Sustentabilidade
Case IH leva ecossistema completo de tecnologia e soluções para a Agrishow 2026 – MAIS SOJA

Foto de capa: Assessoria
A Case IH, marca da CNH, participa de mais uma edição da Agrishow apresentando um ecossistema integrado de produtos, soluções digitais e serviços. Para isso, são mais de 20 máquinas expostas, além de ativações imersivas no estande de mais de 8 mil m², o maior da feira.
“A Agrishow é a principal feira para nós na América Latina. É nela que reunimos e apresentamos o que há de mais tecnológico e vanguardista tanto para o agro de agora quanto para o futuro, em uma jornada de produtividade e sustentabilidade no campo”, diz Paulo Arabian, vice-presidente de Vendas da CNH para América Latina.
Com a proposta de guiar os visitantes para essa jornada em todas as etapas do ciclo produtivo, o estande terá em seu centro o espaço dedicado para Inovação e Tecnologia, com demonstrações de soluções digitais e serviços voltados para conectividade, gestão de dados e de frota, manutenção preventiva e treinamentos.
Em sua volta, será possível seguir conhecendo as máquinas da Case IH que estarão divididas em soluções de plantio, com tratores e plantadeiras; soluções em pulverização, com pulverizadores autopropelidos, drone de aplicação e tecnologias; colheita de grãos, com colheitadeiras e plataformas; além da colheita de cana, com um espaço dedicado para as máquinas movidas a etanol, que apresentará novidades sobre o projeto.
“Tudo foi pensado para mostrar, de forma prática, como estamos ao lado dos produtores rurais com soluções que geram resultados reais no campo”, complementa Arabian.
Entre os destaques da Case IH na Agrishow 2026 estão:
Austoft 9000 Model Year 2026
Pioneira no desenvolvimento de colhedoras de cana-de-açúcar, a Case IH apresenta a nova Austoft 9000 Model Year 2026. Disponível em três modelos, com motor Cursor 11 de 420cv, conectividade embarcada de fábrica e Controle Inteligente de Alimentação, a colhedora ganhou atualizações importantes para oferecer mais performance e confiabilidade operacional.
Entre as evoluções estão:
- Nova arquitetura hidráulica dos rolos transportadores: com remoção dos motores dos rolos tombadores e alimentadores do circuito fechado do picador. Com isso, os rolos alimentadores estão mais rápidos, garantindo maior performance, simplicidade operacional e uma maior variação de comprimento de rebolo, o que deixa a máquina preparada de fábrica para a colheita de muda.
- Válvula do elevador: para aprimorar a confiabilidade das colhedoras, foi incorporada uma válvula antichoque ao circuito hidráulico de giro do elevador, atuando na absorção de picos de pressão gerados durante a operação.
- Sistema elétrico renovado: novo alternador Heavy Duty, que apresenta construção brushless, reforçada e totalmente vedada, além da nova bateria sem manutenção que garante maior capacidade de ciclos e durabilidade e a adição de melhorias das proteções, conexões elétricas e sensores, garantindo durabilidade e desempenho elétrico.
- Sistema de ar-condicionado: recebeu melhorias como tubos metálicos e revisão dos torques das conexões das mangueiras e dos pressostatos do sistema.
- Telemetria e Software: também ganharam melhorias com conectividade vitalícia para envio e recebimento de informações via Case IH FieldOps e acesso ao Manual do Operador de forma on-line, com link direto no display da máquina.
Axial-Flow série 160 Automation
A Case IH oferece uma família completa de colheitadeiras, das classes 5 a 10, com tecnologia e automação. A série 160, que compõe das classes 5 a 7 da marca, foi lançada em 2024, tendo sido eleita Machine Of the Year na ocasião, e recebe agora atualizações significativas em termos de servicibilidade, tecnologia e automação real.
O sistema industrial dessa linha já usa recursos de machine learning e inteligência artificial, para se autorregular, por meio de sensores, podendo realizar até 1.800 intervenções diárias na máquina durante a operação de colheita e assumindo até 90% das operações sem a necessidade de intervenções humanas.
