Sustentabilidade
Dólar cai e deve contaminar preço da soja no Brasil – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja deve ter o preço pressionado pelo dólar nesta segunda-feira, que abriu em queda frente ao real, voltando a se aproximar de R$ 4,95. Tal movimento reduz a competitividade do produto do Brasil no cenário exportador. Já a Bolsa de Mercadorias de Chicago opera em alta, acompanhando o petróleo, mas os ganhos são bastante modestos. Neste cenário, os negócios devem ser escassos.
Na sexta-feira, o mercado brasileiro de soja apresentou um dia mais aquecido, com movimentos firmes nos portos, especialmente em Santos, e melhora nas cotações entre R$ 1 e R$ 2 por saca. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário externo contribuiu para abrir melhores oportunidades ao longo da sessão.
“A soja operou em alta em Chicago, o dólar chegou a subir e os prêmios se mantiveram firmes, o que ajudou a melhorar as cotações”, afirma. Apesar disso, o analista ressalta que os preços ainda não são suficientemente atrativos para o produtor. “Mesmo assim, quem precisa escoar segue vendendo, e pequenas mudanças já são suficientes para destravar negócios”, explica.
No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00, enquanto em Santa Rosa (RS) avançou de R$ 123,00 para R$ 124,00. Em Cascavel (PR), as cotações passaram de R$ 118,00 para R$ 119,00. Já em Rondonópolis (MT), os preços subiram de R$ 108,00 para R$ 110,00, enquanto em Dourados (MS) avançaram de R$ 109,00 para R$ 110,00. Em Rio Verde (GO), a saca foi de R$ 108,00 para R$ 110,00.
Nos portos, Paranaguá (PR) avançou de R$ 128,00 para R$ 129,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as indicações também subiram de R$ 128,00 para R$ 129,00.
CHICAGO
A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com alta de 0,12% na posição julho/26, cotada a US$ 11,80 por bushel.
O mercado busca suporte na alta do petróleo, enquanto as negociações de paz entre os Estados Unidos e Irã estagnaram, deixando o transporte no Estreito de Ormuz bloqueado. O plantio inicial da soja norte-americana tem avançado bem, embora tempestades previstas no Meio-Oeste possam atrasar a semeadura em algumas áreas.
CÂMBIO
O dólar comercial registra baixa de 0,57%, a R$ 4,9697. O Dollar Index registra queda de 0,38%, a 98,250 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
- As principais bolsas da Ásia encerraram em alta. Xangai, +0,16%. Tóquio, +1,38%.
- As bolsas na Europa operam em alta. Paris, +0,60%. Frankfurt, +0,83%. Londres, +0,20%.
- O petróleo opera em alta. Maio do WTI em NY: US$ 95,09 o barril (+0,73%).
AGENDA
Segunda-feira (27/04)
- 12h00 – Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA.
- 15h00 – Resultado parcial da balança comercial de abril.
- 17h00 – Relatório de condições das lavouras dos EUA – USDA.
- Resultado financeiro da Gerdau.
Terça-feira (28/04)
- Primeiro dia da reunião do Copom.
- 09h00 – IPCA-15 de abril/IBGE.
- 11h30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.
- Resultado financeiro da Vale.
- Japão – Decisão de política monetária do Bank of Japan.
- Quarta-feira (29/04)
- 08h00 – IGP-M de abril/FGV.
- 09h00 – Alemanha – CPI preliminar (abr).
- 11h30 – EUA: Relatório semanal de petróleo (EIA).
- 15h00 – Decisão de Política Monetária do Federal Reserve (Fed). de juros
- 18h30 – Decisão do Copom sobre a taxa Selic.
Quinta-feira (30/04)
- 05h00 – Alemanha – PIB (1ª leitura, 1º trimestre).
- 06h00 – Zona do euro – PIB (1ª estimativa, 1º trimestre).
- 08h00 – Reino Unido – Decisão de juros do Bank of England.
