Sustentabilidade
Casa John Deere chega a Ribeirão Preto – MAIS SOJA

A John Deere apresenta ao público da Agrishow 2026 mais de 20 lançamentos e um portfólio com mais de 25 equipamentos, tecnologias e soluções, consolidando um dos maiores ciclos de inovação da companhia no Brasil. As novidades contemplam diferentes perfis de produtores e etapas da operação, com foco em produtividade, eficiência operacional e conectividade.
Os principais destaques da Casa John Deere em Ribeirão Preto são as novas colhedoras de cana-de-açúcar CH7 e CH9; as plantadeiras PL1200 e DB transportável; os pulverizadores e distribuidores de nutrientes sólidos da série 400R; e a colheitadeira S4, preparada para trabalhar em terrenos acidentados e áreas com espaço de manobra reduzido; além de soluções para propriedades de menor porte, como a família de tratores 5M, o trator 3041E e o pulverizador 1025E.
“Mais do que ampliar o portfólio, esses lançamentos mostram como o agro brasileiro está avançando em direção a operações cada vez mais conectadas, eficientes e orientadas por dados. Nosso foco é democratizar a tecnologia e entregar soluções que se integrem à realidade de todos os tipos de produtor. Precisamos apoiar as tomadas de decisão ao longo de toda a jornada no campo”, explica Rodrigo Bonato, vice-presidente de Vendas e Marketing da John Deere para a América Latina.
Plantio: eficiência e precisão
A principal novidade é a plantadeira DB Transportável, que reduz em mais de 90% o tempo de preparação para deslocamentos entre fazendas, ampliando a eficiência logística durante a janela de plantio. Ou seja, um processo que antes levava dois dias agora pode ser concluído em duas horas. Com sistema de fechamento que atinge 3,2 metros de largura, o equipamento aumenta a agilidade logística e preserva a janela ideal de plantio.
Já a linha 1200 FT amplia o acesso ao plantio de alta performance em pequenas e médias propriedades, com versões de 12 a 17 linhas e foco na adaptação a diferentes condições de
terreno.
No setor sucroenergético, a John Deere introduz uma nova solução que usa visão computacional para ajudar o cliente a monitorar cada linha plantada. A novidade documenta a taxa de cana distribuída e as falhas em tempo real, permitindo correções imediatas durante a operação. Trata-se do ExactStandTM, sistema instalado em plantadeira de cana-de-açúcar, com lançamento comercial previsto para 2027.
Pulverização: mais precisão e economia de insumos
A evolução do portfólio de pulverização começa com a série 400R, fabricada em Catalão (GO). Os modelos 430R, 440R e 400R ND trazem uma nova arquitetura eletrônica, motores
de 285 a 300 hp, barras de até 40 metros e melhorias que reduzem o tempo de abastecimento e ajustes operacionais.
Entre os diferenciais estão:
- Redução de até 10% no tempo de abastecimento;
- Até 50% menos tempo em ajustes e configurações;
- Sistema CommandDriveTM, que pode gerar até 7% de economia de combustível;
- Conectividade ampliada via satélite (JDLinkTM Boost).
O principal destaque é o sistema de pulverização inteligente da John Deere, o See & SprayTM, que pulveriza apenas onde há plantas daninhas. A tecnologia pode gerar:
- Economia média de 50% em defensivos;
- Potencial de até 93% de redução no uso de insumos;
- Maior precisão nas aplicações, com ganhos em sustentabilidade.
O portfólio inclui ainda o distribuidor de nutrientes 400R DN, o pulverizador 230M com nova barra de 30 metros e soluções voltadas a pequenas propriedades e hortifrúti.
Colheita: automação e ganho de produtividade
Na colheita de grãos, a John Deere apresenta uma solução para auxiliar os produtores a ampliar a eficiência operacional. A nova plataforma de milho CR os ajuda a acompanhar o crescimento do etanol de milho no Brasil, com ajustes automáticos em tempo real. A solução reforça o papel da cultura como vetor estratégico para a produção de biocombustíveis no país.
Outro lançamento é a colheitadeira S4, nova referência de qualidade dos grãos colhidos na categoria. O equipamento combina versatilidade e facilidade de operação, destacando-se pelo melhor desempenho em terrenos acidentados e áreas com menor espaço de manobra.
