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31 de agosto de 2026

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Wilson Santos relembra 40 anos de atuação com camelôs e destaca reconstrução após incêndio

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Candidato visitou as obras do local e reforçou sua participação para garantir o financiamento de R$ 15 milhões que vai concluir a nova estrutura

O candidato à reeleição e deputado estadual Wilson Santos (PSD) esteve neste sábado (29), no Shopping Popular de Cuiabá, para apresentar as suas propostas e relembrar ações desenvolvidas ao longo de mais de quatro décadas junto aos comerciantes. Durante a visita, ele destacou a trajetória que começou quando os trabalhadores ainda ocupavam as ruas e praças da capital como ambulantes e camelôs e acompanhou a criação e consolidação do Shopping Popular.

A atuação do parlamentar junto aos comerciantes começou na década de 1980, antes mesmo de assumir um mandato eletivo. Em 1986, durante a primeira gestão do prefeito Dante de Oliveira, ele atuava na Secretaria Municipal de Serviços Públicos de Cuiabá e participou da organização do comércio ambulante no centro da cidade. No ano seguinte, foi realizado um levantamento dos trabalhadores que atuavam nas ruas e, posteriormente, um estudo socioeconômico e cadastramento dos ambulantes. A iniciativa resultou na adoção de medidas, como identificação dos vendedores, uso de jalecos e crachás e padronização dos carrinhos.

Em 1993, durante o segundo mandato de Dante de Oliveira, Wilson Santos assumiu a Secretaria Municipal de Serviços Públicos e voltou a atuar na reorganização do comércio informal. Assim, foi implantada a chamada “Operação Limpa Centro”, com novo cadastramento dos vendedores e a busca por uma solução definitiva para retirar os trabalhadores das ruas sem retirar deles a fonte de renda.

Com esse processo, surgiu a proposta de criação do Shopping Popular que começou a ser estruturado em 1993 e, em outubro de 1994, foi anunciado oficialmente o início da obra, inicialmente denominada “Shopping das Mangueiras”. Em abril de 1995, os vendedores ambulantes foram transferidos para o novo espaço, no bairro Dom Aquino. Já em 2009, como prefeito de Cuiabá, Wilson Santos retomou a pauta de modernização do Shopping Popular. O trabalho resultou na inauguração de uma nova estrutura em julho de 2015, ampliando e qualificando o espaço destinado aos comerciantes.

Em julho de 2024, um incêndio destruiu a estrutura do estabelecimento e atingiu mais de 600 famílias. Após o ocorrido, os próprios comerciantes iniciaram a reconstrução da estrutura com recursos próprios. Segundo o deputado, a obra avançou sem recursos públicos e chegou à fase final com a necessidade de novos investimentos. Diante disso, ele intermediou e garantiu junto ao Governo do Estado ao lado do presidente da Associação dos Camelôs do Shopping Popular, Misael Galvão, um financiamento de até R$ 15 milhões para a conclusão da obra prevista para o final deste ano.

Durante a visita deste sábado, Wilson Santos destacou a importância do novo espaço para os comerciantes e afirmou que o Shopping Popular vai contar com uma estrutura moderna e climatizada. “Logo teremos nosso shopping novinho e todo climatizado. Agora é para valer”, declarou o parlamentar.

Além dos comerciantes, o candidato também apresentou as pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa em um novo mandato para os frequentadores do local. Entre elas estão políticas habitacionais, defesa dos servidores públicos, inclusão social, preservação do Rio Cuiabá e do Pantanal, fortalecimento da pesca artesanal profissional, apoio ao esporte e à cultura, industrialização de Mato Grosso e a chegada da ferrovia à Baixada Cuiabana.

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Imea mantém estimativas de área e produção de soja no MT

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Foto: divulgação

Às vésperas do início da safra 2026/27 de soja em Mato Grosso, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve as estimativas de área, produtividade e produção para o estado. Segundo o instituto, ainda não há informações de campo que justifiquem alterações nas projeções.

