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23 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Nova publicação apresenta estratégias para enfrentamento da seca no cultivo do arroz de terras altas no cerrado – MAIS SOJA

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Já está disponível para acesso e download gratuito no portal da Embrapa a publicação “Arroz de terras altas: sintomas de deficiência hídrica e estratégias de mitigação”. O documento é uma síntese atualizada sobre os sintomas da deficiência hídrica no arroz de terras altas e apresenta as principais estratégias para mitigação de seus efeitos. Ao integrar conhecimentos provenientes das áreas de fisiologia, bioquímica, genética, agronomia e manejo, oferece subsídios para pesquisadores, técnicos, estudantes e produtores. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento e a adoção de práticas produtivas mais resilientes, eficientes e sustentáveis, fortalecendo a capacidade de adaptação da agricultura às mudanças climáticas e assegurando a continuidade da produção de arroz de terras altas. A obra foi elaborada pela Embrapa Arroz e Feijão.

O arroz de terras altas no cerrado brasileiro é uma cultura bastante sensível à estiagem durante sua safra (novembro a março), o que pode reduzir drasticamente a rentabilidade da lavoura. A seca é causada por fenômenos meteorológicos com chuvas insuficientes e calor excessivo que leva à perda de água do solo acarretando deficiência hídrica nas plantas. Para diminuir esse tipo de impacto ocasionado por veranicos, a pesquisa da Embrapa defende algumas estratégias, dentre elas, práticas de manejo da lavoura, melhoramento genético da cultura e a realização da semeadura conforme o Zonea­mento Agrícola de Risco Climático (ZARC).

Em relação ao manejo da lavoura, a densidade de plantio de­sempenha papel relevante na quantidade e distri­buição de água disponível para as plantas. De acordo com o pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão, Mábio Lacerda, a quantidade de plantas semeadas em um mesmo espaço deve ser adequada e conduzida de modo a levar em conta recursos naturais, insumos e histórico da área de cultivo para equilibrar a competição por nutrien­tes, água e luz, fatores que podem limitar o processo produtivo. Em anos mais secos, o objetivo é evitar que a lavoura “gaste” água cedo demais por competição excessiva entre plantas.

“De modo geral, em ambientes favoráveis e com cultivares de arquitetura moderna, costuma-se trabalhar com espaçamento entre 17 e 25 cm, com 50 a 70 sementes por metro. Esse estabelecimento da população de plantas de modo planejado permite melhor eficiência do uso de recursos”, disse o pesquisador.

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A época de plantio é também uma das práticas de manejo mais eficazes para reduzir a perda de rendimento de grãos do arroz de terras altas. Ela está relacionada à previsão das fases de desenvolvimento das plantas e permite evitar que etapas sensíveis coincidam com períodos mais comuns de restrição hídrica. Há vários estudos da Embrapa que mostram que a se­meadura tardia leva ao declínio na rentabilidade da lavoura, devido às condições ambien­tais adversas, como a baixa disponibilidade de água no solo.

Nesse sentido, existe uma ferramenta que vem ao auxílio de técnicos e agricultores chamada Zonea­mento Agrícola de Risco Climático (aplicativo Zarc – Plantio Certo). O ZARC tem como base o risco agroclimático e indica janelas de cultivo mais propícias ao desenvolvimento da cultura do arroz de terras altas, conforme o ciclo de cultivares, a época de semeadura, o tipo de solo e a localidade de plantio, diminuindo as chances de exposição da lavoura a condições desfavoráveis. O ZARC – Plantio Certo pode ser acessado de forma gratuita.

Além do controle da densidade e época de plantio, a escolha da cultivar também traz impacto para a lavoura. O programa de melhoramento do arroz de terras altas da Embrapa avalia, por exemplo, plantas para tolerância à deficiência hí­drica desde 2004. Uma das cultivares resultantes desse trabalho é a BRS Esmeralda que possui ampla adaptação de cultivo e estabilidade de produção, além de rusticidade.

