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6 de novembro de 2026

Sustentabilidade

John Deere apresenta mais de 20 lançamentos na Agrishow 2026

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A John Deere chega à Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), com mais de 20 lançamentos e um portfólio de mais de 25 equipamentos, tecnologias e soluções voltadas a diferentes etapas da operação agrícola. O foco não está apenas nos equipamentos individualmente, mas na integração entre máquinas, dados e conectividade — uma mudança de perspectiva que o presidente da companhia no Brasil, Valério Wagner, resumiu durante a coletiva: hoje, a ênfase é menos na máquina e mais no sistema.

Pulverização: menos insumo, mais precisão

Um dos destaques da feira é a evolução do portfólio de pulverização, representado pela série 400R. Os modelos 430R, 440R e 400R ND chegam com nova arquitetura eletrônica, motores de 285 a 300 hp e barras de até 40 metros.

Foto: assessoria de Imprensa John Deere

Na prática, as melhorias operacionais se traduzem em ganhos diretos para o produtor: redução de até 10% no tempo de abastecimento, até 50% menos tempo em ajustes e configurações e até 7% de economia de combustível com o sistema CommandDrive™. A conectividade foi ampliada via satélite pelo JDLink™ Boost, o que permite monitoramento remoto mesmo em regiões com cobertura celular limitada.

O principal diferencial da linha, segundo Valério Wagner, é o sistema See & Spray™, que aplica herbicida apenas onde há plantas daninhas detectadas. A tecnologia pode gerar economia média de 50% em defensivos, com potencial de redução de até 93% no uso de insumos em determinadas condições — um ganho expressivo tanto em custo operacional quanto em sustentabilidade.

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Para o pequeno produtor, a John Deere apresenta o pulverizador 1025E, desenvolvido especificamente para propriedades de menor porte.


Colheita de grãos: menos perdas e mais automação

Foto: assessoria de Imprensa John Deere

Na colheita, o destaque é a colheitadeira S4, apontada por Wagner como uma solução que combina versatilidade e facilidade de operação. O equipamento é indicado para terrenos acidentados e áreas com menor espaço de manobra, e conta com a tecnologia Machine Sync, que garante sincronismo de velocidade e direção entre a colheitadeira e o trator de transbordo.

A série S4 integra o portfólio de colheitadeiras com automação embarcada da marca, cujas tecnologias podem proporcionar até 20% mais produtividade, qualidade de grãos até 10% superior e, conforme destacado por Valério Wagner na coletiva, redução de até 10% nas perdas durante a colheita.

Na colheita de milho, a nova plataforma CR foi desenvolvida para acompanhar o crescimento da cultura como insumo para a produção de etanol no Brasil, com ajustes automáticos em tempo real durante a operação.


Cana-de-açúcar: nova geração com eficiência energética e ajuste remoto

As colhedoras CH7 e CH9 representam a nova geração da John Deere para o setor sucroenergético. O novo sistema de limpeza foi projetado para operar com menores rotações do extrator primário, o que reduz a presença de impurezas vegetais na matéria-prima sem aumentar as perdas. Testes em condições representativas apontam até 20% menos impurezas vegetais e maior ATR — indicador que mede o potencial de produção de açúcar e etanol da cana colhida.

No quesito consumo energético, as melhorias no sistema hidráulico e no conjunto de tração permitem redução de até 10% no consumo de combustível por tonelada colhida no modelo CH7.

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Outro diferencial está nos recursos de ajuste remoto via John Deere Operations Center™, plataforma digital de gestão agrícola que centraliza dados de máquinas, operações e lavouras. Por meio dela, é possível enviar parâmetros diretamente às máquinas à distância, padronizar configurações entre diferentes frentes de colheita e reagir com mais agilidade às mudanças de condição do canavial.

No plantio de cana, a John Deere apresenta ainda o ExactStand™, sistema de visão computacional instalado em plantadeiras que documenta a taxa de cana distribuída e registra falhas em tempo real. O lançamento comercial está previsto para 2027.


