Sustentabilidade
Canola se desenvolve bem no RS e primeiras lavouras iniciam o florescimento – MAIS SOJA

As lavouras de canola apresentam desenvolvimento satisfatório e se encontram na fase de desenvolvimento vegetativo, 6% em florescimento, e áreas pequenas iniciam a fase de enchimento de grãos. As geadas podem ter causado danos à cultura, que serão demonstrados conforme o desenvolvimento dos cultivos. O aumento da radiação solar foi favorável para o desenvolvimento da canola. A sanidade das plantas está adequada.
Foi intensificada a adubação em cobertura. A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, o desenvolvimento da cultura está adequado. As lavouras semeadas no início do ZARC iniciaram a fase de florescimento, chegando a 8%. Nas áreas implantadas mais ao final da janela de semeadura, os produtores realizaram a adubação nitrogenada em cobertura. De maneira geral, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, com plantas vigorosas, bem como estande e potencial produtivo adequados, mantendo as expectativas favoráveis de rendimento.
As geadas intensas provocaram danos em plantas nos estádios iniciais de desenvolvimento, nas lavouras semeadas em final de junho e início de julho. Na de Bagé, o plantio está praticamente finalizado. Restam pequenas áreas nos municípios de Alegrete, Bagé, Lavras do Sul e São Gabriel. As lavouras implantadas no início da época preferencial estão chegando ao período de floração. Em Maçambará, as áreas plantadas no cedo apresentam bom estande de plantas, desenvolvimento vigoroso e fechamento completo das entrelinhas das áreas plantadas no cedo. Já nas áreas de estabelecimento tardio, onde ocorreram problemas relacionados à falta de umidade na semeadura, nota-se estande de plantas e desenvolvimento abaixo do ideal para a obtenção de altas produtividades. Os produtores realizam a aplicação de fungicidas nas lavouras com ciclo mais adiantado.
Na de Santa Rosa, a implantação está praticamente concluída, atingindo 97% da área. As lavouras apresentam bom desenvolvimento, e 83% estão nas fases de germinação e desenvolvimento vegetativo; 15% em florescimento e 2% na fase de enchimento de grãos,
evidenciando o avanço gradual do ciclo produtivo. As condições climáticas até o momento têm favorecido o estabelecimento das plantas e o adequado potencial produtivo. A ausência
de precipitações, associada aos períodos de boa insolação, permitiu o avanço das operações de manejo, como a adubação nitrogenada em cobertura, principalmente com sulfato deamônio, visando assegurar o apropriado suprimento nutricional das plantas nas fases de maior demanda.
Na de Santa Maria, em Tupanciretã, as primeiras lavouras implantadas se encontram em início de floração. Os produtores têm realizado, quando as condições climáticas permitem, a aplicação de herbicidas e a adubação em cobertura. A cultura foi afetada pelas geadas do
período, que causaram danos de intensidade variável nos cultivos, mas os impactos no potencial produtivo serão avaliados à medida que as plantas avançarem no ciclo de desenvolvimento.
Na de Passo Fundo, as áreas estão cultivadas com adequada condição sanitária. Na de Frederico Westphalen, as lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório. Estão 70% em desenvolvimento vegetativo, 25% em fase de florescimento e 5% enchimento de grãos. No período, as condições de menor incidência de radiação solar reduziram o ritmo de desenvolvimento das plantas. As atividades de manejo se concentram na aplicação de adubação nitrogenada em cobertura, no monitoramento fitossanitário e no controle de plantas daninhas, visando manter as lavouras em boas condições de desenvolvimento e minimizar possíveis perdas ao longo do ciclo.
Na de Erechim, a cultura está implantada, e praticamente 8% das áreas já evoluíram para a floração.
Na de Pelotas, a semeadura está em fase final, alcançando 95% da estimativa inicial. As lavouras apresentam bom estande de plantas, e 100% estão no estágio vegetativo de desenvolvimento, considerado normal para o período. Na de Soledade, a radiação solar satisfatória no período favoreceu a cultura, que se desenvolve em ritmo normal para a época. As lavouras de maneira geral estão bem estabelecidas com adequado estande de plantas e sanidade. Na maior parte das áreas, já foi realizado o manejo de plantas invasoras e a aplicação de adubos nitrogenados em cobertura; essas práticas continuam em áreas com semeadura mais tardia. As primeiras lavouras implantadas se preparam para a emissão de haste floral, impulsionadas pelas temperaturas mais amenas na segunda metade da semana.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O preço médio praticado nas regiões de Ijuí, Erechim e Santa Maria foi de R$ 130,00; na de Frederico Westphalen, R$ 131,00; na de Santa Rosa, R$ 128,21. Cotação em Santana do Livramento em R$ 121,00; em Santa Margarida do Sul, R$ 125,00 e em Bagé, R$ 130,00.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
El Niño avança e muda quadro das lavouras em diferentes regiões

