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Governo eleva previsão e novo salário mínimo pode chegar a R$ 1.741 no próximo ano

Projeto enviado ao Congresso propõe aumento de 7,4% em relação ao piso atual. Valor final ainda pode subir dependendo da inflação até novembro
A nova regra de correção fez o governo elevar a previsão para o salário mínimo no próximo ano. O projeto da Lei Orçamentária de 2027, enviado na noite desta segunda-feira (31) ao Congresso, prevê mínimo de R$ 1.741, R$ 24 mais alto que o valor de R$ 1.717 proposto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Adiantado na semana passada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o valor representa aumento nominal de 7,4% em relação ao salário mínimo de R$ 1.621 que está em vigor.
A alta obedece à regra aprovada no fim do ano passado, que limita o crescimento do salário mínimo a 2,5% acima da inflação do ano anterior.
O valor final do salário mínimo em 2027 pode ficar ainda maior, caso o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) suba mais que o esperado até novembro. O indicador é uma das medidas de inflação calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Com base na inflação acumulada entre dezembro de 2025 e novembro de 2026, o governo enviará uma mensagem modificativa ao Congresso no início de dezembro.
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10Elas coloca proteção às mulheres no centro da campanha de Pivetta e Gisela

Evento encerrou o Agosto Lilás com propostas de combate à violência e ampliação da presença feminina no poder
Centenas de mulheres e dezenas de lideranças políticas participaram, na noite desta segunda-feira (31), do encontro 10Elas, realizado no Cenarium Rural, em Cuiabá. O LIVRE esteve presente e acompanhou o evento.
O encontro contou com a participação do governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) e de sua candidata a vice-governadora, Gisela Simona (União). Ela chegou ao local por volta das 19h20.
Realizado no encerramento do Agosto Lilás, o 10Elas teve como principal tema o enfrentamento à violência contra a mulher e a construção de políticas públicas permanentes nas áreas de segurança, saúde, educação e assistência social.
Entre as propostas apresentadas pela chapa estão a ampliação da rede de proteção, o fortalecimento do atendimento especializado, a capacitação de servidores e a adoção de protocolos para reduzir as diferenças no atendimento às vítimas entre os municípios.
O encontro também destacou a necessidade de ampliar a presença feminina nos espaços de decisão. Pivetta estabeleceu como meta alcançar 50% de mulheres nos cargos de chefia e liderança da administração estadual em um eventual novo mandato.
Caso a chapa seja eleita, Gisela será a segunda mulher a ocupar a vice-governadoria de Mato Grosso. A primeira foi Iraci França, que exerceu o cargo entre 2003 e 2007.
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Anvisa aprova nova ‘caneta emagrecedora’ nacional com o mesmo princípio ativo do Ozempic

Medicamento Yluméc, produzido no Brasil, chega para disputar o mercado após a quebra de patente da semaglutida original
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.
O Yluméc, produzido pela farmacêutica EMS, tem como princípio ativo a semaglutida, o mesmo do Ozempic, que teve sua patente expirada em 20 de março.
Em nota, a EMS informou que a nova caneta é indicada para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 e será produzida na fábrica de peptídeos localizada no complexo de Hortolândia (SP).
De acordo com o registro publicado no Diário Oficial da União, o Yluméc foi classificado como medicamento similar e tem como referência o Ozivy, caneta de semaglutida desenvolvida pela EMS e lançada em junho.
O novo medicamento será disponibilizado no formato de caneta aplicadora nas concentrações de 1,5 mililitro (ml), com quatro aplicações de 0,25 miligrama (mg) ou 0,5 mg; e de 3 ml, com quatro aplicações de 1 mg ou 2 mg.
“A partir do novo registro de semaglutida, entram agora em pauta definições estratégicas relacionadas ao planejamento comercial, preço e cronograma para o lançamento”, concluiu a EMS na nota.
Clique aqui e leia mais sobre as canetas emagrecedoras na Agência Brasil.
Agro Mato Grosso
Por que cânion paradísiaco atrai turistas mesmo durante a seca em MT?