Plantio: agilidade logística e acesso à precisão

A plantadeira DB Transportável é o lançamento de maior impacto logístico no plantio. O equipamento reduz em mais de 90% o tempo de preparação para deslocamentos entre fazendas — um processo que antes demandava dois dias passa a ser concluído em duas horas. Com sistema de fechamento que atinge 3,2 metros de largura, o equipamento preserva a janela ideal de plantio.

Já a linha 1200 FT é voltada ao plantio de alta performance em pequenas e médias propriedades, com versões de 12 a 17 linhas e adaptação a diferentes condições de terreno.


Agricultura de precisão: atualizar sem trocar a máquina

Foto: assessoria de Imprensa John Deere

Seguindo a lógica sistêmica destacada por Wagner, a John Deere apresenta os Precision Upgrades™ — pacotes de atualização que permitem modernizar máquinas já em operação com soluções de conectividade, automação e agricultura de precisão, sem a necessidade de substituir o equipamento.

Foto: assessoria de Imprensa John Deere

Entre os destaques estão o Pacote Essencial com piloto automático ATU 300, que melhora a precisão na condução e reduz a compactação do solo; o 2100 MaxEmerge™ 5e, voltado ao plantio com Pressão Pneumática Ativa nas Linhas, que pode gerar até 7% de economia de sementes e até 6% de economia de fertilizantes; e o Pacote Essencial para Culturas Especiais, baseado em licença anual recorrente, que reduz o investimento inicial e amplia o acesso à tecnologia de precisão em propriedades de diferentes tamanhos.


Tratores e versatilidade para diferentes realidades

A linha de tratores 5M, produzida no Brasil, chega com modelos entre 85 e 120 cv, combinando robustez e conectividade com foco em custo operacional. Para propriedades que demandam compacidade e baixo custo, a empresa apresenta o trator 3041E. Voltada à pecuária, a série de forrageiras F8 traz melhorias em qualidade de silagem e eficiência na alimentação do rebanho.

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Financiamento e consórcio

Durante a Agrishow, o Banco John Deere disponibiliza condições especiais de financiamento, incluindo linhas do Plano Safra 25/26 com opções como Pronaf, Moderfrota e financiamento em dólar. Para o segmento de construção, há condições como taxa zero em até 12 vezes e linhas via BNDES Mais Inovação.

O Consórcio Nacional John Deere, operado em parceria com a Randon Consórcios, permite parcelar 100% do valor do bem, com liberdade de escolha do crédito e do equipamento após a contemplação.


Sistema como estratégia

A presença da John Deere na Agrishow 2026 reflete uma orientação clara: ampliar o acesso à tecnologia para diferentes perfis de produtores, do pequeno ao grande, e fazê-lo por meio de soluções que se integram entre si. Como sintetizou Valério Wagner, o foco já não está em vender uma máquina isolada, mas em entregar um sistema capaz de conectar dados, operações e decisões ao longo de toda a jornada no campo.

Redação: Equipe Mais Soja com informações da Assessoria de Imprensa John Deere

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Sustentabilidade

Semeadura do arroz irrigado alcança 75,70% da área prevista no Rio Grande do Sul. – MAIS SOJA

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A semeadura do arroz irrigado para a Safra 2026/27 avança no Rio Grande do Sul. Conforme levantamento atualizado em 5 de novembro, 652.207,5 hectares já foram semeados, o equivalente a 75,70% da intenção de semeadura prevista para o ciclo, de 861.778,96 hectares.

Entre as regiões produtoras, a Zona Sul soma 98,7% da área prevista semeada. Na sequência, a Fronteira Oeste registra 92,54% da área prevista.

Nas demais regiões, a Campanha contabiliza 65,51% da intenção regional, enquanto a Planície Costeira Externa registra 64,10%. A Planície Costeira Interna soma 63,02% da área prevista, e a Região Central registra 45,58% da intenção regional.

O acompanhamento da evolução da semeadura é realizado por meio de levantamentos periódicos das equipes regionais, com consolidação dos dados pela Diretoria de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). As informações permitem monitorar o andamento das operações de campo nas principais regiões produtoras do Estado ao longo da safra.

