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1 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Ceema: Trigo dispara em Chicago e atinge maior valor em dois anos com menor safra nos EUA desde 1970 – MAIS SOJA

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Trigo: Em Chicago, o primeiro mês cotado viu sua cotação disparar no dia 15/07, batendo em US$ 6,77/bushel. Esta foi a mais alta cotação desde o dia 31 de maio de 2024, portanto, há mais de dois anos. Lembrando que ainda no final de junho o bushel do cereal esteve cotado em US$ 5,69. Ou seja, em cerca de 15 dias úteis o bushel do cereal ganhou mais de um dólar em Chicago. Já o fechamento desta quinta-feira (16) ficou em US$ 6,74/bushel, contra US$ 6,11 uma semana antes. Aqui, além das questões climáticas mundiais, e a redução da produção nos EUA e problemas climáticos locais (a colheita de trigo nos EUA, prevista para apenas 41,8 milhões de toneladas neste ano, será a menor desde 1970/71), tem-se, ainda, o recrudescimento do conflito entre Rússia x Ucrânia, o qual passou a pesar sobre este mercado, já que a região do Mar Negro é forte produtora e exportadora do cereal.

Por sua vez, o relatório de oferta e demanda, do dia 10/07, reduziu ainda mais a safra estadunidense, com a mesma ficando estimada, agora, em 41,8 milhões de toneladas. Os estoques finais estadunidenses igualmente recuaram, caindo para 19,7 milhões para o ano 2026/27. Já a produção mundial ficou mantida em 820 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais globais seriam de 272,8 milhões, perdendo cerca de três milhões de toneladas sobre junho. A produção da Argentina ficou estimada em 21 milhões de toneladas, enquanto a brasileira em 6,7 milhões. Com isso, estima-se que o Brasil irá importar 7,2 milhões de toneladas neste novo ano comercial.

Aliás, em relação a Argentina, os agricultores locais estão vendendo uma quantidade excepcionalmente baixa de sua nova safra de trigo, mesmo com o plantio avançando rapidamente, informou a Bolsa de Grãos de Rosário, isso devido a preços mais baixos e uma preocupação crescente com a oferta futura. Os agricultores argentinos já teriam semeado 82% da área prevista pelo governo para a safra de trigo 2026/27. No entanto, as vendas da nova safra atingiram apenas 2 milhões de toneladas até o momento, um dos inícios mais fracos da última década. A bolsa informou que o volume contratado representa apenas 10,5% da produção prevista, ficando abaixo da média de cinco anos que é de 16,6% para esta fase. Do trigo já vendido, 690.000 toneladas ainda não têm preço fixado. De fato, os preços do trigo a ser entregue após a colheita caíram acentuadamente. O contrato de dezembro caiu de cerca de US$ 231,00 por tonelada, no final de abril e meados de maio, para cerca de US$ 206,00 no início de julho, levando os agricultores a desacelerar as vendas em vez de fechar negócios a preços mais baixos. Em tal contexto, a Argentina pode acabar com estoques maiores de trigo se as exportações não continuarem fluindo. A Bolsa estimou os estoques finais de 2025/26 em cerca de 4,5 milhões de toneladas, o maior nível desde 2014/15, mesmo com a demanda interna estimada em 9,2 milhões de toneladas e as exportações em um recorde de 19 milhões de toneladas. A Argentina também enfrenta uma concorrência mais acirrada no exterior. Seu preço de exportação do trigo está agora em cerca de US$ 227,00/tonelada, próximo ao de fornecedores rivais, enquanto as grandes safras do Hemisfério Norte estão pressionando os preços globais.

Já no Brasil, a forte redução de área semeada neste ano, somada a possibilidade de problemas climáticos graves devido ao super-El Niño, esperado a partir da primavera, manteve aquecido o mercado. Os preços, junto aos principais produtores nacionais (RS e PR), giraram entre R$ 70,00 e R$ 71,00/saco, porém, lembramos que tais preços já estão estacionados nestes níveis há três semanas nos dois estados. Vale destacar que, em condições normais de clima, o recente boletim da Conab reduziu ainda mais a produção nacional de trigo, com a mesma ficando em apenas 6 milhões de toneladas, após 7,9 milhões no ano anterior. Portanto, bem menos do que o relatório do USDA indicou no último dia 10/07. A área total nacional estaria em 2,04 milhões de hectares, contra 2,44 milhões no ano anterior, ou seja, um recuo de 400.000 hectares plantados com o cereal.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

El Niño avança e muda quadro das lavouras em diferentes regiões

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O El Niño segue ganhando força e já começa a afetar as condições das lavouras globais de forma desigual entre os principais países produtores. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (WMO), o fenômeno pode influenciar o clima entre agosto e outubro, com mudanças nos padrões de precipitação. A avaliação foi apresentada pelo analista de safra da EarthDaily, Felippe Reis, em relatório divulgado nesta sexta-feira (28).