A solução também conta com a tecnologia Machine Sync, que garante sincronismo de velocidade e direção entre a colheitadeira e o trator de transbordo. As soluções se somam ao portfólio de colheitadeiras inteligentes da marca, com tecnologias de automação que podem proporcionar:
- Até 20% mais produtividade;
- Grãos com qualidade 10% maior;
- Redução de 10% em perdas na colheita.
- Cana-de-açúcar: nova geração com foco em eficiência e custo operacional
As colhedoras CH7 e CH9 representam um dos principais avanços da companhia para o setor sucroenergético, com melhorias que impactam diretamente a produtividade, qualidade da colheita e custo operacional.
Entre os principais destaques está o novo sistema de limpeza, projetado para operar com menores rotações do extrator primário e reduzir a presença de impurezas vegetais na cana colhida. Testes em condições representativas apontam:
- Até 20% menos impurezas vegetais, sem aumento de perdas;
- Maior ATR (Açúcares Totais Recuperáveis), indicador que mede o potencial de produção de açúcar e etanol da matéria-prima;
- Mais valor entregue à usina e ganhos logísticos.
A eficiência energética também é um dos pilares da geração. As melhorias no sistema hidráulico, no conjunto de tração e no próprio sistema de limpeza permitem uma redução de até 10% no consumo de combustível por tonelada colhida no modelo CH7, impactando diretamente o custo operacional. Outro diferencial está nos recursos de ajuste remoto, que permitem envio de parâmetros diretamente à máquina via John Deere Operations CenterTM, plataforma digital de gestão agrícola da companhia que centraliza dados da operação, máquinas e lavouras, permitindo monitoramento, planejamento e tomada de decisão à distância. Isso favorece:
- Padronização de configurações entre diferentes frentes de colheita;
- Melhor performance operacional;
- Respostas mais rápidas às mudanças de condição do canavial.
Robustez e versatilidade
A linha de tratores 5M, produzida no Brasil e adaptada às condições da agricultura nacional, chega com modelos entre 85 e 120 cv, combinando robustez, conectividade e foco em custo operacional.
Já a fim de ampliar as opções para propriedades que demandam versatilidade, baixo custo operacional e dimensões mais compactas, a John Deere apresenta o trator 3041E. Com foco na pecuária, a série de forrageiras F8 traz avanços em qualidade de silagem e eficiência na alimentação do rebanho.
Construção
Na Casa John Deere em Ribeirão Preto, os equipamentos de Construção são apresentados com foco em produtividade, eficiência e menor custo operacional. A retroescavadeira 310 P se destaca pela economia de combustível e redução de custos de manutenção. Com um motor de 4,5 litros que opera com menor rotação e maior eficiência, a solução permite o monitoramento em tempo real do consumo e do desempenho, antecipando falhas e otimizando a operação.
A motoniveladora 672 P combina alta potência, com até 250 hp, e precisão no nivelamento. É indicada também para o setor sucroenergético, onde atua na manutenção de carreadores, preparo de áreas e suporte à logística da colheita de cana, com recursos que automatizam o controle da lâmina, mantêm a inclinação desejada e reduzem o esforço do operador.
A escavadeira 130 P entrega ciclos mais rápidos e maior eficiência energética, com até 10% de economia de combustível. O equipamento conta com maior durabilidade dos componentes, o que reduz paradas para manutenção e aumenta a disponibilidade, enquanto a conectividade permite acompanhamento remoto e tomada de decisão mais ágil.
Já a pá-carregadeira 444 G alia versatilidade e alto desempenho. Com caçamba de até 1,9 m3 e alta capacidade de desagregação, é uma solução que entrega mais força para penetrar e soltar materiais compactados com facilidade. Isso resulta em ciclos mais rápidos
e maior produtividade, além de consumo até 18% mais eficiente e adaptação a diferentes implementos. Todos os equipamentos também são integrados ao John Deere Operations CenterTM.