A Axial-Flow série 160 Automation ganha agora também outros recursos autônomos embarcados, como a manobra de cabeceira automática e o compartilhamento de mapa entre as máquinas. Além de duplo monitor de última geração e o portal FieldOps que permite o monitoramento remoto da performance da máquina.
Saiba mais sobre as novas tecnologias:
- AccuTurn: função de manobra de cabeceira automática, que permite ao operador programar como prefere que a máquina execute a manobra, definindo parâmetros como direção e velocidade da curva, gatilho de giro automático e raio mínimo de giro – tudo sem intervenção manual. Esse sistema opera juntamente com o compartilhamento de dados entre as máquinas, evitando que a máquina manobre para uma área onde uma outra máquina está transitando ou já foi colhida.
- Accusync: permite o compartilhamento de dados e informações entre diversas máquinas em operação em tempo real, como dados de colheita, linhas A-B, bordaduras dos campos e mapas de cobertura.
- RowGuidance: exclusiva para a colheita de milho, o piloto automático permite a orientação da máquina entre as linhas de forma mais eficaz, evitando o amassamento o amassamento da cultura. Usando sensores instalados nas linhas, o sistema de direcionamento da máquina corrige qualquer desalinhamento da colheita em tempo real.
- Monitores Pro 1200: possuem capacidade de processamento superior e torna a operação ainda mais fácil e precisa. Como trabalham com o sistema Android, o mesmo usado em celulares, tornam a operação mais amigável, rápida e intuitiva. É possível configurar o sistema conforme a necessidade da operação, contando também com a troca facilitada de dados e diagnóstico e visualização remota. Isso abre possibilidade para decisões mais rápidas e eficientes.
Plataforma de grãos Draper FD2
A Case IH passa a produzir no Brasil as plataformas Draper FD2 da MacDon, permitindo a marca oferecer a mais completa gama de plataformas de corte do mercado, com modelos de 25, 50 e 61 pés. Para o projeto, foi investido mais de U$20 milhões em melhorias na linha de produção da fábrica em Curitiba (PR) e qualificação de mão de obra.
Com a nacionalização da produção, há maior disponibilidade mecânica e de performance do implemento, além de acesso facilitado à assistência técnica e peças de reposição, contando com a toda a rede de concessionários Case IH espalhados por todo o país.
Indicadas para as principais culturas de grãos, para colheitadeiras classes 5 a 11, as novas Plataformas Draper FD2 Case IH oferecem tecnologia de ponta com facilidade operacional. Elas possuem chassis articulado, ângulo de ataque ajustável e velocidade de esteira regulável. Em comparação com o antigo modelo da MacDon, a nova plataforma FD2 possui uma área de corte 25% maior, além de caixa de transmissão de alta velocidade e 43 cm de flutuação nas extremidades.
Plataformas de Milho
Na colheita de milho, a novidade fica por conta da nova linha de plataformas, em parceria com a MethalC. Preparadas para atender diferentes perfis de produtores, em diversas regiões e necessidades de colheita, a nova linha amplia a cobertura de portfólio da Case IH com robustez e durabilidade.
Serão três modelos oferecidos, com opções de 4 a 30 linhas e espaçamento de 45cm a 90cm, que oferecem proteção do acionamento lateral em alumínio com lubrificação contínua, piso em aço inox e abertura em 180º para facilitar o acesso às linhas laterais.
Saiba mais sobre os modelos oferecidos:
- BM+: com opções de 4 a 15 linhas, é considerada família de entrada da linha. Traz uma configuração técnica orientada à robustez e simplicidade com caixa de transmissão manual em ferro fundido, corpo da unidade de linha em aço, sem-fim único, cardan reforçado, chassi mais leve, piso em chapa de inox, deck do despigador com ajuste manual e sensor de altura opcional.
- Premium: com opções de 5 a 27 linhas, é para quem busca mais tecnologia embarcada e recursos operacionais. Possui o ajuste hidráulico do deck despigador feito de dentro da cabine e chapa defletora lateral, que contribui para reduzir perdas.
