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14 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Casa John Deere chega a Ribeirão Preto – MAIS SOJA

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A John Deere apresenta ao público da Agrishow 2026 mais de 20 lançamentos e um portfólio com mais de 25 equipamentos, tecnologias e soluções, consolidando um dos maiores ciclos de inovação da companhia no Brasil. As novidades contemplam diferentes perfis de produtores e etapas da operação, com foco em produtividade, eficiência operacional e conectividade.

Os principais destaques da Casa John Deere em Ribeirão Preto são as novas colhedoras de cana-de-açúcar CH7 e CH9; as plantadeiras PL1200 e DB transportável; os pulverizadores e distribuidores de nutrientes sólidos da série 400R; e a colheitadeira S4, preparada para trabalhar em terrenos acidentados e áreas com espaço de manobra reduzido; além de soluções para propriedades de menor porte, como a família de tratores 5M, o trator 3041E e o pulverizador 1025E.

“Mais do que ampliar o portfólio, esses lançamentos mostram como o agro brasileiro está avançando em direção a operações cada vez mais conectadas, eficientes e orientadas por dados. Nosso foco é democratizar a tecnologia e entregar soluções que se integrem à realidade de todos os tipos de produtor. Precisamos apoiar as tomadas de decisão ao longo de toda a jornada no campo”, explica Rodrigo Bonato, vice-presidente de Vendas e Marketing da John Deere para a América Latina.

Plantio: eficiência e precisão

A principal novidade é a plantadeira DB Transportável, que reduz em mais de 90% o tempo de preparação para deslocamentos entre fazendas, ampliando a eficiência logística durante a janela de plantio. Ou seja, um processo que antes levava dois dias agora pode ser concluído em duas horas. Com sistema de fechamento que atinge 3,2 metros de largura, o equipamento aumenta a agilidade logística e preserva a janela ideal de plantio.

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Já a linha 1200 FT amplia o acesso ao plantio de alta performance em pequenas e médias propriedades, com versões de 12 a 17 linhas e foco na adaptação a diferentes condições de
terreno.

No setor sucroenergético, a John Deere introduz uma nova solução que usa visão computacional para ajudar o cliente a monitorar cada linha plantada. A novidade documenta a taxa de cana distribuída e as falhas em tempo real, permitindo correções imediatas durante a operação. Trata-se do ExactStandTM, sistema instalado em plantadeira de cana-de-açúcar, com lançamento comercial previsto para 2027.

Pulverização: mais precisão e economia de insumos

A evolução do portfólio de pulverização começa com a série 400R, fabricada em Catalão (GO). Os modelos 430R, 440R e 400R ND trazem uma nova arquitetura eletrônica, motores
de 285 a 300 hp, barras de até 40 metros e melhorias que reduzem o tempo de abastecimento e ajustes operacionais.

Entre os diferenciais estão:

  • Redução de até 10% no tempo de abastecimento;
  • Até 50% menos tempo em ajustes e configurações;
  • Sistema CommandDriveTM, que pode gerar até 7% de economia de combustível;
  • Conectividade ampliada via satélite (JDLinkTM Boost).

O principal destaque é o sistema de pulverização inteligente da John Deere, o See & SprayTM, que pulveriza apenas onde há plantas daninhas. A tecnologia pode gerar:

  • Economia média de 50% em defensivos;
  • Potencial de até 93% de redução no uso de insumos;
  • Maior precisão nas aplicações, com ganhos em sustentabilidade.

O portfólio inclui ainda o distribuidor de nutrientes 400R DN, o pulverizador 230M com nova barra de 30 metros e soluções voltadas a pequenas propriedades e hortifrúti.

Colheita: automação e ganho de produtividade

Na colheita de grãos, a John Deere apresenta uma solução para auxiliar os produtores a ampliar a eficiência operacional. A nova plataforma de milho CR os ajuda a acompanhar o crescimento do etanol de milho no Brasil, com ajustes automáticos em tempo real. A solução reforça o papel da cultura como vetor estratégico para a produção de biocombustíveis no país.

