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22 de maio de 2026

Sustentabilidade

Crescimento das exportações de soja é acompanhado pelo aumento de fretes – MAIS SOJA

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As exportações de soja cresceram no mês de fevereiro, contribuindo para o aumento no preço dos fretes. Além da colheita, o período chuvoso é outro fator que influencia na alta dos preços do serviço de transporte de grãos. A análise está na edição de fevereiro do Boletim Logístico, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O monitoramento dos corredores logísticos evidencia o Arco Norte e o porto de Santos (SP) como principais canais de exportação de soja e milho no início de 2026. Pelo Arco Norte, houve o escoamento de 40,8% da produção de milho e 38,4% da produção de soja. Já pelo Porto de Santos foram exportados 33,5% da safra de milho e 36,8% da de soja.

Com a previsão de safra recorde divulgada pela Conab no último levantamento da safra de grãos, os próximos meses devem ser marcados pelo aumento dos fretes rodoviários. “No mercado externo, oscilações cambiais, incertezas geopolíticas e o valor do petróleo devem continuar influenciando o preço dos fretes. Já no mercado interno, os produtores devem lidar com o avanço da colheita das culturas de primeira safra, o que também mantém a pressão de alta nas cotações para a remoção dos grãos”, analisa o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth.

De acordo com o Boletim, no estado de Mato Grosso, principal estado produtor de grãos no país, o alto volume de soja manteve a logística aquecida e os fretes com tendência crescente, com valores até 19% mais elevados que no mês anterior. Apesar das chuvas, melhorias recentes em infraestrutura asseguraram o fluxo, mantendo a proeminência do estado mato-grossense no fornecimento de commodities. O Mato Grosso do Sul também seguiu a tendência de aumento percentual dos fretes, com o registro de rotas que ultrapassaram os 30% em paralelo ao mês de janeiro.

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Em Goiás, o excesso de chuvas impactou o plantio e a colheita. Mesmo com a dificuldade encontrada para o avanço das máquinas na colheita e gargalos logísticos, o estado apresentou alta nos fretes, com crescimento percentual acima de 50% em alguns locais. A primeira quinzena de fevereiro foi sintomática quanto à instabilidade climática, com registros de frota retida em virtude da impossibilidade de carregamento e descarga. Com a entrada da nova safra de soja e retenção do milho, a demanda por infraestrutura logística e armazenagem foi ampliada.

No Distrito Federal, os fretes rodoviários apresentaram aumento máximo de 6% em relação ao mês anterior, em conformidade com o esperado para o período de escoamento da safra de grãos. O Boletim assinala a influência do custo local do diesel, do reajuste superior a 3% no piso mínimo do frete em janeiro e de fatores macroeconômicos, além da entrada da safra. O documento prevê ainda que o mês de março deve se caracterizar pelo pico de incremento das cotações de fretes, em função do ápice do escoamento da soja e do milho.

Na Bahia, os fretes cresceram em proporção à alta da demanda por serviços na região Centro-Oeste, que redirecionou os prestadores. Em relação a janeiro, os valores não ultrapassaram o percentual de 10%. O milho apresentou pequena valorização no mercado local. Com a intensificação da colheita da primeira safra nas próximas semanas, o preço do frete tende a crescer.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, a colheita de soja no sul do Maranhão levou ao aumento médio de 5% dos fretes em algumas rotas. No vizinho Piauí, o início do escoamento da soja também aqueceu a logística, com fretes em média 11% superiores aos valores do mês de janeiro.

Em Minas Gerais, enquanto os fretes tiveram crescimento geral quando comparados ao mês anterior, o valor do transporte do café registrou queda nas rotas com destino ao sul do estado. As exportações seguem em expansão no estado mineiro, com destaque para produtos de maior valor agregado e para o café.

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No Paraná, houve oscilação na demanda e nos preços de acordo com as particularidades das rotas regionais e a disponibilidade de cargas de retorno. Já em São Paulo, os fretes mantiveram estabilidade e tendência à queda em comparativo mensal, com expectativa de que a colheita de soja melhore as cotações.

Adubos e fertilizantes – As importações aumentaram em relação ao mesmo período do ano passado. Em fevereiro, o Brasil importou 2,38 milhões de toneladas de fertilizantes, o que oferece margem de segurança para o plantio das próximas safras.