- Evolution: partindo de 23 linhas x 45 cm e 21 linhas x 50cm até 30 linhas , é voltada para operações que exigem maior escala, com robustez estrutural e máxima produtividade operacional. Possui acionamento central e híbrido, caixa e corpo de linha em alumínio, sem-fim triplo e chassi reforçado com aplicação em aço de alta resistência.
A 31ª edição da Agrishow será realizada entre os dias 27 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto. O estande da Case IH fica na rua B, estande A14a.
A Case IH é líder global em equipamentos e soluções agrícolas, com mais de 180 anos de história e o compromisso de oferecer inovações com propósito, que tornam todas as operações mais produtivas, eficientes e rentáveis. Presente em mais de 170 países, a Case IH apoia produtores profissionais por meio de uma rede dedicada de concessionários e distribuidores experientes.
A Case IH oferece equipamentos avançados, tecnologia de precisão integrada e suporte confiável — todos desenvolvidos para ajudar os clientes a maximizar produtividade e desempenho. No Brasil, a Case IH disponibiliza um portfólio completo para otimizar as operações, incluindo colheitadeiras de grãos, colhedoras de cana, além de tratores com uma ampla faixa de potências, pulverizadores autopropelidos e plantadeiras.
A Case IH é uma marca da CNH Industrial N.V. (NYSE: CNH). Saiba mais em www.caseih.com.
Fonte: Assessoria de imprensa CASE IH
Sustentabilidade
Tratamento de sementes é ferramenta no manejo da cigarrinha-do-milho – MAIS SOJA

A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) é o principal vetor da transmissão dos enfezamentos para o milho, e, portanto, o controle dessa praga é de suma importância para a manutenção do potencial produtivo da cultura. Sabe-se que dependendo da suscetibilidade do híbrido e período de desenvolvimento do milho em que ocorre a infecção dos enfezamentos, perdas de produtividade de até 70% podem ser observadas (Cota et al., 2021).
A capacidade de transmissão dos enfezamentos está relacionada a quantidade de cigarrinhas infectadas, e não a necessariamente a densidade populacional da praga, o que dificulta a definição de um nível de ação, dada a dificuldade de identificar indivíduos infectados. Nesse contexto, a presença da cigarrinha durante a fase crítica do desenvolvimento do milho justifica o controle da praga, principalmente em áreas com histórico de ocorrência dos enfezamentos, e/ou áreas próximas a outras lavouras de milho mais adiantadas.
O período crítico para o controle da praga varia de VE a V5, podendo se estender a V8 para híbridos mais suscetíveis. Sobretudo, as recomendações de manejo, sugerem que o controle da cigarrinha-do-milho deve ocorrer até os 40 dias após a emergência. Após esse período, não são observadas vantagens em função do controle do vetor (Cota et al., 2021).
Figura 1. Período Crítico de controle da cigarrinha-do-milho.
Considerando a importância do controle da cigarrinha-do-milho nos estádios iniciais de desenvolvimento da cultura, o tratamento de sementes com inseticidas é uma das estratégias que podem integrar o manejo da praga. Essa prática proporciona proteção inicial às plantas, contribuindo para o estabelecimento da lavoura e para a redução dos danos associados à transmissão dos enfezamentos. Além disso, o tratamento de sementes pode ampliar a janela de proteção inicial da cultura, favorecendo o planejamento e o posicionamento das aplicações foliares subsequentes.
O tratamento de sementes deve ser realizado com inseticidas registrados e específicos para essa finalidade. De ação sistêmica, esses produtos são liberados no solo após a semeadura, sendo absorvidos pelas raízes durante o desenvolvimento inicial da planta e posteriormente translocados pelo sistema vascular para diferentes tecidos, incluindo raízes, colmo e folhas, proporcionando proteção inicial contra insetos.
