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15 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Dólar cai e deve contaminar preço da soja no Brasil – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja deve ter o preço pressionado pelo dólar nesta segunda-feira, que abriu em queda frente ao real, voltando a se aproximar de R$ 4,95. Tal movimento reduz a competitividade do produto do Brasil no cenário exportador. Já a Bolsa de Mercadorias de Chicago opera em alta, acompanhando o petróleo, mas os ganhos são bastante modestos. Neste cenário, os negócios devem ser escassos.

Na sexta-feira, o mercado brasileiro de soja apresentou um dia mais aquecido, com movimentos firmes nos portos, especialmente em Santos, e melhora nas cotações entre R$ 1 e R$ 2 por saca. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário externo contribuiu para abrir melhores oportunidades ao longo da sessão.

“A soja operou em alta em Chicago, o dólar chegou a subir e os prêmios se mantiveram firmes, o que ajudou a melhorar as cotações”, afirma. Apesar disso, o analista ressalta que os preços ainda não são suficientemente atrativos para o produtor. “Mesmo assim, quem precisa escoar segue vendendo, e pequenas mudanças já são suficientes para destravar negócios”, explica.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00, enquanto em Santa Rosa (RS) avançou de R$ 123,00 para R$ 124,00. Em Cascavel (PR), as cotações passaram de R$ 118,00 para R$ 119,00. Já em Rondonópolis (MT), os preços subiram de R$ 108,00 para R$ 110,00, enquanto em Dourados (MS) avançaram de R$ 109,00 para R$ 110,00. Em Rio Verde (GO), a saca foi de R$ 108,00 para R$ 110,00.

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Nos portos, Paranaguá (PR) avançou de R$ 128,00 para R$ 129,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as indicações também subiram de R$ 128,00 para R$ 129,00.

CHICAGO

A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com alta de 0,12% na posição julho/26, cotada a US$ 11,80 por bushel.

O mercado busca suporte na alta do petróleo, enquanto as negociações de paz entre os Estados Unidos e Irã estagnaram, deixando o transporte no Estreito de Ormuz bloqueado. O plantio inicial da soja norte-americana tem avançado bem, embora tempestades previstas no Meio-Oeste possam atrasar a semeadura em algumas áreas.

CÂMBIO

O dólar comercial registra baixa de 0,57%, a R$ 4,9697. O Dollar Index registra queda de 0,38%, a 98,250 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS
  • As principais bolsas da Ásia encerraram em alta. Xangai, +0,16%. Tóquio, +1,38%.
  • As bolsas na Europa operam em alta. Paris, +0,60%. Frankfurt, +0,83%. Londres, +0,20%.
  • O petróleo opera em alta. Maio do WTI em NY: US$ 95,09 o barril (+0,73%).
AGENDA
Segunda-feira (27/04)
  • 12h00 – Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA.
  • 15h00 – Resultado parcial da balança comercial de abril.
  • 17h00 – Relatório de condições das lavouras dos EUA – USDA.
  • Resultado financeiro da Gerdau.
Terça-feira (28/04)
  • Primeiro dia da reunião do Copom.
  • 09h00 – IPCA-15 de abril/IBGE.
  • 11h30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.
  • Resultado financeiro da Vale.
  • Japão – Decisão de política monetária do Bank of Japan.
  • Quarta-feira (29/04)
  • 08h00 – IGP-M de abril/FGV.
  • 09h00 – Alemanha – CPI preliminar (abr).
  • 11h30 – EUA: Relatório semanal de petróleo (EIA).
  • 15h00 – Decisão de Política Monetária do Federal Reserve (Fed). de juros
  • 18h30 – Decisão do Copom sobre a taxa Selic.
Quinta-feira (30/04)
  • 05h00 – Alemanha – PIB (1ª leitura, 1º trimestre).
  • 06h00 – Zona do euro – PIB (1ª estimativa, 1º trimestre).
  • 08h00 – Reino Unido – Decisão de juros do Bank of England.
  • 09h00 – PNAD de março/IBGE.
  • 09h15 – Zona do euro – Decisão de juros do Banco Central Europeu.
  • 09h30 – Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA.
  • 09h30 – EUA – PIB (1ª estimativa, 1º trimestre).
  • 15h00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
  • 15h00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
  • 16h00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
  • Dados do Caged de março sobre mercado de trabalho.
  • Dados de Produção e Vendas da Petrobras.
Sexta-feira (1/05)
  • Feriado no Brasil – Dia do Trabalho.