A pesquisa analisou as principais rotas de escoamento do país, abrangendo dez estados. O Boletim considera aspectos logísticos do setor agropecuário, posição das exportações, análise do fluxo de cargas e movimentação de estoques da Conab. As análises completas estão no Boletim Logístico – Março/2026.

Fonte: CONAB

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Autor:https://www.gov.br/conab/pt-br/crescimento-das-exportacoes-de-soja-e-acompanhado-pelo-aumento-de-fretes

Site: CONAB

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Sustentabilidade

Entre a Guerra e o Clima: O Comportamento dos Preços da Soja e o Ritmo das Safras – MAIS SOJA

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A cotação da soja, em Chicago, para o primeiro mês, oscilou ao redor de US$12,00/bushel, após ter atingido a US$ 11,77 no dia 15 e US$ 12,13 no dia 18. A continuidade da guerra no Oriente Médio, apesar dos constantes anúncios de uma possível paz, que nunca ocorre, sustentam os preços. Assim, o fechamento desta quinta-feira (21) ficou em US$ 11,94/bushel, contra US$ 11,74 uma semana antes.

Estas oscilações continuarão alimentadas pela guerra, enquanto a mesma não chegar a um fim, mas também, a partir de agora, pelo clima nos EUA em função da nova safra de soja naquele país.

Neste sentido, até o dia 17/05 o plantio da nova safra de soja estadunidense atingia a 67% da área esperada, contra a média histórica de 53% para esta data. Registre-se que este plantio está avançando rapidamente. Por sua vez, na data indicada 32% das lavouras da oleaginosa já haviam germinado, contra 23% na média.

Dito isso, a Índia informou que suas exportações de farelo de soja devem recuar 50% no corrente ano, sendo este o nível mais baixo dos últimos quatro anos, depois que os preços locais subiram 47% em abril. Houve perda de competitividade perante os concorrentes internacionais, em particular Argentina, EUA e Brasil. Compradores asiáticos, que normalmente se abastecem na Índia, tendem a buscar o farelo nas Américas. Para se ter uma ideia desta perda de competitividade, “o farelo de soja indiano está sendo oferecido por cerca de US$ 680,00/tonelada FOB para embarques em junho, contra US$ 430,00 oferecidos pelos fornecedores sul-americanos”.

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Assim, as exportações da Índia tendem a recuar para cerca de 900.000 toneladas no ano comercial de 2025/26, que termina em setembro naquele país, abaixo dos 2,02 milhões de toneladas do ano passado. “A Índia é o maior importador de óleo vegetal do mundo, mas tem um excedente de farelo de soja, que envia para países asiáticos e europeus, como Bangladesh, Nepal, Alemanha e Holanda, onde normalmente obtém um prêmio por ser produzido a partir de sementes de soja não geneticamente modificadas. O país do sul da Ásia importa a maior parte de sua necessidade de óleo de palma da Indonésia e da Malásia, enquanto o óleo de soja e o óleo de girassol são provenientes principalmente da Argentina, do Brasil, da Rússia e da Ucrânia” (cf. Reuters).

E no Brasil, com um câmbio ao redor de R$ 5,00 por dólar nesta semana, os preços da soja pouco mudaram. As principais praças gaúchas praticaram valores entre R$ 113,00 e R$ 115,00/saco, enquanto no restante do país os valores oscilaram entre R$ 100,00 e R$ 114,00/saco.

O recente relatório da Conab, anunciado dia 14/05, apontou que a colheita final brasileira de soja, em 2025/26, teria sido de 180,1 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões no ano anterior. O Rio Grande do Sul teria alcançado 18,6 milhões de toneladas, após uma expectativa inicial de até 22 milhões, porém, assim mesmo acima do colhido no ano anterior que foi de 16,6 milhões de toneladas. A área total semeada no país foi de 48,7 milhões de hectares e a produtividade média alcançou 3.698 quilos/hectare (61,6 sacos/ha), enquanto o Rio Grande do Sul alcançou a 2.769 quilos (46,2 sacos/ha). Ou seja, em função da estiagem, a produtividade média gaúcha ficou 25% abaixo da registrada no país.

