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4 de novembro de 2026

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Agroleite recebe R$ 11 milhões em investimentos e amplia estrutura para edição de 2026

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Foto: Divulgação Agroleite

O Agroleite 2026 chega com uma estrutura ampliada e R$ 11 milhões em novos investimentos para fortalecer o Parque Tecnológico da Castrolanda, em Castro (PR). A feira, considerada uma das principais do setor leiteiro da América Latina, será realizada entre os dias 3 e 7 de agosto e volta a contar com cinco dias de programação.

Segundo o gerente do Agroleite, Gustavo Viganó, os recursos foram destinados à expansão da infraestrutura do parque e à atração de novas empresas para o ecossistema da feira.

“Esse ano, a gente traz novamente investimentos robustos para dentro do parque tecnológico, cerca de R$ 11 milhões, focados também em atrair novas empresas para dentro do parque. Essas empresas passam a fazer parte agora desse ecossistema”, afirmou, em entrevista ao Canal Rural.

Além da ampliação do parque, a organização reformulou a arena de palestras para receber uma programação técnica mais extensa.

“Ampliamos também os investimentos na nossa arena de palestras, um espaço todo remodelado para abarcar toda essa programação robusta e técnica que tem o evento. Também seguimos investindo nos visitantes e expositores, trazendo mais comodidade e conforto”, destacou Viganó.

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Evento volta a ter cinco dias

Outra novidade desta edição é o retorno do formato de cinco dias. A programação ocorrerá de segunda a sexta-feira, entre 3 e 7 de agosto, permitindo que visitantes de diferentes regiões do Brasil e da América do Sul tenham mais tempo para participar da feira.

Entre os destaques previstos estão as comemorações pelos 75 anos da Castrolanda, cooperativa idealizadora do evento, além de palestras técnicas, lançamento de produtos por empresas expositoras e o tradicional julgamento de animais.

“Vamos ter muitos painelistas especiais de todo o Brasil, trazendo conhecimento. Também haverá lançamento de produtos pelos nossos fornecedores e um julgamento novamente de alto nível, com genética muito avançada da nossa região”, disse o gerente.

Feira acompanha evolução da cadeia do leite

O presidente da Castrolanda, Willem Baumgartner, lembrou que o Agroleite nasceu a partir das exposições de animais promovidas pela cooperativa, mas evoluiu para atender às necessidades de toda a cadeia produtiva do leite.

Segundo ele, o avanço tecnológico da atividade exigiu que a feira incorporasse temas como inovação, gestão e eficiência produtiva.

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“A cadeia do leite é muito mais complexa. Ela precisa de muita informação, muita tecnologia e também muita inovação para que possamos buscar eficiência, melhorar a produção e manter a competitividade”, afirmou.

Hoje, segundo Baumgartner, o evento reúne empresas e tecnologias voltadas para genética animal, bem-estar, nutrição, ordenha, máquinas agrícolas e demais segmentos ligados à produção leiteira.

Mensagem é de preparo para a retomada

Questionado sobre o momento de dificuldades enfrentado pelos produtores, marcado por restrição de crédito, endividamento e aumento da inadimplência no campo, o presidente da Castrolanda reconheceu os desafios, mas defendeu que os pecuaristas aproveitem o Agroleite para se preparar para um cenário mais favorável.

“Estamos muito cientes de que passamos por um momento desafiador, mas nada é tão ruim que dure para sempre. Com certeza teremos momentos melhores novamente na pecuária de leite, e precisamos estar preparados para surfar essa onda”, afirmou.

Para Baumgartner, conhecer novas tecnologias e ferramentas durante a feira permitirá que os produtores estejam mais preparados para investir quando as condições do mercado melhorarem.

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“O produtor precisa estar atualizado na tecnologia que usa, nos equipamentos e nas ferramentas para saber o que comprar e como melhorar os processos dentro da propriedade quando esse período melhorar”, concluiu.