A área cultivada permanece estimada em 13,05 milhões de hectares, enquanto a produtividade esperada segue em 62,44 sacas por hectare. Com isso, a produção projetada é de 48,88 milhões de toneladas de soja.

Apesar da manutenção dos números, o clima aparece como o principal ponto de atenção para a nova temporada. O cenário de El Niño, já considerado pelo Imea na estimativa inicial, vem apresentando sinais mais consistentes de maior intensidade.

Mais do que o volume total de chuva, a regularidade e a distribuição das precipitações ao longo do ciclo serão determinantes para o desenvolvimento das lavouras. Com o avanço da semeadura, as condições observadas em campo deverão indicar se a produtividade inicialmente projetada continua compatível com o cenário climático ou se serão necessários ajustes nas próximas estimativas.

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O calendário também entra no radar dos produtores. O encerramento do vazio sanitário da soja em Mato Grosso está previsto para 7 de setembro, permitindo que os primeiros trabalhos de semeadura comecem ainda neste mês nas regiões que apresentarem condições adequadas de umidade no solo.

No entanto, o avanço inicial da semeadura deve ocorrer com cautela. As previsões indicam maior irregularidade das chuvas nesta temporada, o que aumenta a preocupação com possíveis interrupções após o início do plantio.

Nesse cenário, o produtor deverá observar a ocorrência das primeiras precipitações e, principalmente, a continuidade das chuvas. A distribuição irregular pode comprometer o estabelecimento das lavouras e influenciar o potencial produtivo da temporada.

Dessa forma, o ritmo da semeadura e o comportamento das chuvas nas próximas semanas serão fundamentais para uma avaliação mais precisa das condições da safra 2026/27 em Mato Grosso.

Com informações do Imea.

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Governo prevê aporte de R$ 6 bilhões nos Correios em 2027

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Mudança no entendimento jurídico pode alterar desfechos de processos disciplinares em andamento no TJMT e no CNJ

O governo federal vai prever um aporte de R$ 6 bilhões no caixa dos Correios em 2027, como parte do acordo de financiamento firmado pela estatal no fim de 2025 e do plano de reestruturação da empresa. 

O valor será incluído no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que será encaminhado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31). A medida ocorre após a estatal registrar prejuízo líquido de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre de 2026.

A previsão do aporte foi confirmada em nota conjunta dos ministérios das Comunicações, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento.

Segundo a nota, a previsão de R$ 6 bilhões está relacionada às condições estabelecidas no contrato do empréstimo de R$ 12 bilhões firmado pelos Correios com cinco bancos em dezembro de 2025.

O acordo prevê que a União deverá injetar pelo menos R$ 6 bilhões para apoiar a execução do plano de reequilíbrio da estatal. O contrato estabelece que o recurso precisa estar disponível até o fim de 2027, mas permite que o governo defina o momento e a forma de distribuição do montante.

A operação de crédito foi realizada com garantia do Tesouro Nacional. Isso significa que, caso os Correios não cumpram as obrigações financeiras, a União poderá ser acionada para honrar a dívida com as instituições credoras.

A inclusão do valor no PLOA representa a previsão orçamentária do recurso, mas não significa que os R$ 6 bilhões serão necessariamente transferidos de uma só vez no início de 2027.

Balanço

No sábado (29), os Correios divulgaram um balanço que apontou prejuízo líquido de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre e de R$ 5,5 bilhões de janeiro a junho.  Apesar de inferior em relação ao mesmo período de 2025,  o prejuízo é cerca de 30% maior que o resultado negativo acumulado do primeiro semestre.

