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16 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Nem todo pulgão-dos-cereais reage igual ao calor extremo

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Pesquisa revela que a sobrevivência da praga sob altas temperaturas depende de uma complexa combinação entre o genótipo e bactérias

A presença da bactéria Regiella insecticola não provocou custos detectáveis no desempenho de dois superclones chilenos do pulgão-dos-cereais Sitobion avenae durante ondas de calor simuladas. Em contraste, uma linhagem francesa portadora de Hamiltonella defensa apresentou menor sobrevivência, fecundidade, massa corporal e taxa de crescimento populacional. Os resultados indicam forte dependência entre genótipo do inseto, linhagem do simbionte e ambiente térmico (DOI 10.3390/insects17070730).

O estudo avaliou os genótipos Sa2 e Sa3, dominantes na região central do Chile. Ambos carregavam naturalmente Regiella insecticola. Os pesquisadores incluíram também o genótipo francês SaF16, associado a Hamiltonella defensa. A equipe comparou linhagens infectadas com linhagens submetidas à remoção dos simbiontes facultativos por tratamento com antibióticos.

Os pulgões permaneceram sobre plântulas de trigo, cultivar Millán. O experimento adotou temperatura basal de 21 graus Celsius. O tratamento térmico elevou a temperatura para 34 graus Celsius durante duas horas, em três dias de cada semana. O protocolo simulou episódios registrados no fim da primavera e no início do verão na região central chilena.

Gerações sucessivas

A pesquisa acompanhou duas gerações sucessivas. As avaliações incluíram sobrevivência, massa corporal de adultos, fecundidade e taxa intrínseca de crescimento populacional. O ensaio reuniu 378 indivíduos. Cada nível de tratamento contou com 18 pulgões. A linhagem SaF16 infectada recebeu 36 indivíduos devido à elevada mortalidade observada em testes preliminares.

Os genótipos chilenos Sa2 e Sa3 mantiveram desempenho semelhante com ou sem Regiella insecticola. O simbionte apresentou efeito predominantemente neutro nas condições testadas. Pequenas diferenças entre os clones dependeram do genótipo e não alcançaram significância em várias comparações.

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Outra resposta

A resposta mudou na combinação SaF16 com Hamiltonella defensa. Sob calor, a sobrevivência caiu em relação às demais combinações entre genótipo e simbionte. A remoção da bactéria aproximou o desempenho de SaF16 ao observado nos genótipos chilenos. Esse resultado atribui o custo à associação com a linhagem estudada de Hamiltonella defensa, e não apenas à origem genética do pulgão.

A fecundidade também diminuiu em SaF16 infectado. O efeito apareceu no controle e se intensificou no tratamento com calor. A taxa intrínseca de crescimento populacional seguiu o mesmo padrão. A combinação SaF16 e Hamiltonella defensa registrou os menores valores entre os grupos avaliados.

A massa corporal apresentou resposta ligada ao genótipo, ao status de infecção e à geração. Após a onda de calor, SaF16 infectado não mostrou o ganho de massa observado em outras combinações. Os resultados também indicaram efeitos carregados para a segunda geração, possivelmente associados à resposta materna.

Simbionte obrigatório

A equipe quantificou ainda os títulos de Buchnera aphidicola, simbionte obrigatório dos pulgões. A abundância aumentou apenas em SaF16 portador de Hamiltonella defensa, tanto no controle quanto sob calor. Os pesquisadores relacionam esse padrão a um possível desequilíbrio na homeostase do hospedeiro e a maior demanda energética.

Os títulos de Regiella insecticola e Hamiltonella defensa não variaram entre o controle e a onda de calor. Portanto, a perda de desempenho não decorreu de aumento detectável na abundância do simbionte facultativo durante o tratamento. O custo pode envolver alterações metabólicas e disputa por recursos no organismo do inseto.