De acordo com o coordenador do programa de melhoramento de arroz de terras altas da Embrapa Arroz e Feijão, Adriano Castro, “atualmente, além de duas popu­lações de seleção recorrente, cruzamentos especí­ficos são feitos para tolerância à deficiência hídrica, em que populações segregantes são conduzidas e avaliadas sob condições de estresse”, pontuou.

Adriano Castro explicou também que mais recentemente foram incorporadas novas linhas de pesquisa para aprimorar a oferta de cultivares no segmento. Segundo ele, o melhoramento de plantas passou a usar ferramentas biotecnológicas para seleção assistida por marcadores moleculares, seleção genômica e edição gênica direcionada, a fim de facilitar a identi­ficação de genes de tolerância à seca em diversas combinações parentais. O objetivo é tornar mais efi­ciente e rápido o desenvolvimento de cultivares.

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Ainda sobre questões de manejo da lavoura, existem estratégias importantes para conservação da água e enfrentamento da seca como o Sistema Plantio Direto e a rotação de culturas. O primeiro reduz a deficiência hídrica do solo porque a palhada minimiza a perda de umidade do solo para a atmosfera em dias quentes. “O Sistema Plantio Direto também atua no controle do escorrimento superficial e nas perdas de água da chuva, propiciando maior armazenamento de água no solo e menor risco de estresse para o arroz de terras altas”, complementou Mábio Lacerda.

No que diz respeito à rotação de culturas, a pesquisadora da Embrapa Arroz e Feijão, Anna Lanna, ponderou que diferentes cultivos em sucessão propiciam me­lhoria da qualidade física, química e biológica do solo, como por exemplo, a capacidade de retenção de água, a maior concentração de matéria orgânica, e a diversidade da população microbiana benéfica às plantas. “A rotação é virtuosa tanto devido a alterações na estrutura fí­sica do solo, que afetam diretamente a dinâmica da água e as características de enraizamento das plantas, quan­to às alterações na composição biológica do solo, como a presença de microrganismos solubilizadores de nutrientes essenciais às plantas e que influenciam o nível de tolerância das plantas ao estresse hídrico”, esclareceu a pesquisadora.

Complementarmente, Anna Lanna afirmou que a manutenção de um sistema de produção economicamente viável deve preconizar a diversidade de microrganismos biologicamente integrados que ajudam na ciclagem de nu­trientes do solo, além de ação mútua com as plantas para minimizar os efeitos da deficiência hídrica. Ela citou que os três principais grupos de microrganismos benéficos para promover a saúde das plantas, especialmente sob condições de estresse, são rizobactérias promotoras de crescimento de plantas, fungos micorrízicos arbusculares e rizóbios fixadores de nitrogênio. Todos eles são nativos do solo, mas podem ser introduzidos nas lavouras, conforme a necessidade, como produtos já comercialmente disponíveis, denominados bioinsumos.

“Esses microrganismos podem melhorar a capacidade de retenção de água pelas plantas, so­lubilizar fósforo, produzir fitormônios como auxinas e citocininas, fixar nitrogênio atmosférico, facilitar a decomposição de resíduos vegetais aumentando o teor de húmus do solo para a melhoria funcional de um agroecossistema”, comentou Anna Lanna.

Segundo Adriano Castro, que também é Chefe Adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Arroz e Feijão, todas essas estratégias de redução do impacto da seca integram conhecimentos das áreas de fisiologia, bioquímica, genéti­ca, agronomia e manejo, oferecendo subsídios a pesquisadores, técnicos, estudantes e produ­tores. “O objetivo final é contribuir para o desenvolvimento e a adoção de práticas produtivas mais resilientes, eficientes e sustentáveis, fortalecendo a capacidade de adaptação e a continuidade da produção de arroz de terras altas em sistemas tropicais”, concluiu.

