Sustentabilidade
Casa John Deere chega a Ribeirão Preto – MAIS SOJA

A John Deere apresenta ao público da Agrishow 2026 mais de 20 lançamentos e um portfólio com mais de 25 equipamentos, tecnologias e soluções, consolidando um dos maiores ciclos de inovação da companhia no Brasil. As novidades contemplam diferentes perfis de produtores e etapas da operação, com foco em produtividade, eficiência operacional e conectividade.
Os principais destaques da Casa John Deere em Ribeirão Preto são as novas colhedoras de cana-de-açúcar CH7 e CH9; as plantadeiras PL1200 e DB transportável; os pulverizadores e distribuidores de nutrientes sólidos da série 400R; e a colheitadeira S4, preparada para trabalhar em terrenos acidentados e áreas com espaço de manobra reduzido; além de soluções para propriedades de menor porte, como a família de tratores 5M, o trator 3041E e o pulverizador 1025E.
“Mais do que ampliar o portfólio, esses lançamentos mostram como o agro brasileiro está avançando em direção a operações cada vez mais conectadas, eficientes e orientadas por dados. Nosso foco é democratizar a tecnologia e entregar soluções que se integrem à realidade de todos os tipos de produtor. Precisamos apoiar as tomadas de decisão ao longo de toda a jornada no campo”, explica Rodrigo Bonato, vice-presidente de Vendas e Marketing da John Deere para a América Latina.
Plantio: eficiência e precisão
A principal novidade é a plantadeira DB Transportável, que reduz em mais de 90% o tempo de preparação para deslocamentos entre fazendas, ampliando a eficiência logística durante a janela de plantio. Ou seja, um processo que antes levava dois dias agora pode ser concluído em duas horas. Com sistema de fechamento que atinge 3,2 metros de largura, o equipamento aumenta a agilidade logística e preserva a janela ideal de plantio.
Já a linha 1200 FT amplia o acesso ao plantio de alta performance em pequenas e médias propriedades, com versões de 12 a 17 linhas e foco na adaptação a diferentes condições de
terreno.
No setor sucroenergético, a John Deere introduz uma nova solução que usa visão computacional para ajudar o cliente a monitorar cada linha plantada. A novidade documenta a taxa de cana distribuída e as falhas em tempo real, permitindo correções imediatas durante a operação. Trata-se do ExactStandTM, sistema instalado em plantadeira de cana-de-açúcar, com lançamento comercial previsto para 2027.
Pulverização: mais precisão e economia de insumos
A evolução do portfólio de pulverização começa com a série 400R, fabricada em Catalão (GO). Os modelos 430R, 440R e 400R ND trazem uma nova arquitetura eletrônica, motores
de 285 a 300 hp, barras de até 40 metros e melhorias que reduzem o tempo de abastecimento e ajustes operacionais.
Entre os diferenciais estão:
- Redução de até 10% no tempo de abastecimento;
- Até 50% menos tempo em ajustes e configurações;
- Sistema CommandDriveTM, que pode gerar até 7% de economia de combustível;
- Conectividade ampliada via satélite (JDLinkTM Boost).
O principal destaque é o sistema de pulverização inteligente da John Deere, o See & SprayTM, que pulveriza apenas onde há plantas daninhas. A tecnologia pode gerar:
- Economia média de 50% em defensivos;
- Potencial de até 93% de redução no uso de insumos;
- Maior precisão nas aplicações, com ganhos em sustentabilidade.
O portfólio inclui ainda o distribuidor de nutrientes 400R DN, o pulverizador 230M com nova barra de 30 metros e soluções voltadas a pequenas propriedades e hortifrúti.
Colheita: automação e ganho de produtividade
Na colheita de grãos, a John Deere apresenta uma solução para auxiliar os produtores a ampliar a eficiência operacional. A nova plataforma de milho CR os ajuda a acompanhar o crescimento do etanol de milho no Brasil, com ajustes automáticos em tempo real. A solução reforça o papel da cultura como vetor estratégico para a produção de biocombustíveis no país.