Agricultura de precisão e conectividade
A John Deere amplia o acesso à tecnologia com o portfólio de Pacotes de Atualização, os Precision UpgradesTM, que permite modernizar máquinas em operação com soluções de conectividade, automação e agricultura de precisão. As soluções aumentam a eficiência, reduzem custos e ampliam a conectividade, permitindo que produtores adotem tecnologias avançadas em diferentes tipos de operação. São destaques na feira:
- Pacote Essencial para Culturas Especiais: desenvolvido para culturas de alto valor, o conjunto contempla receptor, monitor e modem – que pode ser transferido entre diferentes máquinas na frota. O modelo funciona por meio de uma licença anual recorrente, reduzindo o investimento inicial e facilitando o acesso à agricultura de precisão em propriedades de diferentes perfis. A solução opera em conjunto com um sistema que ajusta automaticamente as doses de insumos em tempo real e aciona seções conforme a necessidade, evitando sobreposições, otimizando o uso de produtos e ampliando a astreabilidade das operações.
- Pacote Essencial com piloto automático ATU 300: oferece mais precisão na condução, melhora a qualidade das atividades e reduz o cansaço do operador. Também contribui para reduzir a compactação do solo e aumentar a eficiência ao longo da safra.
- 2100 MaxEmergeTM 5e: pacote de atualização voltado ao plantio, integrado ao sistema de Pressão Pneumática Ativa nas Linhas (APDF, em inglês). A solução garante precisão na deposição de sementes e consistência na profundidade de semeadura, com alto desempenho em velocidades de até 10 km/h. O desligamento linha a linha pode gerar até 7% de economia de sementes, enquanto o desligamento de até oito seções proporciona até 6% de economia de fertilizantes.
- JDLinkTM Boost: solução de conectividade via satélite que amplia o acesso a dados em tempo real, monitoramento remoto das operações e suporte à tomada de decisão mesmo em regiões com pouca cobertura celular.
- See & SprayTM Select: sistema de pulverização inteligente da John Deere que aplica herbicida apenas onde há a necessidade. Amplia a gama de equipamentos compatíveis e passa a estar disponível para mais opções de barras.
Banco John Deere
Durante a Agrishow, as soluções da John Deere podem ser acessadas com condições especiais por meio do Banco John Deere, que oferece linhas de financiamento voltadas à aquisição de equipamentos, adoção de tecnologias e serviços.
Na área agrícola, os destaques incluem linhas do Plano Safra 25/26, com opções como Pronaf, Moderfrota e financiamento em dólar, atendendo diferentes perfis de produtores e necessidades operacionais.
Para o segmento de construção, há condições específicas como taxa zero em até 12 vezes e linhas via BNDES Mais Inovação, além de opções em moeda estrangeira. As ofertas também contemplam soluções de Pós-Vendas e modernização tecnológica, com condições facilitadas para peças, serviços e Pacotes de Atualização, ampliando o acesso às tecnologias mais avançadas da companhia.
Consórcio Nacional John Deere
Em parceria com a Randon Consórcios, o Consórcio Nacional John Deere é uma opção econômica, segura e flexível para a compra de máquinas e equipamentos da marca. A modalidade permite parcelar 100% do valor do bem, escolher o crédito desejado e, após a contemplação, definir qual equipamento adquirir, com pagamento à vista por meio da carta de crédito.
Os planos atendem toda a linha John Deere e oferecem liberdade na escolha de parcelas e prazos. Mais informações e simulações estão disponíveis, clicando aqui.
Sobre a John Deere
Não importa se você nunca dirigiu um trator, cortou a grama ou operou uma escavadeira. Com o papel de ajudar a produzir alimentos, fibras, energia e infraestrutura, a John Deere trabalha para cada pessoa no planeta. Tudo começou há quase 200 anos, com um arado de aço autolimpante. Hoje, a John Deere impulsiona a inovação nos setores de agricultura, construção, florestal, jardinagem, sistemas de energia e muito mais. Para mais informações
sobre a Deere & Company, acesse clicando aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Produção de grãos deve atingir 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26 – MAIS SOJA

As agricultoras e os agricultores brasileiros deverão colher 358,6 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26. A nova estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta para novo recorde de produção, podendo registrar uma alta de 1,8% em relação ao resultado obtido no ciclo anterior, ou seja, um acréscimo de 6,4 milhões de toneladas a serem colhidas neste ciclo. Os dados estão no 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta quinta-feira (11) pela Companhia. Ainda de acordo com o documento, esse resultado é justificado pelo aumento na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, aliado às condições climáticas favoráveis, que deve refletir em uma boa produtividade média nacional prevista em 4.295 quilos por hectare.