Dito isso, a próxima safra de soja nacional, do ano de 2026/27, cujo plantio inicia em setembro, deve ter o menor crescimento de área semeada em 20 anos. Com isso, a área total aumentará em apenas 400.000 hectares. Duas causas estariam na origem desta realidade: margens apertadas por parte dos produtores; alta no custo de produção, especialmente dos fertilizantes. Por sua vez, se continuar neste ritmo, os biocombustíveis poderão ser a principal alavanca do crescimento da produção de soja e milho no país, talvez desbancando as exportações (cf. Consultoria Veeries).

A questão central, se isso vier a ocorrer (nos parece cedo para isso) é o que fazer com o farelo, especialmente no caso da soja, pois de cada grão moído tem-se, em média, 18,5% de óleo e 78% de farelo. Existem projeções de que a área plantada de soja no Brasil, em cinco anos, atinja a 54,6 milhões de hectares, com a produção brasileira passando das atuais 180 milhões de toneladas para 210 milhões de toneladas, enquanto a área de milho, no mesmo período, chegaria a 27 milhões de hectares, com a produção total saltando dos atuais 140 milhões para 185 milhões de toneladas.

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Não é impossível, porém, consideramos bastante ousadas tais projeções, levando-se em consideração os custos de crédito e de produção em geral, além das mudanças climáticas que vêm surgindo.

Enfim, segundo a Anec, as exportações de soja brasileira, em maio, deverão atingir a 16,1 milhões de toneladas, se aproximando do recorde de 16,2 milhões ocorrido em abril. Já a exportação de farelo tende a chegar a 2,78 milhões de toneladas em maio, continuando a ser um recorde apesar do recuo em relação à última estimativa.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Panorama do Trigo: Oscilações em Chicago, Alerta Climático e a Tendência de Alta para 2027 – MAIS SOJA

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A cotação do trigo, em Chicago, após ensaiar um recuo no dia 15, quando o primeiro mês cotado fechou em US$ 6,35/bushel, voltou a subir no restante dos dias, batendo em US$ 6,67 no dia 19 (uma das mais altas cotações desde maio de 2024). Entretanto, na sequência houve novas baixas e o fechamento da quinta-feira (21) acabou ficando em US$ 6,47/bushel, o mesmo valor de uma semana antes.

Dito isso, nos EUA, no dia 17/05 as condições das lavouras de trigo de inverno se apresentavam com 43% entre ruins a muito ruins, 30% regulares e 27% entre boas a excelentes. Já o trigo de primavera, na mesma data, havia sido plantado em 73% da área esperada, contra 66% na média histórica. Do total semeado, 39% havia germinado, contra 34% na média histórica.

O mercado externo reage à continuidade da guerra no Oriente Médio e ao relatório do USDA de oferta e demanda, anunciado no dia 12/05, que projetou a menor safra estadunidense de trigo desde 1972. Além disso, operadores acompanham a competitividade do trigo do Mar Negro e das regiões europeias.

Nos EUA houve seca importante que atingiu as plantações de trigo naquele país, onde os agricultores cultivam o trigo vermelho duro de inverno usado para fazer pão. E aqui no Brasil, os preços continuam melhorando lentamente. Nas principais praças gaúchas o saco de 60 quilos foi cotado a R$ 65,00 na média da semana, enquanto no Paraná o mesmo ficou em R$ 68,00.

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De forma geral, o mercado nacional segue travado, atento ao plantio da nova safra e preocupado com a concreta possibilidade de que o país colha bem menos trigo no final do ano (a colheita começa pelo Paraná a partir de setembro). A tendência de preços mais elevados no final do ano e início de 2027 é bastante clara, especialmente se houver uma desvalorização do Real a partir da proximidade das eleições de outubro, fato que irá encarecer o produto importado. Vale ainda lembrar que a oferta interna de trigo de qualidade superior é, hoje, bastante pequena, além de grandes indefinições quanto ao comportamento climático durante o ciclo produtivo do cereal, na medida em que, cada vez mais, se fala em um super-El Niño para os próximos meses (neste último caso, é preciso muita cautela, pois as informações meteorológicas ainda não são definitivas).