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Fonte: IRGA



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Sustentabilidade

Para 2026/27, Rabobank projeta estabilidade na área plantada de soja do Brasil – MAIS SOJA

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Embora 2026 tenha sido um ano de margens mais apertadas para os produtores de grãos no Brasil, a cadeia da soja deverá encerrar a temporada com volumes recordes. A combinação de uma safra excepcional com uma demanda global ainda robusta sustentou exportações e processamento doméstico em níveis historicamente elevados.

Na safra 2025/26, a área plantada com soja no Brasil avançou para aproximadamente 49 milhões de hectares, mesmo diante de juros elevados e condições de crédito mais restritivas. Somada a uma produtividade acima da tendência, essa expansão levou a produção a cerca de 182 milhões de toneladas, um novo recorde para o país. A produção acima das expectativas iniciais trouxe algum alívio à rentabilidade dos produtores, mas foi insuficiente para compensar integralmente a deterioração das margens em relação ao que se projetava no início da safra.

O desempenho excepcional não ficou restrito à produção. As exportações brasileiras de soja em grão caminham para atingir 114 milhões de toneladas, favorecidas principalmente pela menor presença dos Estados Unidos no mercado chinês. Com os embarques norte-americanos para a China limitados a aproximadamente 12 milhões de toneladas entre setembro de 2025 e agosto de 2026, os compradores chineses ampliaram sua dependência da oferta sul-americana. Esse movimento sustentou a demanda pelo produto brasileiro e contribuiu para a valorização dos prêmios de exportação ao longo dos meses.

No mercado doméstico, a indústria processadora também operou em ritmo recorde. O esmagamento deverá alcançar 63 milhões de toneladas, sustentado pelas margens robustas observadas sobretudo ao longo do primeiro semestre.

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A valorização do petróleo, em meio à persistência das tensões geopolíticas, estimulou a demanda por óleo vegetal e fortaleceu a rentabilidade do setor. Embora o adiamento da implementação da mistura obrigatória B16 tenha reduzido parte do otimismo inicial, as margens permaneceram historicamente atrativas durante boa parte do ano. Esse cenário começou a perder força na segunda metade da temporada, à medida que a recuperação dos prêmios de exportação intensificou a competição pela matéria-prima.

Apesar desse ambiente favorável do lado da demanda, a evolução dos preços foi bastante distinta quando observada em dólares e em reais. Entre janeiro e outubro de 2026, as cotações da soja na CBOT avançaram cerca de 15%, enquanto os preços em reais registraram alta de apenas 1%. A principal explicação para essa divergência foi a valorização do real frente ao dólar, que limitou a transmissão da recuperação das cotações internacionais para os preços domésticos. Esse movimento contribuiu para manter a rentabilidade do produtor brasileiro mais pressionada, mesmo em um contexto de melhora dos preços internacionais.

Para a safra 2026/27, o RaboResearch projeta estabilidade na área plantada de soja, em torno de 49 milhões de hectares. Após os resultados excepcionais da temporada anterior, a expectativa é de retorno da produtividade para níveis mais próximos da tendência, levando a produção brasileira a aproximadamente 178 milhões de toneladas, o segundo maior volume da série histórica. Embora os elevados custos financeiros continuem pressionando os produtores que ainda atravessam um processo de desalavancagem, a soja preserva sua atratividade relativa e deverá seguir como a principal opção de cultivo em grande parte das regiões agrícolas do país.

As informações são do Rabobank – RaboResearch Food and Agribusiness – Novembro 2026.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Revisão: Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Bioinsumos, drones e controle biológico fortalecem a produção de algodão no semiárido – MAIS SOJA

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Tecnologias apresentadas na ExpoCariri 2026 buscam reduzir perdas provocadas pela seca e pelas pragas, ampliar a eficiência do manejo e tornar a cotonicultura mais sustentável. O uso de bioinsumos, o controle biológico de pragas e as tecnologias de agricultura de precisão estão entre as estratégias para aumentar a resiliência e a sustentabilidade da produção de algodão no semiárido brasileiro. Esses temas foram apresentados por pesquisadores da Embrapa durante a ExpoCariri 2026, realizada em 30 de outubro, no Ceará, em uma programação voltada ao fortalecimento da cadeia produtiva do algodão e à difusão de tecnologias para pequenos, médios e grandes produtores.