Fonte: Agência Safras



 

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Sustentabilidade

Soja/IMEA: Projeções do USDA, início da semeadura em MT e atenção ao El Niño – MAIS SOJA

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Em seu último relatório, o USDA atualizou as principais projeções do balanço global de oferta e demanda de soja. Para a temporada 2026/27, o departamento manteve a projeção de produção brasileira em 186,00 milhões de toneladas, sem alterações desde a primeira divulgação.

No entanto, esses números podem passar por alterações a depender do desenvolvimento da safra no país, uma vez que o impacto do El Niño é diferente entre as regiões do Brasil. Já nos Estados Unidos a produção foi reajustada em +0,43 milhão de tonelada, alcançando 123,42 milhões de toneladas para a safra 2026/27.

Embora o rendimento médio das lavouras esteja aquém da expectativa inicial do mercado, a safra norteamericana ainda apresenta bons volumes. Por fim, a demanda mundial da oleaginosa para o esmagamento acompanhou o aumento na produção, com ajuste mensal de +0,46 milhão de tonelada, passando para 385,22 milhões de toneladas, mantendo o fortalecimento do mercado para a próxima temporada.

Confira os principais destaques do boletim:
  • DESVALORIZAÇÃO: o óleo de soja em Chicago registrou queda de 0,46% em relação à semana passada, movimento impulsionado pelo recuo dos preços dos óleos vegetais concorrentes.
  • AUMENTO: Sustentada por uma menor intenção de plantio de milho, a área de soja da safra 26/27 na Argentina avançou 1,20% em comparação com a safra anterior.
  • INCREMENTO: devido às precipitações, que favoreceram o avanço da semeadura na última semana, o indicador Cepea encerrou o período com média de R$ 160,72/sc.
Cenário climático exige atenção para início da semeadura de soja em Mato Grosso.

Com o término do vazio sanitário em 06/set, iniciou-se o período permitido para a semeadura da safra 26/27 de soja no estado. Apesar da liberação, o avanço das atividades depende da regularização das chuvas e do nível da umidade do solo.

Enquanto no Paraná a semeadura já avança em ritmo acelerado, em Mato Grosso e no Matopiba, o início das atividades ocorre de forma mais gradual, com os trabalhos a campo em ritmo inicial. Para os próximos dez dias, o Inmet prevê acumulados de 30 a 50 mm em grande parte de MT, o que, caso se confirme, pode favorecer a continuidade dos trabalhos. No entanto, a redução das precipitações projetada na sequência pode prejudicar as áreas já semeadas. Além disso, o El Niño de forte intensidade, com RONI acima de 2,0 entre setembro e novembro, reforça a atenção sobre as chuvas na primavera e a importância do acompanhamento das condições climáticas para a safra.

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Fonte: IMEA



 

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Sustentabilidade

Algodão fecha em queda em NY com dólar em alta frente a outras moedas – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta segunda-feira.

Neste início de semana, o mercado foi pressionado pela valorização do dólar contra outras moedas. Segundo traders, fatores técnicos contribuíram para as movimentações no dia.

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 84,55 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 1,51 centavo, ou de 1,7%. Março/2027 fechou a 87,12 centavos, perda de 1,44 centavo, ou de 1,6%.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

‘Barreira Spodoptera’ fortalece manejo da praga no sistema soja, milho e algodão – MAIS SOJA

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Foto de capa: Assessoria

Líder do mercado de baculovírus para controle de lagartas, a AgBiTech Brasil lança a campanha “Barreira Spodoptera”, com vistas à safra 2026-27. A iniciativa prevê uma série de ações em nível de campo e tem por objetivo conscientizar produtores quanto à condição de “praga de sistema” associada à Spodoptera frugiperda, presente nas lavouras, quando há condições favoráveis à sua proliferação, durante todo o ciclo das culturas de soja, milho segunda safra e algodão.

