Agro Mato Grosso
Aprosoja MT acompanha inovação e tecnologia no XXIII Congresso Brasileiro de Sementes

Promovido pela ABRATES, encontro reuniu 1,5 mil participantes para discutir biotecnologia, melhoramento genético e inteligência artificial aplicada ao setor produtivo
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), por meio da Comissão de Defesa Agrícola, participou do XXIII Congresso Brasileiro de Sementes, realizado entre os dias 25 e 28 de agosto, em Foz do Iguaçu-PR. Promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (ABRATES), o encontro é um dos principais fóruns técnico-científicos do setor de sementes no país. A programação contemplou palestras, painéis técnicos, apresentação de trabalhos científicos, showroom tecnológico e quatro simpósios temáticos realizados paralelamente ao evento.
Com o tema “Sementes: alicerces para ciência, tecnologia e produção”, o congresso reuniu pesquisadores, acadêmicos, profissionais da indústria e representantes dos elos da cadeia produtiva. A participação da Comissão de Defesa Agrícola teve como foco acompanhar as principais discussões sobre produção e qualidade de sementes, captando informações técnicas para aprimorar as ações da entidade e atender aos desafios enfrentados nas propriedades rurais de Mato Grosso. Entre os assuntos abordados ao longo do congresso estiveram qualidade fisiológica e sanitária, vigor, germinação, beneficiamento, secagem, armazenamento, tratamento de sementes, bioinsumos, biotecnologia, melhoramento genético, inteligência artificial e novas ferramentas para avaliação da qualidade.
Um dos pontos de destaque para a realidade mato-grossense foi a discussão sobre maturação e qualidade de sementes de soja de hábito indeterminado em condições tropicais. O assunto se soma aos debates sobre manejo de final de ciclo, dessecação pré-colheita, armazenamento e preservação do vigor, reforçando que a qualidade da semente é resultado de uma sequência de cuidados que começa no campo e permanece durante colheita, beneficiamento, armazenamento, tratamento e utilização pelo produtor.
Qualidade e confiabilidade das sementes
O II Simpósio Brasileiro de Análise de Sementes debateu a confiabilidade laboratorial, abordando a qualidade em soja e milho, o envelhecimento acelerado para tomadas de decisão, sementes tratadas e normas da ISO/IEC 17025. O simpósio também destacou o uso de bioinsumos e estratégias para preservar a germinação e o vigor diante da expansão dessas tecnologias no sistema produtivo.
Sanidade de sementes em debate
O XVII Simpósio Brasileiro de Patologia de Sementes reuniu especialistas para discutir regulamentação, rastreabilidade, diagnóstico e manejo de patógenos, além de normas de credenciamento e tratamentos sanitários e biológicos. Os debates abrangeram a sanidade voltada ao comércio internacional, nematologia, a qualidade de lotes de soja e os avanços na pesquisa sobre a podridão de vagens e grãos.
Um dos temas apresentados foi o complexo de podridão de vagens e grãos de soja, com abordagem sobre os avanços obtidos e as lacunas que ainda permanecem na pesquisa. A discussão é relevante diante da necessidade de compreender os agentes associados aos problemas de qualidade e seus possíveis impactos sobre sementes e grãos.
Da genética à produtividade no campo
A programação analisou a influência da genética, do ambiente, do manejo e do armazenamento na qualidade das sementes de milho e soja. Foram discutidos os limites da tecnologia embarcada para altas produtividades, a biotecnologia e a complexidade logística para preservar o potencial fisiológico até a chegada ao campo, essencial para um bom estabelecimento inicial da lavoura.
O VI Simpósio de Espécies Forrageiras focou em inovação, sustentabilidade, edição gênica e combate ao comércio ilegal com inteligência artificial, enquanto o XIII Simpósio de Tecnologia de Sementes Florestais abordou restauração ambiental e melhoramento de espécies. A diversidade temática integrou pesquisa, inovação e produção para enfrentar os desafios atuais da cadeia.
Para a Aprosoja MT, acompanhar esses debates permite ampliar o conhecimento sobre tecnologias, metodologias e pesquisas que podem contribuir para as ações desenvolvidas pela entidade, especialmente aquelas relacionadas à qualidade de sementes de soja e milho e à geração de informações técnicas para os produtores rurais. A participação também possibilita a aproximação com pesquisadores, laboratórios, instituições e demais representantes do setor, além da identificação de temas que poderão subsidiar novas discussões e iniciativas técnicas em Mato Grosso.
Agro Mato Grosso
Povo Rikbaktsa se prepara para receber primeiros turistas em terras indígenas de MT

