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14 de setembro de 2026

Sustentabilidade

John Deere apresenta mais de 20 lançamentos na Agrishow 2026

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A John Deere chega à Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), com mais de 20 lançamentos e um portfólio de mais de 25 equipamentos, tecnologias e soluções voltadas a diferentes etapas da operação agrícola. O foco não está apenas nos equipamentos individualmente, mas na integração entre máquinas, dados e conectividade — uma mudança de perspectiva que o presidente da companhia no Brasil, Valério Wagner, resumiu durante a coletiva: hoje, a ênfase é menos na máquina e mais no sistema.

Pulverização: menos insumo, mais precisão

Um dos destaques da feira é a evolução do portfólio de pulverização, representado pela série 400R. Os modelos 430R, 440R e 400R ND chegam com nova arquitetura eletrônica, motores de 285 a 300 hp e barras de até 40 metros.

Foto: assessoria de Imprensa John Deere

Na prática, as melhorias operacionais se traduzem em ganhos diretos para o produtor: redução de até 10% no tempo de abastecimento, até 50% menos tempo em ajustes e configurações e até 7% de economia de combustível com o sistema CommandDrive™. A conectividade foi ampliada via satélite pelo JDLink™ Boost, o que permite monitoramento remoto mesmo em regiões com cobertura celular limitada.

O principal diferencial da linha, segundo Valério Wagner, é o sistema See & Spray™, que aplica herbicida apenas onde há plantas daninhas detectadas. A tecnologia pode gerar economia média de 50% em defensivos, com potencial de redução de até 93% no uso de insumos em determinadas condições — um ganho expressivo tanto em custo operacional quanto em sustentabilidade.

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Para o pequeno produtor, a John Deere apresenta o pulverizador 1025E, desenvolvido especificamente para propriedades de menor porte.


Colheita de grãos: menos perdas e mais automação

Foto: assessoria de Imprensa John Deere

Na colheita, o destaque é a colheitadeira S4, apontada por Wagner como uma solução que combina versatilidade e facilidade de operação. O equipamento é indicado para terrenos acidentados e áreas com menor espaço de manobra, e conta com a tecnologia Machine Sync, que garante sincronismo de velocidade e direção entre a colheitadeira e o trator de transbordo.

A série S4 integra o portfólio de colheitadeiras com automação embarcada da marca, cujas tecnologias podem proporcionar até 20% mais produtividade, qualidade de grãos até 10% superior e, conforme destacado por Valério Wagner na coletiva, redução de até 10% nas perdas durante a colheita.

Na colheita de milho, a nova plataforma CR foi desenvolvida para acompanhar o crescimento da cultura como insumo para a produção de etanol no Brasil, com ajustes automáticos em tempo real durante a operação.


Cana-de-açúcar: nova geração com eficiência energética e ajuste remoto

As colhedoras CH7 e CH9 representam a nova geração da John Deere para o setor sucroenergético. O novo sistema de limpeza foi projetado para operar com menores rotações do extrator primário, o que reduz a presença de impurezas vegetais na matéria-prima sem aumentar as perdas. Testes em condições representativas apontam até 20% menos impurezas vegetais e maior ATR — indicador que mede o potencial de produção de açúcar e etanol da cana colhida.

No quesito consumo energético, as melhorias no sistema hidráulico e no conjunto de tração permitem redução de até 10% no consumo de combustível por tonelada colhida no modelo CH7.

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Outro diferencial está nos recursos de ajuste remoto via John Deere Operations Center™, plataforma digital de gestão agrícola que centraliza dados de máquinas, operações e lavouras. Por meio dela, é possível enviar parâmetros diretamente às máquinas à distância, padronizar configurações entre diferentes frentes de colheita e reagir com mais agilidade às mudanças de condição do canavial.

No plantio de cana, a John Deere apresenta ainda o ExactStand™, sistema de visão computacional instalado em plantadeiras que documenta a taxa de cana distribuída e registra falhas em tempo real. O lançamento comercial está previsto para 2027.


Plantio: agilidade logística e acesso à precisão

A plantadeira DB Transportável é o lançamento de maior impacto logístico no plantio. O equipamento reduz em mais de 90% o tempo de preparação para deslocamentos entre fazendas — um processo que antes demandava dois dias passa a ser concluído em duas horas. Com sistema de fechamento que atinge 3,2 metros de largura, o equipamento preserva a janela ideal de plantio.