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Outro lançamento é a colheitadeira S4, nova referência de qualidade dos grãos colhidos na categoria. O equipamento combina versatilidade e facilidade de operação, destacando-se pelo melhor desempenho em terrenos acidentados e áreas com menor espaço de manobra.

A solução também conta com a tecnologia Machine Sync, que garante sincronismo de velocidade e direção entre a colheitadeira e o trator de transbordo. As soluções se somam ao portfólio de colheitadeiras inteligentes da marca, com tecnologias de automação que podem proporcionar:

  • Até 20% mais produtividade;
  • Grãos com qualidade 10% maior;
  • Redução de 10% em perdas na colheita.
  • Cana-de-açúcar: nova geração com foco em eficiência e custo operacional

As colhedoras CH7 e CH9 representam um dos principais avanços da companhia para o setor sucroenergético, com melhorias que impactam diretamente a produtividade, qualidade da colheita e custo operacional.

Entre os principais destaques está o novo sistema de limpeza, projetado para operar com menores rotações do extrator primário e reduzir a presença de impurezas vegetais na cana colhida. Testes em condições representativas apontam:

  • Até 20% menos impurezas vegetais, sem aumento de perdas;
  • Maior ATR (Açúcares Totais Recuperáveis), indicador que mede o potencial de produção de açúcar e etanol da matéria-prima;
  • Mais valor entregue à usina e ganhos logísticos.

A eficiência energética também é um dos pilares da geração. As melhorias no sistema hidráulico, no conjunto de tração e no próprio sistema de limpeza permitem uma redução de até 10% no consumo de combustível por tonelada colhida no modelo CH7, impactando diretamente o custo operacional. Outro diferencial está nos recursos de ajuste remoto, que permitem envio de parâmetros diretamente à máquina via John Deere Operations CenterTM, plataforma digital de gestão agrícola da companhia que centraliza dados da operação, máquinas e lavouras, permitindo monitoramento, planejamento e tomada de decisão à distância. Isso favorece:

  • Padronização de configurações entre diferentes frentes de colheita;
  • Melhor performance operacional;
  • Respostas mais rápidas às mudanças de condição do canavial.
Robustez e versatilidade

A linha de tratores 5M, produzida no Brasil e adaptada às condições da agricultura nacional, chega com modelos entre 85 e 120 cv, combinando robustez, conectividade e foco em custo operacional.

Já a fim de ampliar as opções para propriedades que demandam versatilidade, baixo custo operacional e dimensões mais compactas, a John Deere apresenta o trator 3041E. Com foco na pecuária, a série de forrageiras F8 traz avanços em qualidade de silagem e eficiência na alimentação do rebanho.

Construção

Na Casa John Deere em Ribeirão Preto, os equipamentos de Construção são apresentados com foco em produtividade, eficiência e menor custo operacional. A retroescavadeira 310 P se destaca pela economia de combustível e redução de custos de manutenção. Com um motor de 4,5 litros que opera com menor rotação e maior eficiência, a solução permite o monitoramento em tempo real do consumo e do desempenho, antecipando falhas e otimizando a operação.

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A motoniveladora 672 P combina alta potência, com até 250 hp, e precisão no nivelamento. É indicada também para o setor sucroenergético, onde atua na manutenção de carreadores, preparo de áreas e suporte à logística da colheita de cana, com recursos que automatizam o controle da lâmina, mantêm a inclinação desejada e reduzem o esforço do operador.

A escavadeira 130 P entrega ciclos mais rápidos e maior eficiência energética, com até 10% de economia de combustível. O equipamento conta com maior durabilidade dos componentes, o que reduz paradas para manutenção e aumenta a disponibilidade, enquanto a conectividade permite acompanhamento remoto e tomada de decisão mais ágil.

Já a pá-carregadeira 444 G alia versatilidade e alto desempenho. Com caçamba de até 1,9 m3 e alta capacidade de desagregação, é uma solução que entrega mais força para penetrar e soltar materiais compactados com facilidade. Isso resulta em ciclos mais rápidos
e maior produtividade, além de consumo até 18% mais eficiente e adaptação a diferentes implementos. Todos os equipamentos também são integrados ao John Deere Operations CenterTM.