Outro lançamento é a colheitadeira S4, nova referência de qualidade dos grãos colhidos na categoria. O equipamento combina versatilidade e facilidade de operação, destacando-se pelo melhor desempenho em terrenos acidentados e áreas com menor espaço de manobra.
A solução também conta com a tecnologia Machine Sync, que garante sincronismo de velocidade e direção entre a colheitadeira e o trator de transbordo. As soluções se somam ao portfólio de colheitadeiras inteligentes da marca, com tecnologias de automação que podem proporcionar:
- Até 20% mais produtividade;
- Grãos com qualidade 10% maior;
- Redução de 10% em perdas na colheita.
- Cana-de-açúcar: nova geração com foco em eficiência e custo operacional
As colhedoras CH7 e CH9 representam um dos principais avanços da companhia para o setor sucroenergético, com melhorias que impactam diretamente a produtividade, qualidade da colheita e custo operacional.
Entre os principais destaques está o novo sistema de limpeza, projetado para operar com menores rotações do extrator primário e reduzir a presença de impurezas vegetais na cana colhida. Testes em condições representativas apontam:
- Até 20% menos impurezas vegetais, sem aumento de perdas;
- Maior ATR (Açúcares Totais Recuperáveis), indicador que mede o potencial de produção de açúcar e etanol da matéria-prima;
- Mais valor entregue à usina e ganhos logísticos.
A eficiência energética também é um dos pilares da geração. As melhorias no sistema hidráulico, no conjunto de tração e no próprio sistema de limpeza permitem uma redução de até 10% no consumo de combustível por tonelada colhida no modelo CH7, impactando diretamente o custo operacional. Outro diferencial está nos recursos de ajuste remoto, que permitem envio de parâmetros diretamente à máquina via John Deere Operations CenterTM, plataforma digital de gestão agrícola da companhia que centraliza dados da operação, máquinas e lavouras, permitindo monitoramento, planejamento e tomada de decisão à distância. Isso favorece:
- Padronização de configurações entre diferentes frentes de colheita;
- Melhor performance operacional;
- Respostas mais rápidas às mudanças de condição do canavial.
Robustez e versatilidade
A linha de tratores 5M, produzida no Brasil e adaptada às condições da agricultura nacional, chega com modelos entre 85 e 120 cv, combinando robustez, conectividade e foco em custo operacional.
Já a fim de ampliar as opções para propriedades que demandam versatilidade, baixo custo operacional e dimensões mais compactas, a John Deere apresenta o trator 3041E. Com foco na pecuária, a série de forrageiras F8 traz avanços em qualidade de silagem e eficiência na alimentação do rebanho.
Construção
Na Casa John Deere em Ribeirão Preto, os equipamentos de Construção são apresentados com foco em produtividade, eficiência e menor custo operacional. A retroescavadeira 310 P se destaca pela economia de combustível e redução de custos de manutenção. Com um motor de 4,5 litros que opera com menor rotação e maior eficiência, a solução permite o monitoramento em tempo real do consumo e do desempenho, antecipando falhas e otimizando a operação.
A motoniveladora 672 P combina alta potência, com até 250 hp, e precisão no nivelamento. É indicada também para o setor sucroenergético, onde atua na manutenção de carreadores, preparo de áreas e suporte à logística da colheita de cana, com recursos que automatizam o controle da lâmina, mantêm a inclinação desejada e reduzem o esforço do operador.
A escavadeira 130 P entrega ciclos mais rápidos e maior eficiência energética, com até 10% de economia de combustível. O equipamento conta com maior durabilidade dos componentes, o que reduz paradas para manutenção e aumenta a disponibilidade, enquanto a conectividade permite acompanhamento remoto e tomada de decisão mais ágil.
