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31 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Plantabilidade da soja: Velocidade e profundidade de semeadura estão entre os atributos com maior influência na distribuição de sementes – MAIS SOJA

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O número de plantas por área é um dos principais componentes de produtividade da soja. Nesse sentido, estabelecer a lavoura com densidades populacionais adequadas, dentro do recomendado para a cultivar e ambiente, é crucial para a obtenção de altas produtividades.

Um dos fatores centrais diretamente relacionados ao estabelecimento adequado da soja é a plantabilidade. Ainda que sementes de elevada qualidade física, fisiológica, sanitária e genética sejam utilizadas para a semeadura da soja, o processo de plantabilidade pode influenciar diretamente na população alcançada, principalmente em função da obtenção de espaçamentos aceitáveis, duplos e falhos, os quais são em parte, influenciados por variáveis como velocidade de semeadura e profundidade de semeadura.

De acordo com Reynaldo et al. (2016), o aumento da velocidade de semeadura da soja interfere no número de espaçamentos falhos, múltiplos (duplos) e aceitáveis, havendo uma redução da porcentagem de espaçamentos aceitáveis a medida em que há o aumento da velocidade de semeadura. Já com relação a profundidade de semeadura, as recomendações de manejo para a cultura da soja sugerem que as sementes sejam depositadas em profundidades variando entre 3 cm e 5 cm (Balbinot Junior et al., 2020), independentemente do tamanho de peneira da semente.

Ao avaliar a plantabilidade da soja, com relação a velocidade e profundidade de semeadura, dentro da profundidade recomendada para a cultura (3 e 5 cm) e considerando as velocidades de semeadura de 5,  7,  9  e  12  km  h-1, Carvalho et al. (2026)  constataram que, que tanto velocidade de semeadura quanto profundidade de deposição das sementes influenciam diretamente na porcentagem de espaçamentos considerados aceitáveis.

Os resultados observados pelos autores apontem que os melhores índices de distribuição de sementes foram obtidos com a menor velocidade de semeadura (5 km h-1), e que semeaduras mais superficiais (3 cm) tendem a apresentar maior frequência de espaçamentos falhos, enquanto os espaçamentos múltiplos aumentaram em velocidades superiores a 7 km h-1 e com semeadura à 5 cm.

Figura 1. Número de plantas dentro do espaçamento aceitável em função de diferentes velocidades de semeadura (A) e profundidades de semeadura (B).

*Médias seguidas pela mesma letra não diferem estatisticamente pelo teste de Tukey (p ≤ 0,05). CV = 23,96%. ns = não significativo (p ≤ 0,05).
Adaptado: Carvalho et al. (2026)

A má distribuição das sementes na semeadura implica entre outros efeitos, em impactos diretos na produtividade da soja, dada a importância do número de plantas por área como componente de produtividade da cultura. Conforme observado por Carvalho et al. (2026), para as condições do presente estudo, a produtividade da soja diminuiu com o aumento da velocidade e com menor profundidade de semeadura, demonstrando a importância do processo de semeadura para a obtenção de boas produtividades.

Figura 2. Produtividade de grãos de soja em função de diferentes velocidades de semeadura (A) e profundidades de semeadura (B).
Adaptado: Carvalho et al. (2026)

Com base nos aspectos observados, é importante atentar para as condições de plantabilidade da lavoura, dando preferência por atuar dentro da velocidade recomendada pelo fabricante da semeadora na qual há uma maior performance de distribuição de sementes, bem como dentro das recomendações técnicas para a cultura com relação a profundidade de semeadura da soja.

Confira o estudo completo desenvolvido por Carvalho e colaboradores (2026) clicando aqui!



Referências:

BALBINOT JUNIOR, A. A. et al. INSTAÇÃO DA LAVOURA. Tecnologias de Produção de Soja, cap. 4, Embrapa Soja, Sistemas de Produção, n. 17, 2020. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/223209/1/SP-17-2020-online-1.pdf > acesso em: 31/08/2026.

CARVALHO, D. R. A. et al. PLANTABILITY: SOWING DEPTH AND OPERATIONAL SPEED EFFECT ON SOYBEAN YIELD. Revista de Agricultura Neotropical, 2026. Disponível em: < https://periodicosonline.uems.br/agrineo/article/view/9947/6953 >, acesso em: 31/08/2026.

REYNALDO, É. F. et al. INFLUÊNCIA DA VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO NA DISTRIBUIÇÃO DE SEMENTES E PRODUTIVIDADE DE SOJA. Engenharia na Agricultura, 2016. Disponível em: < https://periodicos.ufv.br/reveng/article/view/571/388 >, acesso em: 31/08/2026.

 

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Sustentabilidade

Saiba como ficaram as cotações de soja no último dia de agosto

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja registrou preços pouco alterados, com fraca movimentação de negócios nesta segunda-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, a Bolsa de Chicago teve pequenos movimentos, com oscilações que ocorreram até no campo negativo, mas com o mercado fechando bem próximo da abertura.

“No físico, um dia bem nominal, com algumas regiões subindo preços, outras caindo, mas sem grandes ajustes. No geral, poucos negócios ocorrendo, as cotações estão em excelentes patamares, mas o produtor preferiu segurar as ofertas querendo indicações melhores”, destacou Rafael Silveira.

