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16 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Publicada medida provisória que autoriza a renegociação de dívidas rurais – MAIS SOJA

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O governo federal publicou na última quarta-feira, no Diário Oficial da União, medida provisória que autoriza a renegociação de dívidas rurais. A norma pode alcançar mais de R$ 100 bilhões em operações, segundo estimativa do Ministério da Fazenda, e será regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A medida foi editada como resposta ao endividamento rural e cria duas linhas de crédito para renegociação: uma com recursos controlados, direcionados e equalizados e outra com recursos livres das instituições financeiras.  

A MP estabelece que essas linhas terão como finalidade apoiar ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, enfrentar consequências sociais e econômicas de calamidades públicas e efeitos econômicos negativos de conflitos geopolíticos internacionais, além de permitir a liquidação ou amortização de débitos.  

Poderão ser renegociadas operações de crédito rural de custeio, comercialização e industrialização, além de parcelas de operações de investimento, dentro dos critérios definidos pela medida. O público-alvo inclui produtores rurais e cooperativas de produção com perdas em duas ou mais safras entre 2019 e 2025. 

Os agricultores e cooperativas beneficiadas terão limites, dependendo do caso, com prazo de 8 a 10 anos para pagar; e taxas de juros variando de 6 a 12 por cento ao ano, variando de acordo com a categoria de cada tipo de produtor. 

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A proposta busca viabilizar a renegociação de operações de crédito de produtores, inclusive por meio de suas cooperativas agropecuárias, na condição de produtor rural.  O Sistema OCB acompanhou de forma permanente as tratativas conduzidas entre o Governo Federal, o Congresso Nacional, a Frente Parlamentar da Agropecuária  e a Frencoop, defendendo soluções para garantia de segurança jurídica e preservação do acesso ao crédito e atendam às necessidades das cooperativas agropecuárias, de crédito e dos produtores rurais cooperados . 

A OCB registrou reconhecimentos aos esforços dos parlamentares da Frencoop e da FPA, em especial à senadora Tereza Cristina (MS) e aos deputados Pedro Lupion (PR), Arnaldo Jardim (SP) e Alceu Moreira (RS), que atuaram ativamente nas negociações que buscavam solução para o endividamento do setor e na defesa dos interesses do cooperativismo, apesar dos desafios enfrentados durante esse processo de negociação que resultou na atual medida provisória.  Segundo Tania Zanella, presidente executiva da OCB, os impactos em nível operacional e as condições só poderão ser avaliados após a regulamentação dos instrumentos previstos pelo texto apresentado pelo Ministério da Fazenda ao Poder Legislativo. É bom lembrar que a Medida Provisória publicada, com 13 artigos, tem muitos senões para enquadramento dos produtores, não sendo automático que todos os inadimplentes serão beneficiados. Após a publicação das normas operacionais pelo Conselho Monetário Nacional, os bancos deverão analisar caso a caso para o atendimento. 

Condições da linha geral de renegociação 

Para os produtores enquadrados na regra geral, as novas operações terão prazo de até oito anos para pagamento, com dois anos de carência para amortização do principal. Durante a carência, haverá pagamento apenas dos juros contratados. A renegociação também ocorrerá sem exigência de pagamento de entrada, um dos aspectos mais valorizados pelo setor. 

  • Pronaf: juros de 6% ao ano e limite de até R$ 400 mil.
  • Pronamp: juros de 9% ao ano e limite de até R$ 2 milhões.
  • Demais produtores: juros de 12% ao ano e limite de até R$ 4 milhões.
  • Prazo de até oito anos para pagamento.
  • Carência de dois anos para amortização do principal.
  • Sem necessidade de pagamento de entrada.
Produtores mais afetados terão condições diferenciadas 

A MP criou uma modalidade especial para produtores que enfrentaram perdas mais severas. Para ter acesso às condições ampliadas, será necessário comprovar perdas em três ou mais safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 40% da renda bruta agropecuária em decorrência de eventos climáticos extremos. 

Nesses casos, os produtores terão acesso a juros menores, limites maiores e prazo ampliado para pagamento. 

  • Pronaf: juros de 5% ao ano e limite de até R$ 500 mil.
  • Pronamp: juros de 8% ao ano e limite de até R$ 2,5 milhões.
  • Demais produtores: juros de 11% ao ano e limite de até R$ 8 milhões.
  • Prazo de até dez anos para pagamento.
  • Carência de dois anos para amortização do principal.
  • Sem necessidade de pagamento de entrada. 
Agricultura familiar está entre os principais públicos beneficiados 

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a nova medida deverá alcançar milhares de agricultores familiares que ainda enfrentam dificuldades financeiras após sucessivas perdas climáticas e que não haviam sido contemplados por programas anteriores de regularização de dívidas. 

