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Vereadora Michelly Alencar diz que ex-secretário era pressionado por voto na Câmara

Mulher do ex-secretário Jefferson Neves, vereadora afirmou que situação caminhou para o insustentável após piora de atrito na semana passada
A vereadora por Cuiabá, Michelly Alencar (União Brasil), disse que o ex-secretário de Esportes, Jefferson Neves, estava sendo pressionado para que ela mudasse o voto na eleição da Mesa Diretora.
A exoneração dele teria ocorrido porque a pressão de aliados do prefeito teria se tornado insustentável. Jefferson Neves pediu demissão do cargo nessa segunda-feira (13), dias após o atrito do prefeito Abilio Brunini com alguns vereadores, em torno da eleição Mesa Diretora, ter piorado.
“As coisas foram caminhando e chegaram a um ponto de não ter mais ambiente para o Jefferson se manter na secretaria. O meu marido vinha sofrendo uma certa pressão, porque eu não estava no grupo do prefeito e ele era do staff”, disse ela.
Na quinta-feira (9), após críticas na sessão parlamentar, alguns vereadores foram excluídos de um grupo de WhatsApp administrado pelo prefeito Abilio. Ele disse que o grupo servia para compartilhar estratégias como vereadores da base de apoio a ele.
A interferência de Abilio, que já vinha sendo contestada, aumentou com o pedido dele à Justiça para que obrigasse os vereadores a reduzirem o quórum de votação para mudanças no regimento interno. Ontem a juíza Nilza Maria Pôssas negou o pedido do prefeito.
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Tarifaço dos Estados Unidos acende alerta na indústria brasileira e amplia preocupação com impactos sobre exportações e investimentos

JB News
Por Jota de Sá
A decisão do governo dos Estados Unidos de confirmar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros reacendeu o sinal de alerta entre empresários e representantes da indústria nacional. A medida, que amplia as barreiras comerciais entre os dois países, gera preocupação com possíveis perdas de competitividade, redução das exportações, retração de investimentos e reflexos diretos sobre a geração de empregos em diversos setores da economia.
No Pará, um dos estados com maior vocação exportadora do país, a Federação das Indústrias manifestou preocupação com os desdobramentos da decisão norte-americana e defendeu que o Brasil intensifique o diálogo diplomático para evitar o agravamento da disputa comercial. A entidade também anunciou que continuará acompanhando a evolução do cenário internacional e atuando junto aos governos estadual e federal para minimizar eventuais prejuízos ao setor produtivo.
Os números do comércio exterior demonstram que a relação econômica entre Pará e Estados Unidos já vinha apresentando mudanças significativas antes mesmo da confirmação das novas tarifas. Entre janeiro e junho de 2026, as exportações paraenses destinadas ao mercado norte-americano somaram cerca de US$ 416,7 milhões, uma retração próxima de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior. No sentido inverso, as importações cresceram mais de 26%, alcançando aproximadamente US$ 590,2 milhões.
Como consequência desse movimento, a balança comercial entre o Pará e os Estados Unidos passou de um superávit superior a US$ 128 milhões registrado em 2025 para um déficit de aproximadamente US$ 173,5 milhões neste primeiro semestre de 2026. Mesmo diante dessa inversão, o mercado norte-americano continua sendo considerado estratégico para o desenvolvimento econômico do estado, especialmente pelo elevado volume de equipamentos, máquinas industriais, tecnologia e insumos importados.
Especialistas avaliam que a queda das exportações não pode ser atribuída exclusivamente ao chamado “tarifaço”, uma vez que oscilações semelhantes também foram observadas em anos anteriores, refletindo fatores como variações cambiais, comportamento da demanda internacional, preços das commodities e ajustes no mercado global. Ainda assim, a imposição de novas tarifas amplia a insegurança dos investidores e aumenta a incerteza para empresas que dependem do comércio exterior.