- 09h00 – PNAD de março/IBGE.
- 09h15 – Zona do euro – Decisão de juros do Banco Central Europeu.
- 09h30 – Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA.
- 09h30 – EUA – PIB (1ª estimativa, 1º trimestre).
- 15h00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
- 15h00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
- 16h00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
- Dados do Caged de março sobre mercado de trabalho.
- Dados de Produção e Vendas da Petrobras.
Sexta-feira (1/05)
- Feriado no Brasil – Dia do Trabalho.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Preços da soja sobem aqui e em Chicago e comercialização melhora em julho – MAIS SOJA

Julho foi positivo para o mercado brasileiro de soja. Os preços subiram nas principais praças do Brasil, acompanhando o comportamento dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, e o ritmo dos negócios melhorou, apesar do câmbio desfavorável. Os prêmios seguiram firmes e ajudaram a consolidar o bom momento para os negócios.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 129,00 para R$ 140,00 durante o mês. Em Cascavel (PR), o preço saltou de R$ 124,00 para R$ 134,00. Em Rondonópolis (MT) a cotação avançou de R$ 115,00 para R$ 127,00. No Porto de Paranaguá, a saca aumentou de R$ 135,00 para R$ 145,00.
Em Chicago, os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, apresentaram alta mensal de 4,26%, sendo negociados na manhã do dia 31 a US$ 11,92 por bushel. No melhor momento de julho, a cotação superou a casa de US$ 12,50, se colocando nos melhores patamares em mais de dois anos.
Três fatores contribuíram para os ganhos em Chicago. O petróleo voltou a subir com a tensão no Oriente Médio escalonando. A demanda chinesa pelo produto americano se aqueceu e, completando o cenário positivo, boletins apontando clima seco e altas temperaturas sobre o cinturão produtor americano garantiram picos característicos desse mercado de clima. Agosto promete muita volatilidade, já que é o período crítico para a formação do potencial produtivo da safra americana.
Plantio
A intenção de plantio da nova safra brasileira de soja aponta diversos desafios para 2027, mas ainda mantém uma perspectiva de aumento da produção, desde que não ocorram problemas climáticos relevantes. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira.
Por um lado, há potencial para novos avanços de área, principalmente nos estados do Centro-Oeste. “É o caso de Mato Grosso, que mantém uma expectativa de expansão de aproximadamente 1,5% na área cultivada”, pontua o consultor.
Segundo ele, mesmo com margens mais apertadas, as elevadas produtividades registradas nas últimas safras melhoraram a relação entre custos e receitas, permitindo que a atividade permaneça economicamente viável, ainda que com rentabilidade mais limitada. “Goiás segue uma dinâmica semelhante, embora a situação dos produtores seja mais fragilizada”, exemplifica.
Por outro lado, o clima é um dos principais fatores de preocupação para a temporada. A expectativa de um evento de El Niño mais intenso levanta riscos importantes para a safra brasileira, especialmente por sua maior influência estar prevista para meses decisivos ao desenvolvimento da cultura e à definição do potencial produtivo. “Caso esse cenário se confirme, poderá haver impacto negativo sobre os níveis de produtividade”, ressalta Silveira.
Ainda assim, Safras & Mercado não trabalha com quebras de safra antecipadamente, adotando essa premissa apenas quando há evidências concretas de perdas no campo. “No entanto, nossa expectativa é de produtividades potenciais inferiores às observadas na última temporada para a maioria das regiões”, afirma. Além do risco climático, os custos de produção seguem elevados, principalmente em função da alta dos fertilizantes ao longo do primeiro semestre. “Esse cenário pode levar parte dos produtores a reduzir o nível de investimento em tecnologia e manejo, fator que tende a limitar o potencial produtivo da safra 2026/27”, explica.