Conforme destacado por Maneira (2021), o tratamento de sementes de milho com inseticidas, especialmente aqueles pertencentes ao grupo dos neonicotinoides, pode contribuir para a proteção inicial da cultura contra a cigarrinha-do-milho, com destaque para a eficiência e o efeito residual do imidacloprido. Entre os principais grupos químicos com produtos registrados no MAPA para o controle de Dalbulus maidis na cultura do milho estão carbamatos, piretróides e neonicotinóides, devendo-se observar, para cada produto, a indicação de cultura, alvo biológico e modalidade de aplicação constante no registro.
Além da escolha de um inseticida eficiente para o tratamento de sementes do milho, é importante considerar que o período de proteção proporcionado por essa modalidade de aplicação é limitado e pode variar conforme o produto, as condições ambientais e a pressão da praga. De modo geral, para fins de manejo, considera-se que o efeito residual dos inseticidas aplicados via tratamento de sementes se estende, em média, por 10 a 15 dias após a emergência da cultura. A partir desse período, aplicações de inseticidas em pós-emergência podem ser necessárias para manter a proteção das plantas, especialmente sob elevada pressão da cigarrinha-do-milho.
Em situações de alta infestação, a rápida capacidade de multiplicação e o curto ciclo de desenvolvimento da cigarrinha-do-milho exigem maior atenção ao monitoramento e ao intervalo entre aplicações. Nesses casos, as pulverizações podem ser realizadas em intervalos de 5 a 7 dias, conforme a ocorrência da praga, a eficiência e o residual do inseticida utilizado e as condições da lavoura. Embora apresente período de proteção limitado, o tratamento de sementes constitui uma importante ferramenta para o manejo inicial da cigarrinha-do-milho, contribuindo para a proteção das plantas nos primeiros estádios de desenvolvimento e para a redução dos riscos associados à transmissão dos enfezamentos.
Veja mais: Redução da produtividade da soja causada pelo milho tiguera

Referências:
COTA, L. V. et al. MANEJO DA CIGARRINHA E ENFEZAMENTOS NA CULTURA DO MKILHO. Embrapa milho e Sorgo, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1130346/manejo-da-cigarrinha-e-enfezamentos-na-cultura-do-milho >, acesso em: 14/09/2026.
MANEIRA, R. FERRAMENTAS PARA O CONTROLE DA CIGARRINHA-DO-MILHO. Informativo Técnico Nortox, 2021. Disponível em :< https://portal-api.nortox.com.br:3000/technical-information/file/25516c6b-edba-47ce-ba1f-4d3d3dcea4e3.pdf >, acesso em: 14/09/2026.

Sustentabilidade
Desafio CESB: Alta produtividade está associada à alta rentabilidade – MAIS SOJA

Por Décio Luiz Gazzoni, membro fundador do CESB e do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e membro fundador do CESB e João Vitor Ganem coordenador técnico do CESB
Desde a safra 2008/09, o CESB já conduziu 18 edições do Desafio de Máxima Produtividade de Soja. Ao longo desse período, diversas informações sobre o sistema de produção utilizado pelos participantes do Desafio foram consolidadas no Banco de Dados do CESB. Entre elas, duas serão analisadas conjuntamente neste artigo: produtividade e rentabilidade.
Inicialmente, é fundamental ressaltar três aspectos:
- Todos os registros citados a seguir foram obtidos através de auditorias independentes, com comprovação tanto da produtividade quanto dos custos do sistema de produção. Para todos os cálculos, o valor de venda da saca de soja foi padronizado em R$120,00, para evitar enviesamentos devidos à flutuação da cotação da soja;
- O retorno sobre o investimento (ROI) é calculado abatendo-se da renda bruta o valor investido pelo produtor, sendo o resultado dividido pelo custo (ROI = renda líquida / custo).
- Não necessariamente todo o aumento de produtividade assegura um concomitante aumento de rentabilidade. Os casos aqui apresentados são de produtores que observam criteriosamente recomendações técnicas e investem no aprimoramento do seu sistema de produção continuamente. Assim, o ganho de rentabilidade com o aumento da produtividade é consequência de anos de aprendizado, e de aprimoramento do sistema de produção, com foco na tríade produtividade, rentabilidade e sustentabilidade.