As apresentações abordaram alternativas para enfrentar dois dos principais desafios da cotonicultura na região: a irregularidade das chuvas, associada às altas temperaturas, e a pressão de insetos-praga, especialmente o bicudo-do-algodoeiro. A proposta é integrar conhecimentos sobre solo, plantas e organismos benéficos, combinando práticas de manejo, biotecnologia e ferramentas digitais para reduzir perdas e melhorar o aproveitamento dos recursos disponíveis.

O pesquisador Paulo Barroso, da Embrapa Algodão, destacou que a biodiversidade presente no solo e nas plantas representa uma importante fonte de soluções para a agricultura. Segundo ele, os bioinsumos são produtos, processos ou tecnologias de origem biológica que incluem microrganismos, macrorganismos e substâncias produzidas por seres vivos, capazes de favorecer o desenvolvimento das plantas e contribuir para o controle de pragas e doenças.

O pesquisador explicou que o solo abriga milhares de espécies de microrganismos e pequenos organismos que interagem entre si e desempenham funções essenciais para o equilíbrio dos sistemas produtivos. Bactérias que fixam nitrogênio, fungos que controlam insetos e organismos que disponibilizam nutrientes são exemplos de recursos biológicos que podem ser incorporados ao manejo agrícola.

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“Quanto mais próximo a gente conseguir chegar com boas produtividades de um ambiente natural, melhor vai ser para o meio ambiente e maior sustentabilidade a gente vai ter”, ressaltou Barroso. Para ele, a agricultura precisa aproveitar a biodiversidade existente para reduzir os impactos ambientais sem comprometer a produtividade necessária ao abastecimento de alimentos e à produção de fibras.

Projeto CaatÁgua busca microrganismos adaptados à seca

Uma das iniciativas apresentadas foi o projeto CaatÁgua, desenvolvido com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com a Rede Borborema de Agroecologia e três unidades da Embrapa: Algodão, Recursos Genéticos e Biotecnologia e Meio Ambiente.

A pesquisa busca identificar bactérias associadas a plantas da Caatinga, especialmente cactáceas e algodoeiros mocó e herbáceo, capazes de ajudar as culturas agrícolas a enfrentar o estresse hídrico. A estratégia considera que os microrganismos presentes nas raízes e no solo próximo a elas, região conhecida como rizosfera, podem contribuir para a adaptação das plantas às condições ambientais adversas.

De acordo com Barroso, dezenas de bactérias das centenas inicialmente isoladas apresentaram resultados promissores em experimentos com tomateiro. Sob estresse hídrico moderado, plantas inoculadas mantiveram o turgor, enquanto aquelas sem inoculação apresentaram murcha. O processo de seleção das melhores bactérias continua com experimentos em casa de vegetação e deverão orientar novas etapas de seleção e testes em outras culturas e condições de campo.

A equipe também investiga fungos entomopatogênicos, capazes de infectar e matar insetos, para desenvolver alternativas de controle do bicudo-do-algodoeiro. Em testes de laboratório, isolados de Metarhizium da coleção da Embrapa apresentaram mortalidade superior a 80% dos insetos expostos ao fungo. O desafio agora é aprimorar as estratégias para que os organismos entrem em contato com a praga nas condições de cultivo.

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Barroso explicou que o desenvolvimento de novos bioinsumos exige avaliações de eficácia e segurança para as pessoas e o meio ambiente, além de procedimentos para obtenção de registro. A expectativa apresentada é que soluções para o controle do bicudo, incluindo alternativas biológicas, possam estar disponíveis em um horizonte de três a seis anos, dependendo dos resultados das pesquisas e dos processos regulatórios.