O El Niño segue ganhando força e já começa a afetar as condições das lavouras globais de forma desigual entre os principais países produtores. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (WMO), o fenômeno pode influenciar o clima entre agosto e outubro, com mudanças nos padrões de precipitação. A avaliação foi apresentada pelo analista de safra da EarthDaily, Felippe Reis, em relatório divulgado nesta sexta-feira (28).
No Brasil, o ponto de atenção está no trigo da região Sul, responsável por mais de 80% da produção nacional. Reis afirmou que o aumento das precipitações eleva o risco de umidade prolongada, o que pode dificultar o manejo, ampliar a incidência de doenças fúngicas e reduzir a disponibilidade de radiação solar para o enchimento dos grãos. Segundo o analista, a partir de setembro a cultura entra em um período crítico de desenvolvimento. Ele citou as safras de 2015 e 2023, quando o excesso de chuva sob influência do El Niño resultou em perdas de produção.
Na Argentina, as chuvas registradas desde meados de julho elevaram a umidade do solo nas regiões produtoras. De acordo com Reis, o volume acumulado supera os níveis de 2023 e configura um cenário de melhora para o desenvolvimento do trigo.
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No Canadá, as chuvas intensas de maio e junho garantiram a melhor condição de meio de temporada em cerca de uma década para as lavouras das Pradarias. Julho foi mais seco, mas o potencial produtivo do trigo canadense segue acima do observado em 2023.
A Austrália concentra a piora mais relevante desde a avaliação de junho. Embora trigo, cevada e canola ainda apresentem boas condições gerais, as chuvas diminuíram na Austrália Ocidental, em padrão semelhante ao de 2023. A previsão para agosto a outubro indica precipitações abaixo da média na maior parte dos estados do leste e na região oeste.
Na Índia, as chuvas de monção estavam 11% abaixo da média de longo prazo em 5 de agosto. O déficit chegou a 27% no leste e nordeste e a 18% na península sul, atingindo áreas de milho e soja. Nos Estados Unidos, Reis avaliou que ainda não há consistência para medir os efeitos do El Niño sobre milho e soja no Meio-Oeste. Para o trigo de inverno, o resultado dependerá do volume e do momento das chuvas nas áreas de cultivo.
O avanço do El Niño mantém um quadro contrastante entre os principais produtores agrícolas, com excesso de chuva em parte da América do Sul, melhora hídrica na Argentina e no Canadá e risco de menor precipitação em áreas da Austrália e da Índia.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Sustentabilidade
Saiba como ficaram as cotações de soja no último dia de agosto

O mercado brasileiro de soja registrou preços pouco alterados, com fraca movimentação de negócios nesta segunda-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, a Bolsa de Chicago teve pequenos movimentos, com oscilações que ocorreram até no campo negativo, mas com o mercado fechando bem próximo da abertura.
“No físico, um dia bem nominal, com algumas regiões subindo preços, outras caindo, mas sem grandes ajustes. No geral, poucos negócios ocorrendo, as cotações estão em excelentes patamares, mas o produtor preferiu segurar as ofertas querendo indicações melhores”, destacou Rafael Silveira.
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No mercado físico, as cotações apresentaram poucas alterações nesta segunda-feira (31). Confira:
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 152,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 153,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 149,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 143,00 para R$ 144,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 145,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 160,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 160,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam mistos, perto da estabilidade na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), em um dia de ajustes e volatilidade. O mês de agosto, no entanto, foi marcado por uma consistente valorização, em torno de 8%.
Hoje, o fraco desempenho do trigo e um movimento de realização de lucros evitaram ganhos maiores. Em contrapartida, a boa demanda pelo produto americano, a alta do petróleo e a queda do dólar seguiram sendo fatores de sustentação.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 159.000 toneladas de soja para destinos não revelados, a serem disponibilizadas na temporada 2026/27.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 250.801 toneladas na semana encerrada no dia 27 de agosto. Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 430.079 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 491.966 toneladas.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam estáveis, a US$ 12,88 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,03 1/4 por bushel, com elevação de 0,50 centavo de dólar ou 0,03%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,60 ou 1,03%, a US$ 345,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 71,12 centavos de dólar, com ganho de 0,06 centavo ou 0,08%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,28%, sendo negociado a R$ 5,1811 para venda e a R$ 5,1791 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1610 e a máxima de R$ 5,1899. No mês, a moeda teve valorização de 2,22%.
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Sustentabilidade
Exportações de soja dos EUA recuam 41,7% na semana, aponta USDA

Os volumes de soja e trigo inspecionados para exportação nos portos dos Estados Unidos recuaram na semana encerrada em 27 de agosto, enquanto os embarques de milho apresentaram alta. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (31) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
No período, foram inspecionadas 250.801 toneladas de soja, uma queda de 41,7% em relação à semana anterior. Na comparação com a mesma semana do ano passado, o volume representa uma retração de 49%.
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Já o milho teve 1,496 milhão de toneladas inspecionadas para exportação, alta de 13,1% ante a semana anterior e avanço de 6,12% em relação ao mesmo período de 2025.
No caso do trigo, o volume chegou a 430.925 toneladas, queda de 0,37% na comparação semanal e recuo de 46,5% ante igual semana do ano passado.
No acumulado do ano-safra, os embarques de milho somam 83,81 milhões de toneladas, volume 25,14% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior. As exportações de soja totalizam 40,74 milhões de toneladas, queda de 18,2%, enquanto o trigo acumula 4,78 milhões de toneladas, retração de 28,4%.
O relatório do USDA considera o ano-safra iniciado em 1º de junho de 2026 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para milho e soja.
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