Assim Safras & Mercado projeta um avanço de aproximadamente 1,2% na área plantada, impulsionado principalmente pelos estados do Centro-Oeste, devendo chegar a 49,107 milhões de hectares. A região Sudeste também deve registrar expansão de área, contribuindo para uma expectativa de produção de 180,089 milhões de toneladas, ligeiramente acima dos 178,3 milhões de toneladas estimados para a safra 2025/26.
A produtividade média projetada é de 3.686 quilos por hectare, equivalente a 61,43 sacas por hectare, praticamente estável em relação à safra anterior, que registrou 3.692 quilos por hectare, ou 61,54 sacas por hectare.
Estados Unidos
A área plantada com soja nos Estados Unidos em 2026 deverá totalizar 85,4 milhões de acres, conforme o relatório de área plantada Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se confirmada, a área ficará 5% acima do total cultivado no ano passado, de 81,215 milhões de acres.
O número ficou dentro da expectativa do mercado, que era de 85,4 milhões de acres. O número veio acima da área indicada no relatório de intenção de plantio, divulgado em março, que era de 84,7 milhões de acres. Na comparação com o ano passado, a área aumentou ou ficou inalterada em 23 dos 29 estados produtores.
Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua e Rodrigo Ramos / Agência Safras
Sustentabilidade
Ceema: cotações da soja, em Chicago, recuaram bastante nesta última semana de julho. – MAIS SOJA

As cotações da soja, em Chicago, recuaram bastante nesta última semana de julho.
Após o primeiro mês cotado ter atingido a US$ 12,48/bushel no dia 24/07, o mercado iniciou um recuo importante, atingindo a US$ 11,77 no fechamento da quinta-feira (30), contra US$ 12,37 uma semana antes. Por sua vez, o farelo de soja despencou 5,3% nos últimos seis dias úteis, até o dia 30/07, ao fechar neste dia em US$ 314,10/tonelada curta, a mais baixa cotação em Chicago desde o dia 02/07. Já o óleo de soja perdeu 9,6% nos últimos cinco dias até o dia 30/07, fechando este dia em 68,35 centavos de dólar por libra-peso, sendo esta a mais baixa cotação desde o dia 06/07.
O motivo principal foi o retorno das chuvas nas regiões produtoras de soja dos EUA, arrefecendo a especulação iniciada em princípios de julho. Além disso, uma nova tentativa de acordo de paz entre EUA e Irã esfriou os preços do petróleo, puxando o óleo de soja e influenciando a cotação do grão. Também, neste final de mês, houve forte realização de lucros por parte dos Fundos na Bolsa, ajudando a derrubar as cotações. Assim, se o clima nos EUA continuar no caminho positivo, a pressão baixista sobre os preços da soja tende a continuar. Caso contrário, haverá novas altas. Ou seja, o mercado continua sob forte influência do clima naquele país e, portanto, muito volátil.
Por enquanto, no dia 26/07, apenas 9% das lavouras estadunidenses de soja se apresentavam entre ruins a muito ruins, outras 28% estavam regulares e 63% entre boas a muito boas.
E no Brasil, os preços recuaram um pouco diante deste movimento baixista de Chicago, porém, o câmbio, que se manteve ao redor de R$ 5,10 por dólar, segurou o recuo, assim como os prêmios ao redor de US$ 1,50/bushel nos portos brasileiros.
Desta forma, nos portos o produto se manteve ao redor de R$ 140,00 a R$ 150,00/saco, enquanto nas principais praças nacionais, no balcão, os valores oscilaram entre R$ 119,00 e R$ 127,50/saco. No Rio Grande do Sul, a média esteve em R$ 127,60.
Vale destacar que, diante das preocupações e primeiras evidências do fenômeno El Niño, aumenta a inquietude quanto ao impacto disso sobre a produção de soja global.
Com isso, parte dos compradores estão antecipando suas aquisições visando diminuir riscos, o que ajuda os preços a subirem.
