Sustentabilidade
MILHO/CEPEA: Agentes voltam as atenções ao clima – MAIS SOJA

A colheita da safra verão do milho está na reta final e a semeadura da segunda safra está praticamente finalizada. Assim, agentes do setor consultados pelo Cepea voltam as atenções ao clima quente e seco e aos possíveis impactos desse cenário sobre o desenvolvimento destas lavouras. Segundo pesquisadores do Cepea, até o momento, a produção da segunda safra 2025/26 segue estimada para ser levemente inferior à temporada 2024/25, mas ainda será elevada.
Entretanto, a irregularidade das chuvas nos últimos dias e a previsão de volume ainda pequeno, além das altas temperaturas em parte de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná, deixam produtores em alerta. No spot, as negociações envolvendo o milho ainda seguem limitadas, devido à demanda enfraquecida – consumidores priorizam o uso dos estoques e adquirem novos lotes apenas de forma pontual, apontam pesquisadores do Cepea.
Compradores também estão de olho nos bons volumes dos estoques de passagem da temporada 2024/25 e na maior colheita da safra verão 2025/26 e, com isso, mantêm expectativas de preços menores nas próximas semanas. Muitos vendedores, contudo, voltaram a limitar o volume no spot, à espera de reação nos valores, fundamentados nas atuais especulações climáticas.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Soja/IMEA: Projeções do USDA, início da semeadura em MT e atenção ao El Niño – MAIS SOJA

Em seu último relatório, o USDA atualizou as principais projeções do balanço global de oferta e demanda de soja. Para a temporada 2026/27, o departamento manteve a projeção de produção brasileira em 186,00 milhões de toneladas, sem alterações desde a primeira divulgação.
No entanto, esses números podem passar por alterações a depender do desenvolvimento da safra no país, uma vez que o impacto do El Niño é diferente entre as regiões do Brasil. Já nos Estados Unidos a produção foi reajustada em +0,43 milhão de tonelada, alcançando 123,42 milhões de toneladas para a safra 2026/27.
Embora o rendimento médio das lavouras esteja aquém da expectativa inicial do mercado, a safra norteamericana ainda apresenta bons volumes. Por fim, a demanda mundial da oleaginosa para o esmagamento acompanhou o aumento na produção, com ajuste mensal de +0,46 milhão de tonelada, passando para 385,22 milhões de toneladas, mantendo o fortalecimento do mercado para a próxima temporada.
Confira os principais destaques do boletim:
- DESVALORIZAÇÃO: o óleo de soja em Chicago registrou queda de 0,46% em relação à semana passada, movimento impulsionado pelo recuo dos preços dos óleos vegetais concorrentes.
- AUMENTO: Sustentada por uma menor intenção de plantio de milho, a área de soja da safra 26/27 na Argentina avançou 1,20% em comparação com a safra anterior.
- INCREMENTO: devido às precipitações, que favoreceram o avanço da semeadura na última semana, o indicador Cepea encerrou o período com média de R$ 160,72/sc.
Cenário climático exige atenção para início da semeadura de soja em Mato Grosso.
Com o término do vazio sanitário em 06/set, iniciou-se o período permitido para a semeadura da safra 26/27 de soja no estado. Apesar da liberação, o avanço das atividades depende da regularização das chuvas e do nível da umidade do solo.
Enquanto no Paraná a semeadura já avança em ritmo acelerado, em Mato Grosso e no Matopiba, o início das atividades ocorre de forma mais gradual, com os trabalhos a campo em ritmo inicial. Para os próximos dez dias, o Inmet prevê acumulados de 30 a 50 mm em grande parte de MT, o que, caso se confirme, pode favorecer a continuidade dos trabalhos. No entanto, a redução das precipitações projetada na sequência pode prejudicar as áreas já semeadas. Além disso, o El Niño de forte intensidade, com RONI acima de 2,0 entre setembro e novembro, reforça a atenção sobre as chuvas na primavera e a importância do acompanhamento das condições climáticas para a safra.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade
Algodão fecha em queda em NY com dólar em alta frente a outras moedas – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta segunda-feira.
Neste início de semana, o mercado foi pressionado pela valorização do dólar contra outras moedas. Segundo traders, fatores técnicos contribuíram para as movimentações no dia.
Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 84,55 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 1,51 centavo, ou de 1,7%. Março/2027 fechou a 87,12 centavos, perda de 1,44 centavo, ou de 1,6%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
‘Barreira Spodoptera’ fortalece manejo da praga no sistema soja, milho e algodão – MAIS SOJA