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A prevalência de Regiella insecticola em populações chilenas de Sitobion avenae supera 90% em levantamentos citados pelo estudo. Mesmo assim, os dados não apontaram benefício térmico direto para os superclones Sa2 e Sa3. A ampla ocorrência da bactéria pode refletir expansão clonal neutra ou vantagens ligadas a outros fatores ecológicos.

Caráter específico

Os cientistas ressaltam o caráter específico dos resultados. O efeito observado envolve linhagens determinadas de hospedeiros e simbiontes. As conclusões não permitem generalização para todas as cepas de Regiella insecticola ou Hamiltonella defensa. A linhagem francesa também não representa a composição atual das populações do Chile.

O trabalho apresenta outras limitações. As colônias permaneceram por mais de 100 gerações em laboratório. Esse período pode reduzir respostas plásticas comuns no campo. O estudo não controlou a composição da microbiota intestinal após o uso de antibióticos. A equipe também não registrou a frequência de indivíduos alados e não identificou a linhagem do bacteriófago APSE presente em Hamiltonella defensa.

Os resultados reforçam a necessidade de incorporar associações entre pulgões e bactérias nos programas de manejo. A resposta ao calor não depende apenas da espécie da praga. O genótipo do inseto e a cepa do simbionte podem alterar sobrevivência, reprodução e crescimento populacional durante eventos térmicos extremos.

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Agro Mato Grosso

Semente Forte orienta produtores sobre cuidados para garantir boa implantação da soja

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Aprosoja MT reforça a importância de planejar cada etapa do plantio, desde o armazenamento das sementes até a regulagem dos equipamentos e as condições do solo

Com a liberação do plantio em Mato Grosso, o produtor rural intensifica os preparativos para garantir uma boa implantação da lavoura. Antes mesmo de colocar a semente no solo, uma série de cuidados precisa ser observada, desde a escolha e o armazenamento do material até as condições de umidade e a operação de semeadura. Pequenas falhas nessas etapas podem comprometer o estande de plantas e impactar o desenvolvimento da lavoura ao longo da safra.

Por isso, a qualidade da semente é um dos primeiros pontos que devem ser observados pelo produtor. Por meio do programa Semente Forte, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) acompanha a qualidade das sementes adquiridas pelos produtores. A amostragem das sementes adquiridas comercialmente é realizada por técnicos habilitados pelo Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM), e as amostras são encaminhadas a laboratórios credenciados junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), onde passam por análises para verificar sua qualidade.

Para o vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, o primeiro cuidado deve começar ainda na aquisição da semente. Ele orienta que o produtor procure empresas com experiência e procedência no mercado e confira os índices de germinação e vigor antes de realizar o plantio.

“O ideal é que o produtor compre uma semente de boa qualidade, de empresas idôneas que estão a tempo no mercado, né, que se certifique que essa sementa que ele adquiriu esteja com germinação boa e com vigor excelente para que ela possa já chegar com nível alto de qualidade e germinar bem na lavoura”, disse.

Depois de receber o material na propriedade, os cuidados precisam continuar. Gilson explica que a avaliação da qualidade antes do plantio, aliada ao tratamento adequado das sementes e à observação da umidade do solo, ajuda o produtor a reduzir os riscos de falhas na germinação e garantir uma melhor formação do estande.

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“Na hora que a semente chega na fazenda, o ideal é que chame o supervisor da Aprosoja MT da região para que colete essa semente. Se tiver dúvidas, mande para o laboratório antes de realizar o plantio. Com o resultado de qualidade em mãos, o produtor pode tomar decisão em relação ao tratamento do material, e também, decidir qual o melhor momento para plantar levando em consideração a umidade do solo, fator que contribui para uma boa germinação”, completou.

Em Jaciara, o produtor rural Alberto Chiapinotto também destaca que os cuidados realizados antes da semeadura são fundamentais para evitar problemas durante a implantação da lavoura. Segundo ele, testar a qualidade das sementes e armazená-las adequadamente são medidas que ajudam o produtor a identificar possíveis problemas antes de iniciar o plantio.

