Agro Mato Grosso
Produção de etanol em MT deve ter alta de 17,8% na safra 2026/2027, diz projeção

Atualmente, há 12 usinas de etanol de milho em funcionamento, com outras 10 em produção e cinco em estudo.
A produção de etanol em Mato Grosso deve ter uma alta de 17,8% na safra 2026/2027, com 8,44 milhões m³, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Esse resultado mostra o avanço das usinas de etanol no estado. Um dos destaques é o avanço das usinas de etanol de milho, com 12 usinas em funcionamento, outras 10 em produção e cinco em estudo.
Além disso, o estado também avança na produção de biocombustível de milho do país, com uma produção de mais de 13,9 milhões de toneladas na safra de 2024/2025, conforme o Imea.
O interesse pelo biocombustível cresce em razão da vantagem de descarbonização na economia verde e até mesmo como alternativa ao diesel importado, que vem se tornando cada vez mais caro como reflexo da guerra entre EUA e Israel contra o Irã.
Etanol na safra 2026/2027
- Milho: 7,33 milhões de m³
- Cana: 1,11 milhão de m³
O milho vem se destacando no estado nos últimos anos. A princípio, essa planta começou como uma segunda safra, sendo uma alternativa encontrada pelos produtores para ocupar o espaço das lavouras depois da colheita da soja.
No ano passado, as usinas também produziram 2,2 bilhões de litros de biodiesel e 2,7 milhões de toneladas de grãos e 2,7 milhões de toneladas de grãos secos destilados que são subprodutos extraídos do processamento do etanol.
Perspectivas econômicas
Para os próximos anos, a economia mato-grossense segue em expansão. A expectativa dos produtores para os próximos anos passa pelo acordo entre Mercosul e União Europeia, que deve criar a maior zona de livre comércio do mundo.
Esse tratado deve beneficiar Mato Grosso com a redução tarifária, acesso ampliado aos mercados, novas tecnologias europeias e estímulo à agroindustrialização do estado. O novo acordo ainda vai derrubar barreiras tarifárias que, hoje, punem os produtos processados.
O estado ainda ampliou para 15 novos mercados internacionais, em dois anos, para reforçar a pauta exportadora. Esse avanço também passa pelos novos investimentos em agroindústria da região, que cresce a cada ano.
Agro Mato Grosso
Justiça suspende concessão de R$ 10 bilhões da ‘Rota dos Grãos’ em MT

Decisão cautelar atende ação de empresa concorrente que aponta possíveis irregularidades e mudanças no edital das concessões das rodovias estaduais MT-020, MT-140, MT-225, MT-244 e MT-251.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspendeu, temporariamente, nesta quinta-feira (21), a concessão de um pacote de rodovias estaduais avaliado em cerca de R$ 10 bilhões, considerado um dos principais projetos de infraestrutura do governo do estado.
A decisão cautelar interrompe o andamento do processo de concessão das rodovias MT-020, MT-140, MT-225, MT-244 e MT-251, conhecidas como “Rota dos Grãos”, após questionamentos sobre possíveis irregularidades no edital.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Infraestrutura (Sinfra), mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
A decisão foi proferida pelo desembargador relator Jones Gattas Dias, da Terceira Câmara de Direito Público e Coletivo do TJMT, no âmbito de ação movida pela CS Infra S.A., líder do Consórcio Rota Multimodal. A empresa contesta alterações realizadas no edital da licitação, alegando que mudanças de última hora podem ter comprometido a competitividade do certame e favorecido determinados grupos econômicos.
No despacho, o magistrado analisou ainda um pedido de destaque apresentado pela CS Infra.O desembargador, no entanto, considerou o pedido prejudicado, destacando que a sustentação da defesa já havia sido regularmente inscrita e confirmada pela secretaria da Corte.
Com a suspensão cautelar, a Sinfra-MT deverá reavaliar pontos do edital antes da continuidade do processo licitatório. O mérito da ação ainda será analisado pelo Tribunal.
Agro Mato Grosso
STF valida lei e dá sinal verde para a Ferrogrão arrancar de Sinop rumo a Miritituba no Pará

Plenário do Supremo Tribunal Federal decide por 9 a 1 destravar os estudos e a implantação da ferrovia EF-170 no Arco Norte
Agro Mato Grosso
Gene altera escolha de hospedeiro em Aphis gossypii

Silenciamento de AgosOBP3 mudou preferência de haplótipo especializado em algodão para pepino
O gene AgosOBP3 atua como determinante da escolha de hospedeiro em Aphis gossypii. Seu silenciamento por RNAi reduziu sua expressão em 46,8% e inverteu a preferência do haplótipo Hap1, especializado em algodão. Após 48 horas, 70% dos pulgões do grupo controle escolheram algodão. No grupo tratado, 65% escolheram pepino. Essas conclusões constam em estudo de pesquisadores chineses.
Aphis gossypii apresenta forte especialização intraespecífica por plantas hospedeiras. Por isso, serve como modelo para estudos sobre adaptação mediada por olfato. O Hap1 possui especialização em algodão. O Hap3 possui especialização em cucurbitáceas. O estudo avaliou a função de AgosOBP3 nesse processo.
Os pesquisadores identificaram 13 genes de proteínas ligadoras de odorantes no genoma de Aphis gossypii. Essas proteínas participam do reconhecimento de hospedeiros em insetos. Também aparecem como possíveis alvos para RNAi.
A comparação transcriptômica mostrou maior expressão de AgosOBP3 no Hap4, de hábito polífago, em relação ao Hap1. A diferença atingiu 1,79 vez, com P < 0,05.
Ensaios de tabela de vida confirmaram a especialização do Hap1. O haplótipo apresentou bom desempenho em algodão. Em pepino, exibiu sobrevivência e reprodução muito baixas.
Desempenho reprodutivo
O silenciamento de AgosOBP3 alterou também o desempenho reprodutivo. Pulgões Hap1 tratados com RNAi tiveram aumento de 39,6% na fecundidade em pepino. Em algodão, houve queda de 39,5%.
Os resultados indicam relação direta entre o nível de expressão de AgosOBP3 e a preferência de Aphis gossypii por hospedeiros especializados. A interferência nesse gene rompeu o padrão de seleção de hospedeiro e redirecionou o haplótipo especializado em algodão para uma planta não adaptada.
O estudo aponta AgosOBP3 como alvo molecular para estratégias de manejo baseadas em perturbação olfativa contra pulgões.
Outras informações em doi.org/10.1002/ps.70935
Sobre a AgosOBP3
AgosOBP3 (Aphis gossypii Odorant-Binding Protein 3) é uma proteína crucial para o sistema olfativo do pulgão-do-algodoeiro. Localizada nas antenas do inseto, sua função é capturar as moléculas de odor suspensas no ar (os voláteis liberados pelas plantas) e transportá-las até os receptores nervosos. É graças a ela que o pulgão consegue “cheirar” o ambiente para encontrar alimento e parceiros.
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