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Produtor de tabaco poderá acompanhar a classificação das folhas dentro de sua propriedade

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O Projeto de Lei (PL) 119/2023, que trata da classificação do tabaco produzido no Paraná, foi aprovado pela Assembleia Legislativa do estado (Alep) nesta quarta-feira (4).

A proposta permite que a seleção das folhas seja realizada na própria propriedade rural ou na integradora. Na visão do setor, a mudança amplia as possibilidades de acompanhamento de uma etapa que influencia diretamente o preço pago ao fumicultor.

Para o Sistema Faep, a nova lei representa um avanço em uma discussão de anos. Em abril de 2025, por exemplo, a entidade mobilizou 700 fumicultores de 18 municípios para uma audiência pública na Alep, em Curitiba, dedicada ao projeto e às condições de comercialização do tabaco.

A participação dos agricultores levou ao debate as dificuldades enfrentadas por quem produz longe das unidades de recebimento e classificação. Anteriormente, a concentração dessa etapa em poucas localidades limitava o acompanhamento da análise e dificultava a contestação quando o produtor discordava da classificação atribuída às folhas.

“A aprovação do projeto representa um avanço para os produtores de tabaco do Paraná. A possibilidade de acompanhar a classificação na propriedade aproxima o fumicultor de uma etapa decisiva da comercialização e amplia as condições para negociar”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep.

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Classificação do tabaco

A classificação do tabaco é uma análise técnica que organiza as folhas em classes, conforme características e outros critérios estabelecidos pela Instrução Normativa 10/2007 do Ministério da Agricultura (Mapa). O enquadramento interfere diretamente no preço do produto e, consequentemente, na renda do fumicultor.

“A possibilidade de realizar a classificação diretamente na propriedade representa uma alternativa para ampliar a transparência e a equidade nesse processo. Essa modalidade permite que o fumicultor, que tem dificuldades em se deslocar até a indústria, acompanhe o procedimento no próprio local de produção, conheça a classificação atribuída e discuta as condições da venda”, diz a técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep Cibelle Tamiris de Oliveira.

Para o presidente da entidade, além de reduzir as dificuldades logísticas e os custos relacionados ao deslocamento da carga, a medida possibilita que eventuais divergências sejam discutidas no momento da avaliação, fortalecendo a participação do produtor nas decisões relativas à comercialização de sua produção.

“Até então existia esse conflito de análise e precificação. Como está distante das áreas de industrialização, o fumicultor acabava aceitando a condição da indústria. Agora existe a possibilidade de diálogo no momento da classificação”, afirma Meneguette.

O Brasil é, atualmente, o maior exportador mundial do produto, respondendo, anualmente, por uma parcela de 20% do comércio global. A produção brasileira está concentrada na Região Sul. O Paraná é o terceiro maior produtor nacional de tabaco, atrás do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

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O município paranaense de São João do Triunfo, maior produtor sul-brasileiro, teve produção de 25 mil toneladas em 10,4 mil hectares em 2025.

Em 2025, o tabaco alcançou quase R$ 3,7 bilhões em Valor Bruto da Produção (VBP) no Paraná, em uma área de 83 mil hectares. Na safra 2025/26, cerca de 27 mil produtores paranaenses se dedicaram à atividade, conforme a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

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Quedas em Chicago pressionam preços da soja no Brasil e afastam produtores das negociações

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O mercado brasileiro de soja apresentou preços predominantemente mais baixos nesta quarta-feira (4), embora as perdas tenham sido moderadas. De acordo com o analista da Safras & Mercado., Rafael Silveira, a queda das cotações na Bolsa de Chicago pressionou os preços domésticos, enquanto o dólar não ofereceu sustentação às referências.

Os prêmios de exportação também não apresentaram ajustes significativos ao longo do dia. Diante desse cenário, os produtores permaneceram afastados das negociações, enquanto as tradings trabalharam com poucas ofertas.