Já a pá-carregadeira 444 G alia versatilidade e alto desempenho. Com caçamba de até 1,9 m3 e alta capacidade de desagregação, é uma solução que entrega mais força para penetrar e soltar materiais compactados com facilidade. Isso resulta em ciclos mais rápidos
e maior produtividade, além de consumo até 18% mais eficiente e adaptação a diferentes implementos. Todos os equipamentos também são integrados ao John Deere Operations CenterTM.
Agricultura de precisão e conectividade
A John Deere amplia o acesso à tecnologia com o portfólio de Pacotes de Atualização, os Precision UpgradesTM, que permite modernizar máquinas em operação com soluções de conectividade, automação e agricultura de precisão. As soluções aumentam a eficiência, reduzem custos e ampliam a conectividade, permitindo que produtores adotem tecnologias avançadas em diferentes tipos de operação. São destaques na feira:
- Pacote Essencial para Culturas Especiais: desenvolvido para culturas de alto valor, o conjunto contempla receptor, monitor e modem – que pode ser transferido entre diferentes máquinas na frota. O modelo funciona por meio de uma licença anual recorrente, reduzindo o investimento inicial e facilitando o acesso à agricultura de precisão em propriedades de diferentes perfis. A solução opera em conjunto com um sistema que ajusta automaticamente as doses de insumos em tempo real e aciona seções conforme a necessidade, evitando sobreposições, otimizando o uso de produtos e ampliando a astreabilidade das operações.
- Pacote Essencial com piloto automático ATU 300: oferece mais precisão na condução, melhora a qualidade das atividades e reduz o cansaço do operador. Também contribui para reduzir a compactação do solo e aumentar a eficiência ao longo da safra.
- 2100 MaxEmergeTM 5e: pacote de atualização voltado ao plantio, integrado ao sistema de Pressão Pneumática Ativa nas Linhas (APDF, em inglês). A solução garante precisão na deposição de sementes e consistência na profundidade de semeadura, com alto desempenho em velocidades de até 10 km/h. O desligamento linha a linha pode gerar até 7% de economia de sementes, enquanto o desligamento de até oito seções proporciona até 6% de economia de fertilizantes.
- JDLinkTM Boost: solução de conectividade via satélite que amplia o acesso a dados em tempo real, monitoramento remoto das operações e suporte à tomada de decisão mesmo em regiões com pouca cobertura celular.
- See & SprayTM Select: sistema de pulverização inteligente da John Deere que aplica herbicida apenas onde há a necessidade. Amplia a gama de equipamentos compatíveis e passa a estar disponível para mais opções de barras.
Banco John Deere
Durante a Agrishow, as soluções da John Deere podem ser acessadas com condições especiais por meio do Banco John Deere, que oferece linhas de financiamento voltadas à aquisição de equipamentos, adoção de tecnologias e serviços.
Na área agrícola, os destaques incluem linhas do Plano Safra 25/26, com opções como Pronaf, Moderfrota e financiamento em dólar, atendendo diferentes perfis de produtores e necessidades operacionais.
Para o segmento de construção, há condições específicas como taxa zero em até 12 vezes e linhas via BNDES Mais Inovação, além de opções em moeda estrangeira. As ofertas também contemplam soluções de Pós-Vendas e modernização tecnológica, com condições facilitadas para peças, serviços e Pacotes de Atualização, ampliando o acesso às tecnologias mais avançadas da companhia.
Consórcio Nacional John Deere
Em parceria com a Randon Consórcios, o Consórcio Nacional John Deere é uma opção econômica, segura e flexível para a compra de máquinas e equipamentos da marca. A modalidade permite parcelar 100% do valor do bem, escolher o crédito desejado e, após a contemplação, definir qual equipamento adquirir, com pagamento à vista por meio da carta de crédito.
Os planos atendem toda a linha John Deere e oferecem liberdade na escolha de parcelas e prazos. Mais informações e simulações estão disponíveis, clicando aqui.
