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1 de setembro de 2026

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Quais os prazos, juros e valores da MP da renegociação de dívidas? Cartilha da CNA esclarece

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Imagem gerada por IA

A nova Medida Provisória acordada entre governo, Congresso e bancada do agro sobre as dívidas rurais (MP 1.376), publicada na última quarta-feira (15), ainda levanta muitas dúvidas nos produtores. Para ajudar a clarear o assunto, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou um documento com detalhes e informações para o produtor se organizar.

O texto da lei autoriza a contratação de linhas de crédito para liquidar ou amortizar dívidas rurais e Cédulas de Produto Rural (CPRs) de produtores afetados por perdas de safra, eventos climáticos extremos ou queda dos preços agropecuários.

O Comunicado Técnico da CNA (faça aqui o download) traz, por exemplo, informações detalhadas que constam na MP sobre quem poderá acessar as linhas de crédito, quais dívidas poderão ser incluídas e os prazos, além de alertar os produtores rurais para que organizem documentos e reúnam provas sobre as perdas.

Quem pode acessar as linhas de crédito?

O documento da CNA esclarece que poderão acessar as linhas de crédito:

  • Produtores rurais;
  • Cooperativas de produção agropecuária, na condição de produtor rural;
  • Com perdas em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025;
  • Com redução mínima de 30% da renda bruta esperada

E os produtores deverão apresentar sempre a comprovação “por laudo de profissional habilitado”.

Já as dívidas que poderão ser incluídas são as seguintes:

  • Custeio, comercialização e industrialização;
  • Parcelas de investimentos vencidas ou com vencimento até 31/12/2026;
  • Operações renegociadas ou prorrogadas;
  • CPRs com liquidação financeira emitidas em favor de instituições financeiras.

Ao analisar a MP, a Confederação diz no Comunicado que o produtor poderá justificar as perdas que teve com eventos climáticos extremos, como enxurradas, alagamentos, inundações, chuvas de granizo, chuvas intensas, tornados, ondas de frio, geadas, vendavais, secas ou estiagens; ou redução dos preços de comercialização dos produtos agropecuários.

Prazo para contratação

A MP estabelece prazo de até 120 dias após a publicação para contratação das linhas, o que corresponde a 12 de novembro de 2026. A efetiva abertura das contratações dependerá da regulamentação e da disponibilidade de recursos.

Nas condições gerais, os produtores enquadrados no Pronaf poderão contratar até R$ 400 mil, com juros de 6% ao ano e prazo de até oito anos.

Para o Pronamp, o limite é de até R$ 2 milhões, com juros de 9% ao ano e prazo de até oito anos. Para os demais produtores, o limite chega a R$ 4 milhões, com juros de 12% ao ano e prazo de até oito anos.

O Comunicado detalha que, para produtores com perdas climáticas em pelo menos três safras e redução mínima de 40% da renda bruta agropecuária esperada, estão previstas condições excepcionais.

No Pronaf, o limite será de até R$ 500 mil, com juros de 5% ao ano e prazo de até 10 anos. No Pronamp, o limite chega a R$ 2,5 milhões, com juros de 8% ao ano e prazo de até 10 anos. Para os demais produtores, o limite será de até R$ 8 milhões, com juros de 11% ao ano e prazo de até 10 anos.

A primeira parcela de amortização do principal vencerá dois anos após a contratação. Durante esse período, haverá pagamento de juros. As garantias poderão ser reduzidas, quando consideradas excessivas, ou ampliadas, quando insuficientes para a nova operação.

As instituições financeiras também poderão prorrogar, por até 30 dias, determinadas parcelas de principal e juros que atendam aos critérios da MP.

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Colheita de café alcança 93% na área da Expocacer

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A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro atingiu 93% do total previsto até a sexta-feira (28), ante 87% na semana anterior, informou a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) nesta segunda-feira (31). Do volume já colhido, 77% foi beneficiado, com rendimento médio de 490 litros por saca de 60 quilos beneficiada.

No mesmo período da safra passada, os trabalhos estavam 95% concluídos. Segundo a Expocacer, cerca de 30% do café desta safra caiu ao chão em decorrência das chuvas. Desse total, aproximadamente 54% já foi recolhido.

Os técnicos da cooperativa afirmam que a colheita de chão é uma das principais atividades a serem intensificadas neste momento. O aumento da umidade tem interferido no ritmo das operações, sobretudo no recolhimento desse café, já que parte das atividades mecanizadas precisa ser interrompida ou adiada.

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Em algumas situações, o café já enleirado precisa ser novamente esparramado para secagem antes de ser recolhido. A previsão de novas chuvas nos próximos dias amplia a atenção sobre essa etapa dos trabalhos.

