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16 de agosto de 2026

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Tarifaço dos Estados Unidos acende alerta na indústria brasileira e amplia preocupação com impactos sobre exportações e investimentos

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JB News

Por Jota de Sá

A decisão do governo dos Estados Unidos de confirmar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros reacendeu o sinal de alerta entre empresários e representantes da indústria nacional. A medida, que amplia as barreiras comerciais entre os dois países, gera preocupação com possíveis perdas de competitividade, redução das exportações, retração de investimentos e reflexos diretos sobre a geração de empregos em diversos setores da economia.

No Pará, um dos estados com maior vocação exportadora do país, a Federação das Indústrias manifestou preocupação com os desdobramentos da decisão norte-americana e defendeu que o Brasil intensifique o diálogo diplomático para evitar o agravamento da disputa comercial. A entidade também anunciou que continuará acompanhando a evolução do cenário internacional e atuando junto aos governos estadual e federal para minimizar eventuais prejuízos ao setor produtivo.

Os números do comércio exterior demonstram que a relação econômica entre Pará e Estados Unidos já vinha apresentando mudanças significativas antes mesmo da confirmação das novas tarifas. Entre janeiro e junho de 2026, as exportações paraenses destinadas ao mercado norte-americano somaram cerca de US$ 416,7 milhões, uma retração próxima de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior. No sentido inverso, as importações cresceram mais de 26%, alcançando aproximadamente US$ 590,2 milhões.

Como consequência desse movimento, a balança comercial entre o Pará e os Estados Unidos passou de um superávit superior a US$ 128 milhões registrado em 2025 para um déficit de aproximadamente US$ 173,5 milhões neste primeiro semestre de 2026. Mesmo diante dessa inversão, o mercado norte-americano continua sendo considerado estratégico para o desenvolvimento econômico do estado, especialmente pelo elevado volume de equipamentos, máquinas industriais, tecnologia e insumos importados.

Especialistas avaliam que a queda das exportações não pode ser atribuída exclusivamente ao chamado “tarifaço”, uma vez que oscilações semelhantes também foram observadas em anos anteriores, refletindo fatores como variações cambiais, comportamento da demanda internacional, preços das commodities e ajustes no mercado global. Ainda assim, a imposição de novas tarifas amplia a insegurança dos investidores e aumenta a incerteza para empresas que dependem do comércio exterior.

Apesar do cenário mais desafiador, alguns dos principais produtos exportados pelo Pará permanecem protegidos das novas medidas adotadas pelos Estados Unidos. O açaí, um dos maiores símbolos da economia paraense e produto de crescente consumo no mercado internacional, foi mantido na lista de isenções tarifárias. O mesmo ocorreu com pescados, crustáceos, lagostas, ferro-gusa, aço e parte dos produtos minerais, considerados estratégicos para o abastecimento norte-americano.

A permanência do açaí entre os produtos livres da nova tarifa é considerada uma das principais notícias positivas para o setor exportador. Entre janeiro e junho deste ano, as vendas do fruto para os Estados Unidos movimentaram cerca de US$ 37,4 milhões, com o embarque de aproximadamente 9,5 mil toneladas. Embora os números representem uma leve redução em relação ao mesmo período de 2025, o produto continua mantendo forte presença no mercado norte-americano.

A justificativa apresentada pelas autoridades dos Estados Unidos para manter o açaí isento é que não existe produção interna suficiente capaz de atender à demanda dos consumidores americanos, tornando necessária a continuidade das importações brasileiras.

Além do açaí, seguem preservados importantes segmentos ligados ao pescado, carnes, derivados minerais e parte da indústria metalúrgica, reduzindo os impactos imediatos da nova política tarifária sobre algumas cadeias produtivas do Norte do país.

Por outro lado, a elevação das tarifas pode afetar empresas brasileiras que exportam produtos industrializados, máquinas, componentes metálicos, químicos e itens manufaturados, segmentos nos quais a concorrência internacional tende a se tornar ainda mais intensa. O aumento do custo para entrada desses produtos no mercado norte-americano pode reduzir a competitividade das empresas brasileiras, estimular a substituição por fornecedores de outros países e provocar queda no volume de negócios.

Economistas também alertam que a medida pode gerar efeitos indiretos em toda a economia brasileira. Menores exportações significam redução da produção industrial, menor arrecadação tributária, desaceleração de investimentos privados e possíveis reflexos sobre emprego e renda, especialmente em estados com forte dependência do comércio exterior.

Mesmo diante das incertezas, representantes da indústria defendem que a saída passa pelo fortalecimento das negociações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. O objetivo é preservar uma relação comercial considerada estratégica para ambos os países, evitando o avanço de uma disputa tarifária que possa comprometer cadeias produtivas consolidadas ao longo das últimas décadas.

A expectativa do setor produtivo é de que o diálogo institucional prevaleça nas próximas semanas, permitindo a construção de soluções que garantam segurança jurídica aos investidores, estabilidade nas relações comerciais e preservação da competitividade da indústria brasileira no mercado internacional.:::writing

Se desejar, também posso produzir uma versão com foco nacional, destacando os impactos do tarifaço para Mato Grosso, agronegócio, mineração, carnes e exportações brasileiras, em um formato mais impactante para o JBNews.