Sobre a John Deere
Não importa se você nunca dirigiu um trator, cortou a grama ou operou uma escavadeira. Com o papel de ajudar a produzir alimentos, fibras, energia e infraestrutura, a John Deere trabalha para cada pessoa no planeta. Tudo começou há quase 200 anos, com um arado de aço autolimpante. Hoje, a John Deere impulsiona a inovação nos setores de agricultura, construção, florestal, jardinagem, sistemas de energia e muito mais. Para mais informações
sobre a Deere & Company, acesse clicando aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Preços da soja sobem aqui e em Chicago e comercialização melhora em julho – MAIS SOJA

Julho foi positivo para o mercado brasileiro de soja. Os preços subiram nas principais praças do Brasil, acompanhando o comportamento dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, e o ritmo dos negócios melhorou, apesar do câmbio desfavorável. Os prêmios seguiram firmes e ajudaram a consolidar o bom momento para os negócios.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 129,00 para R$ 140,00 durante o mês. Em Cascavel (PR), o preço saltou de R$ 124,00 para R$ 134,00. Em Rondonópolis (MT) a cotação avançou de R$ 115,00 para R$ 127,00. No Porto de Paranaguá, a saca aumentou de R$ 135,00 para R$ 145,00.
Em Chicago, os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, apresentaram alta mensal de 4,26%, sendo negociados na manhã do dia 31 a US$ 11,92 por bushel. No melhor momento de julho, a cotação superou a casa de US$ 12,50, se colocando nos melhores patamares em mais de dois anos.
Três fatores contribuíram para os ganhos em Chicago. O petróleo voltou a subir com a tensão no Oriente Médio escalonando. A demanda chinesa pelo produto americano se aqueceu e, completando o cenário positivo, boletins apontando clima seco e altas temperaturas sobre o cinturão produtor americano garantiram picos característicos desse mercado de clima. Agosto promete muita volatilidade, já que é o período crítico para a formação do potencial produtivo da safra americana.
Plantio
A intenção de plantio da nova safra brasileira de soja aponta diversos desafios para 2027, mas ainda mantém uma perspectiva de aumento da produção, desde que não ocorram problemas climáticos relevantes. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira.
Por um lado, há potencial para novos avanços de área, principalmente nos estados do Centro-Oeste. “É o caso de Mato Grosso, que mantém uma expectativa de expansão de aproximadamente 1,5% na área cultivada”, pontua o consultor.
Segundo ele, mesmo com margens mais apertadas, as elevadas produtividades registradas nas últimas safras melhoraram a relação entre custos e receitas, permitindo que a atividade permaneça economicamente viável, ainda que com rentabilidade mais limitada. “Goiás segue uma dinâmica semelhante, embora a situação dos produtores seja mais fragilizada”, exemplifica.
Por outro lado, o clima é um dos principais fatores de preocupação para a temporada. A expectativa de um evento de El Niño mais intenso levanta riscos importantes para a safra brasileira, especialmente por sua maior influência estar prevista para meses decisivos ao desenvolvimento da cultura e à definição do potencial produtivo. “Caso esse cenário se confirme, poderá haver impacto negativo sobre os níveis de produtividade”, ressalta Silveira.
Ainda assim, Safras & Mercado não trabalha com quebras de safra antecipadamente, adotando essa premissa apenas quando há evidências concretas de perdas no campo. “No entanto, nossa expectativa é de produtividades potenciais inferiores às observadas na última temporada para a maioria das regiões”, afirma. Além do risco climático, os custos de produção seguem elevados, principalmente em função da alta dos fertilizantes ao longo do primeiro semestre. “Esse cenário pode levar parte dos produtores a reduzir o nível de investimento em tecnologia e manejo, fator que tende a limitar o potencial produtivo da safra 2026/27”, explica.
Assim Safras & Mercado projeta um avanço de aproximadamente 1,2% na área plantada, impulsionado principalmente pelos estados do Centro-Oeste, devendo chegar a 49,107 milhões de hectares. A região Sudeste também deve registrar expansão de área, contribuindo para uma expectativa de produção de 180,089 milhões de toneladas, ligeiramente acima dos 178,3 milhões de toneladas estimados para a safra 2025/26.