Já a linha 1200 FT é voltada ao plantio de alta performance em pequenas e médias propriedades, com versões de 12 a 17 linhas e adaptação a diferentes condições de terreno.


Agricultura de precisão: atualizar sem trocar a máquina

Foto: assessoria de Imprensa John Deere

Seguindo a lógica sistêmica destacada por Wagner, a John Deere apresenta os Precision Upgrades™ — pacotes de atualização que permitem modernizar máquinas já em operação com soluções de conectividade, automação e agricultura de precisão, sem a necessidade de substituir o equipamento.

Foto: assessoria de Imprensa John Deere

Entre os destaques estão o Pacote Essencial com piloto automático ATU 300, que melhora a precisão na condução e reduz a compactação do solo; o 2100 MaxEmerge™ 5e, voltado ao plantio com Pressão Pneumática Ativa nas Linhas, que pode gerar até 7% de economia de sementes e até 6% de economia de fertilizantes; e o Pacote Essencial para Culturas Especiais, baseado em licença anual recorrente, que reduz o investimento inicial e amplia o acesso à tecnologia de precisão em propriedades de diferentes tamanhos.


Tratores e versatilidade para diferentes realidades

A linha de tratores 5M, produzida no Brasil, chega com modelos entre 85 e 120 cv, combinando robustez e conectividade com foco em custo operacional. Para propriedades que demandam compacidade e baixo custo, a empresa apresenta o trator 3041E. Voltada à pecuária, a série de forrageiras F8 traz melhorias em qualidade de silagem e eficiência na alimentação do rebanho.

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Financiamento e consórcio

Durante a Agrishow, o Banco John Deere disponibiliza condições especiais de financiamento, incluindo linhas do Plano Safra 25/26 com opções como Pronaf, Moderfrota e financiamento em dólar. Para o segmento de construção, há condições como taxa zero em até 12 vezes e linhas via BNDES Mais Inovação.

O Consórcio Nacional John Deere, operado em parceria com a Randon Consórcios, permite parcelar 100% do valor do bem, com liberdade de escolha do crédito e do equipamento após a contemplação.


Sistema como estratégia

A presença da John Deere na Agrishow 2026 reflete uma orientação clara: ampliar o acesso à tecnologia para diferentes perfis de produtores, do pequeno ao grande, e fazê-lo por meio de soluções que se integram entre si. Como sintetizou Valério Wagner, o foco já não está em vender uma máquina isolada, mas em entregar um sistema capaz de conectar dados, operações e decisões ao longo de toda a jornada no campo.

Redação: Equipe Mais Soja com informações da Assessoria de Imprensa John Deere

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Sustentabilidade

Desafio CESB: Alta produtividade está associada à alta rentabilidade – MAIS SOJA

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Por Décio Luiz Gazzoni, membro fundador do CESB e do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e membro fundador do CESB e João Vitor Ganem coordenador técnico do CESB

Desde a safra 2008/09, o CESB já conduziu 18 edições do Desafio de Máxima Produtividade de Soja. Ao longo desse período, diversas informações sobre o sistema de produção utilizado pelos participantes do Desafio foram consolidadas no Banco de Dados do CESB. Entre elas, duas serão analisadas conjuntamente neste artigo: produtividade e rentabilidade.

Inicialmente, é fundamental ressaltar três aspectos:

  1. Todos os registros citados a seguir foram obtidos através de auditorias independentes, com comprovação tanto da produtividade quanto dos custos do sistema de produção. Para todos os cálculos, o valor de venda da saca de soja foi padronizado em R$120,00, para evitar enviesamentos devidos à flutuação da cotação da soja;
  2.  O retorno sobre o investimento (ROI) é calculado abatendo-se da renda bruta o valor investido pelo produtor, sendo o resultado dividido pelo custo (ROI = renda líquida / custo).
  3. Não necessariamente todo o aumento de produtividade assegura um concomitante aumento de rentabilidade. Os casos aqui apresentados são de produtores que observam criteriosamente recomendações técnicas e investem no aprimoramento do seu sistema de produção continuamente. Assim, o ganho de rentabilidade com o aumento da produtividade é consequência de anos de aprendizado, e de aprimoramento do sistema de produção, com foco na tríade produtividade, rentabilidade e sustentabilidade.

