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22 de outubro de 2026

Sustentabilidade

MS: Inadimplência no crédito rural dobrou em 18 meses no Estado – MAIS SOJA

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O crédito rural, ferramenta essencial para custear a safra e financiar ganhos de produtividade no campo, vive um momento de atenção em Mato Grosso do Sul. Um levantamento da equipe econômica da Aprosoja/MS, com base em dados do Banco Central (Bacen), mostra que, embora o volume total de crédito captado no Estado tenha se mantido estável nos últimos 18 meses, a proporção desse crédito classificada pelo próprio Bacen como “situação problemática” praticamente dobrou.

Em janeiro de 2025, os créditos representavam 13,9% do total contratado no Estado. Em junho de 2026, esse percentual chegou a 27,6%, o que significa que mais de um quarto de todo o crédito rural em MS hoje está em algum grau de dificuldade.

“O que mais chama atenção não é o volume de crédito captado, que se manteve estável, mas a deterioração da qualidade desse crédito. Em um ano e meio, a fatia problemática praticamente dobrou de proporção, e isso é um sinal de alerta para todo o setor”, avalia o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.

Atraso é o que mais cresce

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Dentro do grupo de créditos problemáticos, o informativo detalha quatro situações: renegociado, inadimplente, prorrogado e em atraso. O destaque negativo é o crédito em atraso, que mais que dobrou de valor proporcional entre 2025 e 2026, saindo de 4,9% para 12,6%. Já os créditos inadimplentes subiram 1,5 ponto percentual no período.

Ao mesmo tempo, as categorias que indicam alguma tentativa de solução do problema, como renegociação ou prorrogação, tiveram redução no peso proporcional dentro do total, o que sugere baixa procura por parte dos produtores em regularizar as dívidas.

“A queda proporcional de renegociações e prorrogações, justamente no momento em que o atraso mais cresce,indica que o produtor que entrou em dificuldade não está buscando resolver o problema, o que tende a agravar sua situação financeira lá na frente”.

Segundo a análise, o aumento da inadimplência tem um efeito direto sobre quem ainda está em dia e precisa de um novo crédito rural: bancos, financeiras e cooperativas tendem a embutir o risco da inadimplência alheia no preço do crédito, elevando as taxas de juros para todos.

Isso cria um ciclo particularmente difícil para quem já está em situação problemática: ao precisar reorganizar a dívida, esse produtor acaba pagando juros mais altos ou estendendo o prazo de pagamento, o que aumenta o custo total do débito.

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O que a Aprosoja/MS recomenda

O informativo aponta o planejamento como saída para os dois cenários. Para quem está adimplente, a recomendação é buscar formas de reduzir a taxa de juros e se organizar para não entrar na categoria de crédito problemático. Para quem já está nessa situação, o caminho indicado é buscar prorrogação ou renegociação da dívida o quanto antes.

“Quanto antes o produtor buscar renegociar, menor tende a ser o custo final da dívida. E do lado público, é fundamental que haja políticas de orientação ao produtor para evitar que novos casos cheguem a essa situação”.

Clique aqui e acesse o Informativo Econômico.

Fonte: Aprosoja/MS

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FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Produção de trigo da Argentina em 2026/27 deve atingir 23,8 milhões de toneladas – BCR – MAIS SOJA

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A produção de trigo na Argentina na temporada 2026/27 deve atingir 23,8 milhões de toneladas, a segunda maior produção dos últimos 17 anos, segundo estimativas da Bolsa de Comércio de Rosário (BCR). A campanha 2025/26 registrou um volume recorde de 28,5 milhões de toneladas.

O rendimento nacional para o ciclo 2026/27 é de 3.530 quilos por hectare de trigo, a terceira melhor marca desde 2010.

No entanto, o chefe de estimativas da BCR, Cristián Russo, antecipa que há preocupações entre os produtores sobre o que foi o mês “atípico” de outubro, marcado por frio, menos radiação e chuvas abaixo do esperado.

“Em princípio, o que é perceptível é que a falta de radiação este ano não se reflete no índice, com uma diferença tão importante em relação a 2025. O efeito das temperaturas mais baixas compensaria em grande parte o efeito da radiação mais baixa”, disse Russo.

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As informações partem da Agência Safras Latam.

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Sustentabilidade

Qual é o potencial produtivo do milho em Santa Catarina, e por que grande parte dele ainda não é alcançado? – MAIS SOJA

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O potencial produtivo (Yp) de uma cultura representa o máximo que pode ser produzido em determinado ambiente, considerando apenas o clima e as características genéticas da cultivar, sem limitações de água, nutrientes, pragas ou doenças. Quando se considera também a disponibilidade hídrica do ambiente, obtém-se o potencial de sequeiro (Yw). A diferença entre esse potencial e a produtividade média obtida pelos produtores é chamada de gap (ou lacuna) de produtividade. A análise desses gaps permite identificar o quanto ainda pode ser produzido na mesma área, só com melhorias nas práticas de manejo, sem a necessidade de expandir a fronteira agrícola.