Agricultura de precisão e conectividade

A John Deere amplia o acesso à tecnologia com o portfólio de Pacotes de Atualização, os Precision UpgradesTM, que permite modernizar máquinas em operação com soluções de conectividade, automação e agricultura de precisão. As soluções aumentam a eficiência, reduzem custos e ampliam a conectividade, permitindo que produtores adotem tecnologias avançadas em diferentes tipos de operação. São destaques na feira:

  • Pacote Essencial para Culturas Especiais: desenvolvido para culturas de alto valor, o conjunto contempla receptor, monitor e modem – que pode ser transferido entre diferentes máquinas na frota. O modelo funciona por meio de uma licença anual recorrente, reduzindo o investimento inicial e facilitando o acesso à agricultura de precisão em propriedades de diferentes perfis. A solução opera em conjunto com um sistema que ajusta automaticamente as doses de insumos em tempo real e aciona seções conforme a necessidade, evitando sobreposições, otimizando o uso de produtos e ampliando a astreabilidade das operações.
  • Pacote Essencial com piloto automático ATU 300: oferece mais precisão na condução, melhora a qualidade das atividades e reduz o cansaço do operador. Também contribui para reduzir a compactação do solo e aumentar a eficiência ao longo da safra.
  • 2100 MaxEmergeTM 5e: pacote de atualização voltado ao plantio, integrado ao sistema de Pressão Pneumática Ativa nas Linhas (APDF, em inglês). A solução garante precisão na deposição de sementes e consistência na profundidade de semeadura, com alto desempenho em velocidades de até 10 km/h. O desligamento linha a linha pode gerar até 7% de economia de sementes, enquanto o desligamento de até oito seções proporciona até 6% de economia de fertilizantes.
  • JDLinkTM Boost: solução de conectividade via satélite que amplia o acesso a dados em tempo real, monitoramento remoto das operações e suporte à tomada de decisão mesmo em regiões com pouca cobertura celular.
  • See & SprayTM Select: sistema de pulverização inteligente da John Deere que aplica herbicida apenas onde há a necessidade. Amplia a gama de equipamentos compatíveis e passa a estar disponível para mais opções de barras.
Banco John Deere

Durante a Agrishow, as soluções da John Deere podem ser acessadas com condições especiais por meio do Banco John Deere, que oferece linhas de financiamento voltadas à aquisição de equipamentos, adoção de tecnologias e serviços.

Na área agrícola, os destaques incluem linhas do Plano Safra 25/26, com opções como Pronaf, Moderfrota e financiamento em dólar, atendendo diferentes perfis de produtores e necessidades operacionais.

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Para o segmento de construção, há condições específicas como taxa zero em até 12 vezes e linhas via BNDES Mais Inovação, além de opções em moeda estrangeira. As ofertas também contemplam soluções de Pós-Vendas e modernização tecnológica, com condições facilitadas para peças, serviços e Pacotes de Atualização, ampliando o acesso às tecnologias mais avançadas da companhia.

Consórcio Nacional John Deere

Em parceria com a Randon Consórcios, o Consórcio Nacional John Deere é uma opção econômica, segura e flexível para a compra de máquinas e equipamentos da marca. A modalidade permite parcelar 100% do valor do bem, escolher o crédito desejado e, após a contemplação, definir qual equipamento adquirir, com pagamento à vista por meio da carta de crédito.

Os planos atendem toda a linha John Deere e oferecem liberdade na escolha de parcelas e prazos. Mais informações e simulações estão disponíveis, clicando aqui.