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Fonte: Embrapa



 

FONTE

Autor:Rodrigo Peixoto (MTb/GO 1.077) – Embrapa Arroz e Feijão

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

Com China de volta às compras, soja volta a subir após oito quedas seguidas em Chicago

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Os contratos futuros da soja operam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta sexta-feira (23), impulsionados pelas compras de fundos especuladores, pela valorização do petróleo e pelos sinais de demanda aquecida da China pela oleaginosa norte-americana.

Segundo a Agência Safras, o mercado amplia os ganhos registrados na sessão anterior, quando interrompeu uma sequência de oito pregões consecutivos de queda. Por outro lado, o avanço da colheita nos Estados Unidos limita uma valorização mais expressiva.

Na sessão eletrônica desta manhã, os contratos com vencimento em novembro eram negociados a US$ 12,54 1/4 por bushel, alta de 1,25 centavo de dólar, equivalente a 0,09% em relação ao fechamento anterior.

Compras da China sustentam preços da soja

A demanda chinesa segue como um dos principais fatores de sustentação das cotações em Chicago.

Na quinta-feira (22), exportadores privados dos Estados Unidos anunciaram uma nova venda de 202 mil toneladas de soja para a China, reforçando as expectativas de continuidade das compras pelo país asiático.

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Além disso, as vendas líquidas norte-americanas de soja da safra 2026/27 totalizaram 2,841 milhões de toneladas na semana encerrada em 15 de outubro.

Desse volume, a China respondeu por 2,178 milhões de toneladas, consolidando-se como o principal destino das vendas no período.

O resultado ficou dentro das expectativas dos analistas, que projetavam comercialização entre 1,1 milhão e 3 milhões de toneladas.

Outro fator de suporte é a valorização do petróleo, que favorece os preços do óleo de soja em razão de sua utilização na produção de biodiesel.

Soja interrompe sequência de oito quedas em Chicago

Na quinta-feira (22), os contratos futuros da soja encerraram o pregão em alta, interrompendo uma sequência de oito sessões consecutivas de perdas.

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Após as cotações atingirem o menor patamar em dois meses, investidores aproveitaram os preços mais baixos para realizar compras, favorecendo uma recuperação técnica do mercado.

Os contratos com entrega em novembro fecharam cotados a US$ 12,53 por bushel, avanço de 7,75 centavos de dólar, ou 0,62%.

Já a posição janeiro encerrou a US$ 12,64 3/4 por bushel, valorização de 6,50 centavos de dólar, equivalente a 0,51%.

Entre os subprodutos, o farelo de soja com vencimento em dezembro recuou 0,28%, encerrando a US$ 347,30 por tonelada.

O óleo de soja para dezembro, por sua vez, registrou alta de 1,16%, fechando a 66,74 centavos de dólar por libra-peso.

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Apesar da recuperação das cotações, o andamento da colheita norte-americana permanece como fator de pressão sobre o mercado, restringindo ganhos mais acentuados.

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Sustentabilidade

Semeadura da soja no RS avança de forma lenta e atinge 3% da área prevista – MAIS SOJA

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A semeadura da nova safra de soja continua de forma lenta e ainda ocupa pequena parcela da área prevista (3%). A elevada umidade do solo e a ocorrência de chuvas frequentes restringiram as janelas de plantabilidade, e as baixas temperaturas e a limitada radiação solar retardaram o desenvolvimento das primeiras lavouras implantadas.

O período de tempo mais firme favoreceu a preparação das áreas e a entrada de máquinas em parte das regiões, mas o avanço segue condicionado à manutenção de condições adequadas de umidade. A dessecação de plantas de cobertura, a distribuição de fertilizantes e a regulagem das semeadoras têm sido realizadas nas propriedades que ainda
não iniciaram o plantio.