Rentabilidade

Examinando a produtividade do campeão nacional de cada edição do Desafio, entre as safras de 2008/09 e 2025/26 – sendo que, nesta última, foi estabelecido o novo recorde nacional de produtividade de soja, de 156,13 sc/ha – houve um crescimento de 87,6%, significando um ganho geométrico anual de 1,04, um excelente índice. Vale destacar que, na safra 2025/26, o campeão nacional produziu 152% acima da média brasileira estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No mesmo período, os 10 melhores produtores do Desafio apresentaram um crescimento da produtividade de 77,3%, com média geométrica anual de 1,035 na sua produtividade, também um índice excelente. Na última safra, a média desses 10 produtores foi de 138,7 sc/ha, patamar 124% acima da média brasileira (Conab).

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Para a análise a seguir, serão usados unicamente os valores obtidos entre as safras de 2021/22 e 2025/26, por serem as mais recentes.

Retorno sobre o investimento (ROI) do produtor, em porcentagem
Classe (sc/ha)< 6061-7576-9091-105106-120> 120
ROI %-1,459,793,7120,1149,7186,1

Observa-se que o único valor de retorno negativo (-1,4%) ocorreu em produtividades inferiores a 60 sc/ha. No período, a produtividade média do Brasil (Conab) foi de 58,5 sc/ha, variando entre 52 e 62 sc/ha entre as safras. Em valores monetários, a maior margem líquida do período foi atingida pelos produtores participantes do Desafio que obtiveram produtividade acima de 120 sc/ha, no valor médio de R$ 9.906,88/ha.

Analisando a rentabilidade de acordo com a produtividade dos campeões nacionais e de grupos de produtores, no mesmo período referido acima (5 safras), temos que:

  • A produtividade média dos campeões nacionais foi de 138,4 sc/ha, com taxa de retorno de 144,5%;
  • A produtividade média dos campeões regionais (incluindo os nacionais) foi de 125,6 sc/ha, com taxa de retorno de 157,1%.

Ao ampliar a análise, incluindo tanto as áreas de sequeiro quanto as irrigadas, observa-se que:

  • Os dez participantes mais bem colocados em cada safra (50 no total) atingiram produtividade média de 126,3 sc/ha, com taxa de retorno de 187,6%;
  • Os 100 participantes com mais alta produtividade em cada safra (total de 500) obtiveram produtividade média de 113 sc/ha, com taxa de retorno de 152,6%;
  • Em relação às demais áreas auditadas (em número de 4.064), a média de produtividade alcançou 87,2 sc/ha, com taxa de retorno de 100%.

Em resumo, como regra geral observa-se que, conforme aumenta a produtividade média dos participantes do Desafio, as taxas de retorno tendem a ser desproporcionalmente mais elevadas, resguardadas algumas exceções pontuais, previsíveis quando se trabalha com muitos participantes.

Destaques regionais

A região Sul, com 1.581 áreas auditadas entre 2021/22 e 2025/26, obteve a maior taxa de retorno (123,5 %), com produtividade média de 91,3 sc/ha. A menor taxa de retorno (78,3 %) foi registrada na região Sudeste, para uma produtividade média de 90 sc/ha.

O agrupamento com maior taxa de retorno (230,5 %) foi verificado entre os dez participantes da região Sul, com mais alta produtividade, alcançando 135,7 sc/ha. A menor taxa entre todos os agrupamentos regionais foi verificada entre os 10% de participantes com mais alta produtividade da região Sudeste (média de 112,7 sc/ha), com taxa de retorno de 112 % sobre o custo de produção.

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Relação do total de participantes, dos 10 participantes e dos 10% dos participantes de mais alta produtividade (sc/ha) nos cinco estados mais bem colocados no Desafio (considerando a taxa de retorno do total de participantes), e respectivas taxas de retorno (%) sobre o custo de produção.
 PISCRSMTBA
Participantes (total)69290527407352
Produtividade média participantes (sc/ha)93,997,387,2388,796,3
Taxa de retorno (%)173,3126,8119,0118,5118,0
Produtividade 10 % superior (sc/ha)117,0122,4112,0110,1120,5
Taxa de retorno (%)240,6170,3193,6174,6159,5

Em termos estaduais, os melhores índices de retorno foram obtidos pelos participantes do Piauí, com um ROI médio de 173,3% para os 69 participantes do Desafio, com produtividade média de 93,9 sc/ha. Particularmente, os 10% de participantes (7) desse estado, com mais alta produtividade (117 sc/ha), obtiveram taxa de retorno de 240,6 %.