No Brasil, o ponto de atenção está no trigo da região Sul, responsável por mais de 80% da produção nacional. Reis afirmou que o aumento das precipitações eleva o risco de umidade prolongada, o que pode dificultar o manejo, ampliar a incidência de doenças fúngicas e reduzir a disponibilidade de radiação solar para o enchimento dos grãos. Segundo o analista, a partir de setembro a cultura entra em um período crítico de desenvolvimento. Ele citou as safras de 2015 e 2023, quando o excesso de chuva sob influência do El Niño resultou em perdas de produção.

Na Argentina, as chuvas registradas desde meados de julho elevaram a umidade do solo nas regiões produtoras. De acordo com Reis, o volume acumulado supera os níveis de 2023 e configura um cenário de melhora para o desenvolvimento do trigo.

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No Canadá, as chuvas intensas de maio e junho garantiram a melhor condição de meio de temporada em cerca de uma década para as lavouras das Pradarias. Julho foi mais seco, mas o potencial produtivo do trigo canadense segue acima do observado em 2023.

A Austrália concentra a piora mais relevante desde a avaliação de junho. Embora trigo, cevada e canola ainda apresentem boas condições gerais, as chuvas diminuíram na Austrália Ocidental, em padrão semelhante ao de 2023. A previsão para agosto a outubro indica precipitações abaixo da média na maior parte dos estados do leste e na região oeste.

Na Índia, as chuvas de monção estavam 11% abaixo da média de longo prazo em 5 de agosto. O déficit chegou a 27% no leste e nordeste e a 18% na península sul, atingindo áreas de milho e soja. Nos Estados Unidos, Reis avaliou que ainda não há consistência para medir os efeitos do El Niño sobre milho e soja no Meio-Oeste. Para o trigo de inverno, o resultado dependerá do volume e do momento das chuvas nas áreas de cultivo.

O avanço do El Niño mantém um quadro contrastante entre os principais produtores agrícolas, com excesso de chuva em parte da América do Sul, melhora hídrica na Argentina e no Canadá e risco de menor precipitação em áreas da Austrália e da Índia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Sustentabilidade

Saiba como ficaram as cotações de soja no último dia de agosto

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja registrou preços pouco alterados, com fraca movimentação de negócios nesta segunda-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, a Bolsa de Chicago teve pequenos movimentos, com oscilações que ocorreram até no campo negativo, mas com o mercado fechando bem próximo da abertura.

“No físico, um dia bem nominal, com algumas regiões subindo preços, outras caindo, mas sem grandes ajustes. No geral, poucos negócios ocorrendo, as cotações estão em excelentes patamares, mas o produtor preferiu segurar as ofertas querendo indicações melhores”, destacou Rafael Silveira.

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No mercado físico, as cotações apresentaram poucas alterações nesta segunda-feira (31). Confira:

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 152,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 153,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 149,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 143,00 para R$ 144,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 145,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 160,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 160,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam mistos, perto da estabilidade na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), em um dia de ajustes e volatilidade. O mês de agosto, no entanto, foi marcado por uma consistente valorização, em torno de 8%.

Hoje, o fraco desempenho do trigo e um movimento de realização de lucros evitaram ganhos maiores. Em contrapartida, a boa demanda pelo produto americano, a alta do petróleo e a queda do dólar seguiram sendo fatores de sustentação.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 159.000 toneladas de soja para destinos não revelados, a serem disponibilizadas na temporada 2026/27.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 250.801 toneladas na semana encerrada no dia 27 de agosto. Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 430.079 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 491.966 toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam estáveis, a US$ 12,88 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,03 1/4 por bushel, com elevação de 0,50 centavo de dólar ou 0,03%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,60 ou 1,03%, a US$ 345,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 71,12 centavos de dólar, com ganho de 0,06 centavo ou 0,08%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,28%, sendo negociado a R$ 5,1811 para venda e a R$ 5,1791 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1610 e a máxima de R$ 5,1899. No mês, a moeda teve valorização de 2,22%.

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Sustentabilidade

Exportações de soja dos EUA recuam 41,7% na semana, aponta USDA

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Foto: Ivan Bueno/AnP

Os volumes de soja e trigo inspecionados para exportação nos portos dos Estados Unidos recuaram na semana encerrada em 27 de agosto, enquanto os embarques de milho apresentaram alta. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (31) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

No período, foram inspecionadas 250.801 toneladas de soja, uma queda de 41,7% em relação à semana anterior. Na comparação com a mesma semana do ano passado, o volume representa uma retração de 49%.

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Já o milho teve 1,496 milhão de toneladas inspecionadas para exportação, alta de 13,1% ante a semana anterior e avanço de 6,12% em relação ao mesmo período de 2025.

No caso do trigo, o volume chegou a 430.925 toneladas, queda de 0,37% na comparação semanal e recuo de 46,5% ante igual semana do ano passado.

No acumulado do ano-safra, os embarques de milho somam 83,81 milhões de toneladas, volume 25,14% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior. As exportações de soja totalizam 40,74 milhões de toneladas, queda de 18,2%, enquanto o trigo acumula 4,78 milhões de toneladas, retração de 28,4%.

O relatório do USDA considera o ano-safra iniciado em 1º de junho de 2026 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para milho e soja.

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