Sustentabilidade
Case IH leva ecossistema completo de tecnologia e soluções para a Agrishow 2026 – MAIS SOJA

Foto de capa: Assessoria
A Case IH, marca da CNH, participa de mais uma edição da Agrishow apresentando um ecossistema integrado de produtos, soluções digitais e serviços. Para isso, são mais de 20 máquinas expostas, além de ativações imersivas no estande de mais de 8 mil m², o maior da feira.
“A Agrishow é a principal feira para nós na América Latina. É nela que reunimos e apresentamos o que há de mais tecnológico e vanguardista tanto para o agro de agora quanto para o futuro, em uma jornada de produtividade e sustentabilidade no campo”, diz Paulo Arabian, vice-presidente de Vendas da CNH para América Latina.
Com a proposta de guiar os visitantes para essa jornada em todas as etapas do ciclo produtivo, o estande terá em seu centro o espaço dedicado para Inovação e Tecnologia, com demonstrações de soluções digitais e serviços voltados para conectividade, gestão de dados e de frota, manutenção preventiva e treinamentos.
Em sua volta, será possível seguir conhecendo as máquinas da Case IH que estarão divididas em soluções de plantio, com tratores e plantadeiras; soluções em pulverização, com pulverizadores autopropelidos, drone de aplicação e tecnologias; colheita de grãos, com colheitadeiras e plataformas; além da colheita de cana, com um espaço dedicado para as máquinas movidas a etanol, que apresentará novidades sobre o projeto.
“Tudo foi pensado para mostrar, de forma prática, como estamos ao lado dos produtores rurais com soluções que geram resultados reais no campo”, complementa Arabian.
Entre os destaques da Case IH na Agrishow 2026 estão:
Austoft 9000 Model Year 2026
Pioneira no desenvolvimento de colhedoras de cana-de-açúcar, a Case IH apresenta a nova Austoft 9000 Model Year 2026. Disponível em três modelos, com motor Cursor 11 de 420cv, conectividade embarcada de fábrica e Controle Inteligente de Alimentação, a colhedora ganhou atualizações importantes para oferecer mais performance e confiabilidade operacional.
Entre as evoluções estão:
- Nova arquitetura hidráulica dos rolos transportadores: com remoção dos motores dos rolos tombadores e alimentadores do circuito fechado do picador. Com isso, os rolos alimentadores estão mais rápidos, garantindo maior performance, simplicidade operacional e uma maior variação de comprimento de rebolo, o que deixa a máquina preparada de fábrica para a colheita de muda.
- Válvula do elevador: para aprimorar a confiabilidade das colhedoras, foi incorporada uma válvula antichoque ao circuito hidráulico de giro do elevador, atuando na absorção de picos de pressão gerados durante a operação.
- Sistema elétrico renovado: novo alternador Heavy Duty, que apresenta construção brushless, reforçada e totalmente vedada, além da nova bateria sem manutenção que garante maior capacidade de ciclos e durabilidade e a adição de melhorias das proteções, conexões elétricas e sensores, garantindo durabilidade e desempenho elétrico.
- Sistema de ar-condicionado: recebeu melhorias como tubos metálicos e revisão dos torques das conexões das mangueiras e dos pressostatos do sistema.
- Telemetria e Software: também ganharam melhorias com conectividade vitalícia para envio e recebimento de informações via Case IH FieldOps e acesso ao Manual do Operador de forma on-line, com link direto no display da máquina.
Axial-Flow série 160 Automation
A Case IH oferece uma família completa de colheitadeiras, das classes 5 a 10, com tecnologia e automação. A série 160, que compõe das classes 5 a 7 da marca, foi lançada em 2024, tendo sido eleita Machine Of the Year na ocasião, e recebe agora atualizações significativas em termos de servicibilidade, tecnologia e automação real.
O sistema industrial dessa linha já usa recursos de machine learning e inteligência artificial, para se autorregular, por meio de sensores, podendo realizar até 1.800 intervenções diárias na máquina durante a operação de colheita e assumindo até 90% das operações sem a necessidade de intervenções humanas.