Sobre a John Deere

Não importa se você nunca dirigiu um trator, cortou a grama ou operou uma escavadeira. Com o papel de ajudar a produzir alimentos, fibras, energia e infraestrutura, a John Deere trabalha para cada pessoa no planeta. Tudo começou há quase 200 anos, com um arado de aço autolimpante. Hoje, a John Deere impulsiona a inovação nos setores de agricultura, construção, florestal, jardinagem, sistemas de energia e muito mais. Para mais informações
sobre a Deere & Company, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa

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Plantio da safra de verão 2026/27 de milho no Centro-Sul do Brasil atinge 19,3% – Safras – MAIS SOJA

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O plantio de milho da safra de verão 2026/27 no Centro-Sul do Brasil atingia 19,3% da área estimada de 3,561 milhões de hectares até sexta-feira (11), segundo levantamento de Safras & Mercado.

O cultivo de milho chegou a 55,4% da área prevista de 940 mil hectares no Rio Grande do Sul, a 25,2% da área estimada de 597 mil hectares em Santa Catarina e a 29,2% da área prevista de 537 mil hectares no Paraná. Nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás/Distrito Federal, Minas Gerais e Mato Grosso o plantio ainda não teve início.

No mesmo período do ano passado, o plantio estava concluído em 21,6% da área estimada de 3,608 milhões de hectares. Já a média de plantio dos últimos cinco anos é de 12,4% no período.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Tratamento de sementes é ferramenta no manejo da cigarrinha-do-milho – MAIS SOJA

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A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) é o principal vetor da transmissão dos enfezamentos para o milho, e, portanto, o controle dessa praga é de suma importância para a manutenção do potencial produtivo da cultura. Sabe-se que dependendo da suscetibilidade do híbrido e período de desenvolvimento do milho em que ocorre a infecção dos enfezamentos, perdas de produtividade de até 70% podem ser observadas (Cota et al., 2021).

A capacidade de transmissão dos enfezamentos está relacionada a quantidade de cigarrinhas infectadas, e não a necessariamente a densidade populacional da praga, o que dificulta a definição de um nível de ação, dada a dificuldade de identificar indivíduos infectados. Nesse contexto, a presença da cigarrinha durante a fase crítica do desenvolvimento do milho justifica o controle da praga, principalmente em áreas com histórico de ocorrência dos enfezamentos, e/ou áreas próximas a outras lavouras de milho mais adiantadas.

O período crítico para o controle da praga varia de VE a V5, podendo se estender a V8 para híbridos mais suscetíveis. Sobretudo, as recomendações de manejo, sugerem que o controle da cigarrinha-do-milho deve ocorrer até os 40 dias após a emergência. Após esse período, não são observadas vantagens em função do controle do vetor (Cota et al., 2021).

Figura 1. Período Crítico de controle da cigarrinha-do-milho.

Considerando a importância do controle da cigarrinha-do-milho nos estádios iniciais de desenvolvimento da cultura, o tratamento de sementes com inseticidas é uma das estratégias que podem integrar o manejo da praga. Essa prática proporciona proteção inicial às plantas, contribuindo para o estabelecimento da lavoura e para a redução dos danos associados à transmissão dos enfezamentos. Além disso, o tratamento de sementes pode ampliar a janela de proteção inicial da cultura, favorecendo o planejamento e o posicionamento das aplicações foliares subsequentes.

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O tratamento de sementes deve ser realizado com inseticidas registrados e específicos para essa finalidade. De ação sistêmica, esses produtos são liberados no solo após a semeadura, sendo absorvidos pelas raízes durante o desenvolvimento inicial da planta e posteriormente translocados pelo sistema vascular para diferentes tecidos, incluindo raízes, colmo e folhas, proporcionando proteção inicial contra insetos.

Conforme destacado por Maneira (2021), o tratamento de sementes de milho com inseticidas, especialmente aqueles pertencentes ao grupo dos neonicotinoides, pode contribuir para a proteção inicial da cultura contra a cigarrinha-do-milho, com destaque para a eficiência e o efeito residual do imidacloprido. Entre os principais grupos químicos com produtos registrados no MAPA para o controle de Dalbulus maidis na cultura do milho estão carbamatos, piretróides e neonicotinóides, devendo-se observar, para cada produto, a indicação de cultura, alvo biológico e modalidade de aplicação constante no registro.

