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1 de setembro de 2026

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Algodão sob alerta: chuvas de inverno preocupam cotonicultores de MT durante a colheita

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

As chuvas registradas em pleno período de colheita acenderam o alerta entre os cotonicultores de Mato Grosso. Em uma época normalmente marcada pelo tempo seco, as precipitações têm dificultado os trabalhos no campo, comprometido a qualidade da fibra e provocado perdas de produtividade justamente na reta final do ciclo da cultura.

Além dos impactos imediatos na colheita, a previsão de novas chuvas para os próximos dias aumenta a preocupação dos produtores, que temem um agravamento dos prejuízos em um momento decisivo para a safra.

O cenário é observado em municípios do Médio-Norte do estado, como Ipiranga do Norte, onde o algodão vem ampliando espaço nas propriedades rurais e consolidando-se como alternativa de diversificação ao lado da soja e do milho.

Apesar dos problemas causados pelo clima, a expectativa para a safra estadual segue positiva. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) elevou recentemente a estimativa de produtividade para 310,67 arrobas por hectare. Com isso, a produção é projetada em 6,41 milhões de toneladas, a terceira maior da série histórica do instituto, mesmo com redução de 11,1% na área plantada.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Para o presidente do Sindicato Rural de Ipiranga do Norte, Eder Ferreira Bueno, o avanço da cultura acompanha o fortalecimento da cotonicultura no município. “O produtor que está bem estabilizado diversifica porque acaba diminuindo um pouco a área de milho e aumenta a área de algodão”.

Diversificação ganha espaço nas propriedades

Conhecido como o ouro branco do Cerrado, o algodão tem conquistado cada vez mais espaço nas áreas agrícolas de Ipiranga do Norte e figura entre as principais culturas cultivadas no município, ao lado da soja e do milho.

Eder lembra que o algodão faz parte da história da agricultura mato-grossense e agora avança com mais força em Ipiranga do Norte. Para ele, trata-se de uma cultura de maior risco e que exige investimento elevado. “O algodão ele já é uma cultura antiga em Mato Grosso e agora está chegando em Ipiranga forte. É uma cultura mais arriscada, ela tem um custo maior (…) é uma cultura nova que vem para agregar muito no município”.

Foi esse movimento que motivou o produtor Vinicius Domingos Padilha Daghetti a apostar na cultura há cinco anos. Além do cultivo, ele investiu em uma unidade de beneficiamento equipada com alta tecnologia para preparar a fibra destinada ao mercado externo. Nesta safra, foram plantados 1,3 mil hectares de algodão na propriedade.

Para Vinicius, a decisão também foi influenciada pelas oscilações do mercado do milho, que fizeram do algodão uma alternativa para diversificar a renda. “Com essa volatilização do mercado do milho aí, ele está sendo uma escolha bem razoável e está sendo uma bela alternativa”, pontua ao Canal Rural Mato Grosso.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Chuva fora de época provoca perdas e compromete a qualidade

Com aproximadamente 30% da área colhida, a expectativa de Vinicius era repetir o desempenho das últimas safras. No entanto, as chuvas registradas durante a fase final do ciclo alteraram o planejamento da colheita e dificultaram a operação das máquinas.

O produtor conta para a reportagem que o período normalmente é de tempo seco, quando ocorre o desfolhamento das plantas e a colheita avança sem interrupções. Neste ano, porém, as precipitações mudaram completamente o cenário. “É a época que falta a chuva e a gente está desfolhando o algodão e não contávamos com essa chuva (…) dentro dos anos que nós estamos dentro da cultura aí é o primeiro ano”.

A umidade já provoca perdas que afetam a rentabilidade da safra. “Em termos de perdas na colheita, que fica grudado no capuleto do algodão, em torno de 10 arrobas por hectare está ficando para trás. A máquina não consegue arrancar”, afirma, ressaltando que “é uma parte do lucro que está indo embora”.

Na propriedade do produtor Valcir Batista Gheno, também em Ipiranga do Norte, a colheita segue sob incerteza. Embora as chuvas tenham sido de menor volume, os primeiros efeitos já aparecem na qualidade da pluma.

“Já houve sim um escorrimento da pluma, já manchou um pouco ela, porque cai a sujeira da folha e pega na pluma. Com certeza já compromete a qualidade da pluma depois na comercialização, na classificação”, diz.

Além da qualidade, o produtor afirma que a umidade também atrasa a retirada da produção da propriedade e, por consequência, a entrada dos recursos da safra. “Tudo isso acaba atrasando e atrapalhando na nossa entrada de renda”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Previsão de novas precipitações amplia apreensão

A previsão de novas chuvas para os próximos dias mantém os produtores em alerta. O receio é que o volume de precipitações aumente justamente quando grande parte das lavouras estiver pronta para ser colhida, ampliando as perdas de produtividade e de qualidade da fibra.

Vinicius afirma que acompanha diariamente as previsões meteorológicas e admite preocupação com a possibilidade de novas precipitações. “Nós estamos de orelha em pé”.

Embora cerca de 70% da produção já esteja comercializada, o produtor admite que a previsão de chuva aumenta a apreensão. “Isso tira mais o sono com essa chuva que está vindo”.

Valcir também acompanha com preocupação as previsões do tempo. Ele lembra que o clima continua sendo um fator fora do controle do produtor, embora a lavoura tenha apresentado bom desenvolvimento. “Agora temos esse fator climático que nós não temos o domínio”.

Caso as chuvas persistam, os prejuízos poderão aumentar justamente na reta final da safra. “Não sabemos a intensidade que pode vir, mas realmente nos preocupa. Se vier mais aumentar esse tipo de problema que já temos hoje instalado (…) qualquer perda que venha com certeza vai acarretar em prejuízo”.