Rentabilidade
Examinando a produtividade do campeão nacional de cada edição do Desafio, entre as safras de 2008/09 e 2025/26 – sendo que, nesta última, foi estabelecido o novo recorde nacional de produtividade de soja, de 156,13 sc/ha – houve um crescimento de 87,6%, significando um ganho geométrico anual de 1,04, um excelente índice. Vale destacar que, na safra 2025/26, o campeão nacional produziu 152% acima da média brasileira estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No mesmo período, os 10 melhores produtores do Desafio apresentaram um crescimento da produtividade de 77,3%, com média geométrica anual de 1,035 na sua produtividade, também um índice excelente. Na última safra, a média desses 10 produtores foi de 138,7 sc/ha, patamar 124% acima da média brasileira (Conab).
Para a análise a seguir, serão usados unicamente os valores obtidos entre as safras de 2021/22 e 2025/26, por serem as mais recentes.
Retorno sobre o investimento (ROI) do produtor, em porcentagem
| Classe (sc/ha) | < 60 | 61-75 | 76-90 | 91-105 | 106-120 | > 120 |
| ROI % | -1,4 | 59,7 | 93,7 | 120,1 | 149,7 | 186,1 |
Observa-se que o único valor de retorno negativo (-1,4%) ocorreu em produtividades inferiores a 60 sc/ha. No período, a produtividade média do Brasil (Conab) foi de 58,5 sc/ha, variando entre 52 e 62 sc/ha entre as safras. Em valores monetários, a maior margem líquida do período foi atingida pelos produtores participantes do Desafio que obtiveram produtividade acima de 120 sc/ha, no valor médio de R$ 9.906,88/ha.
Analisando a rentabilidade de acordo com a produtividade dos campeões nacionais e de grupos de produtores, no mesmo período referido acima (5 safras), temos que:
- A produtividade média dos campeões nacionais foi de 138,4 sc/ha, com taxa de retorno de 144,5%;
- A produtividade média dos campeões regionais (incluindo os nacionais) foi de 125,6 sc/ha, com taxa de retorno de 157,1%.
Ao ampliar a análise, incluindo tanto as áreas de sequeiro quanto as irrigadas, observa-se que:
- Os dez participantes mais bem colocados em cada safra (50 no total) atingiram produtividade média de 126,3 sc/ha, com taxa de retorno de 187,6%;
- Os 100 participantes com mais alta produtividade em cada safra (total de 500) obtiveram produtividade média de 113 sc/ha, com taxa de retorno de 152,6%;
- Em relação às demais áreas auditadas (em número de 4.064), a média de produtividade alcançou 87,2 sc/ha, com taxa de retorno de 100%.
Em resumo, como regra geral observa-se que, conforme aumenta a produtividade média dos participantes do Desafio, as taxas de retorno tendem a ser desproporcionalmente mais elevadas, resguardadas algumas exceções pontuais, previsíveis quando se trabalha com muitos participantes.
Destaques regionais
A região Sul, com 1.581 áreas auditadas entre 2021/22 e 2025/26, obteve a maior taxa de retorno (123,5 %), com produtividade média de 91,3 sc/ha. A menor taxa de retorno (78,3 %) foi registrada na região Sudeste, para uma produtividade média de 90 sc/ha.
O agrupamento com maior taxa de retorno (230,5 %) foi verificado entre os dez participantes da região Sul, com mais alta produtividade, alcançando 135,7 sc/ha. A menor taxa entre todos os agrupamentos regionais foi verificada entre os 10% de participantes com mais alta produtividade da região Sudeste (média de 112,7 sc/ha), com taxa de retorno de 112 % sobre o custo de produção.