O engenheiro agrônomo, mestre em produção vegetal e doutor em biotecnologia vegetal da AgBiTech, Victor Hugo Costa, salienta que a campanha foi concebida para “conter o dano silencioso” da Spodoptera frugiperda a partir de seu controle efetivo na cultura da soja, que antecede à segunda safra de milho e ao algodão no calendário agrícola.

Para o especialista, a provável prevalência do fenômeno El Niño ao longo da safra 2026-27, com chuvas irregulares e altas temperaturas, tende a favorecer a disseminação da Spodoptera frugiperda.

“Na soja, uma parte dos produtores ainda deixa de investir no manejo da ‘Spodoptera’, não enxergando como relevantes os danos que a praga leva à cultura, ainda que estes possam chegar de 10% a 20% da produção”, ele explica.

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“A mensagem-chave da campanha busca esclarecer que ao sobreviver na soja, a ‘Spodoptera frugiperda’ se multiplicará, depois, nos sistemas produtivos de milho e algodão, com potencial para ocasionar prejuízos de até 70% à produção, em torno de 20 sacas ou 30 sacas por hectare”, compara Costa.

No ano passado, a pesquisadora Cecilia Czepak, professora da UFG – Universidade Federal de Goiás -, disse, em entrevista, que áreas de soja funcionam como “biofábricas de lagartas”, à medida que uma parcela de produtores da oleaginosa não executa, por opção, o manejo dessas pragas.

“De uma quantidade remanescente de lagartas em soja, não manejada, uma explosão populacional das pragas na época do milho safrinha e do algodão tende a ser inevitável”, destacou, então, a especialista.

“Recomendamos ao produtor começar forte o manejo da Spodoptera na soja, a iniciar nesta cultura a construção de uma barreira à evolução da praga. Protegeremos, assim, áreas subsequentes de milho e algodão da ação reconhecidamente danosa de populações elevadas da lagarta”, reforça Victor Costa, da AgBiTech.

Resultados a campo

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Segundo Costa, dentro da campanha ‘Barreira Spodoptera’, a equipe técnica da AgBiTech fornecerá suporte ao produtor na aplicação de baculovírus como ferramenta estratégica na contenção da Spodoptera frugiperda. Orientará, ainda, durante toda a safra 2026-27, sobre a rotação entre baculovírus e químicos, a depender do cenário de infestação de lavouras pela lagarta.

Em nível de campo, ele revela, alguns ensaios da companhia, atrelados ao conceito ‘Barreira Spodoptera’, alcançaram eficácia acima de 80% no controle de Spodoptera frugiperda em soja e milho, somente com o emprego de baculovírus, no início de infestações da praga. “Associados a químicos, os ‘vírus’ zeraram a população da lagarta em áreas de soja”, enfatiza Costa.

“Identificada a ‘Spodoptera’ na soja no início da infestação, entramos com baculovírus. Duas ou três aplicações ‘constroem a barreira’ para evitar a multiplicação da lagarta”, exemplifica Costa. “Baculovírus agem por mais tempo. A lagarta morre e libera mais vírus para o ambiente. Estes produtos também não desenvolvem resistência”, ele continua.

No caso da eventual presença da Spodoptera em milho segunda safra e algodão, a recomendação da campanha da AgBiTech é a de realizar de duas a quatro aplicações de baculovírus, igualmente no início da infestação.

De acordo com o diretor de marketing da AgBiTech, Pedro Marcellino, a cada safra mais produtores de soja aderem ao controle da ‘Spodoptera’. “A prática tornou-se necessária face à enorme capacidade de multiplicação da lagarta rumo aos cultivos subsequentes”, diz Marcellino. “Há na sojicultura brasileira potencial para o avanço da adesão a baculovírus, enquanto ferramenta estratégica de manejo da ‘Spodoptera frugiperda’.”

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Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Agro MT