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31 de julho de 2026

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CNA apresenta propostas para o Plano Safra 2026/27 com foco em crédito, seguro e previsibilidade

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A CNA apresentou ao governo federal um conjunto de propostas para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027, com foco em ampliar o acesso ao crédito, fortalecer o seguro rural e garantir maior previsibilidade orçamentária.

O documento foi entregue pelo presidente da entidade, João Martins, ao ministro da Agricultura, André de Paula, e reúne dez medidas consideradas prioritárias para o próximo ciclo da política agrícola.

Entre os principais pontos defendidos pela CNA estão a necessidade de planejamento plurianual do Plano Safra e a compatibilização entre o orçamento público e o calendário agrícola.

Segundo a entidade, o atual modelo, baseado em previsões anuais, dificulta o planejamento de produtores, cooperativas e instituições financeiras, além de gerar incertezas ao longo do ciclo produtivo.

A CNA também destaca a insuficiência de recursos no Orçamento Geral da União, especialmente em um cenário de juros elevados, que aumenta o custo do crédito subsidiado.

Endividamento e custo de produção preocupam

No documento, a entidade afirma que o setor enfrenta pressão de custos, restrições financeiras e instabilidade climática, o que tem levado produtores a operar com maior endividamento e margens mais reduzidas.

Diante desse cenário, o Plano Safra 2026/27 é apontado como decisivo não apenas para ampliar recursos, mas para reestruturar os instrumentos de política agrícola, com foco em gestão de riscos e acesso efetivo ao crédito.

Seguro rural e orçamento plurianual

A CNA propõe a destinação de R$ 4 bilhões ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), além da modernização da legislação do setor.

Outro destaque é a defesa de um modelo plurianual para o Plano Safra, com previsão de recursos ao longo de vários anos. A medida, segundo a entidade, permitiria maior previsibilidade, continuidade das políticas e melhor planejamento das atividades produtivas.

Volume de crédito e apoio ao produtor

Entre as propostas, a CNA sugere que o Plano Safra 2026/27 conte com R$ 623 bilhões em crédito rural, sendo R$ 104,9 bilhões destinados à agricultura familiar e R$ 518,2 bilhões à agricultura empresarial.

A entidade também defende medidas para apoiar a saúde financeira do produtor, incluindo mecanismos de renegociação de dívidas e ajustes nas regras de enquadramento em programas como Pronaf e Pronamp.

Veja as 10 propostas da CNA para o próximo Plano Safra:

  • 1 – Possibilitar a construção de um novo modelo de Plano Agrícola e Pecuário Plurianual, com direcionamentos para programas prioritários;
  • 2 – Garantir R$ 4 bilhões no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e a aprovação do Projeto de Lei nº 2.951/2024, que prevê a modernização do seguro rural;
  • 3 – Assegurar efetivos R$ 623 bilhões no Plano Agrícola e Pecuário 2026/2027, sendo R$ 104,9 bilhões destinados à agricultura familiar e R$ 518,2 bilhões à agricultura empresarial, com recursos exclusivos do crédito rural tradicional;
  • 4 – Promover medidas de apoio à saúde financeira do produtor rural e apoiar a aprovação do Projeto de Lei nº 5.122/2023;
  • 5 – Atualizar e ampliar os limites de Renda Bruta Agropecuária (RBA) para enquadramento no Pronaf, no Pronamp e nas demais categorias de produtores;
  • 6 – Apoiar e assegurar a aprovação da proposta de nova Lei do Agro (“Lei do Agro 3”);
  • 7 – Promover ajustes no ambiente de negócios do crédito rural, reduzindo burocracias, eliminando extrapolações infralegais e fortalecendo o combate à venda casada;
  • 8 – Nos programas de investimento agropecuário, priorizar o RenovAgro, o PCA e o Proirriga;
  • 9 – Ampliar os fundos garantidores para operações de custeio e investimento agropecuário;
  • 10 – Ampliar os mecanismos de financiamento privado do agro no mercado de capitais.

 

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Colheita de café no Brasil chega a 78% e segue atrasada, aponta consultoria

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Foto: Kim-Ir-Sen Pires Leal/Embrapa

A colheita de café no Brasil alcançou 78% da safra 2026/27 até o dia 29 de julho, segundo levantamento da Safras & Mercado. O avanço foi de cinco pontos percentuais em relação à semana anterior, mas os trabalhos seguem atrasados devido às chuvas, que dificultaram a retirada dos grãos das lavouras e as atividades de secagem.

O percentual registrado neste ano permanece abaixo dos 90% colhidos no mesmo período de 2025 e também da média dos últimos cinco anos, entre 2021 e 2025, de 85%.