Relação do total de participantes, dos 10 participantes e dos 10% dos participantes de mais alta produtividade (sc/ha) nos cinco estados mais bem colocados no Desafio (considerando a taxa de retorno do total de participantes), e respectivas taxas de retorno (%) sobre o custo de produção.
| PI | SC | RS | MT | BA | |
| Participantes (total) | 69 | 290 | 527 | 407 | 352 |
| Produtividade média participantes (sc/ha) | 93,9 | 97,3 | 87,23 | 88,7 | 96,3 |
| Taxa de retorno (%) | 173,3 | 126,8 | 119,0 | 118,5 | 118,0 |
| Produtividade 10 % superior (sc/ha) | 117,0 | 122,4 | 112,0 | 110,1 | 120,5 |
| Taxa de retorno (%) | 240,6 | 170,3 | 193,6 | 174,6 | 159,5 |
Em termos estaduais, os melhores índices de retorno foram obtidos pelos participantes do Piauí, com um ROI médio de 173,3% para os 69 participantes do Desafio, com produtividade média de 93,9 sc/ha. Particularmente, os 10% de participantes (7) desse estado, com mais alta produtividade (117 sc/ha), obtiveram taxa de retorno de 240,6 %.
Por fim, é possível comparar a taxa de retorno do total de produtores auditados pelo CESB nas safras 2021/22 a 2025/26 (produtividade média de 90 sc/ha e retorno de 105,9%) com a média brasileira. Destacam-se aqueles que produziram acima de 105 sc/ha, alcançando taxa de retorno de 159,2%. Em contraste, a média brasileira de produtividade (Conab) foi de 58,5 sc/ha, com taxa de retorno de apenas 36,3%, considerando o custo médio de produção calculado pela CNA.
Contraste área do Desafio x talhão
De acordo com as normas do CESB, a área participante do Desafio deve ter entre 2,5 e 10ha, inserida em um talhão maior, dentro da propriedade. Nesta área do Desafio – como o próprio nome diz! – o produtor e o consultor devem desafiar sua experiência, seus conhecimentos, observar as recomendações técnicas, os exemplos bem-sucedidos, sua intuição e outros critérios, para compor um sistema de produção objetivando aumento de produtividade, com ganho de rentabilidade e mantendo a sustentabilidade do sistema.
Portanto, a primeira comparação que pode ser efetuada é entre a área destinada ao Desafio e o talhão ao qual pertence.
Produtividade e ROI do talhão e da área do Desafio, e ganhos na área do Desafio (2025/26)
| Campeão | Produtividade talhão* | ROI talhão (%) | Produtividade área campeã* | ROI área campeã (%) | Acréscimo ROI (%) |
| Nacional | 117,7 | 173% | 156,1 | 229% | 32 |
| Irrigado | 101,7 | 200% | 139,0 | 273% | 37 |
| Sudeste | 86,4 | 144% | 122,7 | 204% | 42 |
| Centro-Oeste | 86,8 | 184% | 118,4 | 251% | 36 |
| Norte | 103,1 | 196% | 136,7 | 260% | 33 |
| Nordeste | 108,3 | 221% | 143,8 | 290% | 31 |
* Produtividade expressa em sc/ha
Observa-se que, para todos os campeões, tanto a produtividade quanto a rentabilidade foram maiores na área destinada ao Desafio, quando comparadas ao talhão. O acréscimo médio de produtividade foi de 35%, exatamente igual ao ganho médio de rentabilidade (ROI), o qual variou entre 31 e 42%. Comprova-se, uma vez mais, que, para os produtores participantes do Desafio, os ganhos de rentabilidade estão diretamente associados ao incremento da produtividade.
Conclusões
Os participantes do Desafio de Máxima Produtividade de Soja do CESB constituem um grupo de elite, representando, a cada safra, entre 10-15% da área de soja do Brasil, considerando-se a área total de soja cultivada pelos produtores participantes. Sua produtividade média no período 2021/22 a 2025/26 (90 sc/ha) é 53,8 % superior à média brasileira (58,5 sc/ha), estimada pela Conab.
Os resultados expostos no presente artigo mostram com clareza que, conforme aumenta a produtividade do participante, aumenta a sua rentabilidade, inclusive quando a área do Desafio é contrastada com o talhão ao qual pertence, resguardadas algumas exceções pontuais.