“Receber a semente e armazenar em câmara fria, realizar os testes em laboratório e também em canteiros antes do plantio para confirmar a qualidade são cuidados essenciais. Ao cuidar da qualidade da semente, o produtor está evitando que ocorra um erro no plantio. A qualidade da semente é essencial, pois é o início de toda sua safra, não apenas da soja, mas da segunda safra também. Pois se houver a necessidade do replantio, afetará todo o ciclo da produção da safra agrícola, comprometendo a rentabilidade do produtor”, salienta.

Além da qualidade da semente, Alberto chama atenção para as condições no momento da semeadura. A recomendação é que o produtor observe as condições do solo e ajuste a operação de acordo com a capacidade do equipamento, evitando comprometer a distribuição e a emergência das plantas.

“Tenha o máximo de capricho, faça o plantio nas condições ideais, velocidade adequada de acordo com a capacidade do equipamento e do solo para garantir um bom estande de plantas e ter uma colheita farta”, recomenda.

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Os cuidados com a semente e com a operação de plantio são importantes para garantir que a lavoura comece o ciclo produtivo com boas condições de desenvolvimento. Além de reduzir o risco de falhas e da necessidade de replantio, uma boa implantação contribui para o aproveitamento do potencial produtivo da cultura e para a rentabilidade do produtor.

Com a nova safra se aproximando, a Aprosoja MT reforça a importância de que o produtor planeje cada etapa do plantio, desde a escolha e o armazenamento das sementes até a regulagem dos equipamentos e as condições do solo. A atenção aos detalhes antes e durante a semeadura pode fazer a diferença para alcançar um bom estande e iniciar a safra com mais segurança e produtividade.

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Agro Mato Grosso

Javalis avançam em áreas rurais e preocupam produtores em MT

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A presença de javalis e porcos selvagens em áreas rurais em todo o país, principalmente em Mato Grosso, foi tema de um fórum realizado nesta terça-feira (15). O evento focou a preocupação de produtores pelos danos que os animais podem provocar nas lavouras. Lucas do Rio Verde e Sorriso estão entre as cidades prejudicadas pela presença dos animais. Além dos prejuízos diretos à produção, a presença da espécie também representa um desafio para o manejo e a segurança sanitária das propriedades.

A preocupação com os impactos provocados pelos javalis foi tema do Fórum Javali – Impactos, Estratégias e Ação Coordenada de Sanidade, Produção, Meio Ambiente e Manejo em uma Estratégia Integrada, realizado nesta semana com a participação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), especialistas, pesquisadores e entidades do setor.

O avanço dos animais sobre áreas agrícolas pode resultar em perdas de plantas, danos ao solo e destruição de áreas cultivadas, especialmente quando os grupos invadem lavouras em busca de alimento. Em regiões de forte produção agrícola, como o médio-norte de Mato Grosso, o problema ganha dimensão ainda maior devido à extensão das áreas cultivadas e à dificuldade de monitoramento.

Um levantamento realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com 76 Sindicatos Rurais, mostra a dimensão do problema em outras regiões produtoras do país. Entre as entidades que participaram da pesquisa, 85,5% das regiões representadas registraram a presença de javalis nas lavouras.

Durante o fórum, o presidente da Faesp, Tirso Meirelles, destacou que o controle da espécie precisa envolver diferentes setores e ser realizado de maneira contínua. Entre as medidas apontadas estão a simplificação de normas, capacitação para o manejo, treinamento em biossegurança e saúde animal, rastreabilidade, monitoramento e utilização de novas tecnologias.

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“O javali é uma ameaça à segurança do produtor rural e à produção. Precisamos investir nesse processo de manejo e controle de forma coletiva, com esforços reunidos em torno da sanidade animal e vegetal”, afirmou Meirelles.

Para o especialista da CNA Julio Daniel do Vale, o enfrentamento do problema não pode depender apenas da caça. Segundo ele, é necessário estabelecer estratégias de acordo com a realidade de cada região, levando em consideração a presença e a concentração dos animais, os impactos provocados e a capacidade de controle.