Por fim, é possível comparar a taxa de retorno do total de produtores auditados pelo CESB nas safras 2021/22 a 2025/26 (produtividade média de 90 sc/ha e retorno de 105,9%) com a média brasileira. Destacam-se aqueles que produziram acima de 105 sc/ha, alcançando taxa de retorno de 159,2%. Em contraste, a média brasileira de produtividade (Conab) foi de 58,5 sc/ha, com taxa de retorno de apenas 36,3%, considerando o custo médio de produção calculado pela CNA.

Contraste área do Desafio x talhão

De acordo com as normas do CESB, a área participante do Desafio deve ter entre 2,5 e 10ha, inserida em um talhão maior, dentro da propriedade. Nesta área do Desafio – como o próprio nome diz! – o produtor e o consultor devem desafiar sua experiência, seus conhecimentos, observar as recomendações técnicas, os exemplos bem-sucedidos, sua intuição e outros critérios, para compor um sistema de produção objetivando aumento de produtividade, com ganho de rentabilidade e mantendo a sustentabilidade do sistema.

Portanto, a primeira comparação que pode ser efetuada é entre a área destinada ao Desafio e o talhão ao qual pertence.

Produtividade e ROI do talhão e da área do Desafio, e ganhos na área do Desafio (2025/26)
CampeãoProdutividade talhão*ROI talhão (%)Produtividade área campeã*ROI área campeã (%)Acréscimo ROI (%)
Nacional117,7173%156,1229%32
Irrigado101,7200%139,0273%37
Sudeste86,4144%122,7204%42
Centro-Oeste86,8184%118,4251%36
Norte103,1196%136,7260%33
Nordeste108,3221%143,8290%31

* Produtividade expressa em sc/ha

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Observa-se que, para todos os campeões, tanto a produtividade quanto a rentabilidade foram maiores na área destinada ao Desafio, quando comparadas ao talhão. O acréscimo médio de produtividade foi de 35%, exatamente igual ao ganho médio de rentabilidade (ROI), o qual variou entre 31 e 42%. Comprova-se, uma vez mais, que, para os produtores participantes do Desafio, os ganhos de rentabilidade estão diretamente associados ao incremento da produtividade.

Conclusões

Os participantes do Desafio de Máxima Produtividade de Soja do CESB constituem um grupo de elite, representando, a cada safra, entre 10-15% da área de soja do Brasil, considerando-se a área total de soja cultivada pelos produtores participantes. Sua produtividade média no período 2021/22 a 2025/26 (90 sc/ha) é 53,8 % superior à média brasileira (58,5 sc/ha), estimada pela Conab.

Os resultados expostos no presente artigo mostram com clareza que, conforme aumenta a produtividade do participante, aumenta a sua rentabilidade, inclusive quando a área do Desafio é contrastada com o talhão ao qual pertence, resguardadas algumas exceções pontuais.

Mais do que isso: o acréscimo de custo é inferior ao aumento da margem do produtor e, em decorrência, em altas produtividades, a taxa de retorno é, proporcionalmente, muito maior. Corroborando o exposto, o único retorno negativo foi verificado entre os participantes com produtividade inferior a 60 sc/ha.

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Portanto, obter acréscimos de produtividade, de forma sustentável, significa aumentar a própria rentabilidade do agricultor, ao tempo em que confere maior sustentabilidade para o cultivo de soja no Brasil. Que o exemplo dos participantes do Desafio do CESB se propague para os demais produtores de soja do Brasil.

Sobre o CCAS

O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo (SP), com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

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A agricultura, por sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. Não podemos deixar de lembrar que a evolução da civilização só foi possível devido à agricultura. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa, assim como a larga experiência dos agricultores, seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça. Mais informações no website: Clique aqui. Acompanhe também o CCAS nas redes sociais: Facebook,: Instagram, LinkedIn.

Fonte: Assessoria de imprensa



 



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Sustentabilidade

No Rio Grande do Sul, fungicida está até 18,6% mais barato – MAIS SOJA

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Os fungicidas estão mais acessíveis no Rio Grande do Sul. Uma pesquisa da consultoria de inteligência de mercado Aegro Insights mostrou que o valor do fungicida mais comprado no estado recuou 8,7%, saindo de R$ 289,12 para R$ 264,02 por litro. Do total de 20 fungicidas analisados pela pesquisa, 18 ficaram mais baratos em 2026. O levantamento foi baseado em notas fiscais reais de insumos, de compras realizadas por produtores gaúchos entre 1° de maio e 10 de setembro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

“Houve queda no preço nominal em reais na nota fiscal do produto. O fungicida ficou mais barato no Rio Grande do Sul porque o mercado está mais maduro, com mais moléculas disponíveis e mais marcas com produtos genéricos após a quebra de patentes, então a pressão do comportamento de mercado abaixou a régua de preços”, afirma o engenheiro agrônomo Mathias Bergamin, coordenador de inteligência de mercado na Aegro e responsável pela pesquisa.

