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31 de agosto de 2026

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Chuva na primavera deve reduzir safra de azeitonas de 2027 no Rio Grande do Sul

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A perspectiva de chuva durante a primavera no Rio Grande do Sul indica uma safra menor de azeitonas em 2027, segundo o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva). A avaliação foi apresentada nesta segunda-feira (31), durante coletiva de imprensa na Expointer, em Esteio (RS). O Estado lidera a produção nacional e concentra a maior parte da área cultivada com oliveiras no país.

De acordo com o Ibraoliva, o Brasil produziu 1,434 milhão de litros de azeite extravirgem em 2026. Desse total, o Rio Grande do Sul respondeu por 81% da colheita. O Estado também reúne cerca de 7,1 mil hectares de oliveiras, o equivalente a aproximadamente 69% dos 10,3 mil hectares plantados no país.

A Serra da Mantiqueira, que abrange Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, aparece como o segundo polo nacional da olivicultura.

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O presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, afirmou que o desempenho gaúcho ocorreu após duas safras afetadas pelo excesso de chuvas. Segundo ele, o avanço da produção, mesmo com estabilidade da área plantada, mostra que o crescimento do setor não depende apenas da expansão dos olivais. Para a entidade, o resultado está relacionado à evolução do manejo, à adaptação dos produtores às condições climáticas e ao aprimoramento das etapas de colheita e processamento.

"Vamos ampliar a pesquisa para reduzir as oscilações na produção. Nós temos que acabar com essa montanha-russa e precisamos ter uma estabilidade produtiva. Por isso, estamos cada vez mais aliados à tecnologia e às universidades como a Universidade Federal de Santa Maria, a Universidade Federal de Pelotas", disse Obino Filho.

O Ibraoliva reúne atualmente 390 olivicultores em cerca de 120 municípios gaúchos, com destaque para Encruzilhada do Sul, Canguçu, Pinheiro Machado, Bagé e Cachoeira do Sul. Em nível nacional, a cadeia soma mais de 620 produtores e 77 lagares em operação, distribuídos por cerca de 280 municípios de oito Estados.

Com liderança em produção e área cultivada, o Rio Grande do Sul segue como principal referência da olivicultura brasileira, enquanto o setor busca reduzir a oscilação das safras com pesquisa, tecnologia e ajustes de manejo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Soja em terras baixas deve ocupar 431 mil hectares no RS na safra 2026/27

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Foto: Madson Maranhão/Governo do Tocantins

A intenção de semeadura de soja em terras baixas no Rio Grande do Sul chega a 431.013,93 hectares na safra 2026/27, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (31) pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), durante a 49ª Expointer.

O número representa uma redução de 1,3% em relação à área plantada na safra 2025/26. Mesmo com o recuo, a soja segue ganhando espaço nas áreas tradicionalmente destinadas ao arroz irrigado e se consolida como parte do sistema de rotação de culturas no Estado.

Segundo o Irga, a integração entre soja e arroz contribui para melhorias na estrutura do solo, fixação biológica de nitrogênio e manejo fitossanitário. A estratégia tem sido adotada pelos produtores como forma de ampliar a eficiência e a sustentabilidade das áreas de várzea.

O levantamento de intenção de semeadura é realizado pelo Irga por meio de uma rede de coleta distribuída pelos escritórios regionais. Cada município pesquisado apresenta, no mínimo, 65% de amostragem da área cultivada. Durante o acompanhamento da implantação da safra, a cobertura supera 80% da área efetivamente semeada.

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Redução dos estoques globais e condições das lavouras dos EUA ditarão preços do milho

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Foto: Sistema Famasul

O milho spot em Chicago encerrou a semana passada com uma alta expressiva de 5,8% no período. No Brasil, o contrato da B3 com mesma referência seguiu em igual direção, fechando a R$ 71,50 por saca, incremento de 0,28%.

Já no mercado físico, na região do Triângulo Mineiro, as cotações encerraram com referência de R$ 57,25 por saca. Relatório da Inteligência de Mercado da Grão Direto, o Grainsights, aponta os principais pontos que podem ditar os preços no curto prazo.