Mais do que isso: o acréscimo de custo é inferior ao aumento da margem do produtor e, em decorrência, em altas produtividades, a taxa de retorno é, proporcionalmente, muito maior. Corroborando o exposto, o único retorno negativo foi verificado entre os participantes com produtividade inferior a 60 sc/ha.
Portanto, obter acréscimos de produtividade, de forma sustentável, significa aumentar a própria rentabilidade do agricultor, ao tempo em que confere maior sustentabilidade para o cultivo de soja no Brasil. Que o exemplo dos participantes do Desafio do CESB se propague para os demais produtores de soja do Brasil.
Sobre o CCAS
O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo (SP), com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.
O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.
Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.
A agricultura, por sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. Não podemos deixar de lembrar que a evolução da civilização só foi possível devido à agricultura. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa, assim como a larga experiência dos agricultores, seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça. Mais informações no website: Clique aqui. Acompanhe também o CCAS nas redes sociais: Facebook,: Instagram, LinkedIn.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
No Rio Grande do Sul, fungicida está até 18,6% mais barato – MAIS SOJA

Os fungicidas estão mais acessíveis no Rio Grande do Sul. Uma pesquisa da consultoria de inteligência de mercado Aegro Insights mostrou que o valor do fungicida mais comprado no estado recuou 8,7%, saindo de R$ 289,12 para R$ 264,02 por litro. Do total de 20 fungicidas analisados pela pesquisa, 18 ficaram mais baratos em 2026. O levantamento foi baseado em notas fiscais reais de insumos, de compras realizadas por produtores gaúchos entre 1° de maio e 10 de setembro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.
“Houve queda no preço nominal em reais na nota fiscal do produto. O fungicida ficou mais barato no Rio Grande do Sul porque o mercado está mais maduro, com mais moléculas disponíveis e mais marcas com produtos genéricos após a quebra de patentes, então a pressão do comportamento de mercado abaixou a régua de preços”, afirma o engenheiro agrônomo Mathias Bergamin, coordenador de inteligência de mercado na Aegro e responsável pela pesquisa.
Queda dos preços
A pesquisa analisou 20 fungicidas vendidos no Rio Grande do Sul. Destacou-se um fungicida lançado em 2021 que teve a maior retração entre os itens monitorados, de R$ 423,69 para R$ 345,00 por litro, um recuo de 18,6% neste ano. O triazol genérico recuou 17,8%, de R$ 90,00 para R$ 74,00 por litro. A combinação de estrobilurina com triazol caiu 15,5%, de R$ 87,75 para R$ 74,12 por litro. Outro fungicida analisado, que foi lançado em 2023, ficou 8,0% mais barato, cujo litro saiu de R$ 226,00 para R$ 208,00. Já o multissítio de mancozebe, usado em programas de rotação para preservar a eficácia de outras moléculas, teve a menor variação de preços do grupo pesquisado, com recuo de apenas 1,1%, de R$ 30,00 para R$ 29,67 por litro.
No entanto, preço mais baixo não deverá significar necessariamente uma redução no valor total investido em fungicida na temporada 2026/27. Segundo o levantamento do Aegro Insights, na média geral, o gasto por hectare com fungicida no Rio Grande do Sul subiu 2,4% entre as safras 2024/25 e 2025/26, mesmo com o litro do produto já custando mais barato no período. Na conta de custo operacional por hectare, o item fungicida foi de R$ 454 para R$ 465, alta de R$ 11.
De acordo com Bergamin, os produtores não devem abrir mão de tecnologia e preços mais acessíveis podem ser uma oportunidade para aperfeiçoar o manejo. “O ideal é pesquisar mais fornecedores e avaliar diferentes níveis de tecnologia, inserir novos fungicidas no manejo e analisar a efetividade do mix de produtos no pacote tecnológico. Lembramos sempre que o produtor mais rentável não economiza em sanidade da lavoura”, esclarece Bergamin. Para ajudar os produtores na busca por fornecedores, a Aegro mantém a ferramenta gratuita Compare Preços, que reúne cotações de insumos a partir de notas fiscais por região produtora.