O pesquisador também chamou a atenção para os cuidados necessários na produção de bioinsumos nas propriedades rurais, modalidade conhecida como on-farm. Embora a legislação permita essa produção, o processo exige conhecimento técnico, infraestrutura e controle de qualidade para evitar contaminações por microrganismos patogênicos e assegurar a concentração adequada dos organismos desejados.

Auras contribui para a tolerância das plantas ao estresse climático

Outro destaque da programação foi a tecnologia Auras, desenvolvida pela Embrapa em parceria com a empresa NOOA e apresentada por Lucas Carvalho, representante da empresa. O produto utiliza a bactéria Priestia aryabhattai, anteriormente classificada como Bacillus aryabhattai, isolada no contexto de pesquisas sobre a adaptação de plantas da Caatinga às condições de seca.

A bactéria apresenta mais de 126 genes relacionados à resposta ao estresse abiótico. Aplicada às sementes ou no sulco de plantio, ela atua em associação com as raízes e contribui para o desenvolvimento radicular, a retenção de água nos tecidos vegetais, a ativação de enzimas antioxidantes e a disponibilização de nutrientes.

“Segundo Lucas Carvalho, a tecnologia procura ampliar a capacidade de resposta das plantas diante de condições adversas, como deficiência hídrica, temperaturas elevadas e excesso de água. A associação entre a planta e os microrganismos benéficos pode ajudar a preservar as estruturas celulares durante o estresse e favorecer a retomada do crescimento quando as condições ambientais melhoram.

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Na cultura do algodão, a resposta média de proteção produtiva apresentada foi de aproximadamente 18 arrobas por hectare em condições de estresse. A recomendação de uso informada é de 200 mililitros por hectare no sulco de plantio ou quatro mililitros por quilo de sementes. O produto também apresenta resultados em soja e milho.

O palestrante ressaltou que o produtor não consegue controlar o clima, mas pode preparar melhor a lavoura para enfrentar suas variações. Nesse sentido, o manejo biológico complementa o melhoramento genético e as práticas agronômicas, ajudando a reduzir perdas de produtividade. O palestrante ressaltou que o produtor não consegue controlar o clima, mas pode preparar melhor a lavoura para enfrentar suas variações. Nesse sentido, o manejo biológico complementa o melhoramento genético e as práticas agronômicas, ajudando a reduzir perdas de produtividade.

Manejo integrado busca reduzir perdas com o bicudo

O manejo integrado de pragas (MIP) foi apresentado pelo pesquisador Fábio Aquino de Albuquerque, da Embrapa Algodão, que chamou a atenção para a importância de combinar diferentes estratégias de controle. O algodoeiro pode abrigar cerca de 30 espécies de insetos, mas aproximadamente meia dúzia representa ameaça econômica relevante nas condições brasileiras.

Entre elas está o bicudo-do-algodoeiro, praga que se estabeleceu no País na década de 1980 e teve papel importante na enorme redução da área de algodão no Nordeste. Altamente adaptado à cultura, o inseto pode permanecer em plantas voluntárias e áreas antigas de algodão, mesmo depois de muitos anos sem cultivo comercial.

Para Albuquerque, uma das medidas mais importantes e econômicas de prevenção é o vazio sanitário, período em que não deve haver plantas vivas de algodão nas áreas de produção. A eliminação de rebrotas e plantas remanescentes interrompe a disponibilidade de alimento e locais de reprodução para o bicudo, reduzindo a população da praga entre as safras.

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Experimentos apresentados pelo pesquisador demonstraram a importância dessa prática. Em uma área na qual foi simulada a ausência do vazio sanitário, permitindo a rebrota de plantas podadas, a infestação inicial de bicudos chegou a aproximadamente 40% na primeira amostragem. Isso ocorre porque plantas adultas rebrotam rapidamente e voltam a emitir estruturas reprodutivas, oferecendo condições para a multiplicação do inseto.

O pesquisador também destacou a importância de preservar inimigos naturais presentes no ambiente, como parasitoides e predadores. Entre os organismos de interesse estão Bracon vulgaris e Catolaccus grandis, este último associado à tecnologia de controle biológico conhecida como Jaliscoa.