Apesar do cenário mais desafiador, alguns dos principais produtos exportados pelo Pará permanecem protegidos das novas medidas adotadas pelos Estados Unidos. O açaí, um dos maiores símbolos da economia paraense e produto de crescente consumo no mercado internacional, foi mantido na lista de isenções tarifárias. O mesmo ocorreu com pescados, crustáceos, lagostas, ferro-gusa, aço e parte dos produtos minerais, considerados estratégicos para o abastecimento norte-americano.
A permanência do açaí entre os produtos livres da nova tarifa é considerada uma das principais notícias positivas para o setor exportador. Entre janeiro e junho deste ano, as vendas do fruto para os Estados Unidos movimentaram cerca de US$ 37,4 milhões, com o embarque de aproximadamente 9,5 mil toneladas. Embora os números representem uma leve redução em relação ao mesmo período de 2025, o produto continua mantendo forte presença no mercado norte-americano.
A justificativa apresentada pelas autoridades dos Estados Unidos para manter o açaí isento é que não existe produção interna suficiente capaz de atender à demanda dos consumidores americanos, tornando necessária a continuidade das importações brasileiras.
Além do açaí, seguem preservados importantes segmentos ligados ao pescado, carnes, derivados minerais e parte da indústria metalúrgica, reduzindo os impactos imediatos da nova política tarifária sobre algumas cadeias produtivas do Norte do país.
Por outro lado, a elevação das tarifas pode afetar empresas brasileiras que exportam produtos industrializados, máquinas, componentes metálicos, químicos e itens manufaturados, segmentos nos quais a concorrência internacional tende a se tornar ainda mais intensa. O aumento do custo para entrada desses produtos no mercado norte-americano pode reduzir a competitividade das empresas brasileiras, estimular a substituição por fornecedores de outros países e provocar queda no volume de negócios.
Economistas também alertam que a medida pode gerar efeitos indiretos em toda a economia brasileira. Menores exportações significam redução da produção industrial, menor arrecadação tributária, desaceleração de investimentos privados e possíveis reflexos sobre emprego e renda, especialmente em estados com forte dependência do comércio exterior.
Mesmo diante das incertezas, representantes da indústria defendem que a saída passa pelo fortalecimento das negociações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. O objetivo é preservar uma relação comercial considerada estratégica para ambos os países, evitando o avanço de uma disputa tarifária que possa comprometer cadeias produtivas consolidadas ao longo das últimas décadas.
A expectativa do setor produtivo é de que o diálogo institucional prevaleça nas próximas semanas, permitindo a construção de soluções que garantam segurança jurídica aos investidores, estabilidade nas relações comerciais e preservação da competitividade da indústria brasileira no mercado internacional.:::writing
Se desejar, também posso produzir uma versão com foco nacional, destacando os impactos do tarifaço para Mato Grosso, agronegócio, mineração, carnes e exportações brasileiras, em um formato mais impactante para o JBNews.
Agro Mato Grosso
Tarifaço de Trump: 94% das exportações de MT ficam fora da nova taxação

Levantamento da Fiemt mostra que apenas 6,09% dos produtos enviados pelo estado aos Estados Unidos serão atingidos pela tarifa adicional de 25%.
A tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras deve ter impacto limitado em Mato Grosso. Levantamento da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) aponta que 93,85% dos produtos exportados pelo estado ao mercado norte-americano em 2026 ficaram de fora da nova cobrança por estarem na lista de exceções do governo dos Estados Unidos. Enquanto isso, no Brasil apenas 45,9% da pauta exportadora continua livre da nova tarifa.
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou nesta quarta-feira (15) a aplicação da tarifa. A tarifa de 25% entrará em vigor em 22 de julho, mas não será aplicada a mercadorias que já tiverem deixado o Brasil em direção aos EUA.