Um estudo recente conduzido pela Equipe FieldCrops, estimou esses indicadores para a cultura do milho em Santa Catarina, combinando simulações de modelo de cultura com dados reais de manejo coletados em 293 lavouras monitoradas nas safras 2020/21 e 2021/22. Os resultados indicaram um PP de 17,4 t ha⁻¹ e um PS de 14,7 t ha⁻¹ para o estado. No entanto, a produtividade média dos produtores foi de 7.0 t ha⁻¹ o equivalente a somente 47,6% do PS (Figura 1).

Figura 1. Potencial produtivo do milho (Yp) (A), potencial produtivo limitado pela água (Yw) (B), produtividade atingível (75% do Yw) (C) para um período de 15 anos (2006–2020), e produtividade real dos produtores (Ya) para um período de 5 anos (2016–2020) (D) em nove zonas-tampão (BZs) no estado de Santa Catarina, Brasil. As siglas representam as estações meteorológicas de referência (RWSs): Caçador (CA), Campos Novos (CN), Dionísio Cerqueira (DC), Lages (LA), Major Vieira (MV), Rancho Queimado (RQ), Rio do Campo (RC), Urussanga (UR) e Xanxerê (XA). Fonte: Equipe FieldCrops.

Ao decompor esse gap total de 10,4 t ha-1, determinou-se que 2,7 t ha-1 são atribuídos à limitação hídrica, enquanto 7,7 t ha-1 são explicados por falhas no manejo. Comparando lavouras de alta e baixa produtividade, os fatores que mais se destacaram foram a população de plantas estabelecidas, a época de semeadura, a dose de potássio (K₂O) aplicada e o intervalo entre aplicações de calcário, sendo a população de plantas o fator de maior peso identificado pelo estudo (Figura 2).

Figura 2. Árvore de regressão mostrando a variação na produtividade de grãos de milho em Santa Catarina, Brasil, em função de fatores de manejo da cultura. Os valores dentro de cada nó terminal indicam a produtividade média de grãos, em base de 13% de umidade (em Mg ha⁻¹, o mesmo que t ha-1), e a porcentagem de observações. Fonte: Equipe FieldCrops.

Esses resultados mostram que ajustes relativamente “simples” no manejo como semear dentro da janela ideal (entre 31 de agosto e 2 de outubro), ajustar a população de plantas, elevar a dose de potássio e manter intervalos mais curtos entre calagens têm potencial para reduzir significativamente o gap de produtividade do milho. O estudo revela que se todas as lavouras do estado alcançassem 75% do PS, a produção de Santa Catarina poderia aumentar em 1 milhão de toneladas na mesma área atualmente cultivada.



Referências:  

PILECCO, I.B.; et al. Identifying maize yield potential and farm yield gaps in Southern Brazil. Agronomy Journal, v. 117, n. 6, 2025. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/agj2.70258 >, acesso: 25/09/2026.

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Sustentabilidade

Soja em Chicago sobe após oito sessões de queda com apoio do petróleo e da demanda chinesa

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Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira (22) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), interrompendo uma sequência de oito sessões consecutivas de queda. Após atingir o menor patamar em dois meses, o mercado encontrou espaço para uma recuperação técnica, impulsionada por compras de barganha, pela valorização do petróleo e pela demanda chinesa.

A alta do petróleo contribuiu para sustentar as cotações, diante da relação entre o mercado energético e o óleo de soja utilizado na produção de biodiesel. Outro fator positivo foi a continuidade das compras chinesas no mercado norte-americano. Nesta quinta-feira, exportadores privados dos Estados Unidos anunciaram a venda de 202 mil toneladas de soja para o país asiático.

Os dados de exportação também reforçaram o cenário de demanda. As vendas líquidas norte-americanas de soja para a temporada 2026/27, iniciada em 1º de setembro, somaram 2,841 milhões de toneladas na semana encerrada em 15 de outubro. A China liderou as aquisições, com 2,179 milhões de toneladas.

O volume total ficou dentro das expectativas dos analistas, que projetavam vendas entre 1,1 milhão e 3 milhões de toneladas.

Preços da soja em Chicago

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 7,75 centavos de dólar, ou 0,62%, cotados a US$ 12,53 por bushel. Já a posição janeiro avançou 6,50 centavos de dólar, equivalente a 0,51%, encerrando a US$ 12,6475 por bushel.

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Entre os subprodutos, o farelo de soja para dezembro encerrou em queda de US$ 1,00, recuo de 0,28%, a US$ 347,30 por tonelada.

O óleo de soja, por outro lado, acompanhou o movimento positivo do mercado energético. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 66,74 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 0,77 centavo, ou 1,16%.

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