Dentre as culturas cultivadas, a soja se destaca por apresentar incremento de 8,8 milhões de toneladas em relação ao volume obtido na safra anterior. Com a colheita praticamente finalizada, a produção no ciclo 2025/26 está estimada em 180,3 milhões de toneladas. Ainda de acordo com o Boletim da Conab, o resultado reflete o crescimento da área destinada para a oleaginosa, aliado ao bom pacote tecnológico e condições climáticas favoráveis, nesta safra.
Principal cultura cultivada na 2ª safra, o milho tem uma estimativa de produção total de 140,5 milhões de toneladas (somadas as três safras). A colheita do produto semeado na primeira safra já atinge 87,7% da área e deve atingir 29,3 milhões de toneladas, aumento de 17,7% em relação ao mesmo período da temporada 2024/25. Além da maior área destinada ao grão no atual ciclo, a produtividade também apresenta incremento de 7,6%, estimada em 7.110 quilos por hectare, estabelecendo um novo recorde na série histórica da Companhia na primeira safra do grão. A segunda safra do cereal se encontra em fase inicial de colheita com expectativa de atingir produção de 107,9 milhões de toneladas. Já para a terceira safra do cereal, o plantio está próximo do encerramento e a Companhia espera uma colheita de 3,3 milhões de toneladas.
Outro produto importante na segunda safra é o algodão. A produção da pluma está estimada em cerca de 4 milhões de toneladas, uma redução de 2,5% em relação à safra de 2024/25 influenciada pela menor área semeada. No caso do sorgo, que registra a quinta maior produção entre os grãos analisados pela Companhia, a colheita está estimada em 7,62 milhões de toneladas, incremento de 1,5 milhão de toneladas quando comparado com o volume obtido na safra passada, que representa uma alta de 24,9%.
Importante produto para o mercado interno, o arroz registra colheita praticamente finalizada com estimativa de produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,2% abaixo do volume produzido na safra passada. A queda é reflexo de uma menor área destinada para a cultura diante das condições mercadológicas do cereal. Para o feijão, a Conab espera uma colheita total, somadas as três safras do grão, próxima a 3 milhões de toneladas. O volume para o atual ciclo representa uma ligeira queda de 0,5% em relação ao resultado obtido na temporada passada. Mesmo com a expectativa de menor produção para os dois alimentos, a atual estimativa garante o abastecimento no mercado interno.
Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo. A semeadura do cereal avança em todas as regiões produtoras do país e atinge 45,3% da área prevista. Para o atual ciclo, a Companhia prevê uma menor área destinada ao cereal, o que deve refletir em uma queda na produção, prevista em torno de 6,3 milhões de toneladas
Mercado – A produção recorde de soja possibilita um ligeiro aumento nas exportações, sendo estimadas em 116,1 milhões de toneladas, além de um maior volume da oleaginosa destinado ao processamento, projetado em 61,58 milhões de toneladas. Com isso, o estoque de passagem da soja em grãos deve se estabelecer em torno de 9,2 milhões de toneladas. A Conab também realizou ajustes nas projeções do quadro de suprimentos para o milho, diante do ajuste na projeção para a produção total na atual safra, com os estoques de passagem do grão podendo chegar a 13,25 milhões de toneladas no final de janeiro de 2027. O estoque final esperado para o feijão no final de dezembro também foi atualizado para 288,5 mil toneladas da leguminosa.
Outras informações sobre o cultivo e as condições de mercado sobre as principais culturas cultivadas no país podem ser encontradas no 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Em maio, IBGE prevê safra de 350,4 milhões de toneladas para 2026 – MAIS SOJA

A estimativa de maio de 2026 para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas é de 350,4 milhões de toneladas, 1,2% maior (ou mais 4,3 milhões de toneladas) que a obtida em 2025 (346,1 milhões de toneladas), com crescimento de 0,5% (ou mais 1,7 milhão de toneladas) à estimativa de abril de 2026.