Principais números

  • R$ 2,4 bilhões: prejuízo líquido no segundo trimestre de 2026
  • Redução de 5,5% do prejuízo do segundo trimestre ante o mesmo período de 2025
  • R$ 5,5 bilhões: prejuízo acumulado no primeiro semestre
  • Alta de 30,4% do prejuízo semestral em relação a 2025
  • R$ 7,9 bilhões: receita no primeiro semestre
  • R$ 274,5 milhões: margem bruta no semestre
  • Queda de 4,2% nos gastos com pessoal no semestre
  • R$ 233,7 milhões: economia com despesas de pessoal
  • 6.545: empregados desligados pelo PDV, dos quais 2.767 no primeiro semestre
  • R$ 322 milhões: economia com a regularização de passivos vencidos
  • R$ 1,8 bilhão: dívida bancária quitada antecipadamente
  • R$ 460,4 milhões: queda nas receitas do segmento internacional

Crise financeira

Os Correios atravessam uma crise financeira marcada por sucessivos prejuízos, queda nas receitas e aumento das despesas. A empresa lançou, em dezembro de 2025, um plano de reestruturação com medidas destinadas a melhorar o caixa e recuperar os resultados.

Entre as ações estão o Programa de Demissão Voluntária (PDV), redução de custos, venda de imóveis ociosos, renegociação de contratos, mudanças na jornada de trabalho, alterações nos planos de saúde, retorno ao trabalho presencial e criação de um marketplace próprio.

No segundo trimestre de 2026, a estatal registrou prejuízo líquido de R$ 2,4 bilhões. Segundo os Correios, entre os fatores que pressionam as contas estão a redução das receitas dos serviços postais tradicionais, o aumento dos custos operacionais, passivos judiciais, maior concorrência no setor de logística e as despesas relacionadas à manutenção da rede necessária para garantir o serviço postal universal.

Dívida alongada

Apesar do resultado negativo, o governo destacou mudanças no perfil da dívida da estatal no primeiro semestre.

Os Correios encerraram o período sem empréstimos com vencimento no curto prazo, quitaram uma operação considerada mais onerosa e conseguiram ampliar o prazo de parte da dívida de 18 para 180 meses.

A empresa também concluiu captações de R$ 12 bilhões com garantia da União e negocia uma nova operação de crédito de aproximadamente R$ 7 bilhões, também com aval do governo federal. Segundo os Correios, as tratativas estão em estágio avançado.

Custos sob controle

O governo também destacou a redução das despesas operacionais durante o primeiro semestre.

Os custos dos serviços dos Correios somaram R$ 7,6 bilhões no período, 14% abaixo do valor previsto no orçamento para os primeiros seis meses do ano. Os gastos com pessoal recuaram cerca de 4%, em parte como resultado do programa de demissão voluntária.

O desempenho do Ebitda, indicador utilizado para medir o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, também ficou acima do esperado. O resultado foi R$ 910 milhões, ou 18%, melhor que a previsão para o período.

Para o governo, os números indicam avanço na recuperação operacional, embora a situação financeira da empresa ainda exija medidas de reestruturação e reforço de liquidez.

Garantia do Tesouro

O empréstimo de R$ 12 bilhões contratado em 2025 foi concedido por Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander, com garantia da União.

O contrato prevê consequências caso o aporte mínimo estabelecido não seja realizado. Nessa situação, os bancos podem exigir o vencimento antecipado da dívida, levando à necessidade de quitação dos R$ 12 bilhões pela União, além dos encargos previstos.

Em maio, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou ao governo a adoção de medidas para viabilizar o cumprimento da obrigação dentro do prazo previsto.

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USDA aponta 58% das lavouras de soja dos EUA em boas ou excelentes condições

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Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, nesta segunda-feira (31), que 58% das lavouras de soja do país estavam em condições boas ou excelentes até 30 de agosto.

O levantamento mostra uma piora em relação à semana anterior, encerrada em 23 de agosto, quando 60% das plantações estavam classificadas entre boas e excelentes condições.

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Segundo os dados do USDA, 29% das lavouras estavam em situação regular até 30 de agosto, ante 28% na semana anterior. Já a parcela de áreas classificadas como ruins ou muito ruins subiu de 12% para 13% no período.

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