A Axial-Flow série 160 Automation ganha agora também outros recursos autônomos embarcados, como a manobra de cabeceira automática e o compartilhamento de mapa entre as máquinas. Além de duplo monitor de última geração e o portal FieldOps que permite o monitoramento remoto da performance da máquina.
Saiba mais sobre as novas tecnologias:
- AccuTurn: função de manobra de cabeceira automática, que permite ao operador programar como prefere que a máquina execute a manobra, definindo parâmetros como direção e velocidade da curva, gatilho de giro automático e raio mínimo de giro – tudo sem intervenção manual. Esse sistema opera juntamente com o compartilhamento de dados entre as máquinas, evitando que a máquina manobre para uma área onde uma outra máquina está transitando ou já foi colhida.
- Accusync: permite o compartilhamento de dados e informações entre diversas máquinas em operação em tempo real, como dados de colheita, linhas A-B, bordaduras dos campos e mapas de cobertura.
- RowGuidance: exclusiva para a colheita de milho, o piloto automático permite a orientação da máquina entre as linhas de forma mais eficaz, evitando o amassamento o amassamento da cultura. Usando sensores instalados nas linhas, o sistema de direcionamento da máquina corrige qualquer desalinhamento da colheita em tempo real.
- Monitores Pro 1200: possuem capacidade de processamento superior e torna a operação ainda mais fácil e precisa. Como trabalham com o sistema Android, o mesmo usado em celulares, tornam a operação mais amigável, rápida e intuitiva. É possível configurar o sistema conforme a necessidade da operação, contando também com a troca facilitada de dados e diagnóstico e visualização remota. Isso abre possibilidade para decisões mais rápidas e eficientes.
Plataforma de grãos Draper FD2
A Case IH passa a produzir no Brasil as plataformas Draper FD2 da MacDon, permitindo a marca oferecer a mais completa gama de plataformas de corte do mercado, com modelos de 25, 50 e 61 pés. Para o projeto, foi investido mais de U$20 milhões em melhorias na linha de produção da fábrica em Curitiba (PR) e qualificação de mão de obra.
Com a nacionalização da produção, há maior disponibilidade mecânica e de performance do implemento, além de acesso facilitado à assistência técnica e peças de reposição, contando com a toda a rede de concessionários Case IH espalhados por todo o país.
Indicadas para as principais culturas de grãos, para colheitadeiras classes 5 a 11, as novas Plataformas Draper FD2 Case IH oferecem tecnologia de ponta com facilidade operacional. Elas possuem chassis articulado, ângulo de ataque ajustável e velocidade de esteira regulável. Em comparação com o antigo modelo da MacDon, a nova plataforma FD2 possui uma área de corte 25% maior, além de caixa de transmissão de alta velocidade e 43 cm de flutuação nas extremidades.
Plataformas de Milho
Na colheita de milho, a novidade fica por conta da nova linha de plataformas, em parceria com a MethalC. Preparadas para atender diferentes perfis de produtores, em diversas regiões e necessidades de colheita, a nova linha amplia a cobertura de portfólio da Case IH com robustez e durabilidade.
Serão três modelos oferecidos, com opções de 4 a 30 linhas e espaçamento de 45cm a 90cm, que oferecem proteção do acionamento lateral em alumínio com lubrificação contínua, piso em aço inox e abertura em 180º para facilitar o acesso às linhas laterais.
Saiba mais sobre os modelos oferecidos:
- BM+: com opções de 4 a 15 linhas, é considerada família de entrada da linha. Traz uma configuração técnica orientada à robustez e simplicidade com caixa de transmissão manual em ferro fundido, corpo da unidade de linha em aço, sem-fim único, cardan reforçado, chassi mais leve, piso em chapa de inox, deck do despigador com ajuste manual e sensor de altura opcional.
- Premium: com opções de 5 a 27 linhas, é para quem busca mais tecnologia embarcada e recursos operacionais. Possui o ajuste hidráulico do deck despigador feito de dentro da cabine e chapa defletora lateral, que contribui para reduzir perdas.
- Evolution: partindo de 23 linhas x 45 cm e 21 linhas x 50cm até 30 linhas , é voltada para operações que exigem maior escala, com robustez estrutural e máxima produtividade operacional. Possui acionamento central e híbrido, caixa e corpo de linha em alumínio, sem-fim triplo e chassi reforçado com aplicação em aço de alta resistência.