Visita-teste será realizada em setembro e marca nova fase de projeto que une turismo, cultura e proteção do território.
O povo Rikbaktsa, em Mato Grosso, vai receber visitantes pela primeira vez nas Terras Indígenas Japuíra e Escondido. A experiência está prevista para ocorrer entre os dias 13 e 17 de setembro e faz parte de um processo iniciado em 2024 para criar um modelo de turismo conduzido pelos próprios indígenas.
A visita será uma espécie de teste antes da abertura das atividades. A proposta é colocar os roteiros em prática, identificar o que precisa ser melhorado e preparar as comunidades para receber visitantes sem interferir na rotina das aldeias.
O projeto prevê atividades de etnoturismo e observação de aves, sempre com acompanhamento dos moradores das terras indígenas. Para os Rikbaktsa, a ideia não é apenas receber turistas, mas transformar a atividade em uma forma de valorizar a cultura, os conhecimentos tradicionais e o próprio território.
“É a primeira vez que vamos trabalhar com turismo aqui. O teste serve para saber se a comunidade está preparada e organizar as responsabilidades”, explicou Rogederson Natsitsabui, jovem liderança da TI Japuíra.
Desde o início do projeto, os indígenas participaram de levantamentos sobre os locais que poderiam ser visitados, oficinas, capacitações e elaboração de roteiros, cardápios e regras para os visitantes.
Também foi criada uma equipe para cuidar da parte administrativa, como logística e custos. Outras pessoas ficarão responsáveis por atividades como guiar os visitantes, preparar alimentos e conduzir experiências ligadas ao modo de vida Rikbaktsa.
“Cada pessoa já sabe sua responsabilidade. Eu vou receber o pessoal na balsa e trazer até a aldeia Pé de Mutum”, contou Márcio Wauria Rikbakta, outra jovem liderança envolvida na organização.
Entre as atividades previstas estão trilhas para observação de aves em pontos considerados importantes para o monitoramento do território. As mulheres Rikbaktsa também participaram da preparação dos cardápios, com troca de ingredientes e receitas da culinária tradicional.
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O projeto prevê atividades de etnoturismo e observação de aves, sempre com acompanhamento dos moradores das terras indígenas — Foto: Reprodução
A intenção é que a visita seja baseada na troca de experiências e no respeito à cultura indígena. O calendário das atividades também deverá levar em conta a rotina das aldeias, que inclui festas, rituais, caça, coleta e outras práticas tradicionais.
Para Camila Barra, consultora que acompanha o processo, o turismo pode ir além da geração de renda.
“Pode fortalecer a cultura, a língua e a participação dos jovens, além de criar novas perspectivas de futuro a partir da ancestralidade”, afirmou Camila.
A criação do turismo de base comunitária está prevista no Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) do povo Rikbaktsa. O documento reúne decisões e diretrizes definidas pela própria comunidade para cuidar das terras indígenas e envolve temas como cultura, educação, saúde, geração de renda, alimentação e proteção territorial.
A iniciativa faz parte do projeto Berço das Águas, desenvolvido pela Operação Amazônia Nativa (OPAN) com os povos Rikbaktsa e Apiaká, com patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Esta é a quarta edição do projeto, que desde 2011 apoia ações de gestão territorial de povos indígenas na região da bacia do rio Juruena.
A visita-teste de setembro será, portanto, mais do que a chegada dos primeiros turistas. Para os Rikbaktsa, será uma oportunidade de avaliar na prática um modelo construído pela própria comunidade e decidir os próximos passos para que o turismo aconteça sem deixar de lado a rotina, a cultura e a autonomia do povo.
Agro Mato Grosso
Avião é encontrado desmontado em caminhão e 4 homens são presos por suspeita de roubo em MT

Policiais também apreenderam um caminhão Munck, um carro e diversos equipamentos que, segundo a polícia, seriam utilizados para desmontar e transportar o avião.
Uma aeronave foi encontrada desmontada durante uma ação da Polícia Militar em Nova Ubiratã (MT), e quatro homens foram presos por suspeita de roubo, neste domingo (30). Os policiais também apreenderam um caminhão Munck, um carro e diversos equipamentos que, segundo a polícia, seriam utilizados para desmontar e transportar o avião.
A ocorrência começou depois que os militares receberam informações de que um grupo estaria planejando retirar uma aeronave de um aeródromo na região. Conforme a denúncia, um carro estaria sendo usado para dar apoio à ação.
Durante as buscas, os policiais localizaram o veículo na Avenida Juscelino Kubitschek. Dois homens estavam no carro e disseram ser moradores de Sorriso (MT). Segundo os suspeitos, eles teriam sido contratados por telefone por uma terceira pessoa para desmontar e retirar um avião da região.
Pouco depois, outra equipe da PM encontrou um caminhão Munck transportando a aeronave já desmontada. O motorista e o passageiro não souberam informar aos policiais quem era o proprietário do avião.
No caminhão também foram encontrados um botijão de gás, um cilindro de oxigênio, uma caixa de ferramentas, uma lixadeira com carregador, materiais de soldagem e outros equipamentos.
Os quatro homens foram presos e encaminhados para a Delegacia Municipal de Nova Ubiratã. A Polícia Civil vai investigar a origem da aeronave, identificar o proprietário e esclarecer quem teria contratado o grupo para realizar a desmontagem e retirada do avião.
Agro Mato Grosso
Tecnologias são testadas em propriedades rurais de Mato Grosso

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