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No mercado físico, as cotações apresentaram poucas alterações nesta segunda-feira (31). Confira:

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 152,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 153,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 149,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 143,00 para R$ 144,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 145,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 160,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 160,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam mistos, perto da estabilidade na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), em um dia de ajustes e volatilidade. O mês de agosto, no entanto, foi marcado por uma consistente valorização, em torno de 8%.

Hoje, o fraco desempenho do trigo e um movimento de realização de lucros evitaram ganhos maiores. Em contrapartida, a boa demanda pelo produto americano, a alta do petróleo e a queda do dólar seguiram sendo fatores de sustentação.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 159.000 toneladas de soja para destinos não revelados, a serem disponibilizadas na temporada 2026/27.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 250.801 toneladas na semana encerrada no dia 27 de agosto. Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 430.079 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 491.966 toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam estáveis, a US$ 12,88 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,03 1/4 por bushel, com elevação de 0,50 centavo de dólar ou 0,03%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,60 ou 1,03%, a US$ 345,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 71,12 centavos de dólar, com ganho de 0,06 centavo ou 0,08%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,28%, sendo negociado a R$ 5,1811 para venda e a R$ 5,1791 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1610 e a máxima de R$ 5,1899. No mês, a moeda teve valorização de 2,22%.

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Sustentabilidade

Exportações de soja dos EUA recuam 41,7% na semana, aponta USDA

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Foto: Ivan Bueno/AnP

Os volumes de soja e trigo inspecionados para exportação nos portos dos Estados Unidos recuaram na semana encerrada em 27 de agosto, enquanto os embarques de milho apresentaram alta. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (31) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

No período, foram inspecionadas 250.801 toneladas de soja, uma queda de 41,7% em relação à semana anterior. Na comparação com a mesma semana do ano passado, o volume representa uma retração de 49%.

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Já o milho teve 1,496 milhão de toneladas inspecionadas para exportação, alta de 13,1% ante a semana anterior e avanço de 6,12% em relação ao mesmo período de 2025.

No caso do trigo, o volume chegou a 430.925 toneladas, queda de 0,37% na comparação semanal e recuo de 46,5% ante igual semana do ano passado.

No acumulado do ano-safra, os embarques de milho somam 83,81 milhões de toneladas, volume 25,14% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior. As exportações de soja totalizam 40,74 milhões de toneladas, queda de 18,2%, enquanto o trigo acumula 4,78 milhões de toneladas, retração de 28,4%.

O relatório do USDA considera o ano-safra iniciado em 1º de junho de 2026 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para milho e soja.

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Sustentabilidade

El Niño pior do que o previsto? Sojicultora comenta precaução necessária na safra 26/27 de soja

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Vem aí uma nova safra de soja, e as condições climáticas devem exigir atenção redobrada dos produtores. Em entrevista ao Soja Brasil, a produtora rural Taissa Botton, comentou as preocupações para a safra 2026/27 diante da possibilidade de um El Niño mais intenso do que o inicialmente previsto.

Segundo ela, um cenário climático adverso pode interferir diretamente no calendário das operações agrícolas, desde o plantio até a colheita, além de afetar o planejamento de outras culturas.

“Se nós tivermos um El Niño um pouco pior do que o previsto, isso vai impactar diretamente a nossa produção. O tempo do plantio, o tempo da colheita, tudo isso vai ser muito influenciado. E não apenas isso, mas a própria cultura”, disse Taissa.

A produtora explica que qualquer atraso no plantio da soja pode comprometer também a janela ideal para o cultivo do milho. “Muitas vezes nós plantamos a soja muito rápido para conseguirmos plantar o milho dentro da nossa janela. E, diante de uma previsão de El Niño em que talvez nós tenhamos que atrasar um pouquinho o plantio, isso pode impactar diretamente no milho”, apontou.

Diante desse cenário, Taissa avalia que alguns produtores poderão precisar rever o planejamento da próxima safra. “Talvez seja melhor nós trocarmos a cultura ou observarmos outro tipo de cultura. Então, confesso que fiquei um pouquinho assustada”, afirmou.

Além das incertezas climáticas, os custos elevados de produção também preocupam. Para a produtora, a combinação entre clima, despesas no campo e condições de financiamento exige cautela por parte dos agricultores.

“Temos que ter muita cautela. O custo é extremamente elevado em razão da guerra, dos nossos insumos. Justamente em razão dessa previsão de termos uma seca, temos uma preocupação com a semente que virá no próximo ano”, explicou.

A possibilidade de um período mais seco também pode aumentar a pressão de pragas nas lavouras e elevar a necessidade de aplicações de defensivos. “Uma vez que nós temos seca, muito provavelmente teremos mais pragas na lavoura, e isso não é bom para ninguém, nem para o produtor e nem para o próprio grão”, destacou.

Na avaliação de Taissa, outro ponto de atenção está na comercialização da produção. Mesmo diante de uma possível redução da produtividade, ela não vê garantia de que os preços da soja acompanhem essa queda na oferta.

“Embora tenhamos uma previsão de baixar um pouquinho a produtividade, o nosso preço não pode não reagir conforme deveria, e nós estamos em uma época de endividamento muito alto”, afirmou.

Para a produtora, o cenário reúne três fatores preocupantes: menor produção, custos elevados e preços que podem não acompanhar as necessidades do produtor. “Então nós teremos uma baixa produção com um custo alto e um preço que não acompanhará, juntamente com um endividamento alto, que já vem de uma, duas safras”, concluiu.

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