A produtividade média projetada é de 3.686 quilos por hectare, equivalente a 61,43 sacas por hectare, praticamente estável em relação à safra anterior, que registrou 3.692 quilos por hectare, ou 61,54 sacas por hectare.
Estados Unidos
A área plantada com soja nos Estados Unidos em 2026 deverá totalizar 85,4 milhões de acres, conforme o relatório de área plantada Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se confirmada, a área ficará 5% acima do total cultivado no ano passado, de 81,215 milhões de acres.
O número ficou dentro da expectativa do mercado, que era de 85,4 milhões de acres. O número veio acima da área indicada no relatório de intenção de plantio, divulgado em março, que era de 84,7 milhões de acres. Na comparação com o ano passado, a área aumentou ou ficou inalterada em 23 dos 29 estados produtores.
Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua e Rodrigo Ramos / Agência Safras
Sustentabilidade
Ceema: cotações da soja, em Chicago, recuaram bastante nesta última semana de julho. – MAIS SOJA

As cotações da soja, em Chicago, recuaram bastante nesta última semana de julho.
Após o primeiro mês cotado ter atingido a US$ 12,48/bushel no dia 24/07, o mercado iniciou um recuo importante, atingindo a US$ 11,77 no fechamento da quinta-feira (30), contra US$ 12,37 uma semana antes. Por sua vez, o farelo de soja despencou 5,3% nos últimos seis dias úteis, até o dia 30/07, ao fechar neste dia em US$ 314,10/tonelada curta, a mais baixa cotação em Chicago desde o dia 02/07. Já o óleo de soja perdeu 9,6% nos últimos cinco dias até o dia 30/07, fechando este dia em 68,35 centavos de dólar por libra-peso, sendo esta a mais baixa cotação desde o dia 06/07.
O motivo principal foi o retorno das chuvas nas regiões produtoras de soja dos EUA, arrefecendo a especulação iniciada em princípios de julho. Além disso, uma nova tentativa de acordo de paz entre EUA e Irã esfriou os preços do petróleo, puxando o óleo de soja e influenciando a cotação do grão. Também, neste final de mês, houve forte realização de lucros por parte dos Fundos na Bolsa, ajudando a derrubar as cotações. Assim, se o clima nos EUA continuar no caminho positivo, a pressão baixista sobre os preços da soja tende a continuar. Caso contrário, haverá novas altas. Ou seja, o mercado continua sob forte influência do clima naquele país e, portanto, muito volátil.
Por enquanto, no dia 26/07, apenas 9% das lavouras estadunidenses de soja se apresentavam entre ruins a muito ruins, outras 28% estavam regulares e 63% entre boas a muito boas.
E no Brasil, os preços recuaram um pouco diante deste movimento baixista de Chicago, porém, o câmbio, que se manteve ao redor de R$ 5,10 por dólar, segurou o recuo, assim como os prêmios ao redor de US$ 1,50/bushel nos portos brasileiros.
Desta forma, nos portos o produto se manteve ao redor de R$ 140,00 a R$ 150,00/saco, enquanto nas principais praças nacionais, no balcão, os valores oscilaram entre R$ 119,00 e R$ 127,50/saco. No Rio Grande do Sul, a média esteve em R$ 127,60.
Vale destacar que, diante das preocupações e primeiras evidências do fenômeno El Niño, aumenta a inquietude quanto ao impacto disso sobre a produção de soja global.
Com isso, parte dos compradores estão antecipando suas aquisições visando diminuir riscos, o que ajuda os preços a subirem.
