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31 de julho de 2026

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‘Dívida rural passa de R$ 100 bilhões’, afirma FPA, que articula plano de renegociação no Senado

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Imagem gerada por inteligência aritifical

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) definiu nesta terça-feira (28), em reunião na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, uma estratégia para viabilizar a renegociação de dívidas de produtores rurais. O eixo central da proposta é o projeto de lei 5.122/2023, com previsão de uso de fundos constitucionais, recursos do Fundo Social do Pré-Sal e eventual aporte do governo federal.

Segundo o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), o passivo do setor superou o patamar inicialmente estimado. “Hoje, infelizmente, a nossa dívida já não é mais de R$ 30 bilhões. A dívida do produtor passa dos R$ 100 bilhões”, afirmou.

O texto em tramitação no Senado prevê cerca de R$ 30 bilhões do Fundo Social para uma linha especial de renegociação, com juros entre 3,5% e 7,5%. Já a proposta em discussão no governo, de acordo com parlamentares da bancada, gira em torno de R$ 80 bilhões, mas com taxas entre 6% e 12% e parcela relevante dos recursos a juros livres.

Na avaliação da FPA, a diferença entre as duas modelagens está no custo final, no prazo de pagamento e no alcance regional. Os fundos constitucionais tendem a atender produtores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, mas não resolvem, sozinhos, a situação de estados do Sul e Sudeste. Parlamentares também citaram que a medida provisória editada em 2025, com R$ 12 bilhões para renegociações, teve acesso restrito por exigências elevadas de enquadramento.

O coordenador institucional da FPA, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), afirmou que a prioridade é restabelecer a capacidade de financiamento do produtor. “Não há por que lançar Plano Safra se o produtor rural não tem como acessar crédito”, disse. Segundo ele, há casos em que o prazo necessário para quitação pode chegar a 15 ou 20 anos, o que exigiria fundo garantidor e regras compatíveis com a renda da atividade.

As conclusões da reunião serão apresentadas ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, ainda nesta terça-feira (28), em Brasília. A bancada pretende discutir se haverá apoio do governo à inclusão do Fundo Social na solução. Sem esse mecanismo, segundo os parlamentares, a renegociação pode ter alcance menor e manter parte dos produtores fora do crédito oficial.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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Colheita de café no Brasil chega a 78% e segue atrasada, aponta consultoria

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Foto: Kim-Ir-Sen Pires Leal/Embrapa

A colheita de café no Brasil alcançou 78% da safra 2026/27 até o dia 29 de julho, segundo levantamento da Safras & Mercado. O avanço foi de cinco pontos percentuais em relação à semana anterior, mas os trabalhos seguem atrasados devido às chuvas, que dificultaram a retirada dos grãos das lavouras e as atividades de secagem.

O percentual registrado neste ano permanece abaixo dos 90% colhidos no mesmo período de 2025 e também da média dos últimos cinco anos, entre 2021 e 2025, de 85%.

Entre os tipos de café, a colheita do canéfora, que inclui conilon e robusta, está próxima do fim. Os trabalhos alcançaram 97% da produção até 29 de julho, ante 98% no mesmo período do ano passado. O resultado, porém, supera a média dos últimos cinco anos, de 96%. No Espírito Santo, principal estado produtor de conilon, a colheita chegou a 96%.

Já a colheita do café arábica perdeu ritmo na última semana com o aumento da umidade. As condições dificultaram tanto a retirada dos frutos das lavouras quanto a secagem do café.

Até 29 de julho, 69% da produção de arábica havia sido colhida. O resultado está significativamente abaixo dos 85% registrados no mesmo período de 2025 e também da média dos últimos cinco anos, de 78%.

Com a maior concentração de chuvas e umidade, o avanço da colheita do arábica continua sendo acompanhado pelo mercado, especialmente pelos impactos que o atraso pode trazer para a qualidade dos grãos e para o ritmo de entrada da nova safra.

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Maior demanda sustenta valorização do algodão em pluma no mercado interno

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Foto: Pixabay

Diante da maior presença de compradores no mercado spot e das valorizações externas, as cotações do algodão em pluma seguem firmes no mercado brasileiro.

Segundo o Cepea, enquanto demandantes buscam novas aquisições para atender às necessidades imediatas e recompor estoques, os vendedores se mantêm firmes nas ofertas, sobretudo para lotes de qualidade superior.

Nesse contexto, parte dos compradores demonstra maior flexibilidade nas negociações, favorecendo a recuperação dos preços.

Pesquisadores do Cepea destacam que a liquidez permanece limitada pelo desacordo entre agentes, enquanto o ritmo ainda moderado das vendas de manufaturados mantém as indústrias cautelosas quanto às aquisições de pluma.

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Sérgio Sacani palestra sobre IA e tecnologia no agro durante Agroleite 2026

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Cidade do Leite, em Castro, Paraná, onde acontece a Agroleite. | Foto: divulgação Agroleite.

O Painel do Agro no Agroleite 2026 traz o geofísico e influenciador Sérgio Sacani como atração principal, no dia 5 de agosto, às 13 horas, em Castro, Paraná. O evento, realizado pelo Canal Rural em parceria com Agroleite, Castrolanda, Sistema Ocepar e Grupo Calpar, abordará a integração de tecnologias de ponta e ciência avançada no setor produtivo.

Sergio Sacani, geofísico e influenciador com mais de 6 milhões de seguidores.

Conhecido por popularizar temas como astronomia e inovação, Sacani trará para o palco o impacto direto da Inteligência Artificial (IA) no agronegócio. A palestra conectará tendências globais aos desafios diários do campo, destacando:

  • Análise de dados para maximizar a produtividade e otimizar safras;
  • Automação e gestão inteligente aplicadas à agricultura e pecuária;
  • Previsões meteorológicas de alta precisão e uso eficiente de recursos;
  • Pesquisa científica como pilar de competitividade no mercado global.

Para Giovani Ferreira, diretor do Canal Rural, aproximar a ciência do campo é vital: “Não é apenas uma tendência, mas uma necessidade estratégica para o futuro da produção de alimentos.”

O encontro ocorrerá nas dependências do Parque Tecnológico Agroleite, empreendimento situado em um dos polos mais avançados em rendimento agrícola e modelo cooperativo do país, na Castrolanda.

Willem Bouwman, presidente da Castrolanda, ressalta que toda a cadeia do leite está contemplada dentro do Agroleite: “temos a intenção de oferecer ao produtor rural e os demais envolvidos, informações de ponta, inovações e tecnologias, presentes e importantes para o desenvolvimento do setor”.

Sobre o Agroleite:

O Agroleite 2026 acontece de 3 a 7 de agosto de 2026, no Parque Tecnológico Agroleite em Castro, Paraná, promovido pela Cooperativa Castrolanda. O evento tem como tema “Movidos por um legado”, marcando também os 75 anos da cooperativa.

Agora com cinco dias de programação, a edição tem cerca de 400 expositores esperados, após receber R$ 11 milhões em investimentos em infraestrutura.

Considerada a maior feira da cadeia do leite da América Latina, traz em sua programação Trilha do Leite, um percurso guiado por técnicos para demonstrar a produção de forma prática; palestras e fóruns, com debates sobre inovação, gestão e tendências do agronegócio; Torneio Leiteiro e Exposições, com julgamentos de gado de alta genética e competições tradicionais.

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