Outro desafio é a resistência de insetos às tecnologias de controle. Albuquerque observou que o uso intensivo de cultivares com tecnologia Bt, sem áreas de refúgio adequadas, contribuiu para aumentar a pressão de seleção sobre populações de lagartas. Em algumas regiões produtoras, isso tem levado à necessidade de cinco a oito aplicações de inseticidas para o controle dessas pragas, em particular de Spodoptera.

A orientação é que o controle químico seja utilizado de forma racional, somente quando o monitoramento indicar que a população da praga atingiu o nível de controle, evitando pulverizações preventivas sucessivas que podem prejudicar organismos benéficos e provocar desequilíbrios no ambiente.

Drones ampliam eficiência do controle biológico

O pesquisador Tardelly de Andrade Lima, doutorando da Embrapa, apresentou tecnologias de drones para diferentes operações agrícolas, com destaque para a liberação de macrorganismos utilizados no controle biológico. Além dos equipamentos de imageamento e dos drones de pulverização, a Embrapa trabalha com uma tecnologia específica para dispersar insetos benéficos nas lavouras.

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O sistema utiliza pequenos tubetes para acondicionar os organismos e realizar a liberação durante o voo. A tecnologia permite distribuir parasitoides e outros agentes de controle biológico sem a necessidade de deslocamento manual de trabalhadores por toda a área cultivada.

Segundo Lima, com o equipamento é possível cobrir um hectare em aproximadamente oito minutos, reduzindo o tempo e o esforço operacional. Entre os organismos que podem ser liberados estão Jaliscoa grandis, utilizada no controle do bicudo, e espécies de Trichogramma, empregadas contra lagartas.

Para o controle do bicudo, a recomendação apresentada considera a liberação de aproximadamente 730 parasitoides por hectare. Cada tubete contém 30 indivíduos, sendo necessários cerca de 25 tubetes para cobrir um hectare. As liberações devem começar com o aparecimento dos primeiros botões florais, antes que a população da praga alcance o nível de controle.

O pesquisador também explicou que drones multiespectrais podem auxiliar no monitoramento das lavouras. Por meio de índices de vegetação, como o NDVI e o NDRE, é possível identificar diferenças de vigor e localizar áreas com possíveis problemas, como falhas no desenvolvimento, ataques de insetos ou doenças.

Esses mapas não identificam necessariamente a causa da anomalia, mas ajudam a direcionar as equipes de campo para os pontos que precisam de avaliação. Com isso, o monitoramento se torna mais eficiente e permite intervenções localizadas e oportunas.

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Tecnologias voltadas também à agricultura familiar

A adaptação das tecnologias à realidade dos pequenos produtores foi um dos pontos destacados durante a programação. Lima apresentou resultados de pesquisas para reduzir os custos de produção de parasitoides, substituindo materiais importados por alternativas mais acessíveis e reutilizáveis.

Em um dos experimentos, a substituição de um material utilizado na criação dos insetos permitiu reduzir custos e ampliar a capacidade de produção. Com uma equipe de duas pessoas, foi possível produzir cerca de 2.500 parasitoides por semana, segundo os dados apresentados.

O pesquisador Paulo Barroso também ressaltou que o Campo Experimental da Embrapa em Barbalha deverá funcionar como polo de testes e validação de tecnologias para a agricultura familiar, incluindo soluções para o controle do bicudo e para a tolerância das plantas à seca.

A integração entre bioinsumos, monitoramento por drones, controle biológico e práticas culturais representa um caminho para tornar a cotonicultura mais eficiente e menos dependente de aplicações sucessivas de produtos químicos. A expectativa é que a aproximação entre pesquisa, produtores e parceiros regionais contribua para ampliar o acesso às inovações e fortalecer a produção de algodão no semiárido.

Fonte: Embrapa

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FONTE

Autor:Cristina Tordin (MTb 28.499/SP) Embrapa Meio Ambiente

Site: Embrapa

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