Além da escolha de um inseticida eficiente para o tratamento de sementes do milho, é importante considerar que o período de proteção proporcionado por essa modalidade de aplicação é limitado e pode variar conforme o produto, as condições ambientais e a pressão da praga. De modo geral, para fins de manejo, considera-se que o efeito residual dos inseticidas aplicados via tratamento de sementes se estende, em média, por 10 a 15 dias após a emergência da cultura. A partir desse período, aplicações de inseticidas em pós-emergência podem ser necessárias para manter a proteção das plantas, especialmente sob elevada pressão da cigarrinha-do-milho.

Em situações de alta infestação, a rápida capacidade de multiplicação e o curto ciclo de desenvolvimento da cigarrinha-do-milho exigem maior atenção ao monitoramento e ao intervalo entre aplicações. Nesses casos, as pulverizações podem ser realizadas em intervalos de 5 a 7 dias, conforme a ocorrência da praga, a eficiência e o residual do inseticida utilizado e as condições da lavoura. Embora apresente período de proteção limitado, o tratamento de sementes constitui uma importante ferramenta para o manejo inicial da cigarrinha-do-milho, contribuindo para a proteção das plantas nos primeiros estádios de desenvolvimento e para a redução dos riscos associados à transmissão dos enfezamentos.


Veja mais: Redução da produtividade da soja causada pelo milho tiguera



Referências:

COTA, L. V. et al. MANEJO DA CIGARRINHA E ENFEZAMENTOS NA CULTURA DO MKILHO. Embrapa milho e Sorgo, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1130346/manejo-da-cigarrinha-e-enfezamentos-na-cultura-do-milho >, acesso em: 14/09/2026.

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MANEIRA, R. FERRAMENTAS PARA O CONTROLE DA CIGARRINHA-DO-MILHO. Informativo Técnico Nortox, 2021. Disponível em :< https://portal-api.nortox.com.br:3000/technical-information/file/25516c6b-edba-47ce-ba1f-4d3d3dcea4e3.pdf >, acesso em: 14/09/2026.

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Sustentabilidade

Desafio CESB: Alta produtividade está associada à alta rentabilidade – MAIS SOJA

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Por Décio Luiz Gazzoni, membro fundador do CESB e do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e membro fundador do CESB e João Vitor Ganem coordenador técnico do CESB

Desde a safra 2008/09, o CESB já conduziu 18 edições do Desafio de Máxima Produtividade de Soja. Ao longo desse período, diversas informações sobre o sistema de produção utilizado pelos participantes do Desafio foram consolidadas no Banco de Dados do CESB. Entre elas, duas serão analisadas conjuntamente neste artigo: produtividade e rentabilidade.

Inicialmente, é fundamental ressaltar três aspectos:

  1. Todos os registros citados a seguir foram obtidos através de auditorias independentes, com comprovação tanto da produtividade quanto dos custos do sistema de produção. Para todos os cálculos, o valor de venda da saca de soja foi padronizado em R$120,00, para evitar enviesamentos devidos à flutuação da cotação da soja;
  2.  O retorno sobre o investimento (ROI) é calculado abatendo-se da renda bruta o valor investido pelo produtor, sendo o resultado dividido pelo custo (ROI = renda líquida / custo).
  3. Não necessariamente todo o aumento de produtividade assegura um concomitante aumento de rentabilidade. Os casos aqui apresentados são de produtores que observam criteriosamente recomendações técnicas e investem no aprimoramento do seu sistema de produção continuamente. Assim, o ganho de rentabilidade com o aumento da produtividade é consequência de anos de aprendizado, e de aprimoramento do sistema de produção, com foco na tríade produtividade, rentabilidade e sustentabilidade.

