Sustentabilidade
Ceema: Mercado do clima nos EUA e alta do trigo sustentam cotações do milho em Chicago – MAIS SOJA

As cotações do milho, em Chicago, se mantiveram firmes nesta semana, com o bushel fechando a quinta-feira (16) em US$ 4,41, após ter atingido a US$ 4,47 na véspera, a qual foi a melhor cotação desde o dia 28/05, para o primeiro mês cotado. Uma semana antes o bushel valia US$ 4,27.
A pressão climática nos EUA vem ajudando a este movimento, assim como a forte alta do trigo durante a corrente semana. Lembrando que estamos em pleno mercado do clima nos EUA e no momento mais delicado do desenvolvimento das lavouras do cereal naquele país. Ao mesmo tempo, o aumento das tensões bélicas entre Rússia e Ucrânia, nestes últimos dias, trouxe novas preocupações quanto ao comércio do milho e do trigo junto ao Mar Negro, influenciando as cotações.
Por sua vez, o relatório de oferta e demanda do USDA, do dia 10/07, manteve a produção final dos EUA em 406,4 milhões de toneladas, colocando os estoques finais daquele país, para 2026/27, em 45,5 milhões de toneladas, com pouco mais de quatro milhões de toneladas a menos do que o anunciado em junho. Já a produção mundial do cereal ficou em 1,297 bilhão de toneladas, perdendo três milhões sobre junho, enquanto os estoques finais mundiais ficaram em 275,3 milhões, perdendo seis milhões de toneladas em relação a junho. A produção brasileira é prevista em 139 milhões e a da Argentina em 55 milhões de toneladas.
O USDA também apontou que, no dia 12/07, 68% das lavouras de milho estadunidense estavam entre boas a excelentes condições, contra 67% da semana anterior. Outras 24% estavam em situação regular e 8% em condições ruins ou muito ruins. Por outro lado, 34% das lavouras estavam na fase de pendoamento, contra a média de 30% para o período. Outras 6% estavam na fase de formação de grãos, contra a média de 5%.
Já aqui no Brasil, as altas em Chicago têm pouco efeito, pois o milho nacional responde especialmente a uma realidade do mercado interno. Assim, os preços do cereal, nesta semana, oscilaram entre R$ 42,00 e R$ 60,50/saco conforme as diferentes praças nacionais. No Rio Grande do Sul, os mesmos continuaram em R$ 58,00/saco.
Houve pequeno aumento em diferentes regiões nacionais, em relação à semana anterior, porém, a pressão da colheita da safrinha, que avança bem no país, continua a impedir melhorias substanciais nos preços. Até o dia 10/07 a colheita da safrinha, no Brasil, atingia a 38,9% da área semeada, contra 46,7% na média histórica. Segundo os últimos dados da Conab, anunciados agora em julho, a produção total da safrinha está esperada em 108,4 milhões de toneladas para 2025/26, contra pouco mais de 113 milhões no ano anterior. Já a produção total de milho está, agora, estimada em 140,7 milhões, contra 141,2 milhões de toneladas no ano anterior.
Em particular, no Mato Grosso, a colheita de milho atingiu a 60% da área cultivada na safra 2025/26 na virada da semana, contra a média de 70,6% para esta época. Entretanto, estimativas revisadas apontam para um safra recorde naquele estado, com a safra 2025/26 podendo atingir a 57 milhões de toneladas. Este volume supera os 55,4 milhões da safra anterior. “O avanço se dá exclusivamente com a contabilização de uma produtividade mais alta, já que a área plantada permaneceu inalterada, sendo estimada em 7,39 milhões de hectares, o que representa um aumento de 1,8% no comparativo anual. A produtividade média por hectare passou para 128,6 sacos/ha, superando a do ano anterior, que havia sido de 127,3 sacos (cf. Imea).
Enquanto isso, no Centro-Sul brasileiro a colheita atingia a 40% da área até o dia 09/07 (cf. AgRural).
Já as exportações de milho pelo Brasil, nos primeiros oito dias úteis de julho, atingiram a 519.706 toneladas, com recuo de 38,9% na média diária em relação a todo o mês de julho de 2025. Este baixo ritmo se justificaria devido aos baixos preços do cereal nos portos nacionais. Enfim, o preço médio recebido por tonelada avançou 3% até aqui, saindo dos US$ 205,20 de 2025 para US$ 211,50 no acumulado de julho de 2026.
E a União Nacional do Etanol de Milho (UNEM) considera a aprovação da mistura obrigatória de 32% de etanol anidro na gasolina (E32), pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), um importante avanço para a política nacional de biocombustíveis e para a implementação da Lei do Combustível do Futuro. Afinal, considerando as recentes evoluções do mandato de mistura, em menos de um ano o Brasil acrescentou cinco pontos percentuais ao teor de etanol na gasolina, o equivalente a cerca de 2,25 bilhões de litros anuais adicionais de etanol anidro no mercado nacional. Se, por um lado, este processo tem muitos pontos positivos, por outro lado, se o mesmo não levar a uma redução do preço do litro da gasolina ao consumidor final, este terá prejuízo, pois o álcool diminui a performance quilômetros/litro nos automóveis flex, hoje a grande maioria da frota nacional.
Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Sustentabilidade
El Niño avança e muda quadro das lavouras em diferentes regiões