A orientação apresentada durante o encontro é que regiões onde a espécie ainda não está presente priorizem ações de prevenção. Em locais onde existem populações em baixa densidade, o objetivo deve ser a erradicação, enquanto áreas com maior concentração exigem medidas de contenção, monitoramento e avaliação dos prejuízos.

A preocupação também está relacionada à sanidade animal. A circulação de javalis entre propriedades pode ampliar riscos sanitários e exige atenção às medidas de biossegurança, principalmente em regiões onde há criação de animais e intensa movimentação de pessoas, máquinas e veículos entre propriedades rurais.

Em Mato Grosso, onde a agricultura ocupa extensas áreas e a produção de soja, milho e outras culturas tem forte participação na economia regional, o controle dos animais representa um desafio adicional para os produtores.

Javalis avançam em áreas rurais e preocupam produtores

Imagens aéreas mostram estrago feito pelos animais em lavoura de milho (Reprodução)

A proposta defendida no fórum é a construção de uma estratégia nacional de controle, combinando prevenção, monitoramento, manejo, tecnologia e rastreabilidade.

Para regiões produtoras como Lucas do Rio Verde e Sorriso, a discussão ganha importância justamente pela necessidade de evitar que a expansão da população de javalis resulte em novos prejuízos às lavouras e aumente os custos de produção para quem vive da atividade rural.

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Agro Mato Grosso

Syngenta leva inovações para os desafios da cotonicultura no 15º Congresso do Algodão

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Companhia destaca portfólio completo e reforça parcerias em prol da qualidade e sustentabilidade da fibra brasileira

A Syngenta participa da 15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), principal encontro da cadeia produtiva da fibra no País, que acontece entre os dias 22 e 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG). Durante o evento, a companhia apresentará soluções voltadas aos principais desafios da cotonicultura, reforçando seu compromisso com a produtividade, a rentabilidade e a sustentabilidade das lavouras brasileiras.

 

Entre os destaques está o lançamento de INVENCIS®, inseticida de última geração desenvolvido para o controle do bicudo-do-algodoeiro, considerada a principal praga da cultura. A solução também oferece alta eficácia no manejo de ácaros, tripes e lagartas, contribuindo para um manejo integrado mais eficiente e sustentável. A empresa também destaca VICTRATO®, tratamento de sementes baseado na incomparável tecnologia TYMIRIUM®, que protege as lavouras contra doenças de solo e foliares e contra todos os nematoides, preservando o potencial produtivo da cultura.

 

O portfólio apresentado no congresso inclui ainda soluções biológicas, como o bioativador YIELDON™, desenvolvido para potencializar a produtividade e apoiar o desenvolvimento das culturas em fases estratégicas. Combinando inovação química, biológica e digital, a Syngenta reforça sua atuação como parceira do produtor na construção de sistemas agrícolas mais resilientes e competitivos.

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“O Congresso Brasileiro do Algodão é um dos momentos mais importantes para o setor, pois reúne produtores, pesquisadores, empresas e lideranças que ajudam a construir o futuro da cotonicultura nacional. Para a Syngenta, estar presente nesse encontro é uma oportunidade de apresentar tecnologias que respondem aos desafios atuais do campo e que contribuem para elevar os padrões de produtividade, qualidade e sustentabilidade da fibra brasileira”, afirma Rafael Borba, Gerente de Marketing Algodão da Syngenta.

 

“Nosso compromisso vai além da oferta de soluções. Trabalhamos lado a lado com o produtor rural e com entidades representativas do setor para fortalecer toda a cadeia do algodão. Essa parceria de longo prazo nos permite apoiar o desenvolvimento de uma produção cada vez mais eficiente, rentável e alinhada às demandas dos mercados globais, consolidando o protagonismo do algodão brasileiro no cenário internacional”, completa o executivo.

 

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