- Estimativa de Maio/2026 – 350,4 milhões de toneladas
- Variação Maio 2026/Abril 2026 – (0,5%) +1,7 milhão de toneladas
- Variação safra 2026/safra 2025 – (1,2%) 4,3 milhões de toneladas
A área a ser colhida foi de 83,2 milhões de hectares, com aumento de 2,0% (ou 1,6 milhão de hectares) frente a 2025. Frente à estimativa de abril, a área a ser colhida foi de -0,1% (queda de 110 463 hectares).
O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,8% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida. Para a soja, a estimativa de produção foi de 174,6 milhões de toneladas.
Quanto ao milho, a estimativa foi de 139,4 milhões de toneladas (29,8 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 109,6 milhões de toneladas de milho na 2ª safra).
A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,2 milhões de toneladas. Para o trigo, a estimativa de produção foi de 7,2 milhões de toneladas. A produção do algodão herbáceo (em caroço) foi estimada em 9,1 milhões de toneladas; e a do sorgo em 5,6 milhões de toneladas.
No que se refere à produção, frente a 2025, ocorrem acréscimos de 5,1% para a soja e de 3,9% para o sorgo. E ocorrem decréscimos de 8,1% para o algodão herbáceo (em caroço); de 11,4% para o arroz em casca; de 1,7% para o milho (crescimento de 15,8% para o milho 1ª safra e declínio de 5,5% para o milho 2ª safra); de 5,8% para o feijão e de 7,8% para o trigo.
Quanto à área a ser colhida, em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 1,1% na da soja; de 3,3% na do milho (aumentos de 10,7% no milho 1ª safra e de 1,5% no milho 2ª safra) e de 9,3% na do sorgo. Houve reduções de 5,0% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 11,6% na do arroz em casca; e de 4,4% na do feijão.
Centro-Oeste lidera a produção em maio de 2026, com 175,9 milhões de toneladas
Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 175,9 milhões de toneladas (50,2%); Sul, 92,4 milhões de toneladas (26,4%); Sudeste, 30,8 milhões de toneladas (8,8%), Nordeste, 29,8 milhões de toneladas (8,5%) e Norte, 21,5 milhões de toneladas (6,1%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para a Região Sul (7,1%) e a Nordeste (7,5%), e negativas para a Centro-Oeste (-1,5%), a Sudeste (-0,9%) e a Norte (-3,8%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção a Região Sul (0,3%), Sudeste (0,6%) e a Centro-Oeste (0,8%). E apresentaram declínio Nordeste (-0,3%) e Norte (-0,2%).
Frente a abril, houve aumentos nas estimativas da produção do sorgo (2,9% ou 156 539 t), da cevada (1,8% ou 11 700 t), do café arábica (1,1% ou 28 265 t), do milho 2ª safra (1,0% ou 1 046 643 t), do algodão herbáceo (0,8% ou 75 480 t), do café canephora (0,7% ou 9 915 t), da aveia (0,7% ou 9 296 t), do milho 1ª safra (0,5% ou 152 323 t) e da soja (0,3% ou 481 293 t), bem como declínios do gergelim (-3,9% ou -13 957 t), da uva (-1,7% ou -36 692 t), do feijão 1ª safra (-1,4% ou -13 928 t), do feijão 2ª safra (-1,3% ou -14 899 t), do trigo (-1,2% ou -84 926 t) e do feijão 3ª safra (-0,7% ou -5 471 t) .
Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,0%, seguido pelo Paraná (13,6%), Rio Grande do Sul (10,7%), Goiás (10,6%), Mato Grosso do Sul (8,3%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,7% do total.
As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram no Mato Grosso (819 121 t), no Mato Grosso do Sul (525 293 t), no Paraná (261 100 t), em Minas Gerais (197 527 t), no Tocantins (28 476 t), em Alagoas (10 097 t), no Rio Grande do Norte (4 292 t) e no Maranhão (379 t). As variações negativas ocorreram em Pernambuco (-79 227 t), em Rondônia (-73 981 t), no Piauí (-22 504 t) e no Ceará (-1 982 t).
ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – A estimativa para a produção de algodão herbáceo (em caroço) foi de 9,1 milhões de toneladas, crescimento de 0,8% em relação ao mês anterior. Em relação a 2025, a queda nas estimativas de produção chega a 8,1%, com recuos de 5,0% na área plantada e de 3,3% na produtividade. O Mato Grosso, maior produtor nacional, com cerca de 68,7% do total, estimou uma produção de 6,2 milhões de toneladas, uma retração de 13,1% em relação a 2025, com reduções de 8,4% na área cultivada e 5,1% no rendimento médio.
CAFÉ (em grão) – A produção brasileira, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi estimada em 4,0 milhões de toneladas, ou 66,8 milhões de sacas de 60 kg, acréscimos de 1,0% em relação ao mês anterior e de 16,0% em relação ao volume produzido em 2025, sendo um recorde na série histórica da pesquisa, considerada a partir de 2002, quando houve mudança na unidade de medida e passou-se a divulgar café em grão. Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,7 milhões de toneladas ou 44,4 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 1,1% em relação ao mês anterior. O clima tem beneficiado as lavouras do Centro-Sul e para a safra de 2026 aguarda-se uma bienalidade positiva. Para o café canephora, a estimativa da produção foi de 1,3 milhão de toneladas ou 22,4 milhões de sacas de 60 kg, acréscimos de 0,7% em relação ao mês anterior e de 6,8% em relação ao volume produzido em 2025. A produção estimada para o café canephora, em 2026, deve ser recorde da série histórica do IBGE.
CEREAIS DE INVERNO (em grão) – Para o trigo (em grão), a produção estimada alcançou 7,2 milhões de toneladas, declínios de 1,2% em relação ao mês anterior e de 7,8% em relação a 2025. O declínio da área cultivada do trigo na safra de 2026 deve-se aos preços do cereal, que estão apresentando baixa rentabilidade, bem como ao desânimo dos produtores, que vêm tendo perdas de produção e na qualidade do cereal, nas últimas safras, em função dos problemas climáticos na Região Sul. A produção da aveia (em grão) foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, aumento de 0,7% em relação ao mês anterior e declínio de 3,0% em relação ao volume produzido em 2025. Os maiores produtores do cereal são o Rio Grande do Sul, com 922,3 mil toneladas, declínio de 1,4% em relação ao volume colhido em 2025; e Paraná, com 256,5 mil toneladas, aumento de 2,7% em relação a abril e declínio de 0,3% em relação ao volume colhido em 2025. Para a cevada (em grão), a produção estimada foi de 678,7 mil toneladas, aumentos de 1,8% em relação ao mês anterior e de 7,2% em relação ao volume produzido em 2025. Os maiores produtores brasileiros da cevada são o Paraná, com 552,6 mil toneladas, crescimentos de 2,2% em relação a abril e de 12,1% em relação ao volume produzido em 2025, devendo participar com 81,4% na safra brasileira em 2026; e o Rio Grande do Sul, com uma produção de 100,4 mil toneladas, declínio de 13,4% em relação ao volume produzido em 2025.
FEIJÃO (em grão) – A estimativa de maio para a produção de feijão, considerando-se as três safras, deve alcançar 2,8 milhões de toneladas, reduções de 1,2% em relação ao mês anterior e de 5,8% sobre a safra 2025. Esse volume de produção deve atender ao consumo interno brasileiro, em 2026, possivelmente não havendo necessidade da importação do produto. Minas Gerais ultrapassou o Paraná e aparece como o maior produtor nacional, prevendo 531,6 mil toneladas ou 18,7% de participação. Em seguida, o Paraná com 526,1 mil toneladas ou 18,5% de participação; o Mato Grosso com 388,6 mil toneladas ou 13,7% de participação; e Goiás com 342,3 mil toneladas ou 12,1% de participação. A estimativa da produção da 1ª safra de feijão foi de 975,1 mil toneladas, representando 34,3% de participação nacional dentre as três safras, sendo 1,4% menor que o mês anterior. A 2ª safra de feijão foi estimada em 1,1 milhão de toneladas, correspondendo a 39,3% de participação entre as três safras. No comparativo com o mês de abril, houve redução de 1,3% na estimativa da produção. A Região Sul, que deve responder por 34,4% total da safra, reduziu sua estimativa de produção em 10,6% em relação ao mês de abril, sendo o Paraná o maior produtor, com 332,1 mil toneladas ou 29,7% do total da safra. Para a 3ª safra, a estimativa de produção foi de 748,1 mil toneladas, redução de 0,7% em relação a abril. No comparativo anual, há redução de 3,2% na estimativa da produção em função da redução de área (-1,6%) e do rendimento médio (-1,7%). Os maiores produtores dessa safra são Goiás, com 245,8 mil toneladas; Minas Gerais, com 177,9 mil toneladas; Mato Grosso, com 169,6 mil toneladas; e São Paulo, com 121,5 mil toneladas.
