a prioridade é restabelecer a capacidade de financiamento do produtor. “Não há por que lançar Plano Safra se o produtor rural não tem como acessar crédito”, disse. Segundo ele, há casos em que o prazo necessário para quitação pode chegar a 15 ou 20 anos, o que exigiria fundo garantidor e regras compatíveis com a renda da atividade.
As conclusões da reunião serão apresentadas ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, ainda nesta terça-feira (28), em Brasília. A bancada pretende discutir se haverá apoio do governo à inclusão do Fundo Social na solução. Sem esse mecanismo, segundo os parlamentares, a renegociação pode ter alcance menor e manter parte dos produtores fora do crédito oficial.
Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br
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CNA apresenta propostas para o Plano Safra 2026/27 com foco em crédito, seguro e previsibilidade

A CNA apresentou ao governo federal um conjunto de propostas para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027, com foco em ampliar o acesso ao crédito, fortalecer o seguro rural e garantir maior previsibilidade orçamentária.
O documento foi entregue pelo presidente da entidade, João Martins, ao ministro da Agricultura, André de Paula, e reúne dez medidas consideradas prioritárias para o próximo ciclo da política agrícola.
Entre os principais pontos defendidos pela CNA estão a necessidade de planejamento plurianual do Plano Safra e a compatibilização entre o orçamento público e o calendário agrícola.
Segundo a entidade, o atual modelo, baseado em previsões anuais, dificulta o planejamento de produtores, cooperativas e instituições financeiras, além de gerar incertezas ao longo do ciclo produtivo.
A CNA também destaca a insuficiência de recursos no Orçamento Geral da União, especialmente em um cenário de juros elevados, que aumenta o custo do crédito subsidiado.
Endividamento e custo de produção preocupam
No documento, a entidade afirma que o setor enfrenta pressão de custos, restrições financeiras e instabilidade climática, o que tem levado produtores a operar com maior endividamento e margens mais reduzidas.
Diante desse cenário, o Plano Safra 2026/27 é apontado como decisivo não apenas para ampliar recursos, mas para reestruturar os instrumentos de política agrícola, com foco em gestão de riscos e acesso efetivo ao crédito.
Seguro rural e orçamento plurianual
A CNA propõe a destinação de R$ 4 bilhões ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), além da modernização da legislação do setor.
Outro destaque é a defesa de um modelo plurianual para o Plano Safra, com previsão de recursos ao longo de vários anos. A medida, segundo a entidade, permitiria maior previsibilidade, continuidade das políticas e melhor planejamento das atividades produtivas.
Volume de crédito e apoio ao produtor
Entre as propostas, a CNA sugere que o Plano Safra 2026/27 conte com R$ 623 bilhões em crédito rural, sendo R$ 104,9 bilhões destinados à agricultura familiar e R$ 518,2 bilhões à agricultura empresarial.
A entidade também defende medidas para apoiar a saúde financeira do produtor, incluindo mecanismos de renegociação de dívidas e ajustes nas regras de enquadramento em programas como Pronaf e Pronamp.
Veja as 10 propostas da CNA para o próximo Plano Safra:
- 1 – Possibilitar a construção de um novo modelo de Plano Agrícola e Pecuário Plurianual, com direcionamentos para programas prioritários;
- 2 – Garantir R$ 4 bilhões no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e a aprovação do Projeto de Lei nº 2.951/2024, que prevê a modernização do seguro rural;
- 3 – Assegurar efetivos R$ 623 bilhões no Plano Agrícola e Pecuário 2026/2027, sendo R$ 104,9 bilhões destinados à agricultura familiar e R$ 518,2 bilhões à agricultura empresarial, com recursos exclusivos do crédito rural tradicional;
- 4 – Promover medidas de apoio à saúde financeira do produtor rural e apoiar a aprovação do Projeto de Lei nº 5.122/2023;
- 5 – Atualizar e ampliar os limites de Renda Bruta Agropecuária (RBA) para enquadramento no Pronaf, no Pronamp e nas demais categorias de produtores;
- 6 – Apoiar e assegurar a aprovação da proposta de nova Lei do Agro (“Lei do Agro 3”);
- 7 – Promover ajustes no ambiente de negócios do crédito rural, reduzindo burocracias, eliminando extrapolações infralegais e fortalecendo o combate à venda casada;
- 8 – Nos programas de investimento agropecuário, priorizar o RenovAgro, o PCA e o Proirriga;
- 9 – Ampliar os fundos garantidores para operações de custeio e investimento agropecuário;
- 10 – Ampliar os mecanismos de financiamento privado do agro no mercado de capitais.
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