Assim, no curto prazo, o “mercado de trigo no Sul do país segue marcado por oferta restrita de produto de qualidade, preços firmes e negociações pontuais entre moinhos e vendedores. No Rio Grande do Sul, os moinhos continuam em busca de trigo de melhor qualidade, produto que não está fácil de encontrar. Para lotes considerados bons, os preços chegaram a R$ 1.500,00 por tonelada CIF, com pagamento em 45 dias, embora esse valor tenha sido apontado como o máximo negociado na semana, e não como uma referência ampla de mercado.

A avaliação é que, diante da dúvida sobre parte do trigo argentino, alguns compradores preferem pagar mais por um produto nacional com qualidade mais garantida.Também houve aumento na procura por trigo branqueador, com bons volumes negociados. As coberturas de maio estão completas, enquanto junho é estimado em 50% coberto. Na safra nova, foram ouvidas referências pontuais de R$ 1.250,00/tonelada CIF porto e R$ 1.100,00 no interior, mas sem aceitação dos vendedores. Em Santa Catarina, o mercado segue como o mais estável da região Sul, recebendo ofertas do próprio estado, do Rio Grande do Sul e do Paraná.

O trigo catarinense subiu para o mínimo de R$ 1.350,00 por tonelada FOB, enquanto ofertas paranaenses ficaram entre R$ 1.320,00 e R$ 1.350,00/tonelada, e o trigo gaúcho entre R$ 1.350,00 e R$ 1.400,00/tonelada. E no Paraná, o mercado permanece firme, mas lento. Os negócios da semana variaram de R$ 1.330,00 a R$ 1.400,00/tonelada FOB, com embarques entre maio e julho. As novas ideias de venda chegaram a R$ 1.400,00 e R$ 1.500,00/tonelada FOB, enquanto há comprador a R$ 1.450,00/tonelada, no moinho, para junho” (TF Agronômica).

Enfim, nos três primeiros meses do corrente ano o Brasil já exportou 1,054 milhão de toneladas de trigo, a um valor médio de US$ 225,43/tonelada. Deste total exportado, 87,9% foi de trigo gaúcho. Os principais compradores de nosso trigo foram o Vietnã, com 257.353 toneladas; Quênia, com 141.616 toneladas; Arábia Saudita, com 138.802 toneladas; Nigéria, com 117.480 toneladas; e Bangladesh, com 111.430 toneladas.

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Lembrando que, enquanto importamos grandes quantidades de trigo de qualidade superior, nos tornamos exportadores do cereal de qualidade inferior, resultante das constantes frustrações de safra que o Sul do país vem registrando.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Alumínio e seus efeitos nas raízes das plantas – MAIS SOJA

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A qualidade química do solo exerce influência direta sobre o crescimento, o desenvolvimento e a produtividade das culturas agrícolas. Entre os fatores de maior relevância, destaca-se a acidez do solo, que favorece a solubilização do alumínio (Al) e aumenta sua concentração na solução do solo. Nessa condição, o alumínio pode atuar de forma tóxica sobre o sistema radicular, reduzindo o alongamento das raízes e promovendo alterações estruturais e fisiológicas que comprometem sua capacidade de absorção. Como resultado, há menor exploração do perfil do solo e redução no acesso das plantas à água e aos nutrientes, fatores que podem limitar o desenvolvimento vegetal e comprometer a expressão do potencial produtivo das culturas.

Os efeitos do Al nas raízes são nitidamente observados ao analisar a morfologia das raízes. Ao avaliar os locais de acúmulo de Al e seus efeitos sobre o crescimento e a morfologia das pontas das raízes de soja, Silva et al. (2020) observaram, que a exposição ao Al promove alterações progressivas na micromorfologia radicular. Enquanto as raízes cultivadas na ausência de Al apresentaram superfície organizada e células da coifa e da epiderme estruturalmente preservadas, a exposição a 100 μM de alumínio por 24 horas já resultou em sinais iniciais de desorganização tecidual. Esses danos tornaram-se mais evidentes após 48 horas e, principalmente, após 72 horas de exposição, período em que foi observada intensa degradação da arquitetura celular das regiões mais externas da raiz.