Rentabilidade

Examinando a produtividade do campeão nacional de cada edição do Desafio, entre as safras de 2008/09 e 2025/26 – sendo que, nesta última, foi estabelecido o novo recorde nacional de produtividade de soja, de 156,13 sc/ha – houve um crescimento de 87,6%, significando um ganho geométrico anual de 1,04, um excelente índice. Vale destacar que, na safra 2025/26, o campeão nacional produziu 152% acima da média brasileira estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No mesmo período, os 10 melhores produtores do Desafio apresentaram um crescimento da produtividade de 77,3%, com média geométrica anual de 1,035 na sua produtividade, também um índice excelente. Na última safra, a média desses 10 produtores foi de 138,7 sc/ha, patamar 124% acima da média brasileira (Conab).

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Para a análise a seguir, serão usados unicamente os valores obtidos entre as safras de 2021/22 e 2025/26, por serem as mais recentes.

Retorno sobre o investimento (ROI) do produtor, em porcentagem
Classe (sc/ha)< 6061-7576-9091-105106-120> 120
ROI %-1,459,793,7120,1149,7186,1

Observa-se que o único valor de retorno negativo (-1,4%) ocorreu em produtividades inferiores a 60 sc/ha. No período, a produtividade média do Brasil (Conab) foi de 58,5 sc/ha, variando entre 52 e 62 sc/ha entre as safras. Em valores monetários, a maior margem líquida do período foi atingida pelos produtores participantes do Desafio que obtiveram produtividade acima de 120 sc/ha, no valor médio de R$ 9.906,88/ha.

Analisando a rentabilidade de acordo com a produtividade dos campeões nacionais e de grupos de produtores, no mesmo período referido acima (5 safras), temos que:

  • A produtividade média dos campeões nacionais foi de 138,4 sc/ha, com taxa de retorno de 144,5%;
  • A produtividade média dos campeões regionais (incluindo os nacionais) foi de 125,6 sc/ha, com taxa de retorno de 157,1%.

Ao ampliar a análise, incluindo tanto as áreas de sequeiro quanto as irrigadas, observa-se que:

  • Os dez participantes mais bem colocados em cada safra (50 no total) atingiram produtividade média de 126,3 sc/ha, com taxa de retorno de 187,6%;
  • Os 100 participantes com mais alta produtividade em cada safra (total de 500) obtiveram produtividade média de 113 sc/ha, com taxa de retorno de 152,6%;
  • Em relação às demais áreas auditadas (em número de 4.064), a média de produtividade alcançou 87,2 sc/ha, com taxa de retorno de 100%.

Em resumo, como regra geral observa-se que, conforme aumenta a produtividade média dos participantes do Desafio, as taxas de retorno tendem a ser desproporcionalmente mais elevadas, resguardadas algumas exceções pontuais, previsíveis quando se trabalha com muitos participantes.

Destaques regionais

A região Sul, com 1.581 áreas auditadas entre 2021/22 e 2025/26, obteve a maior taxa de retorno (123,5 %), com produtividade média de 91,3 sc/ha. A menor taxa de retorno (78,3 %) foi registrada na região Sudeste, para uma produtividade média de 90 sc/ha.

O agrupamento com maior taxa de retorno (230,5 %) foi verificado entre os dez participantes da região Sul, com mais alta produtividade, alcançando 135,7 sc/ha. A menor taxa entre todos os agrupamentos regionais foi verificada entre os 10% de participantes com mais alta produtividade da região Sudeste (média de 112,7 sc/ha), com taxa de retorno de 112 % sobre o custo de produção.

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Relação do total de participantes, dos 10 participantes e dos 10% dos participantes de mais alta produtividade (sc/ha) nos cinco estados mais bem colocados no Desafio (considerando a taxa de retorno do total de participantes), e respectivas taxas de retorno (%) sobre o custo de produção.
 PISCRSMTBA
Participantes (total)69290527407352
Produtividade média participantes (sc/ha)93,997,387,2388,796,3
Taxa de retorno (%)173,3126,8119,0118,5118,0
Produtividade 10 % superior (sc/ha)117,0122,4112,0110,1120,5
Taxa de retorno (%)240,6170,3193,6174,6159,5

Em termos estaduais, os melhores índices de retorno foram obtidos pelos participantes do Piauí, com um ROI médio de 173,3% para os 69 participantes do Desafio, com produtividade média de 93,9 sc/ha. Particularmente, os 10% de participantes (7) desse estado, com mais alta produtividade (117 sc/ha), obtiveram taxa de retorno de 240,6 %.