GERGELIM (em grão) – A produção brasileira do gergelim, em 2026, deve alcançar 345,1 mil toneladas, decréscimo de 3,9% em relação ao mês anterior. A área a ser colhida apresenta um crescimento de 0,2%, enquanto o rendimento médio, de 620 kg/ha, deve retrair 4,0%. A área a ser plantada na safra corrente deve alcançar 556,6 mil hectares, refletindo destaque de crescimento da importância da cultura nos últimos anos para o país. A partir da safra 2026, o IBGE passou a acompanhar a produção dessa espécie, já que sua importância vem crescendo no contexto da agricultura brasileira. O principal produtor brasileiro é o Mato Grosso, com 210,6 mil toneladas, devendo participar com 61,0% da produção nacional. Em maio, a estimativa da produção apresenta um declínio de 6,5%, em relação ao mês anterior, com retrações de 0,1% na área a ser e colhida e de 6,5% no rendimento médio.
MILHO (em grão) – A estimativa da produção do milho foi de 139,4 milhões de toneladas, representando um crescimento de 0,9% em relação ao mês anterior, com crescimento de 1,0% no rendimento médio, que alcançou 6 056 kg/ha. Em relação a 2025, a queda de 1,7% na estimativa resulta do declínio de 4,8% no rendimento médio, já que houve crescimentos de 2,6% na área plantada e de 3,3% na área a ser colhida.
O milho 1ª safra apresentou uma estimativa da produção de 29,8 milhões de toneladas, crescimento de 0,5% em relação ao mês anterior, resultado do aumento 1,6% no rendimento médio, já que houve declínio de 1,1% na área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, a produção encontra-se 15,8% maior, resultado dos crescimentos de 10,7% na área colhida e de 4,6% no rendimento médio. O estado com maior produção de milho 1ª safra é o Rio Grande do Sul, com participação nacional de 21,6% e uma produção estimada em 6,4 milhões de toneladas.
A estimativa da produção do milho 2ª safra foi de 109,6 milhões de toneladas, crescimento de 1,0% em relação a abril, com elevações de 0,2% na área e de 0,8% no rendimento médio. Em relação ao ano anterior, a estimativa da produção apresenta redução de 5,5%, resultado do declínio de 6,9% no rendimento médio, já que a área apresenta crescimento de 1,5%.
O Mato Grosso é o maior produtor de milho na 2ª safra, participando com 48,1% do total nacional e obtendo uma estimativa de produção de 52,7 milhões de toneladas, 3,5% inferior ao ano anterior. O segundo maior produtor de milho 2ª safra, o Paraná, obteve uma estimativa de produção de 17,5 milhões de toneladas, participando com 16,0% do total nacional e sendo 0,9% superior ao mês anterior. Goiás, terceiro maior produtor nacional do milho 2ª safra, com participação de 12,2%, obteve uma estimativa de produção de 13,3 milhões de toneladas, com declínio de 8,2% em relação ao volume produzido em 2025, sendo resultado das reduções de 2,9% na área e de 5,5% no rendimento médio.
SOJA (em grão) – A estimativa da produção nacional da oleaginosa alcançou novo recorde na série histórica, totalizando 174,6 milhões de toneladas, com aumento de 0,3% em relação a abril e de 5,1% frente ao volume obtido em 2025. Estima-se que a produção brasileira tenha um incremento de 4,0% no rendimento médio anual, alcançando 3 617 kg/ha, contribuindo para que o volume colhido da oleaginosa represente mais da metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no país em 2025. Por sua vez, a área total cultivada deve alcançar 48,3 milhões de hectares, crescimento de 1,1% em comparação ao ano anterior. O Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, estimou uma produção de 50,7 milhões de toneladas, crescimento de 0,3% em relação ao mês anterior e de 1,0% em relação ao volume colhido no ano anterior.