Enfim, novas estimativas dão conta de que o Brasil deverá exportar 115,4 mihões de toneladas de soja em 2026, o que seria 6,7% acima do exportado no ano passado. Já o esmagamento local da oleaginosa atingiria o recorde de 63,3 milhões de toneladas, com aumento de 7,8% sobre o ano de 2025. Com isso, a estimativa de estoques finais para o atual ano comercial foi reduzida, ficando em 6,58 milhões de toneladas. Mesmo assim, o maior volume desde 2019. Já a produção de farelo de soja, pelo Brasil, chegará a 48,7 milhões de toneladas enquanto a de óleo atingirá 12,75 milhões, ambos recordes igualmente. A exportação de farelo pode chegar a 24,9 milhões de toneladas e o consumo interno do subproduto em 21,4 milhões. No óleo de soja, a exportação poderá chegar a 1,7 milhão de toneladas. A receita com a exportação do complexo soja atingiria US$ 60,6 bilhões, contra US$ 52,9 bilhões no ano anterior. A soja em grão participa com US$ 49 bilhões do total esperado, contra US$ 43,5 bilhões em 2025 (cf. Abiove)

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).
Autor:Prof. Dr. Argemiro Luís Brum
Site: CEEMA
Sustentabilidade
Ceema: compradores estão priorizando o consumo dos estoques de milho ao invés de realizarem novas compras – MAIS SOJA

A cotação do milho, em Chicago, para o primeiro mês cotado, após atingir a US$ 4,64/bushel no final da semana anterior, fechou a quinta-feira (30) em US$ 4,45.
Por sua vez, as condições das lavouras estadunidenses de milho pioraram um pouco, sendo que no dia 26/07 haviam 12% das mesmas em situação entre ruim a muito ruim. Outras 25% estavam regulares e 63% entre boas a muito boas. E no Brasil, os preços permanecem firmes, porém, sem grandes modificações. A média gaúcha fechou a semana em R$ 58,94/saco, enquanto nas demais praças nacionais os preços oscilaram entre R$ 44,00 e R$ 62,50/saco no balcão.
Dito isso, a colheita do cereal no Mato Grosso, safra 2025/26, atingiu a 91% no dia 24/07. A média é de 92,7% para esta data (cf. Imea). Já no Centro-Sul brasileiro a colheita da sarinha atingia a 60% no dia 23/07 (cf. AgRural), enquanto a colheita da safrinha em todo o Brasil atingia 58,3% da área também até o dia 24/07. Os estados mais adiantados com a colheita eram Tocantins (93%), Maranhão (90%), Mato Grosso (87,9%), Piauí (72%), Goiás (35%), Minas Gerais (27%), Paraná (29%), Mato Grosso do Sul (20%) e São Paulo (10%) (cf. Conab).
De forma geral, os compradores estão priorizando o consumo dos estoques ao invés de realizarem novas compras, pois acreditam que os preços possam voltar a recuar assim que a colheita da safrinha se aproximar do final já que os produtores têm limitações de estocagem e necessidade de caixa (cf. Cepea). De fato, a expectativa era de que o aumento da oferta já tivesse provocado uma queda nos preços do milho, mas por enquanto isso ainda não ocorreu.
Por outro lado, as exportações brasileiras de milho, nos primeiros 18 dias úteis de julho, atingiram a 1,35 milhão de toneladas, com recuo de 29,2% abaixo da média diária de todo o mês de julho do ano passado.
E são as exportações que assumem, agora, um papel importante para a definição dos preços. No momento sabe que havia demanda externa para embarcar um pouco mais de 3 milhões de toneladas, porém, não havia esse milho colhido. Espera-se que em agosto essas vendas se realizem. Aliás, agosto já inicia com cerca de 2,5 milhões de toneladas nomeadas para exportação. E já há indicativos de que as exportações começam a disputar milho com o mercado interno brasileiro. Vale destacar que a Espanha surge, neste ano, como um grande comprador do milho nacional. Além disso, no mercado interno a demanda das usinas de etanol tende a fazer a diferença.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).
Autor:Prof. Dr. Argemiro Luís Brum
Site: CEEMA
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