A 31ª edição da Agrishow será realizada entre os dias 27 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto. O estande da Case IH fica na rua B, estande A14a.
A Case IH é líder global em equipamentos e soluções agrícolas, com mais de 180 anos de história e o compromisso de oferecer inovações com propósito, que tornam todas as operações mais produtivas, eficientes e rentáveis. Presente em mais de 170 países, a Case IH apoia produtores profissionais por meio de uma rede dedicada de concessionários e distribuidores experientes.
A Case IH oferece equipamentos avançados, tecnologia de precisão integrada e suporte confiável — todos desenvolvidos para ajudar os clientes a maximizar produtividade e desempenho. No Brasil, a Case IH disponibiliza um portfólio completo para otimizar as operações, incluindo colheitadeiras de grãos, colhedoras de cana, além de tratores com uma ampla faixa de potências, pulverizadores autopropelidos e plantadeiras.
A Case IH é uma marca da CNH Industrial N.V. (NYSE: CNH). Saiba mais em www.caseih.com.
Fonte: Assessoria de imprensa CASE IH
Sustentabilidade
Preços da soja sobem aqui e em Chicago e comercialização melhora em julho – MAIS SOJA

Julho foi positivo para o mercado brasileiro de soja. Os preços subiram nas principais praças do Brasil, acompanhando o comportamento dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, e o ritmo dos negócios melhorou, apesar do câmbio desfavorável. Os prêmios seguiram firmes e ajudaram a consolidar o bom momento para os negócios.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 129,00 para R$ 140,00 durante o mês. Em Cascavel (PR), o preço saltou de R$ 124,00 para R$ 134,00. Em Rondonópolis (MT) a cotação avançou de R$ 115,00 para R$ 127,00. No Porto de Paranaguá, a saca aumentou de R$ 135,00 para R$ 145,00.
Em Chicago, os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, apresentaram alta mensal de 4,26%, sendo negociados na manhã do dia 31 a US$ 11,92 por bushel. No melhor momento de julho, a cotação superou a casa de US$ 12,50, se colocando nos melhores patamares em mais de dois anos.
Três fatores contribuíram para os ganhos em Chicago. O petróleo voltou a subir com a tensão no Oriente Médio escalonando. A demanda chinesa pelo produto americano se aqueceu e, completando o cenário positivo, boletins apontando clima seco e altas temperaturas sobre o cinturão produtor americano garantiram picos característicos desse mercado de clima. Agosto promete muita volatilidade, já que é o período crítico para a formação do potencial produtivo da safra americana.
Plantio
A intenção de plantio da nova safra brasileira de soja aponta diversos desafios para 2027, mas ainda mantém uma perspectiva de aumento da produção, desde que não ocorram problemas climáticos relevantes. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira.
Por um lado, há potencial para novos avanços de área, principalmente nos estados do Centro-Oeste. “É o caso de Mato Grosso, que mantém uma expectativa de expansão de aproximadamente 1,5% na área cultivada”, pontua o consultor.
Segundo ele, mesmo com margens mais apertadas, as elevadas produtividades registradas nas últimas safras melhoraram a relação entre custos e receitas, permitindo que a atividade permaneça economicamente viável, ainda que com rentabilidade mais limitada. “Goiás segue uma dinâmica semelhante, embora a situação dos produtores seja mais fragilizada”, exemplifica.
Por outro lado, o clima é um dos principais fatores de preocupação para a temporada. A expectativa de um evento de El Niño mais intenso levanta riscos importantes para a safra brasileira, especialmente por sua maior influência estar prevista para meses decisivos ao desenvolvimento da cultura e à definição do potencial produtivo. “Caso esse cenário se confirme, poderá haver impacto negativo sobre os níveis de produtividade”, ressalta Silveira.
Ainda assim, Safras & Mercado não trabalha com quebras de safra antecipadamente, adotando essa premissa apenas quando há evidências concretas de perdas no campo. “No entanto, nossa expectativa é de produtividades potenciais inferiores às observadas na última temporada para a maioria das regiões”, afirma. Além do risco climático, os custos de produção seguem elevados, principalmente em função da alta dos fertilizantes ao longo do primeiro semestre. “Esse cenário pode levar parte dos produtores a reduzir o nível de investimento em tecnologia e manejo, fator que tende a limitar o potencial produtivo da safra 2026/27”, explica.