SORGO (em grão) – A estimativa da produção do sorgo alcançou 5,6 milhões de toneladas, aumento de 2,9% no comparativo com abril. Em relação ao ano anterior, a produção deve aumentar 3,9%, impulsionada pela expansão de 9,1% na área plantada, compensando a queda de 5,0% no rendimento médio. Os maiores produtores de sorgo são: Goiás, com 1,9 milhão de toneladas e participação de 33,4% no total nacional; e Minas Gerais, com 1,4 milhão de toneladas e participação de 25,0%.
UVA – A produção brasileira deve alcançar 2,1 milhões de toneladas. queda de 3,0% em relação a 2025, e recuo de 1,7% frente ao levantamento de abril. A área colhida foi ajustada para 83,6 mil hectares, declínio de 2,9% frente ao ano de 2025, ao passo que o rendimento médio nacional permaneceu em patamar elevado, em 25,6 mil kg/ha, 0,2% inferior ao obtido em 2025.
Fonte: IBGE

Autor:IBGE
Site: IBGE
Sustentabilidade
Colheita da soja chega ao fim no RS marcada por quebra na produtividade e alta variabilidade – MAIS SOJA

A colheita da soja está tecnicamente encerrada no Estado. Restam apenas áreas pontuais de segunda safra, sem representatividade estatística. As condições atmosféricas, registradas no período, caracterizadas por elevada umidade relativa do ar, presença frequente de neblina e baixa insolação, dificultaram a finalização das últimas operações de colheita.
Os resultados produtivos consolidados evidenciam elevada variabilidade regional como reflexo das distintas condições hídricas observadas ao longo do ciclo. A produtividade média estadual da Safra 2025/2026, foi reavaliada pela EmaterRS/Ascar para 2.707 kg/ha, representando redução de 14,8% nos 3.180 kg/ha projetados antes do início do plantio. A área efetivamente plantada no Estado foi 6.697.172 hectares, representando redução de 1,5% em relação aos 6.796.172 hectares da Safra 2024/2025 (IBGE).
A produção da oleaginosa totaliza 18.132.401 toneladas, representando aumento de 32,9%
nas 13.643.986 toneladas colhidas na safra anterior (IBGE). Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Erechim, Frederico Westphalen, Lajeado, Passo Fundo, Porto Alegre, Santa Maria, Santa Rosa e Soledade, a colheita de soja foi concluída.
Na de Bagé, a colheita ainda não foi totalmente concluída em razão do tempo nublado e da ocorrência de garoa em diversos dias. Em Alegrete e São Borja, restam pequenas lavouras de segunda safra, predominantemente irrigadas por pivô central, que apresentam produtividade entre 1.800 e 2.400 kg/ha. Entre os municípios que alcançaram produtividade igual ou superior às estimativas iniciais se destacam Dom Pedrito, Barra do Quaraí e Rosário do Sul.
Foram registradas perdas expressivas: em Itacurubi, a redução foi de 50% em relação ao potencial inicial de 2.890 kg/ha; em Santa Margarida do Sul, de 32% diante da estimativa de 2.650 kg/ha; e em Lavras do Sul, de 30% sobre a expectativa inicial de 2.700 kg/ha.
Na de Ijuí, a colheita alcança 99,8% da área cultivada. A presença de neblina persistente no início do período limitou o avanço dos trabalhos, que continuaram a partir da metade da semana, quando a umidade dos grãos estava menor. As produtividades apresentaram ampla variação entre os municípios, oscilando de 2.460 a 3.780 kg/ha, em função das diferenças climáticas, observadas ao longo do ciclo. O rendimento médio regional está estimado em 3.060 kg/ha. Nas áreas de segundo cultivo, os rendimentos variaram de 960 a 1.980 kg/ha.
Comercialização (saca de 60 quilos)
A cotação média da soja passou de R$ 116,37 para R$ 115,00, reduzindo 1,18% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.
Fonte: Emater/RS
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