Entre os tipos de café, a colheita do canéfora, que inclui conilon e robusta, está próxima do fim. Os trabalhos alcançaram 97% da produção até 29 de julho, ante 98% no mesmo período do ano passado. O resultado, porém, supera a média dos últimos cinco anos, de 96%. No Espírito Santo, principal estado produtor de conilon, a colheita chegou a 96%.

Já a colheita do café arábica perdeu ritmo na última semana com o aumento da umidade. As condições dificultaram tanto a retirada dos frutos das lavouras quanto a secagem do café.

Até 29 de julho, 69% da produção de arábica havia sido colhida. O resultado está significativamente abaixo dos 85% registrados no mesmo período de 2025 e também da média dos últimos cinco anos, de 78%.

Com a maior concentração de chuvas e umidade, o avanço da colheita do arábica continua sendo acompanhado pelo mercado, especialmente pelos impactos que o atraso pode trazer para a qualidade dos grãos e para o ritmo de entrada da nova safra.

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Maior demanda sustenta valorização do algodão em pluma no mercado interno

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Foto: Pixabay

Diante da maior presença de compradores no mercado spot e das valorizações externas, as cotações do algodão em pluma seguem firmes no mercado brasileiro.

Segundo o Cepea, enquanto demandantes buscam novas aquisições para atender às necessidades imediatas e recompor estoques, os vendedores se mantêm firmes nas ofertas, sobretudo para lotes de qualidade superior.

Nesse contexto, parte dos compradores demonstra maior flexibilidade nas negociações, favorecendo a recuperação dos preços.

Pesquisadores do Cepea destacam que a liquidez permanece limitada pelo desacordo entre agentes, enquanto o ritmo ainda moderado das vendas de manufaturados mantém as indústrias cautelosas quanto às aquisições de pluma.

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Sérgio Sacani palestra sobre IA e tecnologia no agro durante Agroleite 2026

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Cidade do Leite, em Castro, Paraná, onde acontece a Agroleite. | Foto: divulgação Agroleite.

O Painel do Agro no Agroleite 2026 traz o geofísico e influenciador Sérgio Sacani como atração principal, no dia 5 de agosto, às 13 horas, em Castro, Paraná. O evento, realizado pelo Canal Rural em parceria com Agroleite, Castrolanda, Sistema Ocepar e Grupo Calpar, abordará a integração de tecnologias de ponta e ciência avançada no setor produtivo.

Sergio Sacani, geofísico e influenciador com mais de 6 milhões de seguidores.

Conhecido por popularizar temas como astronomia e inovação, Sacani trará para o palco o impacto direto da Inteligência Artificial (IA) no agronegócio. A palestra conectará tendências globais aos desafios diários do campo, destacando:

  • Análise de dados para maximizar a produtividade e otimizar safras;
  • Automação e gestão inteligente aplicadas à agricultura e pecuária;
  • Previsões meteorológicas de alta precisão e uso eficiente de recursos;
  • Pesquisa científica como pilar de competitividade no mercado global.

Para Giovani Ferreira, diretor do Canal Rural, aproximar a ciência do campo é vital: “Não é apenas uma tendência, mas uma necessidade estratégica para o futuro da produção de alimentos.”

O encontro ocorrerá nas dependências do Parque Tecnológico Agroleite, empreendimento situado em um dos polos mais avançados em rendimento agrícola e modelo cooperativo do país, na Castrolanda.

Willem Bouwman, presidente da Castrolanda, ressalta que toda a cadeia do leite está contemplada dentro do Agroleite: “temos a intenção de oferecer ao produtor rural e os demais envolvidos, informações de ponta, inovações e tecnologias, presentes e importantes para o desenvolvimento do setor”.

Sobre o Agroleite:

O Agroleite 2026 acontece de 3 a 7 de agosto de 2026, no Parque Tecnológico Agroleite em Castro, Paraná, promovido pela Cooperativa Castrolanda. O evento tem como tema “Movidos por um legado”, marcando também os 75 anos da cooperativa.

Agora com cinco dias de programação, a edição tem cerca de 400 expositores esperados, após receber R$ 11 milhões em investimentos em infraestrutura.

Considerada a maior feira da cadeia do leite da América Latina, traz em sua programação Trilha do Leite, um percurso guiado por técnicos para demonstrar a produção de forma prática; palestras e fóruns, com debates sobre inovação, gestão e tendências do agronegócio; Torneio Leiteiro e Exposições, com julgamentos de gado de alta genética e competições tradicionais.

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