Fenômeno ocorre durante o período de estiagem e transforma a paisagem de um dos principais atrativos turísticos de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT).
Um vídeo que mostra o Cânion do Jatobá, em Vila Bela da Santíssima Trindade, a 562 km de Cuiabá, completamente seco voltou a chamar a atenção nas redes sociais no últimos dias. Segundo especialistas, o baixo volume de água ocorre todos os anos durante a estiagem e transforma o visual de águas cristalinas conhecido pelos turistas, mas não impede totalmente a visitação.
A cada temporada, o cânion recebe cerca de 7 mil a 8 mil visitantes. Durante a seca, as visitas ocorrem normalmente pelas formações rochosas, que permitem conhecer o ponto turístico sem as tradicionais piscinas geradas no período chuvoso.
O guia de turismo Victor Couto destacou que as visitas ao Cânion do Jatobá não são comprometidas pela transformação na paisagem e disse que há visitantes que vão ao local justamente para conhecer o cânion seco.
“Eles ficam muito impressionados com a rapidez com que ele seca. Tem muita gente que fica curiosa e aí vem só para conhecer ele pessoalmente”, relatou.
O Cânion do Jatobá é um dos últimos atrativos da região a perder a água. No entanto, Victor acrescentou que quando o processo inicia, a mudança pode ocorrer rapidamente.
“A partir de maio, os atrativos começam a secar, e o Cânion é o que demora mais para começar a perder água. Às vezes, ele consegue ficar com água até agosto. Só que, quando começa a secar, o processo é muito rápido. Você vai em um dia e ele está com água; dois ou três dias depois, volta e ele já está totalmente seco”, detalhou.
O “sumiço” da água na superfície do cânion é um evento anual. O Cânion do Jatobá é alimentado pela Cachoeira do Jatobá e, durante a estiagem, o fluxo de água deixa de correr pela superfície e passa a seguir inteiramente por baixo das rochas.
Ao contrário do que se possa imaginar, a redução do volume de água durante a seca também pode favorecer a visitação. Para Alcindo Chaves, outro guia de turismo da região, a vazão temporária no cânion permite a exploração turística do local, já que, durante as cheias, o grande volume de água dificulta o acesso e a visitação com segurança.
“Eu acho que, para nós aqui, [a seca] também favorece, né? E eu falo isso porque o turismo aqui em Vila Bela funciona o ano todo. Porque, se a água corresse só por cima [das pedras], durante a cheia a gente não teria condições de fazer a visitação”, concluiu.
O professor de geologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Caiubi Kuhn, explicou que o cânion está associado a um tipo de aquífero, formado por rochas subterrâneas capazes de armazenar e transmitir água. Segundo ele, esse aquífero tem menor capacidade de armazenamento do que outros, como o Aquífero Guarani, presente em outras partes do estado.
“Não é um aquífero com uma capacidade tão boa quanto a de outros locais, como na região de Chapada dos Guimarães e no Vale do Rio Claro, onde os cursos d’água vêm do Aquífero Guarani. Quando há uma estiagem mais forte, o curso de água pode chegar a secar, situação que se agrava quando temos vários anos seguidos com chuvas abaixo da média”, destacou.
Segundo ele, o processo do cânion secar e encher todos os anos é natural e está associado às estações climáticas.
“Esse processo é normal e se relaciona com as estações do ano. As rochas daquela região não permitem ter uma armazenagem de grandes quantidades de água. […] Então, quando se tem uma estação de seca um pouco mais forte, esse aquífero é mais afetado e pode levar a secar completamente o curso de água”, esclareceu.
O professor ainda alertou que, embora seja comum que o cânion fique seco todos os anos, as mudanças climáticas podem intensificar o processo. Para ele, a ação humana também pode contribuir para o agravamento desses períodos.
“As mudanças climáticas podem fazer com que tenhamos secas mais severas ou, em outras regiões, chuvas mais intensas, com eventos extremos que impactam o ciclo hídrico de uma região. Então, mesmo sendo um fenômeno que, de certa forma, é natural, ele pode ser agravado pelas mudanças climáticas que tem uma influência humana”, completou.
🌄O Cânion
O Cânion do Jatobá foi moldado ao longo de milhões de anos pela força das águas da Cachoeira do Jatobá, localizada na Serra de Ricardo Franco. O percurso da trilha tem cerca de 5 km no total e é considerado de nível fácil.
O local é conhecido por ter mais de 8 metros de profundidade e formar piscinas de água cristalina que variam entre tons de azul e verde, permitindo a observação de alguns peixes, segundo Victor.
“Com a água cristalina, conforme o sol bate, a água fica azul, dependendo da época. Quando chove, por exemplo, a água fica verde. E, por volta da segunda metade de novembro, ele já costuma estar cheio”, disse.
Para quem desejar visitar Vila Bela da Santíssima Trindade, a região também reúne diversos outros pontos turísticos, como a Cachoeira do Capivari, a Trilha do Cipó e passeios de barco pelo Rio Guaporé. Alcindo ressaltou que há também um período de alta temporada, que pode favorecer a visita aos atrativos naturais.
“A nossa alta temporada inicia a partir de novembro e vai até o final de junho. Eu sempre falo que o melhor período para visitar Vila Bela é na alta temporada, porque você vai pegar as cachoeiras com volume de água intenso”, afirmou.
A Secretaria de Turismo de Vila Bela da Santíssima Trindade oferece um tour virtual pelas principais atrações turísticas do município. A iniciativa permite conhecer os locais gratuitamente pela internet e apresentar as belezas naturais da região ao público.
*Sob supervisão de Jardes Johnson.
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