A expectativa é que as novas condições permitam a retomada da capacidade produtiva e do acesso ao crédito por uma parcela importante da agricultura familiar brasileira. 

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Operações acima dos limites também poderão ser renegociadas 

Outro ponto relevante da Medida Provisória é a criação de uma linha complementar para operações cujo saldo ultrapasse os limites estabelecidos nas linhas principais. Nesse caso, as instituições financeiras poderão utilizar recursos livres, Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e Poupança Rural para estruturar novas operações. 

Além disso, os financiamentos poderão ter prazo de até oito anos, enquanto as taxas de juros serão definidas mediante negociação entre as partes. A medida amplia as possibilidades de atendimento para produtores com maior volume de endividamento. 

Fonte: OCB, disponível em Fecoagro



FONTE

Autor:OCB, disponível em Fecoagro/SC

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Site: Fecoagro/SC

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Sustentabilidade

Efeitos da compactação do solo vão além da redução do volume de raízes – MAIS SOJA

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A compactação do solo constitui um dos principais fatores limitantes ao crescimento das plantas e, consequentemente, à produtividade das culturas agrícolas. Na soja, além de desempenharem funções essenciais na absorção de água e nutrientes, as raízes estabelecem uma importante relação simbiótica com bactérias do gênero Bradyrhizobium, responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio (FBN), que constitui a principal fonte de N para a cultura.

Nesse contexto, a compactação do solo pode provocar uma série de efeitos negativos sobre o desenvolvimento da soja, abrangendo desde a restrição ao crescimento e à distribuição do sistema radicular, limitando o acesso das raízes às camadas mais profundas do solo, até alterações na nodulação e na fixação biológica de nitrogênio. Além disso, condições de compactação podem favorecer ambientes com menor aeração e drenagem, alterando as condições físicas do solo e podendo contribuir para o desenvolvimento de determinados patógenos de solo, de origem fúngica e parasitária.

Esses efeitos podem comprometer a formação dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final da cultura. Entre as principais alterações físicas decorrentes da compactação estão o aumento da densidade e da resistência mecânica do solo e a redução do volume total de poros, especialmente dos macroporos (Debiasi; Santos; Gonçalves, 2021).

Conforme observado por Rosa et al. (2019), o aumento da resistência do solo à penetração decorrente da compactação pode refletir negativamente em diferentes características de crescimento e componentes de produtividade da soja. Os autores observaram alterações em variáveis como altura de plantas, diâmetro do caule, número de legumes e número de folhas, com impactos negativos sobre o desempenho produtivo da cultura.

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Resultados semelhantes foram observados por Savioli et al. (2021). Ao avaliar a influência da compactação do solo sobre os componentes de produtividade da soja, os autores verificaram que o número de legumes (vagens) por planta, o número de grãos por planta e a massa de grãos estiveram entre os componentes mais afetados. Os resultados indicaram influência negativa significativa da compactação sobre esses componentes a partir da densidade do solo de 1,3 g cm⁻³ (Mg m⁻³).

Figura 1. Massa seca de grãos de soja em função de diferentes densidade de solo. (1,1; 1,2; 1,3; 1,4 e 1,5 g cm-3).
Fonte: Savioli et al. (2021)

Esses resultados reforçam a importância das condições físicas do solo para o adequado desenvolvimento da soja e evidenciam os impactos que a compactação pode exercer sobre a formação dos componentes de produtividade e o rendimento final da cultura. Dessa forma, o diagnóstico e o manejo da compactação do solo devem integrar as estratégias de manejo da lavoura, buscando favorecer o crescimento radicular, a exploração do perfil do solo e o aproveitamento de água e nutrientes.

Além dos efeitos diretos sobre o crescimento e a produtividade, a compactação do solo também pode influenciar a capacidade das plantas de tolerar períodos de restrição hídrica. A redução do crescimento radicular e do acesso das raízes às camadas mais profundas pode limitar a exploração de água armazenada no perfil, especialmente durante períodos de déficit hídrico. Assim, o manejo adequado da estrutura do solo constitui uma importante estratégia para melhorar as condições de desenvolvimento da soja e contribuir para maior resiliência da cultura diante de condições de estresse hídrico.



Referências:

DEBIASI, H.; SANTOS, J. C. F.; GONÇALVES, S. L. COMPACTAÇÃO DO SOLO. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/producao/manejo-do-solo/compactacao-do-solo >, acesso em: 16/09/2026.

ROSA, H. A. et al. INFLUÊNCIA DA COMPACTAÇÃO DO SOLO EM PARÂMETROS PRODUTIVIDOS DA CULTURA DA SOJA. Revista Técnico-Científica do CREA-PR, 2019. Disponível em: < https://revistatecie.crea-pr.org.br/index.php/revista/article/view/548/333 >, acesso em: 16/09/2026.