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Agro Mato Grosso

Prazo para se inscrever no Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo 2026 termina dia 21 de agosto

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Concurso nacional recebe trabalhos até 21 de agosto e distribui mais de R$ 210 mil em premiações

Jornalistas e estudantes de Jornalismo de todo o Brasil têm até a próxima sexta-feira (21.08) para participar da 4ª edição do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo. Promovida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a iniciativa reconhece produções jornalísticas que contribuem para ampliar a compreensão sobre o agronegócio e sua relação com a sociedade.

Com o tema “O agro sustentável que transforma a cidade a partir do campo”, a edição de 2026 tem abrangência nacional pela primeira vez. Podem ser inscritos trabalhos que abordem a cadeia produtiva da soja e do milho, sustentabilidade, inovação, geração de renda, desenvolvimento e os impactos do campo na vida urbana.

O concurso conta com seis categorias: Reportagem em Vídeo, Reportagem em Texto, Reportagem em Áudio, Fotojornalismo, Jornalismo Universitário e Destaques Mato-grossenses. Esta última é exclusiva para profissionais que atuam em Mato Grosso. Os trabalhos devem ter sido publicados entre 12 de setembro de 2025 e 21 de agosto de 2026.

A premiação chega a R$20 mil para os primeiros colocados das categorias profissionais. No Jornalismo Universitário, o primeiro lugar recebe R$15 mil, enquanto os vencedores de Destaques Mato-grossenses recebem R$7 mil em cada uma das cinco regiões do estado.

Além dos valores em dinheiro, os finalistas concorrem ao Prêmio Master, que prevê uma vaga na Missão Aprosoja MT Estados Unidos 2027, com as despesas custeadas pela entidade, conforme os critérios estabelecidos no regulamento.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo até as 17h do dia 21 de agosto.

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT participa de reunião na Sefaz para construção de conteúdo sobre Reforma Tributária

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Iniciativa busca ampliar o acesso a informações e preparar o setor produtivo para os impactos e mudanças trazidos pelo novo sistema tributário

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) participou, nesta quinta-feira (13.08), de uma reunião na Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) para tratar da criação de conteúdos orientativos para o portal Escola da Reforma Tributária, iniciativa voltada à disseminação de conhecimento, capacitação e preparação dos setores econômicos diante das mudanças trazidas pelo novo sistema tributário.

A proposta teve origem em uma demanda apresentada pela Aprosoja MT, a partir da necessidade de ampliar o acesso do setor produtivo a informações qualificadas, práticas e acessíveis sobre os impactos da Reforma Tributária.

A Sefaz-MT convidou outras entidades representativas para participar da construção do projeto, ampliando a dimensão institucional da iniciativa. A atuação conjunta permitirá considerar as particularidades de diferentes setores econômicos no processo de capacitação e adaptação às novas regras.

Para a Aprosoja MT, a participação na construção dos conteúdos também representa uma oportunidade de contribuir para que as mudanças tributárias sejam apresentadas de forma clara aos produtores rurais.

“Queremos contribuir para que a implementação da Reforma Tributária aconteça considerando as particularidades do produtor rural. Nosso compromisso é continuar acompanhando o tema de perto e levando informação de qualidade aos nossos associados, para que estejam cada vez mais preparados para as mudanças que virão”, destacou Diego Bertuol, coordenador da Comissão de Política Agrícola.

A iniciativa fortalece a interlocução entre o setor produtivo e a administração tributária, criando um espaço de diálogo, orientação e construção de conhecimento sobre a implementação da Reforma Tributária e seus impactos no campo.

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Agro Mato Grosso

BASF lança Xarvio Connect 2.0 na América do Norte

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Dispositivo transfere mapas de aplicação e dados operacionais entre o Field Manager e terminais compatíveis

A BASF lançou na América do Norte o Xarvio Connect 2.0, dispositivo portátil para troca de dados entre o Xarvio Field Manager e terminais de máquinas agrícolas compatíveis. A solução transfere mapas de aplicação, registra dados das operações e dispensa o uso de smartphone ou tablet.

O equipamento utiliza conexão USB e traz cartão SIM integrado. A comunicação ocorre por uma rede móvel segura, informa a empresa. O sistema mantém os dados armazenados durante períodos sem cobertura e realiza a transferência após o restabelecimento da conexão.

O Xarvio Connect 2.0 aceita formatos como ISOXML e Shapefile. A tecnologia permite o envio de mapas para operações com taxa fixa ou variável em semeadura, proteção de cultivos e nutrição. O dispositivo possui compatibilidade com ISOBUS e CAN-bus.

Segundo a BASF, a transferência começa após a conexão do dispositivo à porta USB do terminal da máquina. Os mapas do Xarvio Field Manager chegam ao equipamento em poucos minutos.

A solução também registra informações geradas durante as operações. Entre os dados coletados aparecem colheita, níveis de umidade e taxas aplicadas. O Field Manager permite usar essas informações para estimar custos de insumos, produtividade e receita em tempo próximo ao real.

A BASF testou o equipamento na América do Norte durante as safras de 2024 e 2025. Os ensaios envolveram plantadoras, pulverizadores e distribuidores de fertilizantes de diferentes fabricantes. Segundo a empresa, o dispositivo operou também em máquinas com mais de dez anos de uso.

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