O investimento em fungicidas deve ser especialmente estratégico na safra de soja 2026/27, já que a temporada será influenciada pelo fenômeno climático El Niño, que tende a elevar a umidade em toda a região Sul do Brasil. “O Rio Grande do Sul vai ter excesso de chuvas e mais calor na safra de soja 2026/27. A lavoura vai ficar mais suscetível à incidência de ferrugem e provavelmente o produtor vai ter que investir mais em fungicidas. Então, é importante monitorar os preços e entender como esse mercado oferece produtos comerciais com preços mais acessíveis”, orienta Bergamin.
Análise de mercado
Para Bergamin, a queda dos preços de fungicidas reflete o amadurecimento de moléculas mais antigas e não deve ser interpretada como tendência para os próximos anos. “Eu não trataria essa queda como tendência de médio prazo. O que barateou é a química mais madura, pós-patente, a mesma que vem perdendo sensibilidade no controle da ferrugem. O multissítio, que toda recomendação de rotação pede, caiu 1,1%, e a química lançada nesta década custa 30% mais que o fungicida mais usado do estado do Rio Grande do Sul”, afirma ele.
Custo-benefício para a soja gaúcha
A relação entre custo do fungicida e produtividade da soja gaúcha também mudou ao longo dos anos. Para analisar a mudança entre safras, englobando toda a série histórica do Aegro Insights, a pesquisa definiu como parâmetro de comparação uma dose baseada na aplicação de meio litro do fungicida mais comprado, somado a 1,5 kg de multissítio. No início da série histórica, em 2018, essa dose de referência custava R$ 179,58 por hectare no Rio Grande do Sul, o equivalente a 2,35 sacas de soja.
Na janela de maio a setembro de 2025, a mesma dose custava R$ 189,56 por hectare, mas equivalia a 1,50 saca de soja, com a oleaginosa cotada a R$ 126,08. Já em 2026, o custo caiu para R$ 176,52 por hectare e para 1,42 saca, com a saca de soja custando R$ 124,02. Ou seja, em oito anos, o valor em reais do tratamento pouco mudou, mas o equivalente em sacas caiu 40%.
Sobre a Aegro
A Aegro oferece o sistema de gestão para produtores rurais mais utilizado do Brasil. Líder do segmento, a Aegro simplifica a gestão de fazendas, unindo a operação do campo ao controle financeiro do escritório.
Além disso, a empresa opera um braço de inteligência de mercado que desenvolve pesquisas baseadas em dados anonimizados de milhares de hectares em todo o Brasil, em sua maioria destinados ao cultivo de grãos. Essa área de negócios é formada pelo Aegro Insights, que gera relatórios e painéis para os produtores rurais, incluindo o Compare Preços, ferramenta disponível gratuitamente.
A empresa segue investindo em tecnologia e inovação. Por meio de suas soluções, a Aegro ajuda produtores brasileiros a tomarem decisões baseadas em números reais para garantir a sustentabilidade de seus negócios.
Fonte: Assessoria de imprensa
Business10 horas agoPreço do milho cai, mas oferta restrita limita quedas
Featured10 horas agoJustiça decreta falência de grupo rural com dívida de R$ 60,5 milhões em Rondonópolis
Featured10 horas agoPlantio de soja 2026/27 avança no Brasil e chega a 0,4%, aponta consultoria
Featured11 horas agoForça-tarefa enfrenta 14 incêndios florestais e monitora infratores via satélite em MT
Sustentabilidade4 horas agoRisco de “Super El Niño” reacende alerta para a safra 2026/27 no Brasil – MAIS SOJA
Business9 horas agoIBGE publica agenda semanal com treinamento do Censo Agropecuário
Business10 horas agoColheita de algodão termina em MT com 100% da área, enquanto exportações avançam
Sustentabilidade13 horas agoCrédito rural encolhe 26% em um ano e acende alerta para safra, câmbio e preço dos alimentos – MAIS SOJA

