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Colheita de café alcança 93% na área da Expocacer

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A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro atingiu 93% do total previsto até a sexta-feira (28), ante 87% na semana anterior, informou a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) nesta segunda-feira (31). Do volume já colhido, 77% foi beneficiado, com rendimento médio de 490 litros por saca de 60 quilos beneficiada.

No mesmo período da safra passada, os trabalhos estavam 95% concluídos. Segundo a Expocacer, cerca de 30% do café desta safra caiu ao chão em decorrência das chuvas. Desse total, aproximadamente 54% já foi recolhido.

Os técnicos da cooperativa afirmam que a colheita de chão é uma das principais atividades a serem intensificadas neste momento. O aumento da umidade tem interferido no ritmo das operações, sobretudo no recolhimento desse café, já que parte das atividades mecanizadas precisa ser interrompida ou adiada.

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Em algumas situações, o café já enleirado precisa ser novamente esparramado para secagem antes de ser recolhido. A previsão de novas chuvas nos próximos dias amplia a atenção sobre essa etapa dos trabalhos.

Na qualidade, o porcentual médio de catação dos cafés recebidos segue acima de 20%. De acordo com os técnicos da Expocacer, esse comportamento está associado principalmente ao aumento da participação de cafés provenientes do chão.

Na semana passada, os acumulados de chuva ficaram entre 5 milímetros e 29 milímetros, conforme a localidade. Para a cooperativa, esse volume marcou uma mudança importante no padrão meteorológico das últimas semanas, com elevação pontual da disponibilidade hídrica na região após um período prolongado de tempo predominantemente seco.

Para os próximos dias, a recomendação é de atenção à possibilidade de novas chuvas, com maior probabilidade a partir de 2 de setembro. As temperaturas máximas devem variar entre 29 graus Celsius e 32 graus Celsius, enquanto as mínimas devem oscilar entre 11 graus Celsius e 17 graus Celsius. Após as chuvas, a cooperativa também orienta acompanhamento da evolução dos botões florais e de eventuais floradas em algumas lavouras.

Com 93% da colheita prevista já concluída, o avanço dos trabalhos no Cerrado Mineiro passa neste momento pelo recolhimento do café de chão, pela gestão das operações em ambiente mais úmido e pelo monitoramento das lavouras após o retorno das chuvas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Chuva na primavera deve reduzir safra de azeitonas de 2027 no Rio Grande do Sul

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A perspectiva de chuva durante a primavera no Rio Grande do Sul indica uma safra menor de azeitonas em 2027, segundo o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva). A avaliação foi apresentada nesta segunda-feira (31), durante coletiva de imprensa na Expointer, em Esteio (RS). O Estado lidera a produção nacional e concentra a maior parte da área cultivada com oliveiras no país.

De acordo com o Ibraoliva, o Brasil produziu 1,434 milhão de litros de azeite extravirgem em 2026. Desse total, o Rio Grande do Sul respondeu por 81% da colheita. O Estado também reúne cerca de 7,1 mil hectares de oliveiras, o equivalente a aproximadamente 69% dos 10,3 mil hectares plantados no país.

A Serra da Mantiqueira, que abrange Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, aparece como o segundo polo nacional da olivicultura.

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O presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, afirmou que o desempenho gaúcho ocorreu após duas safras afetadas pelo excesso de chuvas. Segundo ele, o avanço da produção, mesmo com estabilidade da área plantada, mostra que o crescimento do setor não depende apenas da expansão dos olivais. Para a entidade, o resultado está relacionado à evolução do manejo, à adaptação dos produtores às condições climáticas e ao aprimoramento das etapas de colheita e processamento.

"Vamos ampliar a pesquisa para reduzir as oscilações na produção. Nós temos que acabar com essa montanha-russa e precisamos ter uma estabilidade produtiva. Por isso, estamos cada vez mais aliados à tecnologia e às universidades como a Universidade Federal de Santa Maria, a Universidade Federal de Pelotas", disse Obino Filho.

O Ibraoliva reúne atualmente 390 olivicultores em cerca de 120 municípios gaúchos, com destaque para Encruzilhada do Sul, Canguçu, Pinheiro Machado, Bagé e Cachoeira do Sul. Em nível nacional, a cadeia soma mais de 620 produtores e 77 lagares em operação, distribuídos por cerca de 280 municípios de oito Estados.

Com liderança em produção e área cultivada, o Rio Grande do Sul segue como principal referência da olivicultura brasileira, enquanto o setor busca reduzir a oscilação das safras com pesquisa, tecnologia e ajustes de manejo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Soja em terras baixas deve ocupar 431 mil hectares no RS na safra 2026/27

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Foto: Madson Maranhão/Governo do Tocantins

A intenção de semeadura de soja em terras baixas no Rio Grande do Sul chega a 431.013,93 hectares na safra 2026/27, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (31) pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), durante a 49ª Expointer.

O número representa uma redução de 1,3% em relação à área plantada na safra 2025/26. Mesmo com o recuo, a soja segue ganhando espaço nas áreas tradicionalmente destinadas ao arroz irrigado e se consolida como parte do sistema de rotação de culturas no Estado.

Segundo o Irga, a integração entre soja e arroz contribui para melhorias na estrutura do solo, fixação biológica de nitrogênio e manejo fitossanitário. A estratégia tem sido adotada pelos produtores como forma de ampliar a eficiência e a sustentabilidade das áreas de várzea.

O levantamento de intenção de semeadura é realizado pelo Irga por meio de uma rede de coleta distribuída pelos escritórios regionais. Cada município pesquisado apresenta, no mínimo, 65% de amostragem da área cultivada. Durante o acompanhamento da implantação da safra, a cobertura supera 80% da área efetivamente semeada.

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