Segundo o USTR, o tarifaço é resultado de uma investigação que concluiu que “várias práticas do Brasil são consideradas injustificáveis e discriminatórias, restringindo a competitividade de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos”. Os argumentos utilizados pelo USTR para a aplicação do tarifaço envolvem o PIX, ações do STF contra as big techs, proteção inadequada à propriedade intelectual e desmatamento.
Apesar da decisão, o governo americano afirmou que a medida poderá ser modificada ou suspensa caso o Brasil elimine as práticas questionadas.
Quais produtos ficaram isentos
Segundo o estudo da Fiemt, Mato Grosso exportou US$ 209,57 milhões para os Estados Unidos neste ano. Desse total, cerca de US$ 196,69 milhões continuam isentos da tarifa adicional. Apenas US$ 12,77 milhões, o equivalente a 6,09% das exportações, estão sujeitos à nova taxa.
Entre os principais produtos exportados por Mato Grosso que permaneceram fora da nova tarifa estão:
- carne bovina;
- ouro;
- madeira serrada;
- madeira beneficiada classificada na NCM 4409.22.
Quais produtos serão afetados
Em Mato Grosso, os produtos classificados na NCM 4418, que reúne madeiras com maior grau de beneficiamento, ficaram fora da lista de exceções. Embora representem uma parcela menor das exportações do estado, esses itens têm maior valor agregado, o que pode reduzir a competitividade das empresas do setor. A Fiemt aponta que a maior parte das exportações de Mato Grosso atingidas pela tarifa está concentrada em dois produtos: sebo bovino e gelatinas e seus derivados.
Juntos, eles representam 97,3% do valor das exportações estaduais sujeitas à nova cobrança. O levantamento estima cerca de US$ 10,7 milhões em exportações de sebo bovino e US$ 1,72 milhão em gelatinas e derivados.
Apesar da forte dependência do mercado norte-americano, principalmente no caso do sebo bovino, a entidade avalia que a presença de compradores em países como Países Baixos, Bélgica, Alemanha, Argentina, Reino Unido, México e Austrália pode reduzir os impactos sobre o setor.
Segundo o coordenador de Internacionalização da Fiemt, Antonio Lorenzzi, Antonio Lorenzzi alertou que, embora representem uma parcela pequena das exportações do estado, o sebo bovino, as gelatinas e parte da madeira beneficiada têm peso na balança comercial de Mato Grosso e podem ser impactados pela nova tarifa.
“É preciso acompanhar de perto produtos como o sebo bovino, as gelatinas e parte da madeira beneficiada, especialmente os itens de maior valor agregado. Esses produtos têm relevância para a balança comercial de Mato Grosso e passarão a pagar a tarifa adicional de 25%”, afirmou.
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Abilio diz que ação judicial não foi para destravar eleição na Mesa Diretora

Prefeito diz que pretende aprovar um novo plano diretor com medição de lotes em 200m², que está em polêmica na Câmara dos Vereadores
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, disse que o pedido judicial para alteração do quórum de votação da Câmara dos Vereadores não tem relação com a eleição da Mesa Diretora. A intenção seria viabilizar a aprovação do plano diretor com corte de lotes em 200 m².
“Eu não entrei com ação pedindo [mudança para] eleição da Mesa. Eu entrei por causa do plano diretor, parcelamento de solo. Se criou uma narrativa por causa da eleição da Mesa, mas não era. A juíza interpretou [assim]…”, disse.
Abilio disse que a decisão da juíza Nilza Maria Pôssas de Carvalho é provisória (liminar). O mérito ainda será analisado, e a consulta dela sobre as regras de quórum indicaria que o assunto pode ser revisto.
“A juíza consultou [o quórum para a eleição]. Não foi o Executivo que pediu isso. Mas a consulta dela mostra que tanto o Executivo quanto o Legislativo têm a intenção de discutir sobre o quórum qualificado”, disse.
Na liminar, a juíza Nilza Maria diz que a alteração do regimento interno modificaria vários pontos da legislação municipal. E ela não teria sido convencida da necessidade para aprová-la agora.
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