Na qualidade, o porcentual médio de catação dos cafés recebidos segue acima de 20%. De acordo com os técnicos da Expocacer, esse comportamento está associado principalmente ao aumento da participação de cafés provenientes do chão.

Na semana passada, os acumulados de chuva ficaram entre 5 milímetros e 29 milímetros, conforme a localidade. Para a cooperativa, esse volume marcou uma mudança importante no padrão meteorológico das últimas semanas, com elevação pontual da disponibilidade hídrica na região após um período prolongado de tempo predominantemente seco.

Para os próximos dias, a recomendação é de atenção à possibilidade de novas chuvas, com maior probabilidade a partir de 2 de setembro. As temperaturas máximas devem variar entre 29 graus Celsius e 32 graus Celsius, enquanto as mínimas devem oscilar entre 11 graus Celsius e 17 graus Celsius. Após as chuvas, a cooperativa também orienta acompanhamento da evolução dos botões florais e de eventuais floradas em algumas lavouras.

Com 93% da colheita prevista já concluída, o avanço dos trabalhos no Cerrado Mineiro passa neste momento pelo recolhimento do café de chão, pela gestão das operações em ambiente mais úmido e pelo monitoramento das lavouras após o retorno das chuvas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Chuva na primavera deve reduzir safra de azeitonas de 2027 no Rio Grande do Sul

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A perspectiva de chuva durante a primavera no Rio Grande do Sul indica uma safra menor de azeitonas em 2027, segundo o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva). A avaliação foi apresentada nesta segunda-feira (31), durante coletiva de imprensa na Expointer, em Esteio (RS). O Estado lidera a produção nacional e concentra a maior parte da área cultivada com oliveiras no país.

De acordo com o Ibraoliva, o Brasil produziu 1,434 milhão de litros de azeite extravirgem em 2026. Desse total, o Rio Grande do Sul respondeu por 81% da colheita. O Estado também reúne cerca de 7,1 mil hectares de oliveiras, o equivalente a aproximadamente 69% dos 10,3 mil hectares plantados no país.

A Serra da Mantiqueira, que abrange Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, aparece como o segundo polo nacional da olivicultura.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

O presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, afirmou que o desempenho gaúcho ocorreu após duas safras afetadas pelo excesso de chuvas. Segundo ele, o avanço da produção, mesmo com estabilidade da área plantada, mostra que o crescimento do setor não depende apenas da expansão dos olivais. Para a entidade, o resultado está relacionado à evolução do manejo, à adaptação dos produtores às condições climáticas e ao aprimoramento das etapas de colheita e processamento.

"Vamos ampliar a pesquisa para reduzir as oscilações na produção. Nós temos que acabar com essa montanha-russa e precisamos ter uma estabilidade produtiva. Por isso, estamos cada vez mais aliados à tecnologia e às universidades como a Universidade Federal de Santa Maria, a Universidade Federal de Pelotas", disse Obino Filho.

O Ibraoliva reúne atualmente 390 olivicultores em cerca de 120 municípios gaúchos, com destaque para Encruzilhada do Sul, Canguçu, Pinheiro Machado, Bagé e Cachoeira do Sul. Em nível nacional, a cadeia soma mais de 620 produtores e 77 lagares em operação, distribuídos por cerca de 280 municípios de oito Estados.

Com liderança em produção e área cultivada, o Rio Grande do Sul segue como principal referência da olivicultura brasileira, enquanto o setor busca reduzir a oscilação das safras com pesquisa, tecnologia e ajustes de manejo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Soja em terras baixas deve ocupar 431 mil hectares no RS na safra 2026/27

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Foto: Madson Maranhão/Governo do Tocantins

A intenção de semeadura de soja em terras baixas no Rio Grande do Sul chega a 431.013,93 hectares na safra 2026/27, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (31) pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), durante a 49ª Expointer.

O número representa uma redução de 1,3% em relação à área plantada na safra 2025/26. Mesmo com o recuo, a soja segue ganhando espaço nas áreas tradicionalmente destinadas ao arroz irrigado e se consolida como parte do sistema de rotação de culturas no Estado.

Segundo o Irga, a integração entre soja e arroz contribui para melhorias na estrutura do solo, fixação biológica de nitrogênio e manejo fitossanitário. A estratégia tem sido adotada pelos produtores como forma de ampliar a eficiência e a sustentabilidade das áreas de várzea.

O levantamento de intenção de semeadura é realizado pelo Irga por meio de uma rede de coleta distribuída pelos escritórios regionais. Cada município pesquisado apresenta, no mínimo, 65% de amostragem da área cultivada. Durante o acompanhamento da implantação da safra, a cobertura supera 80% da área efetivamente semeada.

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