Por fim, é possível comparar a taxa de retorno do total de produtores auditados pelo CESB nas safras 2021/22 a 2025/26 (produtividade média de 90 sc/ha e retorno de 105,9%) com a média brasileira. Destacam-se aqueles que produziram acima de 105 sc/ha, alcançando taxa de retorno de 159,2%. Em contraste, a média brasileira de produtividade (Conab) foi de 58,5 sc/ha, com taxa de retorno de apenas 36,3%, considerando o custo médio de produção calculado pela CNA.

Contraste área do Desafio x talhão

De acordo com as normas do CESB, a área participante do Desafio deve ter entre 2,5 e 10ha, inserida em um talhão maior, dentro da propriedade. Nesta área do Desafio – como o próprio nome diz! – o produtor e o consultor devem desafiar sua experiência, seus conhecimentos, observar as recomendações técnicas, os exemplos bem-sucedidos, sua intuição e outros critérios, para compor um sistema de produção objetivando aumento de produtividade, com ganho de rentabilidade e mantendo a sustentabilidade do sistema.

Portanto, a primeira comparação que pode ser efetuada é entre a área destinada ao Desafio e o talhão ao qual pertence.

Produtividade e ROI do talhão e da área do Desafio, e ganhos na área do Desafio (2025/26)
CampeãoProdutividade talhão*ROI talhão (%)Produtividade área campeã*ROI área campeã (%)Acréscimo ROI (%)
Nacional117,7173%156,1229%32
Irrigado101,7200%139,0273%37
Sudeste86,4144%122,7204%42
Centro-Oeste86,8184%118,4251%36
Norte103,1196%136,7260%33
Nordeste108,3221%143,8290%31

* Produtividade expressa em sc/ha

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Observa-se que, para todos os campeões, tanto a produtividade quanto a rentabilidade foram maiores na área destinada ao Desafio, quando comparadas ao talhão. O acréscimo médio de produtividade foi de 35%, exatamente igual ao ganho médio de rentabilidade (ROI), o qual variou entre 31 e 42%. Comprova-se, uma vez mais, que, para os produtores participantes do Desafio, os ganhos de rentabilidade estão diretamente associados ao incremento da produtividade.

Conclusões

Os participantes do Desafio de Máxima Produtividade de Soja do CESB constituem um grupo de elite, representando, a cada safra, entre 10-15% da área de soja do Brasil, considerando-se a área total de soja cultivada pelos produtores participantes. Sua produtividade média no período 2021/22 a 2025/26 (90 sc/ha) é 53,8 % superior à média brasileira (58,5 sc/ha), estimada pela Conab.

Os resultados expostos no presente artigo mostram com clareza que, conforme aumenta a produtividade do participante, aumenta a sua rentabilidade, inclusive quando a área do Desafio é contrastada com o talhão ao qual pertence, resguardadas algumas exceções pontuais.

Mais do que isso: o acréscimo de custo é inferior ao aumento da margem do produtor e, em decorrência, em altas produtividades, a taxa de retorno é, proporcionalmente, muito maior. Corroborando o exposto, o único retorno negativo foi verificado entre os participantes com produtividade inferior a 60 sc/ha.

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Portanto, obter acréscimos de produtividade, de forma sustentável, significa aumentar a própria rentabilidade do agricultor, ao tempo em que confere maior sustentabilidade para o cultivo de soja no Brasil. Que o exemplo dos participantes do Desafio do CESB se propague para os demais produtores de soja do Brasil.

Sobre o CCAS

O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo (SP), com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

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A agricultura, por sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. Não podemos deixar de lembrar que a evolução da civilização só foi possível devido à agricultura. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa, assim como a larga experiência dos agricultores, seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça. Mais informações no website: Clique aqui. Acompanhe também o CCAS nas redes sociais: Facebook,: Instagram, LinkedIn.

Fonte: Assessoria de imprensa



 



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