Queda dos preços

A pesquisa analisou 20 fungicidas vendidos no Rio Grande do Sul. Destacou-se um fungicida lançado em 2021 que teve a maior retração entre os itens monitorados, de R$ 423,69 para R$ 345,00 por litro, um recuo de 18,6% neste ano. O triazol genérico recuou 17,8%, de R$ 90,00 para R$ 74,00 por litro. A combinação de estrobilurina com triazol caiu 15,5%, de R$ 87,75 para R$ 74,12 por litro. Outro fungicida analisado, que foi lançado em 2023, ficou 8,0% mais barato, cujo litro saiu de R$ 226,00 para R$ 208,00. Já o multissítio de mancozebe, usado em programas de rotação para preservar a eficácia de outras moléculas, teve a menor variação de preços do grupo pesquisado, com recuo de apenas 1,1%, de R$ 30,00 para R$ 29,67 por litro.

No entanto, preço mais baixo não deverá significar necessariamente uma redução no valor total investido em fungicida na temporada 2026/27. Segundo o levantamento do Aegro Insights, na média geral, o gasto por hectare com fungicida no Rio Grande do Sul subiu 2,4% entre as safras 2024/25 e 2025/26, mesmo com o litro do produto já custando mais barato no período. Na conta de custo operacional por hectare, o item fungicida foi de R$ 454 para R$ 465, alta de R$ 11.

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De acordo com Bergamin, os produtores não devem abrir mão de tecnologia e preços mais acessíveis podem ser uma oportunidade para aperfeiçoar o manejo. “O ideal é pesquisar mais fornecedores e avaliar diferentes níveis de tecnologia, inserir novos fungicidas no manejo e analisar a efetividade do mix de produtos no pacote tecnológico. Lembramos sempre que o produtor mais rentável não economiza em sanidade da lavoura”, esclarece Bergamin. Para ajudar os produtores na busca por fornecedores, a Aegro mantém a ferramenta gratuita Compare Preços, que reúne cotações de insumos a partir de notas fiscais por região produtora.

O investimento em fungicidas deve ser especialmente estratégico na safra de soja 2026/27, já que a temporada será influenciada pelo fenômeno climático El Niño, que tende a elevar a umidade em toda a região Sul do Brasil. “O Rio Grande do Sul vai ter excesso de chuvas e mais calor na safra de soja 2026/27. A lavoura vai ficar mais suscetível à incidência de ferrugem e provavelmente o produtor vai ter que investir mais em fungicidas. Então, é importante monitorar os preços e entender como esse mercado oferece produtos comerciais com preços mais acessíveis”, orienta Bergamin.

Análise de mercado

Para Bergamin, a queda dos preços de fungicidas reflete o amadurecimento de moléculas mais antigas e não deve ser interpretada como tendência para os próximos anos. “Eu não trataria essa queda como tendência de médio prazo. O que barateou é a química mais madura, pós-patente, a mesma que vem perdendo sensibilidade no controle da ferrugem. O multissítio, que toda recomendação de rotação pede, caiu 1,1%, e a química lançada nesta década custa 30% mais que o fungicida mais usado do estado do Rio Grande do Sul”, afirma ele.

Custo-benefício para a soja gaúcha

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A relação entre custo do fungicida e produtividade da soja gaúcha também mudou ao longo dos anos. Para analisar a mudança entre safras, englobando toda a série histórica do Aegro Insights, a pesquisa definiu como parâmetro de comparação uma dose baseada na aplicação de meio litro do fungicida mais comprado, somado a 1,5 kg de multissítio. No início da série histórica, em 2018, essa dose de referência custava R$ 179,58 por hectare no Rio Grande do Sul, o equivalente a 2,35 sacas de soja.

Na janela de maio a setembro de 2025, a mesma dose custava R$ 189,56 por hectare, mas equivalia a 1,50 saca de soja, com a oleaginosa cotada a R$ 126,08. Já em 2026, o custo caiu para R$ 176,52 por hectare e para 1,42 saca, com a saca de soja custando R$ 124,02. Ou seja, em oito anos, o valor em reais do tratamento pouco mudou, mas o equivalente em sacas caiu 40%.