Figura 1. Micrografias de microscópio eletrônico de varredura das pontas das raízes de plantas de soja após diferentes períodos de exposição ao Al. a – Ponta da raiz em condições de controle (0 µM Al, -Al), b – Ponta da raiz na presença de Al (100 µM Al, +Al) por 24h, c – 48h e d – 72h. Ampliação de 200x. Barra de escala: 100 μm (Silva et al., 2020).
Fonte: Silva et al. (2020)

De acordo com Silva et al. (2020), o acúmulo de alumínio nas camadas superficiais da ponta radicular, especialmente na coifa, epiderme e córtex, promoveu desorganização celular e danos estruturais aos tecidos periféricos, evidenciando que, embora o genótipo avaliado apresente mecanismos de tolerância capazes de restringir a movimentação do Al para os tecidos internos e preservar o crescimento radicular, o metal exerce efeitos tóxicos diretos sobre a integridade morfológica das células externas da raiz.

Resultados similares também foram observados para a cultura do milho. Ao avaliar o efeito do de níveis tóxicos de Al no crescimento e na morfologia externa das pontas das raízes do milho, Souza et al. (2016) identificaram que há uma desestruturação celular das raízes em função da presença do Al tóxico, mesmo em pequenos períodos de exposição (24h), demonstrando que a acidez disponível no solo pode danificar significativamente a estrutura das raízes.

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Figura 2. Pontas das raízes de dois genótipos de milho (UFVM-100 e UFVM-200) após tratamento das plantas com 0 ou 50 µM de Al por 24 horas, coradas com hematoxilina (N = 6).
Fonte: Souza et al. (2016)

Corroborando o impacto da acidez do solo sobre as raízes do milho, Vardar et al. (2011) observaram que a presença do Al reduziu o alongamento radicular em 39,6% na concentração de 150 µM, 44,1% na de 300 µM e 50,1% na de 450 µM de AICI3 após um período de 96 horas (figura 3), além de resultar em estresses alternativos como deformações celulares e formação de caloses nas raízes (figura 4), com o aumento da concentração de Al e tempo de exposição da raízes a ele, causando danos significativos as raízes, evidenciando a sensibilidade do milho ao Al.

Figura 3. Inibição do crescimento induzida pelo alumínio nas raízes do milho. As plântulas foram expostas a concentrações de alumínio de 150, 300 e 450 µM AICI3 (pH 4,5) por 96 horas.
Adaptado: Vardar et al. (2011)
Figura 4. Cortes longitudinais de raízes de milho do grupo controle (C) e do grupo tratado com diferentes concentrações de AI, coradas com azul de anilina após 96 horas.
Fonte: Vardar et al. (2011)

Os resultados evidenciam que, embora a resposta ao Alumínio seja dependente do genótipo, a presença de níveis tóxicos desse elemento na solução do solo pode desencadear alterações morfofisiológicas que comprometem a funcionalidade das raízes. Como consequência, ocorre limitação da absorção de água e nutrientes, afetando processos fundamentais para o crescimento vegetal. Em situações de maior suscetibilidade genética ou de exposição prolongada ao Alumínio, tais efeitos podem culminar em reduções expressivas no crescimento, desenvolvimento e potencial produtivo das culturas.



Referências:

SILVA, C. O. DIFFERENTIAL ACCUMULATION OF ALUMINUM IN ROOT TIPS OF SOYBEAN SEEDLINGS. Brazilian Journal of Botany, 2020. Disponível em: < https://www.researchgate.net/publication/339629323_Differential_accumulation_of_aluminum_in_root_tips_of_soybean_seedlings >, acesso em: 22/05/2026.

SOUZA, L. T. et al. EFFECTS OF ALUMINUM ON THE ELONGATION AND EXTERNAL MORPHOLOGY OF ROOT TIPS IN TWO MAIZE GENOTYPES. Bragantia, 2016. Disponível em: < https://www.redalyc.org/pdf/908/90843579003.pdf >, acesso em: 22/05/2026.

VALDAR, F. et al. DETERMINATION OF STRESS RESPONSES INDUCED BY ALUMINUM IN MAIZE (Zea mays). Acta Biologica Hungarica, 2011. Disponível em: < https://link.springer.com/article/10.1556/ABiol.62.2011.2.6?utm_source=chatgpt.com >, acesso em: 22/05/2026.

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