No mercado físico, os preços da soja registraram as seguintes movimentações:

• Passo Fundo (RS): caiu de R$ 153,50 para R$ 152,50

• Santa Rosa (RS): caiu de R$ 154,50 para R$ 153,50

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• Cascavel (PR): caiu de R$ 149,00 para R$ 148,00

• Rondonópolis (MT): caiu de R$ 141,00 para R$ 140,00

• Dourados (MS): manteve em R$ 140,00

• Rio Verde (GO): caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00

• Paranaguá (PR): caiu de R$ 160,00 para R$ 159,00

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• Rio Grande (RS): caiu de R$ 161,50 para R$ 160,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quarta-feira. A queda do petróleo e o cenário fundamental pressionam os contratos, que atingiram os menores níveis em onze semanas.

O bom avanço da colheita nos Estados Unidos pressiona o mercado pelo lado da oferta. Os americanos estão disponibilizando a maior safra da história. Apesar das recentes vendas, a demanda por parte da China frustrou as expectativas e completa o cenário fundamental negativo.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 167.000 toneladas de soja para a Espanha, a serem disponibilizadas na temporada 2026/27.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 11,75 centavos de dólar ou 0,96%, a US$ 12,02 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 12,10 1/4 por bushel, com retração de 10,50 centavos de dólar ou 0,86%.

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Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,60 ou 0,18% a US$ 318,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 63,53 centavos de dólar, com perda de 1,75 centavo ou 2,68%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,65%, negociado a R$ 5,4502 para venda e a R$ 5,4482 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4497 e a máxima de R$ 5,4977.

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Expovale 2026 terá Fazendinha do IDR-Paraná com foco em tecnologias e cadeias produtivas

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A 22ª edição da Expovale será realizada de 18 a 22 de novembro de 2026, no Parque de Exposições de Ivaiporã, no Paraná. Entre os destaques da programação está a Fazendinha do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), espaço voltado à apresentação de projetos, tecnologias e iniciativas desenvolvidas com produtores rurais e comunidades da região. A expectativa da organização é receber mais de 250 mil visitantes nos cinco dias de evento.

Durante a feira, o IDR-Paraná levará uma programação com ações de pesquisa, assistência técnica e extensão rural em diferentes cadeias produtivas. Segundo o gerente regional do IDR-Paraná em Ivaiporã, Eduardo Mazzuchelli, a participação na Expovale é uma oportunidade para apresentar à sociedade os resultados do trabalho realizado pela instituição e a diversidade da produção rural da região.

Na cafeicultura, a programação terá atividades ligadas ao projeto Mulheres do Café e ao Concurso Regional de Cafés. Na fruticultura, estão previstos o III Encontro de Fruticultura, com participação da comunidade acadêmica de Ivaiporã, e um dia de campo sobre a cultura do abacate. O encontro sobre frutas abordará oportunidades de mercado e alternativas para ampliar a rentabilidade dos produtores.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

A Fazendinha também reunirá ações de agroecologia, certificação orgânica, turismo rural e saneamento básico rural. Na pecuária leiteira, a agenda inclui o encerramento do projeto Raízes do Leite, o Julgamento de Raças Leiteiras e o Encontro Regional de Produtores de Leite. Entre as novidades desta edição está o Concurso Regional de Qualidade do Leite, voltado à valorização da produção e ao incentivo à melhoria da qualidade do produto.

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O espaço ainda terá atividades educativas e interativas para crianças, com destaque para o projeto Raízes do Leite, que promove contato com informações sobre desenvolvimento, nutrição e manejo dos animais. Outro destaque da programação será a Feira Sabores do Paraná, dedicada à valorização da agricultura familiar, com participação de produtores rurais, agroindústrias e artesãos na comercialização direta de alimentos coloniais, pratos típicos e produtos artesanais.

A Expovale 2026 será realizada no Parque de Exposições de Ivaiporã e reunirá programação agropecuária e industrial, com participação de produtores, empresários, instituições e visitantes de diversas localidades do Vale do Ivaí.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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