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Tarifaço dos Estados Unidos acende alerta na indústria brasileira e amplia preocupação com impactos sobre exportações e investimentos

JB News
Por Jota de Sá
A decisão do governo dos Estados Unidos de confirmar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros reacendeu o sinal de alerta entre empresários e representantes da indústria nacional. A medida, que amplia as barreiras comerciais entre os dois países, gera preocupação com possíveis perdas de competitividade, redução das exportações, retração de investimentos e reflexos diretos sobre a geração de empregos em diversos setores da economia.
No Pará, um dos estados com maior vocação exportadora do país, a Federação das Indústrias manifestou preocupação com os desdobramentos da decisão norte-americana e defendeu que o Brasil intensifique o diálogo diplomático para evitar o agravamento da disputa comercial. A entidade também anunciou que continuará acompanhando a evolução do cenário internacional e atuando junto aos governos estadual e federal para minimizar eventuais prejuízos ao setor produtivo.
Os números do comércio exterior demonstram que a relação econômica entre Pará e Estados Unidos já vinha apresentando mudanças significativas antes mesmo da confirmação das novas tarifas. Entre janeiro e junho de 2026, as exportações paraenses destinadas ao mercado norte-americano somaram cerca de US$ 416,7 milhões, uma retração próxima de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior. No sentido inverso, as importações cresceram mais de 26%, alcançando aproximadamente US$ 590,2 milhões.
Como consequência desse movimento, a balança comercial entre o Pará e os Estados Unidos passou de um superávit superior a US$ 128 milhões registrado em 2025 para um déficit de aproximadamente US$ 173,5 milhões neste primeiro semestre de 2026. Mesmo diante dessa inversão, o mercado norte-americano continua sendo considerado estratégico para o desenvolvimento econômico do estado, especialmente pelo elevado volume de equipamentos, máquinas industriais, tecnologia e insumos importados.
Especialistas avaliam que a queda das exportações não pode ser atribuída exclusivamente ao chamado “tarifaço”, uma vez que oscilações semelhantes também foram observadas em anos anteriores, refletindo fatores como variações cambiais, comportamento da demanda internacional, preços das commodities e ajustes no mercado global. Ainda assim, a imposição de novas tarifas amplia a insegurança dos investidores e aumenta a incerteza para empresas que dependem do comércio exterior.
Apesar do cenário mais desafiador, alguns dos principais produtos exportados pelo Pará permanecem protegidos das novas medidas adotadas pelos Estados Unidos. O açaí, um dos maiores símbolos da economia paraense e produto de crescente consumo no mercado internacional, foi mantido na lista de isenções tarifárias. O mesmo ocorreu com pescados, crustáceos, lagostas, ferro-gusa, aço e parte dos produtos minerais, considerados estratégicos para o abastecimento norte-americano.
A permanência do açaí entre os produtos livres da nova tarifa é considerada uma das principais notícias positivas para o setor exportador. Entre janeiro e junho deste ano, as vendas do fruto para os Estados Unidos movimentaram cerca de US$ 37,4 milhões, com o embarque de aproximadamente 9,5 mil toneladas. Embora os números representem uma leve redução em relação ao mesmo período de 2025, o produto continua mantendo forte presença no mercado norte-americano.
A justificativa apresentada pelas autoridades dos Estados Unidos para manter o açaí isento é que não existe produção interna suficiente capaz de atender à demanda dos consumidores americanos, tornando necessária a continuidade das importações brasileiras.
Além do açaí, seguem preservados importantes segmentos ligados ao pescado, carnes, derivados minerais e parte da indústria metalúrgica, reduzindo os impactos imediatos da nova política tarifária sobre algumas cadeias produtivas do Norte do país.
Por outro lado, a elevação das tarifas pode afetar empresas brasileiras que exportam produtos industrializados, máquinas, componentes metálicos, químicos e itens manufaturados, segmentos nos quais a concorrência internacional tende a se tornar ainda mais intensa. O aumento do custo para entrada desses produtos no mercado norte-americano pode reduzir a competitividade das empresas brasileiras, estimular a substituição por fornecedores de outros países e provocar queda no volume de negócios.
Economistas também alertam que a medida pode gerar efeitos indiretos em toda a economia brasileira. Menores exportações significam redução da produção industrial, menor arrecadação tributária, desaceleração de investimentos privados e possíveis reflexos sobre emprego e renda, especialmente em estados com forte dependência do comércio exterior.
Mesmo diante das incertezas, representantes da indústria defendem que a saída passa pelo fortalecimento das negociações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. O objetivo é preservar uma relação comercial considerada estratégica para ambos os países, evitando o avanço de uma disputa tarifária que possa comprometer cadeias produtivas consolidadas ao longo das últimas décadas.
A expectativa do setor produtivo é de que o diálogo institucional prevaleça nas próximas semanas, permitindo a construção de soluções que garantam segurança jurídica aos investidores, estabilidade nas relações comerciais e preservação da competitividade da indústria brasileira no mercado internacional.:::writing
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Polícia Civil prende dois investigados por crimes sexuais em São José dos Quatro Marcos