Foto de capa: Assessoria
Líder do mercado de baculovírus para controle de lagartas, a AgBiTech Brasil lança a campanha “Barreira Spodoptera”, com vistas à safra 2026-27. A iniciativa prevê uma série de ações em nível de campo e tem por objetivo conscientizar produtores quanto à condição de “praga de sistema” associada à Spodoptera frugiperda, presente nas lavouras, quando há condições favoráveis à sua proliferação, durante todo o ciclo das culturas de soja, milho segunda safra e algodão.
O engenheiro agrônomo, mestre em produção vegetal e doutor em biotecnologia vegetal da AgBiTech, Victor Hugo Costa, salienta que a campanha foi concebida para “conter o dano silencioso” da Spodoptera frugiperda a partir de seu controle efetivo na cultura da soja, que antecede à segunda safra de milho e ao algodão no calendário agrícola.
Para o especialista, a provável prevalência do fenômeno El Niño ao longo da safra 2026-27, com chuvas irregulares e altas temperaturas, tende a favorecer a disseminação da Spodoptera frugiperda.
“Na soja, uma parte dos produtores ainda deixa de investir no manejo da ‘Spodoptera’, não enxergando como relevantes os danos que a praga leva à cultura, ainda que estes possam chegar de 10% a 20% da produção”, ele explica.
“A mensagem-chave da campanha busca esclarecer que ao sobreviver na soja, a ‘Spodoptera frugiperda’ se multiplicará, depois, nos sistemas produtivos de milho e algodão, com potencial para ocasionar prejuízos de até 70% à produção, em torno de 20 sacas ou 30 sacas por hectare”, compara Costa.
No ano passado, a pesquisadora Cecilia Czepak, professora da UFG – Universidade Federal de Goiás -, disse, em entrevista, que áreas de soja funcionam como “biofábricas de lagartas”, à medida que uma parcela de produtores da oleaginosa não executa, por opção, o manejo dessas pragas.
“De uma quantidade remanescente de lagartas em soja, não manejada, uma explosão populacional das pragas na época do milho safrinha e do algodão tende a ser inevitável”, destacou, então, a especialista.
“Recomendamos ao produtor começar forte o manejo da Spodoptera na soja, a iniciar nesta cultura a construção de uma barreira à evolução da praga. Protegeremos, assim, áreas subsequentes de milho e algodão da ação reconhecidamente danosa de populações elevadas da lagarta”, reforça Victor Costa, da AgBiTech.
Resultados a campo
Segundo Costa, dentro da campanha ‘Barreira Spodoptera’, a equipe técnica da AgBiTech fornecerá suporte ao produtor na aplicação de baculovírus como ferramenta estratégica na contenção da Spodoptera frugiperda. Orientará, ainda, durante toda a safra 2026-27, sobre a rotação entre baculovírus e químicos, a depender do cenário de infestação de lavouras pela lagarta.
Em nível de campo, ele revela, alguns ensaios da companhia, atrelados ao conceito ‘Barreira Spodoptera’, alcançaram eficácia acima de 80% no controle de Spodoptera frugiperda em soja e milho, somente com o emprego de baculovírus, no início de infestações da praga. “Associados a químicos, os ‘vírus’ zeraram a população da lagarta em áreas de soja”, enfatiza Costa.
“Identificada a ‘Spodoptera’ na soja no início da infestação, entramos com baculovírus. Duas ou três aplicações ‘constroem a barreira’ para evitar a multiplicação da lagarta”, exemplifica Costa. “Baculovírus agem por mais tempo. A lagarta morre e libera mais vírus para o ambiente. Estes produtos também não desenvolvem resistência”, ele continua.
No caso da eventual presença da Spodoptera em milho segunda safra e algodão, a recomendação da campanha da AgBiTech é a de realizar de duas a quatro aplicações de baculovírus, igualmente no início da infestação.
De acordo com o diretor de marketing da AgBiTech, Pedro Marcellino, a cada safra mais produtores de soja aderem ao controle da ‘Spodoptera’. “A prática tornou-se necessária face à enorme capacidade de multiplicação da lagarta rumo aos cultivos subsequentes”, diz Marcellino. “Há na sojicultura brasileira potencial para o avanço da adesão a baculovírus, enquanto ferramenta estratégica de manejo da ‘Spodoptera frugiperda’.”
Fonte: Assessoria de imprensa
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