Em áreas semeadas antecipadamente, houve prejuízo à emergência após as chuvas volumosas, embora os estandes ainda estejam, em geral, satisfatórios. O monitoramento de esporos de ferrugem-asiática já detectou presença em plantas de soja guaxa em diferentes pontos do Estado. A Emater/RS-Ascar estima o plantio de 6.645.384 hectares e produtividade de 3.183 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a redução da umidade do solo permitiu a retomada do preparo das áreas e das aplicações de herbicidas. Em Rosário do Sul, foram realizadas operações de recuperação de áreas com erosão provocada pelas chuvas. Em São Borja, o plantio avançou pouco após as chuvas volumosas do período. O monitoramento de esporos de ferrugem-asiática foi iniciado em 13 municípios, e houve detecção em nove locais avaliados.

Na de Ijuí, a área semeada evoluiu para 2% da projetada. Esse pequeno avanço decorre da umidade elevada. Os produtores intensificaram o preparo das áreas e a distribuição de fertilizantes a lanço em pré-plantio. As primeiras lavouras implantadas em setembro apresentam desenvolvimento vegetativo mais lento.

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Na de Santa Maria, 5% dos 1.036.859 hectares previstos foram semeados. Na de Santa Rosa, o plantio prosseguiu em pequena escala em locais com solos mais leves ou sob integração lavoura-pecuária. As chuvas ocorridas após as primeiras semeaduras prejudicaram a emergência, mas os estandes seguem satisfatórios. Também foramobservadas plantas de soja guaxa com sinais sugestivos de ferrugem-asiática, ainda sem confirmação laboratorial. Na de Soledade, a semeadura alcança 4% da área prevista.

Muitas áreas já estão dessecadas e prontas, mas o excesso de umidade do solo mantém o ritmo de implantação reduzido.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,23%, passando de R$ 138,32 para R$ 138,00. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta R$ 147,00 para produto disponível.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Brasil poderá importar maior volume de trigo em 30 anos na temporada 2026/27 – MAIS SOJA

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O Brasil poderá importar mais de 9 milhões de toneladas de trigo na temporada atual 2026/27, alcançando o maior volume dos últimos 30 anos, segundo estimativa apresentada pelo presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Rubens Barbosa, durante a abertura do 33o Congresso Internacional da entidade nesta quinta-feira (22), no Rio de Janeiro (RJ).

A perspectiva de aumento das importações está relacionada à redução da produção nacional, afetada pelas condições climáticas nos principais estados produtores do Sul e Sudeste, e à consequente perda de produtividade e qualidade dos grãos. Segundo Barbosa, a volatilidade dos custos de produção e as oscilações dos preços internacionais também influenciaram as decisões de plantio, deixando a área colhida abaixo do potencial produtivo brasileiro.

“Como desdobramento direto dessa menor disponibilidade interna do trigo, o Brasil registrará um aumento recorde nas importações”, afirmou Barbosa.

A qualidade do trigo argentino também poderá influenciar o volume das compras externas. Caso não haja recuperação em relação à safra passada, o Brasil poderá ampliar ainda mais os desembarques para garantir o abastecimento dos moinhos e da indústria alimentícia.

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Durante o congresso, o presidente do conselho deliberativo da Abitrigo, Daniel Kümmel, informou que os moinhos brasileiros processaram 13,275 milhões de toneladas de trigo em 2025. Ele destacou que o aumento das compras externas representa um desafio para toda a cadeia, especialmente em relação à infraestrutura portuária, à armazenagem, ao capital de giro e ao câmbio.

“Nunca trouxemos tanto trigo de fora”, afirmou Kümmel.

O aumento ocorre em um cenário de pressão sobre os custos do setor. Barbosa apontou os gastos com insumos e embalagens, a elevação de 1,17% na carga tributária sobre o trigo importado e a redução de 10% do crédito presumido entre os fatores que poderão pressionar os custos do trigo em 2026/27 e afetar os preços da farinha e de produtos derivados, como pães, massas e bolos.

A Abitrigo também pretende apresentar as demandas do setor ao novo governo a partir de janeiro. Entre as prioridades estão a formulação de uma política nacional para o trigo, melhorias na infraestrutura de armazenagem, linhas de crédito específicas para a cadeia e o incentivo à expansão do cultivo no Cerrado.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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