Suspeitos, de 48 e 58 anos, foram localizados em uma propriedade rural e em uma residência durante o cumprimento dos mandados de prisão preventiva
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta terça-feira (15.9), em São José dos Quatro Marcos, dois mandados de prisão preventiva contra dois homens, de 48 e 58 anos, investigados por crimes sexuais.
A primeira prisão, do suspeito de 48 anos, foi realizada pela Delegacia de São José dos Quatro Marcos por volta das 11 horas, em uma propriedade rural, onde ele trabalhava.
A segunda prisão, do investigado de 58 anos, ocorreu por volta das 14h30, em uma residência localizada na zona urbana de São José dos Quatro Marcos. No local, estava presente o advogado do investigado, que acompanhou todo o procedimento policial.
Os mandados foram expedidos pela Vara Única da Comarca de São José dos Quatro Marcos e cumpridos sem intercorrências. Os presos foram conduzidos à unidade policial para as providências cabíveis.
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Soja tem negociações limitadas no Brasil e fecha com leve alta em Chicago

O mercado brasileiro de soja teve mais um dia de poucas novidades nesta quarta-feira (16), com liquidez reduzida e negociações restritas às necessidades imediatas. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que os produtores estão atentos à janela de plantio da nova safra e às condições climáticas.
Na Bolsa de Chicago, a sessão apresentou certa volatilidade, mas sem grandes variações nos
preços, com movimentos moderados ao longo do dia. Os prêmios também tiveram poucas alterações.
“No físico, foi mais um dia de negócios da mão para a boca, enquanto os portos mantiveram preços firmes”, destaca Silveira. Segundo o analista, as cotações no físico permaneceram bastante nominais e praticamente estabilizadas.
- Passo Fundo (RS): recuou de R$ 155,00 para R$ 154,00.
- Santa Rosa (RS): recuou de R$ 156,00 para R$ 155,00.
- Cascavel (PR): recuou de R$ 152,00 para R$ 151,50.
- Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 147,00.
- Dourados (MS): permaneceu em R$ 147,00.
- Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 148,00.
- Paranaguá (PR): recuou de R$ 163,00 para R$ 162,50.
- Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 163,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira (16) com preços mais altos para grão e farelo, e cotações mais baixas para óleo. O grão mostrou bastante volatilidade durante o dia, oscilando entre os territórios positivo e negativo.
O sentimento de que o mercado está sobrecomprado, o andamento da colheita nos Estados Unidos e a trégua nas compras por parte da China atuaram como fatores de pressão. Nos últimos negócios, porém, preponderaram as expectativas de novas aquisições chinesas antes de uma reunião entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump, que ocorre na próxima semana.
Amanhã, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga o relatório semanal das exportações do país. Para a soja em grão, analistas esperam vendas líquidas entre 900 mil e 2,4 milhões de toneladas.
Contratos da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2026 fecharam com alta de 1,75 centavo de dólar por bushel ou 0,13%, a US$ 13,20 por bushel. A posição janeiro de 2027 teve cotação de US$ 13,37 1/4 por bushel, avanço de 2,00 centavos de dólar por bushel ou 0,14%.
Nos subprodutos, a posição dezembro de 2026 do farelo fechou com ganho de US$ 0,20 por tonelada ou 0,20%, a US$ 365,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2026 fecharam a 69,67 centavos de dólar por libra-peso, retração de 0,68 centavo ou 0,96%.
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PM recupera dois veículos com registro de roubo ou furto e detém três em Tangará da Serra

Dois adolescentes, de 15 e 17 anos, e uma mulher de 29 foram encontrados em uma residência onde estavam uma Fiat Strada e um VW Gol
Policiais militares do 19º Batalhão recuperaram, nesta terça-feira (15.9), dois veículos com registros de roubo/furto, em uma residência localizada no bairro Jardim Vila Horizonte, em Tangará da Serra. Na ação, dois adolescentes, de 15 e 17 anos, e uma mulher, de 29 anos, foram detidos em flagrante.
A equipe recebeu informações de que uma Fiat Strada azul, com registro de roubo/furto, estaria circulando com dois suspeitos. O veículo foi localizado estacionado em frente a uma residência. Durante buscas, os policiais também identificaram, no quintal do imóvel, um VW Gol branco com registro de roubo/furto.
Os suspeitos foram detidos dentro da casa. Durante a abordagem, foram encontradas com o adolescente de 15 anos as chaves da Fiat Strada. Ele relatou aos policiais que havia comprado o veículo por R$ 5 mil, de uma pessoa no município de Deciolândia.
A moradora da residência relatou que os menores haviam deixado o VW Gol no local no dia anterior, afirmando que teriam comprado o veículo de forma parcelada. Diante dos fatos, os envolvidos e os carros recuperados foram encaminhados à delegacia para registro da ocorrência.
*Disque-denúncia*
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
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