Assim Safras & Mercado projeta um avanço de aproximadamente 1,2% na área plantada, impulsionado principalmente pelos estados do Centro-Oeste, devendo chegar a 49,107 milhões de hectares. A região Sudeste também deve registrar expansão de área, contribuindo para uma expectativa de produção de 180,089 milhões de toneladas, ligeiramente acima dos 178,3 milhões de toneladas estimados para a safra 2025/26.
A produtividade média projetada é de 3.686 quilos por hectare, equivalente a 61,43 sacas por hectare, praticamente estável em relação à safra anterior, que registrou 3.692 quilos por hectare, ou 61,54 sacas por hectare.
Estados Unidos
A área plantada com soja nos Estados Unidos em 2026 deverá totalizar 85,4 milhões de acres, conforme o relatório de área plantada Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se confirmada, a área ficará 5% acima do total cultivado no ano passado, de 81,215 milhões de acres.
O número ficou dentro da expectativa do mercado, que era de 85,4 milhões de acres. O número veio acima da área indicada no relatório de intenção de plantio, divulgado em março, que era de 84,7 milhões de acres. Na comparação com o ano passado, a área aumentou ou ficou inalterada em 23 dos 29 estados produtores.
Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua e Rodrigo Ramos / Agência Safras
Sustentabilidade
Ceema: cotações da soja, em Chicago, recuaram bastante nesta última semana de julho. – MAIS SOJA

As cotações da soja, em Chicago, recuaram bastante nesta última semana de julho.
Após o primeiro mês cotado ter atingido a US$ 12,48/bushel no dia 24/07, o mercado iniciou um recuo importante, atingindo a US$ 11,77 no fechamento da quinta-feira (30), contra US$ 12,37 uma semana antes. Por sua vez, o farelo de soja despencou 5,3% nos últimos seis dias úteis, até o dia 30/07, ao fechar neste dia em US$ 314,10/tonelada curta, a mais baixa cotação em Chicago desde o dia 02/07. Já o óleo de soja perdeu 9,6% nos últimos cinco dias até o dia 30/07, fechando este dia em 68,35 centavos de dólar por libra-peso, sendo esta a mais baixa cotação desde o dia 06/07.
O motivo principal foi o retorno das chuvas nas regiões produtoras de soja dos EUA, arrefecendo a especulação iniciada em princípios de julho. Além disso, uma nova tentativa de acordo de paz entre EUA e Irã esfriou os preços do petróleo, puxando o óleo de soja e influenciando a cotação do grão. Também, neste final de mês, houve forte realização de lucros por parte dos Fundos na Bolsa, ajudando a derrubar as cotações. Assim, se o clima nos EUA continuar no caminho positivo, a pressão baixista sobre os preços da soja tende a continuar. Caso contrário, haverá novas altas. Ou seja, o mercado continua sob forte influência do clima naquele país e, portanto, muito volátil.
Por enquanto, no dia 26/07, apenas 9% das lavouras estadunidenses de soja se apresentavam entre ruins a muito ruins, outras 28% estavam regulares e 63% entre boas a muito boas.
E no Brasil, os preços recuaram um pouco diante deste movimento baixista de Chicago, porém, o câmbio, que se manteve ao redor de R$ 5,10 por dólar, segurou o recuo, assim como os prêmios ao redor de US$ 1,50/bushel nos portos brasileiros.
Desta forma, nos portos o produto se manteve ao redor de R$ 140,00 a R$ 150,00/saco, enquanto nas principais praças nacionais, no balcão, os valores oscilaram entre R$ 119,00 e R$ 127,50/saco. No Rio Grande do Sul, a média esteve em R$ 127,60.
Vale destacar que, diante das preocupações e primeiras evidências do fenômeno El Niño, aumenta a inquietude quanto ao impacto disso sobre a produção de soja global.
Com isso, parte dos compradores estão antecipando suas aquisições visando diminuir riscos, o que ajuda os preços a subirem.