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SAVIOLI, M. R. et al. Componentes de produção da soja sob níveis de compactação do solo. Acta Iguazu, Cascavel, v.10, n.2, p. 1-12, 2021. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/26312 >, acesso em: 16/09/2026.

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Exportações e expectativas de compras públicas sustentam preços – MAIS SOJA

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A concorrência entre os mercados interno e externo, somada à expectativa de compras governamentais, mantém os preços do arroz em casca firmes no Rio Grande do Sul.

De acordo com o Cepea, negócios voltados ao fechamento de navios aconteceram a valores próximos de R$ 90/sc de 50 kg, no Porto do Rio Grande (RS), nos últimos dias, levando produtores a ampliar a oferta, especialmente nas regiões próximas ao terminal. Ao mesmo tempo, parte das indústrias domésticas reduziu a atuação diante da dificuldade em acompanhar os valores da exportação.

Segundo o Centro de Pesquisas, a disputa ocorre em um contexto de maior demanda das indústrias por matéria-prima. Em agosto, o beneficiamento de arroz no estado avançou, e os preços ao consumidor também registraram alta.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Depois de meses de alta, inadimplência dá primeiro sinal de trégua em MT e Cuiabá – MAIS SOJA

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Mato Grosso encerrou agosto de 2026 com uma leve queda na inadimplência dos consumidores no estado, 2,23% na comparação entre julho e agosto. Os números apurados pelo SPC Brasil para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) mostram que o mês trouxe o primeiro sinal de redução no ano entre quase 1,5 milhão de consumidores mato-grossenses em idade adulta que estão com restrição de crédito.

O mesmo recuo apareceu na quantidade de dívidas em atraso, que caiu 2,38% no mês, mesmo acumulando alta de 8,90% em 12 meses.

Entre os mato-grossenses inadimplentes, o perfil é majoritariamente masculino (53,42% ante 46,56% de mulheres) e concentrado na faixa entre 30 e 49 anos.

O valor médio das dívidas no estado é de R$ 6.119,63, somando-se todos os débitos por consumidor, com tempo médio de atraso de 29,5 meses. Em torno de 35,70% das dívidas estão em aberto entre um e três anos e outras 40,13% ultrapassam os três anos.

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Os bancos concentram a maior fatia dos débitos, com 54,81%, seguidos por comércio, com 21,94%, outros segmentos (10,91%), água e luz (8,17%) e comunicação (4,17%).

Cuiabá

Na capital, aproximadamente 258 mil consumidores adultos apresentaram restrição de crédito em agosto. Na comparação mês a mês, o SPC Brasil apontou queda de 2,52% no total de inadimplentes cuiabanos. Em relação à quantidade de dívidas em atraso, a redução foi de 2,95% no mês.

O perfil dos inadimplentes cuiabanos também é predominantemente masculino (52,10% ante 47,90% de mulheres), com idade média de 45,4 anos — ligeiramente acima da média estadual — e concentração também entre 30 e 49 anos.

Em Cuiabá, o valor médio das dívidas é de R$ 6.631,99, acima da média estadual, com tempo médio de atraso de 30,2 meses. Mais da metade das dívidas da capital, 58,28%, está em aberto há mais de um ano, distribuídas entre as faixas de um a três anos (34,93%), três a quatro anos (17,48%) e quatro a cinco anos (24,35%).

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Os bancos também lideram entre os credores na capital, com 61,09% das dívidas registradas, seguidos por comércio, 14,85%, água e luz (8,76%), outros segmentos (12,33%) e comunicação (2,97%).

“Os números mostram que a inadimplência ainda é uma realidade que pesa no bolso do consumidor cuiabano e mato-grossense, mas o recuo mensal é um indício importante de que as famílias estão conseguindo se reorganizar. Do lado do comércio, isso significa reforçar o diálogo com o cliente, oferecer condições de negociação viáveis e ajudar quem quer voltar a comprar e a pagar em dia. A CDL Cuiabá segue acompanhando esses indicadores para orientar o lojista sobre a melhor forma de negociar com o consumidor”, observou o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam.

CDL Cuiabá – Com 53 anos de história e cerca de 10 mil empresas associadas, a CDL Cuiabá tem como missão transformar a Capital em um dos melhores lugares para empreender e morar. Com origem no comércio varejista, hoje a entidade representa empresários e empresárias de diferentes setores, oferecendo facilidades como economia operacional, certificação digital, inteligência para concessão de crédito, telefonia móvel, redução de custos com energia e proteção de crédito em parceria com o SPC Brasil.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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