Enfim, novas estimativas dão conta de que o Brasil deverá exportar 115,4 mihões de toneladas de soja em 2026, o que seria 6,7% acima do exportado no ano passado. Já o esmagamento local da oleaginosa atingiria o recorde de 63,3 milhões de toneladas, com aumento de 7,8% sobre o ano de 2025. Com isso, a estimativa de estoques finais para o atual ano comercial foi reduzida, ficando em 6,58 milhões de toneladas. Mesmo assim, o maior volume desde 2019. Já a produção de farelo de soja, pelo Brasil, chegará a 48,7 milhões de toneladas enquanto a de óleo atingirá 12,75 milhões, ambos recordes igualmente. A exportação de farelo pode chegar a 24,9 milhões de toneladas e o consumo interno do subproduto em 21,4 milhões. No óleo de soja, a exportação poderá chegar a 1,7 milhão de toneladas. A receita com a exportação do complexo soja atingiria US$ 60,6 bilhões, contra US$ 52,9 bilhões no ano anterior. A soja em grão participa com US$ 49 bilhões do total esperado, contra US$ 43,5 bilhões em 2025 (cf. Abiove)

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).
Autor:Prof. Dr. Argemiro Luís Brum
Site: CEEMA
Sustentabilidade
Ceema: compradores estão priorizando o consumo dos estoques de milho ao invés de realizarem novas compras – MAIS SOJA

A cotação do milho, em Chicago, para o primeiro mês cotado, após atingir a US$ 4,64/bushel no final da semana anterior, fechou a quinta-feira (30) em US$ 4,45.
Por sua vez, as condições das lavouras estadunidenses de milho pioraram um pouco, sendo que no dia 26/07 haviam 12% das mesmas em situação entre ruim a muito ruim. Outras 25% estavam regulares e 63% entre boas a muito boas. E no Brasil, os preços permanecem firmes, porém, sem grandes modificações. A média gaúcha fechou a semana em R$ 58,94/saco, enquanto nas demais praças nacionais os preços oscilaram entre R$ 44,00 e R$ 62,50/saco no balcão.
Dito isso, a colheita do cereal no Mato Grosso, safra 2025/26, atingiu a 91% no dia 24/07. A média é de 92,7% para esta data (cf. Imea). Já no Centro-Sul brasileiro a colheita da sarinha atingia a 60% no dia 23/07 (cf. AgRural), enquanto a colheita da safrinha em todo o Brasil atingia 58,3% da área também até o dia 24/07. Os estados mais adiantados com a colheita eram Tocantins (93%), Maranhão (90%), Mato Grosso (87,9%), Piauí (72%), Goiás (35%), Minas Gerais (27%), Paraná (29%), Mato Grosso do Sul (20%) e São Paulo (10%) (cf. Conab).
De forma geral, os compradores estão priorizando o consumo dos estoques ao invés de realizarem novas compras, pois acreditam que os preços possam voltar a recuar assim que a colheita da safrinha se aproximar do final já que os produtores têm limitações de estocagem e necessidade de caixa (cf. Cepea). De fato, a expectativa era de que o aumento da oferta já tivesse provocado uma queda nos preços do milho, mas por enquanto isso ainda não ocorreu.
Por outro lado, as exportações brasileiras de milho, nos primeiros 18 dias úteis de julho, atingiram a 1,35 milhão de toneladas, com recuo de 29,2% abaixo da média diária de todo o mês de julho do ano passado.
E são as exportações que assumem, agora, um papel importante para a definição dos preços. No momento sabe que havia demanda externa para embarcar um pouco mais de 3 milhões de toneladas, porém, não havia esse milho colhido. Espera-se que em agosto essas vendas se realizem. Aliás, agosto já inicia com cerca de 2,5 milhões de toneladas nomeadas para exportação. E já há indicativos de que as exportações começam a disputar milho com o mercado interno brasileiro. Vale destacar que a Espanha surge, neste ano, como um grande comprador do milho nacional. Além disso, no mercado interno a demanda das usinas de etanol tende a fazer a diferença.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).
Autor:Prof. Dr. Argemiro Luís Brum
Site: CEEMA
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