Enfim, novas estimativas dão conta de que o Brasil deverá exportar 115,4 mihões de toneladas de soja em 2026, o que seria 6,7% acima do exportado no ano passado. Já o esmagamento local da oleaginosa atingiria o recorde de 63,3 milhões de toneladas, com aumento de 7,8% sobre o ano de 2025. Com isso, a estimativa de estoques finais para o atual ano comercial foi reduzida, ficando em 6,58 milhões de toneladas. Mesmo assim, o maior volume desde 2019. Já a produção de farelo de soja, pelo Brasil, chegará a 48,7 milhões de toneladas enquanto a de óleo atingirá 12,75 milhões, ambos recordes igualmente. A exportação de farelo pode chegar a 24,9 milhões de toneladas e o consumo interno do subproduto em 21,4 milhões. No óleo de soja, a exportação poderá chegar a 1,7 milhão de toneladas. A receita com a exportação do complexo soja atingiria US$ 60,6 bilhões, contra US$ 52,9 bilhões no ano anterior. A soja em grão participa com US$ 49 bilhões do total esperado, contra US$ 43,5 bilhões em 2025 (cf. Abiove)

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).
Autor:Prof. Dr. Argemiro Luís Brum
Site: CEEMA
Sustentabilidade
Ceema: compradores estão priorizando o consumo dos estoques de milho ao invés de realizarem novas compras – MAIS SOJA

A cotação do milho, em Chicago, para o primeiro mês cotado, após atingir a US$ 4,64/bushel no final da semana anterior, fechou a quinta-feira (30) em US$ 4,45.
Por sua vez, as condições das lavouras estadunidenses de milho pioraram um pouco, sendo que no dia 26/07 haviam 12% das mesmas em situação entre ruim a muito ruim. Outras 25% estavam regulares e 63% entre boas a muito boas. E no Brasil, os preços permanecem firmes, porém, sem grandes modificações. A média gaúcha fechou a semana em R$ 58,94/saco, enquanto nas demais praças nacionais os preços oscilaram entre R$ 44,00 e R$ 62,50/saco no balcão.
Dito isso, a colheita do cereal no Mato Grosso, safra 2025/26, atingiu a 91% no dia 24/07. A média é de 92,7% para esta data (cf. Imea). Já no Centro-Sul brasileiro a colheita da sarinha atingia a 60% no dia 23/07 (cf. AgRural), enquanto a colheita da safrinha em todo o Brasil atingia 58,3% da área também até o dia 24/07. Os estados mais adiantados com a colheita eram Tocantins (93%), Maranhão (90%), Mato Grosso (87,9%), Piauí (72%), Goiás (35%), Minas Gerais (27%), Paraná (29%), Mato Grosso do Sul (20%) e São Paulo (10%) (cf. Conab).
De forma geral, os compradores estão priorizando o consumo dos estoques ao invés de realizarem novas compras, pois acreditam que os preços possam voltar a recuar assim que a colheita da safrinha se aproximar do final já que os produtores têm limitações de estocagem e necessidade de caixa (cf. Cepea). De fato, a expectativa era de que o aumento da oferta já tivesse provocado uma queda nos preços do milho, mas por enquanto isso ainda não ocorreu.
Por outro lado, as exportações brasileiras de milho, nos primeiros 18 dias úteis de julho, atingiram a 1,35 milhão de toneladas, com recuo de 29,2% abaixo da média diária de todo o mês de julho do ano passado.
E são as exportações que assumem, agora, um papel importante para a definição dos preços. No momento sabe que havia demanda externa para embarcar um pouco mais de 3 milhões de toneladas, porém, não havia esse milho colhido. Espera-se que em agosto essas vendas se realizem. Aliás, agosto já inicia com cerca de 2,5 milhões de toneladas nomeadas para exportação. E já há indicativos de que as exportações começam a disputar milho com o mercado interno brasileiro. Vale destacar que a Espanha surge, neste ano, como um grande comprador do milho nacional. Além disso, no mercado interno a demanda das usinas de etanol tende a fazer a diferença.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).
Autor:Prof. Dr. Argemiro Luís Brum
Site: CEEMA
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