O El Niño segue ganhando força e já começa a afetar as condições das lavouras globais de forma desigual entre os principais países produtores. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (WMO), o fenômeno pode influenciar o clima entre agosto e outubro, com mudanças nos padrões de precipitação. A avaliação foi apresentada pelo analista de safra da EarthDaily, Felippe Reis, em relatório divulgado nesta sexta-feira (28).
No Brasil, o ponto de atenção está no trigo da região Sul, responsável por mais de 80% da produção nacional. Reis afirmou que o aumento das precipitações eleva o risco de umidade prolongada, o que pode dificultar o manejo, ampliar a incidência de doenças fúngicas e reduzir a disponibilidade de radiação solar para o enchimento dos grãos. Segundo o analista, a partir de setembro a cultura entra em um período crítico de desenvolvimento. Ele citou as safras de 2015 e 2023, quando o excesso de chuva sob influência do El Niño resultou em perdas de produção.
Na Argentina, as chuvas registradas desde meados de julho elevaram a umidade do solo nas regiões produtoras. De acordo com Reis, o volume acumulado supera os níveis de 2023 e configura um cenário de melhora para o desenvolvimento do trigo.
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No Canadá, as chuvas intensas de maio e junho garantiram a melhor condição de meio de temporada em cerca de uma década para as lavouras das Pradarias. Julho foi mais seco, mas o potencial produtivo do trigo canadense segue acima do observado em 2023.
A Austrália concentra a piora mais relevante desde a avaliação de junho. Embora trigo, cevada e canola ainda apresentem boas condições gerais, as chuvas diminuíram na Austrália Ocidental, em padrão semelhante ao de 2023. A previsão para agosto a outubro indica precipitações abaixo da média na maior parte dos estados do leste e na região oeste.
Na Índia, as chuvas de monção estavam 11% abaixo da média de longo prazo em 5 de agosto. O déficit chegou a 27% no leste e nordeste e a 18% na península sul, atingindo áreas de milho e soja. Nos Estados Unidos, Reis avaliou que ainda não há consistência para medir os efeitos do El Niño sobre milho e soja no Meio-Oeste. Para o trigo de inverno, o resultado dependerá do volume e do momento das chuvas nas áreas de cultivo.
O avanço do El Niño mantém um quadro contrastante entre os principais produtores agrícolas, com excesso de chuva em parte da América do Sul, melhora hídrica na Argentina e no Canadá e risco de menor precipitação em áreas da Austrália e da Índia.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Sustentabilidade
Saiba como ficaram as cotações de soja no último dia de agosto

O mercado brasileiro de soja registrou preços pouco alterados, com fraca movimentação de negócios nesta segunda-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, a Bolsa de Chicago teve pequenos movimentos, com oscilações que ocorreram até no campo negativo, mas com o mercado fechando bem próximo da abertura.
“No físico, um dia bem nominal, com algumas regiões subindo preços, outras caindo, mas sem grandes ajustes. No geral, poucos negócios ocorrendo, as cotações estão em excelentes patamares, mas o produtor preferiu segurar as ofertas querendo indicações melhores”, destacou Rafael Silveira.
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No mercado físico, as cotações apresentaram poucas alterações nesta segunda-feira (31). Confira:
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 152,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 153,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 149,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 143,00 para R$ 144,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 145,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 160,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 160,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam mistos, perto da estabilidade na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), em um dia de ajustes e volatilidade. O mês de agosto, no entanto, foi marcado por uma consistente valorização, em torno de 8%.
Hoje, o fraco desempenho do trigo e um movimento de realização de lucros evitaram ganhos maiores. Em contrapartida, a boa demanda pelo produto americano, a alta do petróleo e a queda do dólar seguiram sendo fatores de sustentação.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 159.000 toneladas de soja para destinos não revelados, a serem disponibilizadas na temporada 2026/27.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 250.801 toneladas na semana encerrada no dia 27 de agosto. Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 430.079 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 491.966 toneladas.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam estáveis, a US$ 12,88 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,03 1/4 por bushel, com elevação de 0,50 centavo de dólar ou 0,03%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,60 ou 1,03%, a US$ 345,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 71,12 centavos de dólar, com ganho de 0,06 centavo ou 0,08%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,28%, sendo negociado a R$ 5,1811 para venda e a R$ 5,1791 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1610 e a máxima de R$ 5,1899. No mês, a moeda teve valorização de 2,22%.
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Sustentabilidade
Exportações de soja dos EUA recuam 41,7% na semana, aponta USDA

Os volumes de soja e trigo inspecionados para exportação nos portos dos Estados Unidos recuaram na semana encerrada em 27 de agosto, enquanto os embarques de milho apresentaram alta. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (31) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
No período, foram inspecionadas 250.801 toneladas de soja, uma queda de 41,7% em relação à semana anterior. Na comparação com a mesma semana do ano passado, o volume representa uma retração de 49%.
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Já o milho teve 1,496 milhão de toneladas inspecionadas para exportação, alta de 13,1% ante a semana anterior e avanço de 6,12% em relação ao mesmo período de 2025.
No caso do trigo, o volume chegou a 430.925 toneladas, queda de 0,37% na comparação semanal e recuo de 46,5% ante igual semana do ano passado.
No acumulado do ano-safra, os embarques de milho somam 83,81 milhões de toneladas, volume 25,14% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior. As exportações de soja totalizam 40,74 milhões de toneladas, queda de 18,2%, enquanto o trigo acumula 4,78 milhões de toneladas, retração de 28,4%.
O relatório do USDA considera o ano-safra iniciado em 1º de junho de 2026 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para milho e soja.
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