Sobre a Aegro

A Aegro oferece o sistema de gestão para produtores rurais mais utilizado do Brasil. Líder do segmento, a Aegro simplifica a gestão de fazendas, unindo a operação do campo ao controle financeiro do escritório.

Além disso, a empresa opera um braço de inteligência de mercado que desenvolve pesquisas baseadas em dados anonimizados de milhares de hectares em todo o Brasil, em sua maioria destinados ao cultivo de grãos. Essa área de negócios é formada pelo Aegro Insights, que gera relatórios e painéis para os produtores rurais, incluindo o Compare Preços, ferramenta disponível gratuitamente.

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A empresa segue investindo em tecnologia e inovação. Por meio de suas soluções, a Aegro ajuda produtores brasileiros a tomarem decisões baseadas em números reais para garantir a sustentabilidade de seus negócios.

Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

Risco de “Super El Niño” reacende alerta para a safra 2026/27 no Brasil – MAIS SOJA

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A Noaa (agência oceânica dos Estados Unidos) elevou para 97% a probabilidade de o El Niño atingir um patamar classificado como “muito forte” já no início da primavera no Hemisfério Sul, entre o fim de setembro e o início de outubro. Segundo o órgão, há ainda 75% de chance de que o fenômeno, entre outubro e dezembro, supere em intensidade todos os episódios registrados desde 1950, um cenário que já vem sendo chamado de “Super El Niño”. Atualmente, a temperatura da região do Pacífico usada como referência está 1,8°C acima da média histórica, no patamar “forte”, e projeções do Centro Europeu de Previsão Meteorológica (ECMWF) apontam para um aquecimento que pode chegar a 3,2°C.

A notícia reacende lembranças recentes e desconfortáveis para o produtor rural brasileiro. Em 2024, o último grande evento de El Niño provocou enchentes históricas no Rio Grande do Sul e, segundo o IBGE, o valor da produção agrícola nacional caiu 3,9% naquele ano para R$ 783,2 bilhões, enquanto o volume colhido de cereais, leguminosas e oleaginosas recuou 7,5%. Um novo episódio, ainda mais intenso, pode repetir, e agravar, esse cenário na segunda safra de 2026.

Para Douglas Vaz Tostes, técnico nacional da GIROAgro, o impacto do fenômeno vai além do que costuma dominar o noticiário. “Quando falamos em um possível Super El Niño, pensamos logo em um aumento no ciclo de chuvas no Sul, estiagens em partes do Norte e Nordeste, e uma maior irregularidade climática no Centro-Oeste e no Sudeste brasileiros. Mas existe um impacto que, muitas vezes, acaba passando despercebido, que são os efeitos dessas condições sobre a nutrição das plantas. Afinal, tanto o excesso quanto a falta de água comprometem a disponibilidade, a absorção e a assimilação dos nutrientes pelas culturas”, explica.

Segundo o especialista, o desafio se divide em duas frentes opostas. Nas regiões com excesso de chuva, aumenta a lixiviação, a perda de nutrientes do solo arrastados pela água. Já nas áreas atingidas por estiagem, a absorção de nutrientes fica limitada pela menor disponibilidade hídrica e pelo desenvolvimento reduzido do sistema radicular das culturas. “Por isso a nutrição deixa de ser apenas fornecimento de nutrientes, nesse momento, e passa a ser uma ferramenta para aumentar a resiliência da lavoura”, afirma Vaz Tostes.

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Ele reforça que, embora o clima não possa ser controlado, o manejo nutricional pode preparar as plantas para absorver melhor o impacto das oscilações climáticas. “Tecnologias que favoreçam o desenvolvimento radicular, a eficiência fotossintética e o equilíbrio nutricional das plantas ganham uma grande importância. Quem entende essa relação entre o clima, o solo e a nutrição estará mais preparado para proteger o potencial produtivo de suas lavouras.”

O El Niño é um fenômeno natural recorrente, com periodicidade média de dois a sete anos, causado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Pacífico equatorial; o oposto da La Niña. O que preocupa autoridades e especialistas desta vez é a escala: a Noaa registrou, no início do mês, um aumento de 2°C numa área oceânica equivalente a quatro vezes o território brasileiro, volume de energia suficiente para alterar padrões de circulação atmosférica nas Américas e em outros continentes.

Fonte: Assessoria de imprensa


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