O que esperar do mercado

  • Contexto internacional: O mercado internacional de milho opera sob a influência da redução dos estoques finais mundiais para a temporada 2026/27. Nos Estados Unidos, a fase de enchimento de grãos transcorre com lavouras em condições boas ou excelentes abaixo dos níveis apontados no passado. “Essa piora na qualidade das lavouras norte-americanas, combinada ao corte de estoques globais, limita a pressão vendedora sazonal na Bolsa de Chicago e sustenta preços mais altos”, destaca.
  • Safrinha de milho: no Brasil, os trabalhos de colheita da safrinha 2025/26 entram na reta final, cobrindo cerca de 80% da área cultivada no Centro-Sul. Entretanto, chuvas frequentes durante a colheita no Paraná resultaram em lotes com umidade excessiva, provocando diferenciação nos preços e aplicação de descontos comerciais no mercado disponível regional. Portanto, no geral, tem-se grandes esforços dedicados à colheita, com desafios previsto logo após os trabalhos em campo com a janela que se abre para a próxima safra.
  • Janela de plantio e condições climáticas: a evolução climática também passa a ser um fator determinante para a formação de expectativas no milho. Os potenciais atrasos na semeadura da próxima safra causados pelo clima irregular do El Niño trazem o risco direto de encurtamento da janela ideal de plantio da segunda safra de milho em 2027. “Essa perspectiva de maior exposição do cereal a estresses hídricos no início do próximo ano já começa a ser monitorada com atenção pelos agentes de mercado nas posições futuras”, pontua o Grainsights.
  • Preços domésticos: no ambiente interno de negócios, a postura vendedora do produtor segue caracterizada pela retração no mercado spot. Capitalizado pelas receitas obtidas com a soja, o agricultor prioriza a retenção do milho em estruturas de armazenagem à espera de cotações mais atrativas. Em contrapartida, indústrias de proteína animal e usinas de etanol de milho atuam ativamente na recomposição de escalas operacionais, estabelecendo uma disputa de preços que dá sustentação aos valores domésticos.
  • Macroeconomia e oportunidades: a leitura do Boletim Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira (31), aponta a taxa Selic mantida em 13,75%, o câmbio projetado em R$ 5,20 por dólar e o IPCA ajustado para 5,01% ao ano. A manutenção do dólar em níveis elevados garante a competitividade da produção nacional e sustenta os prêmios portuários nos principais pontos de escoamento do país. O relatório destaca que em um cenário dinâmico com custos de produção ainda elevados e variações constantes nas cotações, é fundamental que o produtor rural esteja atento às oscilações do mercado e ao controle do seu custo por hectare.

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São Paulo soma mais de 4,3 mil acidentes com abelhas e quatro mortes em 2026

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Foto: Eugênia Ribeiro/Embrapa

Apesar de sua grande importância ambiental, especialmente para a polinização, esses insetos podem apresentar comportamento altamente defensivo quando o enxame ou a colônia é perturbado, aumentando o risco de ataques e múltiplas ferroadas.

Uma única ferroada, em geral, não representa gravidade para pessoas não alérgicas. Entretanto, acidentes com grande número de ferroadas podem provocar intoxicação sistêmica, com alterações musculares, sanguíneas e renais e, nos casos mais graves, risco de morte. Pessoas alérgicas, por sua vez, podem apresentar reações graves mesmo após poucas ferroadas.

Barulhos intensos, vibrações, podas de árvores, obras e, principalmente, tentativas inadequadas de remoção ou extermínio podem desencadear o comportamento defensivo. Aumento do zumbido, voos agitados e grande quantidade de abelhas deixando o ninho são sinais de alerta.

Importância da prevenção

Os acidentes envolvendo abelhas constituem um importante problema de saúde pública. Em 2025, foram registrados aproximadamente 6.200 acidentes em São Paulo, com 15 óbitos. Em 2026, já foram contabilizados 4.342 acidentes e quatro óbitos.

Em Botucatu, foram registrados 14 acidentes em 2025 e, em 2026, oito acidentes e dois óbitos. Os números gerais demonstram que, embora a maioria das ocorrências não evolua para quadros graves, o risco deve ser levado a sério, especialmente nos episódios envolvendo múltiplas ferroadas.

A demanda atendida pela VAS também é significativa: foram 450 ocorrências envolvendo abelhas africanizadas em 2025 e 534 solicitações em 2026, reforçando a importância da informação e da adoção de medidas preventivas pela população.

Não tente realizar o manejo por conta própria

A Lei Municipal nº 6.877/2026 regulamenta a criação e o manejo de abelhas africanizadas em Botucatu com o objetivo de prevenir acidentes envolvendo pessoas e animais. A legislação estabelece que o manejo, a captura e a remoção devem ser realizados por profissionais com capacitação técnica específica.

Por isso, ao identificar um enxame ou colônia, a orientação é manter distância e não tentar remover, queimar, aplicar inseticidas, jogar água ou provocar as abelhas. O manejo físico ou químico por pessoas não habilitadas é expressamente proibido pela legislação municipal.

Em uma situação de ataque ou comportamento defensivo, a pessoa deve afastar-se rapidamente, proteger principalmente o rosto e a cabeça e procurar abrigo em local fechado. Crianças, idosos e animais devem ser afastados, e a área deve permanecer isolada sempre que possível.

A VAS realiza a avaliação das ocorrências e, quando indicado, o manejo adequado, buscando reduzir os riscos à população e, sempre que possível, possibilitar a preservação das abelhas. A própria Lei determina que as demandas envolvendo colônias ou enxames em situação de risco sejam inicialmente avaliadas pela Vigilância Ambiental em Saúde.

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